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Em meio a conflitos, Diocese recusa convênio com governo e acaba negociação da Souza Araújo

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Presbíteros e diáconos da Diocese de Rio Branco decidiram encerrar de vez a obrigatoriedade das obras sociais e acabar com as tratativas e negociações para continuidade dos serviços junto à Casa de Acolhida Souza Araújo.

A secretaria de saúde do Acre foi informada por meio de um documento enviado à secretaria estadual de saúde, alegando que a Diocese decidiu que não haverá novo convênio firmado por parte da Diocese.

“Reservamo-nos o direto de não continuar com a parceria com o governo do Estado do Acre e de nós mesmos decidirmos quais os caminhos serão afetados pelas Obras Sociais da Diocese de Rio Branco quanto aos cuidados, que de forma missionária e caridosamente prestamos aos residentes e assistidos pela Casa de Acolhida Souza Araújo”, informa a Diocese.

A igreja pediu ainda apoio e envolvimento de todos os fiéis católicos e demais pessoas para que possa continuar a prestar esse serviço a favor dos mais excluídos.

Segundo a Diocese, a decisão também foi tomada após tentativa de negociações feitas após o encerramento do governo para manutenção do custeio da casa de acolhida, que ficou parada nos primeiros 6 meses deste ano.

O custeio das despesas e recuso disponibilizados pelo governo seriam insuficientes, conforme os diáconos, e inapropriados para manter a casa, uma vez que o valor não representaria os meses retroativos.

“A relação do dito convênio sempre foi conturbada por atrasos nos repasses e inúmeras dificuldades de negociações desde governo anteriores, “disse a Diocese. De acordo com informações repassadas ao ac24horas, a dívida do governo com a instituição filantrópica chega a R$ 1,3 milhão, referente aos seis primeiros meses do ano.

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8 mil adultos no Acre se declaram homossexuais ou bissexuais

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Um levantamento inédito divulgado nesta quarta-feira, 25, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), investigou pela primeira vez, informações sobre a orientação sexual da população. No Acre, a pesquisa apontou que 8 mil pessoas acima dos 18 anos, se declaram homossexuais ou bissexuais. O que equivalente a 1,3% do público.

A iniciativa, realizada em caráter experimental, é referente aos números da Pesquisa Nacional de Saúde no ano de 2019. A divulgação ocorreu após o órgão ter sido acionado na Justiça pelo Ministério Público Federal, que questionou o fato de o Censo Demográfico de 2022 não ter incluído perguntas sobre a população LGBTQIA+.

Segundo os números gerais, na data que a iniciativa foi realizada, o Estado acreano tinha 592 mil pessoas adultas, dos quais 95,8% (567 mil), se declararam Heterossexual, 1,3% (8 mil), disseram ser homossexuais ou Bissexuais e 2,8% (17 mil), se recusaram a responder ou não sabiam sua orientação sexual.

No Brasil

Os números no país, revelam que 94,8% dos brasileiros se autodeclararam heterossexuais, 1,8% disseram ser Homossexuais ou Bissexuais e 3,4% não sabiam ou não quiseram responder.

O questionário foi aplicado em cerca de 108 mil domicílios no Brasil, com 159,2 milhões de pessoas com mais de 18 anos. De acordo com o órgão, o valor representa a totalidade da população.

Do total de 1,1 milhão que se declarou bissexual, 65,6% eram mulheres. Por outro lado, os homens eram maioria (56,9%) ao todo de 1,8 milhão que se identificaram como homossexuais.

Sobre as pessoas que não sabiam ou não quiseram responder, o IBGE indica que a resposta pode estar ligada ao receio dos entrevistados em se autodeclaram de outra orientação sexual.

“O número de pessoas que não quiseram responder pode estar relacionado ao receio do entrevistado de se autoidentificar como homossexual ou bissexual e informar para outra pessoa sua orientação sexual. Diversos fatores podem interferir na verbalização da orientação sexual, como o contexto cultural, morar em cidades pequenas, o contexto familiar, se sentir inseguro para falar sobre o tema com uma pessoa estranha, a desconfiança com o uso da informação, a indefinição quanto a sua orientação sexual, a não compreensão dos termos homossexual e bissexual, entre outros”, analisa a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira.

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Vereador e ex-secretário de saúde são alvos de operação da PF

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O vereador Pedro Claver (PSD), o ex-secretário de saúde, Dey Martins, e o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Jarbas Lopes, foram alvos de mandados de busca e apreensão nas primeiras horas desta quarta-feira, 25. executados por agentes da Polícia Federal. A ação faz parte da Operação denominada Klerotorion e visa apurar crimes de corrupção eleitoral ativa e passiva, associação criminosa e peculato ocorridos durante as eleições municipais de 2020 em Tarauacá. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas casas dos investigados, com a participação de aproximadamente 16 Policiais Federais.

De acordo com a PF, as investigações iniciaram em agosto de 2021, ocasião em que a Delegacia de Polícia Federal de Cruzeiro do Sul descobriu um esquema de compra de votos operado por uma associação criminosa formada por um vereador, dois ex-secretários de saúde e um servidor público municipal.

Os candidatos investigados ao pleito eleitoral de 2020 negociaram votos com eleitores para os cargos de Prefeito e vereador, ambos da cidade de Tarauacá. A suposta trama delituosa era concretizada pelos candidatos quando entregavam aos eleitores vantagens diversas como dinheiro, passagens rodoviárias, gêneros alimentícios, dentre outros. Durante as diligências policiais, verificou-se que parte dos recursos utilizados na compra de votos era oriundo do cofre público, o que também caracteriza o crime de peculato.

O ac24horas apurou que a investigação tem como foco a gestão da ex-prefeita da cidade Marilete Vitorino, que não concorreu a reeleição. Claver, que atualmente é vereador, era secretário de saúde na gestão passada e quando deixou o cargo para disputar as eleições, indicou Dey Martins.

O nome da operação faz menção à máquina de justiça utilizada pelos gregos que sorteavam os candidatos que assumiriam posições de autoridade em Atenas. A prática impedia que forças econômicas e religiosas exercessem influência sobre a escolha dos representantes do povo, acarretando o monopólio do poder político.

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Ludmilla revela que pai de sua filha “passava o rodo na cidade”

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Em publicações no Instagram, feitas nesta segunda-Feira, 23, a influenciadora Ludmilla Cavalcante comentou fatos sobre o seu relacionamento com o empresário Márcio Calixto.

Além de explicar a situação que envolve a guarda da filha, que por decisão da justiça, foi impedida de retornar para a mãe, pois segundo o genitor, em Rio Branco não teria profissionais capazes de dar prosseguimento ao tratamento da menina, diagnosticada com o transtorno do espectro autista (TEA), Cavalcante afirma que foi adicionado aos atos os diplomas dos médicos que são formados pelo Instituto Farol no método Denver, desmentindo a alegação do pai da criança.

A blogueira também esclareceu a narrativa que envolve a vida pessoal de Calixto e de sua companheira. Não detalhando a situação, informa que manteve uma relação com o homem quando ele ainda era solteiro.

“Conheci a família dele inteira. Inclusive passamos o réveillon juntos, logo em seguida eu engravidei da Antonella e ele era um homem solteiro. Passava o rodo na cidade inteira, tinha vários casos”, declarou.

De acordo com ela, a história que envolve o relacionamento de Calixto com outra mulher, possui diversos acontecimentos, como “traições e até expulsão de casa”, mas no momento que esteve com ele, os dois eram livres para ficar juntos.

A empresária também dá detalhes de outras informações dos atos, com as justificativas que impedem a volta da filha para o Acre, como o discurso do empresário que disse que ela não teria condições de prover a criança e que ainda teria aceito um acordo de passar a guarda, com a proposta de receber em troca R$ 1.000,00 e o pagamento de um imóvel, todos negados por ela.

ASSISTA AO VÍDEO:

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No Acre, inadimplência com conta de água e luz é o dobro de banco, cartão e comércio

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A Serasa atualizou os dados do Mapa da Inadimplência para o mês de março, confirmando que a maior fatia do bolo do endividamento no Acre são das chamadas “utilities”, contas atrasadas de água, luz e outros serviços.

A palavra é inglesa e pode ser traduzida para ´serviços de utilidade pública´. Ou seja: o acreano maior de idade deve muito a bancos, cartões de crédito e no comércio varejista mas não tanto quanto ao serviço público. As utilities são 57% das dívidas; os cartões, 12,60%; telecom, 5,70%; e o varejo, 14,60%.

Na Amazônia, os acreanos só perdem para os amapaenses em inadimplência de utilities. No Amapá, 65,40% da população estão devendo conta de água, luz e outros serviços.

Em março passado, a diretoria do Serviço de Abastecimento de Água de Rio Branco (Saerb) chegou a afirmar que um dos problemas mais graves da gestão era com relação à inadimplência, que chegava a ser de 50%. Por isso, as ações de cobrança seriam intensificadas.

A reportagem não localizou gestores municipais para atualização dos dados. O Serviço Estadual de Água e Saneamento (Saneacre, antigo Depasa), compilou, com exclusividade para o ac24horas, dados acerca do faturamento e da inadimplência revelando que o rombo oscilou em níveis altos em meio à pandemia na capital e no interior em 2021, antes da reversão do sistema em Rio Branco: no passado foram faturadas R$74.389.675,08 em contas de água em todo o Estado do Acre -e apenas R$ 34.354.420,43 foram arrecadados. Ou seja: a inadimplência, tecnicamente chamada no Saneacre de ´perda de arrecadação´ ficou, no geral, em 53,82%. Só interior os inadimplentes são 60,73% dos usuários.

“Vale ressaltar que apenas 40% da água que produzimos é faturada. Desse faturamento, apenas entre 30% e 40% entra como receita. A inadimplência é gigantesca e aumentou na pandemia”, disse Jader Maia, diretor de Administração e Finanças do Saneacre. O órgão avalia dificultar a vida dos inadimplentes mas cortar o fornecimento, segundo Maia, não é simples. Um recadastramento de usuários deve trazer alguma luz nessa luta.

A inadimplência de 2021 é um pouco menor que em 2020, quando a taxa chegou a 62,10%.

De seu lado, a Energisa, outra concessionária de serviço público, realiza periodicamente campanhas contra a inadimplência na conta de luz.

Viver se arrastando com os grilhões da inadimplência não é exclusividade do acreano mas assola o Brasil nestes tempos difíceis. Divulgado no último dia 16 de maio, levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) estima que quatro em cada dez brasileiros adultos (38,45%) estavam negativados em abril de 2022 – o equivalente a 61,94 milhões de pessoas. No último mês, o volume de consumidores com contas atrasadas cresceu 5,59% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com base nos dados disponíveis em sua base, que abrangem informações de capitais e interior de todos os 26 Estados da federação, além do Distrito Federal, a CNDL e o SPC Brasil informam que a variação anual observada em abril deste ano ficou abaixo da observada no mês anterior. Na passagem de março para abril, o número de devedores cresceu 0,46%.

Com o desemprego de mais de 14% e as seguidas perdas de renda, o trabalhador do Acre cada vez se vê na encruzilhada de comprar comida ou pagar as contas.

Está sobrando mês no salário.

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