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Construir no Acre ficou 1,02% mais caro em julho, mostra IBGE

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O Índice Nacional da Construção Civil divulgado recentemente pelo IBGE, subiu 2,49% em julho no Acre. Foi a maior alta do ano no Acre, com 1,02 ponto percentual acima da taxa do mês anterior (de 1,47%).

No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa do Acre foi de 14,42% e, a do Brasil, 22,60%. No Brasil, o aumento foi de 1,89% e, na região Norte, de 1,29%. O acumulado de janeiro a julho ficou em 13,49% no Brasil, 8,61% no Norte e, 7,55% no Acre.

Apesar de apresentar um menor crescimento que o Brasil e a Região Norte, o Acre apresenta o quinto maior custo nacional da construção por metro quadrado (R$ 1.503,67), superado somente por Santa Catarina (R$ 1.608,14), Rio de Janeiro (R$ 1.585,77), São Paulo (R$ 1.552,48) e Paraná (R$ 1.519,14).

No Acre, a parcela dos materiais (R$ 912,10) apresentou variação de 4,15%, alta de 4,03 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,13%). O componente de mão de obra (R$591,57) ficou praticamente estável em relação ao mês anterior (R$ 591,34).

A região Sudeste, com alta observada na parcela dos materiais em todos os estados, ficou com a maior variação regional em julho, 2,25%. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 1,56% (Nordeste), 1,90% (Sul), e 1,98% (Centro-Oeste).

Os custos regionais por metro quadrado foram: R$ 1.400,82 (Norte), R$ 1.364,47 (Nordeste), R$ 1.516,02 (Sudeste), R$ 1.521,78 (Sul) e R$ 1.406,76 (Centro-Oeste). Entre os estados, o Mato Grosso do Sul apresentou a maior variação mensal, 3,58%, devido à alta tanto na parcela dos materiais como na mão de obra; seguido pelo Ceará (3,28%), sob impacto da alta dos materiais e dissídio coletivo.

Os dados foram trabalhados pela equipe técnica do Observatório do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre.

Cotidiano

Mosquito da malária atua a noite, mas intensifica ataques entre meia-noite, diz pesquisa 

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Estudos liderados pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e que tiveram cidades do Acre -Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Acrelândia e Rodrigues Alves como locais de pesquisa – ajudam a entender como as ações antrópicas interferem no comportamento e na distribuição de mosquitos transmissores de malária na região amazônica.

O primeiro é o doutorado do biólogo Leonardo Suveges Moreira Chaves. Em um dos resultados, Chaves mostrou que as mudanças causadas pelo homem na vegetação da Floresta Amazônica diminuíram a biodiversidade de mosquitos e levaram o anopheles (Nyssorhynchus) darlingi a se tornar o principal vetor da malária na Amazônia, aumentando o risco de transmissão da doença.

Outro achado importante foi que ambientes florestais fragmentados, habitados por pessoas vulneráveis em casas precárias, são as fontes dessa espécie, enquanto habitats de florestas contínuas ou completamente desmatados, sumidouro.

“Fomos a assentamentos rurais em que havia ocorrência de malária e vimos essa relação: conforme o homem muda a paisagem, a comunidade de mosquitos também sofre alterações, favorecendo a dominância do Ny. darlingi”, explica Chaves. O trabalho deu origem a um artigo publicado em 2021 na revista Plos One.

O segundo estudo faz parte do também biólogo Gabriel Laporta, pesquisador do Centro Universitário FMABC. Para o trabalho, que foi publicado também no início de 2021 na Scientific Reports, Laporta analisou dados de mosquitos anophelinos capturados anteriormente e os utilizou para investigar o quanto o desmatamento impulsiona a ocorrência de malária em paisagens rurais.

O maior risco da doença ocorre em locais onde o desmatamento acumulado atingiu cerca 50% da cobertura vegetal fragmentada. O primeiro pico ocorre após dez anos do início do assentamento, e o segundo, 35 anos depois.

As investigações de Chaves e Laporta fazem parte de um projeto maior, coordenado por Maria Anice Sallum, bióloga e professora do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. Uma equipe de cientistas viajou, entre janeiro de 2015 a novembro de 2017, para 12 municípios da Amazônia brasileira, e conseguiram capturar mais de 25 mil espécimes de mosquitos, de 173 espécies em 17 gêneros diferentes.

Como Maria Anice contou ao Jornal da USP, as análises também conseguiram identificar o horário de pico da infecção dos mosquitos. “Acontece durante toda a madrugada, mas se acentua entre meia-noite e 3 da manhã”, relata. “Esse é um fato importante e nos mostra que o uso de mosquiteiro impregnado com inseticida tem um efeito positivo.”

A transmissão fora do domicílio também merece atenção, pois as medidas de controle devem ser diferentes. “Tem um grande número de insetos voando fora da casa e, por isso, a população precisa se proteger enquanto cozinha ou toma banho, por exemplo”, alerta a professora.

Maria Anice relata, ainda, que alguns locais da Amazônia apresentaram índices de transmissão tão altos que podem ser comparados aos da África subsaariana. “Em Machadinho D’Oeste (RO), por exemplo, uma pessoa infectada gera 58 novos casos de malária”, conta. “Claro que nem todos os locais são assim, mas Lábrea (AM), Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima também tiveram o mesmo comportamento. A novidade do nosso trabalho é que conseguimos quantificar esse índice, conhecido como R0.”

Novos projetos continuam em desenvolvimento no grupo de pesquisa de Maria Anice. Um deles está sendo feito em parceria com o Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos Estados Unidos. “Trabalharemos com técnicas de sequenciamento do genoma para ver se há mutações na população de Anopheles Darlingi que indiquem adaptação deles a novas condições ambientais”, conta Maria Anice.

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Cotidiano

Mulheres acreanas dizem que Estado tem realmente de distribuir absorventes

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Um estudo divulgado na 1ª semana de janeiro diz que 80% das acreanas acham que o Estado deveria distribuir absorventes femininos. Esse mesmo estudo, produzido pelo portal Trocando Fraldas, especializado em saúde da mulher, mostra que as acreanas estão entre as que mais consideram que menstruação impacta negativamente a participação social.

Nesse contexto, o Acre ocupa o sexto lugar no ranking de Estados com maior número de mulheres que tem essa percepção.

No fim do ano passado, uma movimentação oficial promete ao menos reduzir a pobreza menstrual, um fenômeno que faz com que muitas jovens deixem de ir à escola ou ao trabalho por falta de absovente. Em dezembro, os deputados do Acre aprovaram projeto de lei de autoria de Chico Viga (Podemos) determinando a distribuição de absorventes femininos nas escolas públicas do Estado.

Chico Viga lembrou que o projeto visava “corrigir o retrocesso alcançado, referente a dignidade e o desenvolvimento sadio e harmonioso da criança e do adolescente, bem como homologar uma nova era, onde o respeito e os valores inerentes à pessoa humana sejam integralmente resguardados”.

“A população brasileira sofre com a pobreza extrema que aumenta cada vez mais, atingindo, inclusive, a higiene íntima. Neste sentido, os absorventes íntimos não são objetos supérfluos e sim de necessidade básica. Trata-se, portanto, de uma questão de proteção e higiene, além de evitar situações de constrangimento e vexame”, disse.

No Acre, os dados são do relatório de pobreza menstrual divulgado pelo Fundo de População das Nações Unidas mostram que 5,74% das estudantes, não dispõem de condições mínimas para cuidados com higiene pessoal.

“Trata-se de uma lei de fundamental importância para os nossos estudantes, trazendo dignidade aos que vivem em situação de vulnerabilidade, resguardando direitos, evitando constrangimentos, ausências e até o abandono escolar”, destacou o governador Gladson Cameli, ao sancionar a lei.

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Cotidiano

Mega-Sena sorteia hoje prêmio de R$ 3 milhões a quem acertar as seis dezenas

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O concurso 2.444 da Mega-Sena sorteia, neste sábado (15), o prêmio de R$ 3 milhões a quem acertar as seis dezenas.

O sorteio será realizado às 20h, no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê em São Paulo.

O último concurso (2.443), realizado quarta-feira (12), teve dois ganhadores, um de Urucania (MG) e o outro de Araraquara (SP). Cada um vai receber R$ 5,26 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h nas casas lotéricas, no portal Loterias Caixa e no app Loterias Caixa. Clientes do banco podem usar o Internet Banking Caixa.

O valor da aposta simples é R$ 4,50.

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Cotidiano

Interessados em receber o Selo Empresa Amiga da Família têm até o dia 23 de janeiro

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As inscrições para empresas interessadas em receber o Selo Empresa Amiga da Família (SEAF) – Edição 2021/2022 foram prorrogadas até o dia 23 de janeiro. O SEAF é uma iniciativa do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), por meio da Secretaria Nacional da Família (SNF), que reconhece instituições que adotam medidas em benefício do equilíbrio trabalho-família.

As empresas aprovadas terão o nome publicado em Portaria do MMFDH e poderão utilizar a marca do SEAF em meios de comunicação e junto a fornecedores, prestadores de serviço e clientes. Podem participar empresas privadas que tenham sede, filial ou representação no território brasileiro — considerando-se matriz e filiais —, exceto os Microempreendedores Individuais (MEI), e as empresas estatais da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.

Para a secretária Angela Gandra, o envolvimento das empresas na pauta é extremamente relevantes, principalmente em um momento pandêmico.

“Há ainda pouca informação sobre os benefícios das boas práticas nesse âmbito, que, além de promover o fortalecimento de vínculos, contribuem para a saúde mental e aumenta significativamente a produtividade. Por essa razão, é bastante eficaz premiar empresas familiarmente responsivas, de forma a divulgá-las, replicá-las e chegar a mais empresas que desejem ter esse olhar mais humano — e, em realidade, mais eficiente! — para seus funcionários”, concluiu.

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