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Vendo a banda passar

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Salvo a ocorrência de um terremoto político, é muito pouco provável que o rumo da sucessão do governador Gladson Cameli sofra alteração.

Apesar dos abalos sísmicos diários produzidos por seus próprios aliados, as intenções de renovação do mandato dele se mantém em alta.

O que os “mui” aliados do governador têm dificuldade de entender, e sobretudo de aceitar, é que ele tem o legítimo direito de concorrer à reeleição e que as condições lhes são bastante favoráveis.

Aliás, se alguns de seus assessores e conselheiros descessem do salto alto e acalmassem o clima eufórico do “já ganhou”, isso já seria meio caminho andado. Destes, uns não ajudam em nada, mas atrapalham que é uma beleza, incluídos nesse pacote aqueles que estão apenas passando “ uma chuva”.

Se o legado do PT nos quesitos probidade e decência com o bem público é lastimável, o mesmo não se pode dizer quanto a unidade para permanecer mais tempo no poder. Os petistas foram craques nisso.

Foi exatamente o espírito de unidade de ação, de propósito, que fez a companheirada se manter pendurada no poder por duas longas décadas.

Diferentemente do quadro atual, quando o que se vê é uma verdadeira guerra de foice no escuro pela faixa de governador, incluindo a vaga no Senado.

Caso o governador estivesse sendo mal avaliado em pesquisa de opinião pública ou sua administração atolada em escândalos, até que a guerra seria aceitável e salutar.

Óbvio que muitos setores da gestão precisam melhorar. E melhorar muito. Alguns gestores permanecem apagados, perdidos e ainda não se encontraram com os verdadeiros objetivos de suas pastas.

Gladson conduz a sua gestão no braço, amparado no carisma pessoal que os aliados ainda não conseguiram raspar.

Quem, de fato, poderia ser o principal adversário, o pretendente natural ao cargo do governador, ainda busca explicações para tentar recuperar a credibilidade.

A memória dos desmandos administrativos e do controle absoluto do PT é muito recente e o retorno ainda causa medo aos acreanos.

Jorge Viana, a principal estrela do petismo local, é astuto demais e sabe que se entrar nessa bola dividida com Gladson vai perder.

Diante da gula de muitos candidatos do mesmo campo político por uma vaga no céu, ou seja, no Senado Federal, Jorge sabe que o caminho dele tem menos obstáculos, principalmente pela divisão demasiada dos votos.

Houvesse um pouquinho de discernimento, a vaga em disputa não lhe seria ofertada numa bandeja.

Não se deve descartar a possibilidade de Jorge subir no muro ou lavar as mãos diante da candidatura majoritária de sua coligação para faturar a vaga que, de fato, almeja. Em palavras simples: a tendência é Jorge jogar parado, vendo a banda passar.

É sempre bom puxar pela memória: não conheço a senadora Mailza Gomes, embora já tenha ido a sua residência para uma reunião com seu esposo, o ex-prefeito James Gomes.

Em 2018, quando o então senador Gladson teve que se afastar para concorrer ao governo estadual, todo mundo sabia que a suplente dele se tornaria titular em caso de vitória e que ambos eram filiados ao mesmo partido.

No cargo, Mailza tem todo o direito de disputar a reeleição e seus adversários o dever de respeitar a senadora.

Não se pode exigir do governador qualquer ação no sentido de autorizar ou de embargar a candidatura dela, sendo que qualquer movimento de renúncia ao pleito eleitoral deve ter caráter exclusivamente pessoal.

De mais a mais, não há nenhum nome novo na disputa. Estão todos no mesmo patamar, fazendo exatamente a mesma coisa em Brasília: anunciam emendas, cuja liberação é impositiva, e fazem figa para o governo federal ter alguma dificuldade na condução política para que possam emprestar seus apoios em votações impopulares.

A diferença é que uns exploram suas redes sociais com mais eficiência e transmitem a impressão de que trabalham mais que os outros.

Embora a maior parte dessas emendas nunca chegue ao Estado tem muita gente que acredita.

Luiz Calixto

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