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Por que dólar caiu agora abaixo de R$ 5 no Brasil?

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A cotação do dólar oscila neste mês de junho abaixo dos R$ 5 – uma marca que não era atingida há praticamente um ano. A moeda americana fechou cotada a R$ 4,96 na quarta-feira (23/6), valor próximo do que havia sido registrado em junho de 2020.

E, nesta quinta-feira (24/6), a divisa dos EUA abriu o pregão em queda.

Apesar disso, o real ainda segue muito desvalorizado, por exemplo, em relação à sua posição ante o dólar em outubro de 2018, quando o presidente Jair Bolsonaro foi eleito, e a moeda americana valia menos de R$ 3,70. Ou até mesmo em 2 de janeiro de 2020, antes de a pandemia de coronavírus atingir o Brasil, quando o dólar valia R$ 4,01.

Ao longo da pandemia, o dólar chegou a bater patamares bastante altos por duas vezes – acima dos R$ 5,80: no auge da primeira onda de coronavírus, em maio de 2020, e mais recentemente em março.

A alta da moeda americana frente ao real beneficia exportadores brasileiros, mas também causa prejuízos à economia. A taxa de câmbio é apontada como um dos fatores que farão o Brasil ultrapassar a meta de inflação do Banco Central (BC) neste ano.

Com o dólar mais caro, insumos importados ficam também mais caros para o consumidor brasileiro, provocando um aumento no custo de vida.

Mas o que está por trás da recente valorização do real — que se fortaleceu frente ao dólar cerca de 15% em apenas três meses?

1) Dólar enfraquecido por mudança nos juros americanos

No curto prazo, em especial nesta semana, o dólar se enfraqueceu levemente não só diante do real, mas também em comparação com diversas outras moedas.

A principal preocupação do mercado é a taxa de juros americanas — estabelecida pelo banco central americano (o Federal Reserve) — e que costuma tomar decisões baseadas no comportamento da economia dos EUA.

A economia mundial vive tempos de mudança nas políticas monetárias — com os países aos poucos deixando para trás a crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus e apostando na recuperação e reaquecimento.

Ao longo do ano passado, a prioridade dos bancos centrais e governos era criar estímulos para a economia e manter taxas de juros em patamares baixos. Com o custo de se tomar empréstimos menores (os juros), empreendedores nesses países teriam estímulos para investir mais em suas empresas, e consumidores, incentivos para gastar mais, aquecendo a economia.

Mas esse aumento na atividade econômica – que começa a ser observado em alguns países onde a pandemia se enfraqueceu – traz um risco para todo o sistema: o do aumento da inflação, ou seja, que a maior demanda por bens e serviços provoque um aumento generalizado de preços.

Inflação demais pode ser um problema para a economia, pois a alta dos preços reduz o padrão de vida dos consumidores, se não houver um aumento salarial em linha com a inflação.

Para manter a inflação sob controle, autoridades monetárias encarecem o custo dos empréstimos através do aumento da taxas de juros. Muitos acreditam que os EUA vão em breve elevar suas taxas de juros, diante da recuperação da economia americana.

Mas nesta semana o diretor do Federal Reserve, Jerome Powell, disse em um depoimento no Congresso americano que não pretende aumentar as taxas de juros “de forma preventiva, porque tememos o possível início de inflação”. Muitos ficaram frustrados e entendem agora que os juros americanos vão demorar mais tempo para subir.

Enquanto havia a expectativa de que juros subiriam mais rapidamente nos EUA, havia uma grande demanda por dólares americanos – o que fazia a moeda se fortalecer. Investidores compravam dólares na expectativa de receber juros maiores no futuro por seus investimentos em dólares.

Mas agora, diante dessa declaração do Federal Reserve, caiu a demanda por dólares americanos. Investidores acreditam que é melhor esperar para migrar para os EUA mais tarde – quando os juros de fato subirem.

Com isso, há temporariamente menos demanda por dólares e a moeda americana se desvaloriza.

2) Real valorizado – a ata do Copom

O Brasil já vinha aumentando a sua taxa básica de juros desde março deste ano. A taxa Selic (o juro básico) subiu de 2% para 4,5%. Na terça-feira, dia que o real fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez no ano, o Copom (órgão responsável pela decisão sobre os juros) havia divulgado sua ata detalhando os motivos da mais recente alta da taxa.

Investidores viram ali uma sinalização de que os juros poderão subir de forma ainda mais acelerada nos próximos meses. Nas últimas três reuniões, o Copom subiu os juros em 0,75 ponto porcentual a cada reunião. A ata sugere que esse ritmo pode ser acelerado para 1 ponto a partir de agosto.

O motivo para essa alta dos juros é tentar conter a inflação brasileira, que vem se acelerando fortemente e deve fechar acima da meta estipulada pelo Banco Central.

Nos últimos 12 meses até maio, a inflação brasileira já é maior que 8%. Uma das preocupações atuais das autoridades monetárias é o aumento de preços de energia, diante da seca que vive o país, que pode provocar ainda mais inflação – pressionando ainda mais os juros para cima.

Juros maiores prejudicam o consumo e o empreendimento no Brasil, mas podem ter um efeito no curto prazo de valorização da moeda nacional. A alta dos juros brasileiros serve para atrair capital estrangeiro e aumentar a demanda por reais – com investidores em busca de retornos maiores para seu capital.

Nesta semana, as duas notícias que afetam expectativas sobre juros – de aumento mais lento nos EUA e subida mais acelerada no Brasil – colaboraram para o real se valorizar diante do dólar.

E o futuro?

O dólar deve se manter nesse patamar? Voltará a ficar abaixo de R$ 4 como antes da pandemia? Ou ele está “barato” atualmente – com perspectiva de piora nos próximos meses?

Acertar previsões sobre a taxa de câmbio é notoriamente um dos exercícios mais difíceis a serem feitos por economistas, investidores, políticos e empresários. Há variáveis demais que determinam o valor de uma moeda em relação a outra – como taxas de inflação, desemprego e juros, e expectativas sobre crescimento econômico, entre milhares de outros fatores em diversos países ao mesmo tempo.

No Brasil, o Banco Central divulga toda semana o Boletim Focus – uma pesquisa com as previsões feitas por alguns dos principais agentes econômicos do mercado brasileiro.

No primeiro boletim deste ano, em 8 de janeiro, o Focus previa que o dólar terminará 2021 cotado a R$ 5. Dois meses depois, quando o real chegou a sua maior cotação neste ano (R$ 5,87), o Focus já mostrava uma previsão de que o dólar encerrará o ano cotado a R$ 5,30 — uma alta de 6% em relação à previsão anterior.

Com a queda recente da cotação da moeda, as previsões voltaram a apontar para baixo. O mais recente Boletim Focus estima que o dólar vai terminar 2021 cotado a R$ 5,10. Na semana anterior, os mesmos analistas previam R$ 5,18.

Um relatório da corretora XP do dia 17 de junho, sobre riscos que persistem na economia brasileira, sinaliza que a queda atual do dólar poderia ser apenas de curto prazo – a consultoria projeta que a moeda termine o ano acima da cotação atual.

“Para o médio prazo os riscos fiscais estruturais – dívida elevada, juros altos, orçamento engessado – perduram. O país caminha para um ciclo eleitoral que pode ser volátil. E existe a possibilidade de mudanças na orientação da política monetária em países desenvolvidos”, diz o relatório assinado por seis economistas da XP.

“Desta forma, somos cautelosos em projetar a taxa de câmbio muito abaixo dos patamares atuais. Projetamos R$ 5,10 para o final deste ano e do próximo. Não descartamos, no entanto, que no curto prazo a taxa de câmbio possa vir abaixo deste patamar.”

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Urnas ganham mais um padrão de segurança para as eleições

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Nas Eleições 2022, os eleitores contarão com novas urnas eletrônicas protegidas pela tecnologia de hardware com os mesmos requisitos da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil).

São mais de 200 mil urnas do modelo UE 2020 que já sairão da fábrica protegidas por esse novo equipamento certificado. As novas urnas vão renovar parte do parque tecnológico da Justiça Eleitoral, que atualmente é de 470 mil unidades em todo o país.

Urnas fabricadas em 2006, 2008 e parte das 2009, cuja vida útil está esgotada, serão substituídas pelos novos modelos. Continuamente atualizada e modernizada, a cadeia de segurança da urna eletrônica – sistema que garante que as urnas executem somente softwares desenvolvidos e assinados digitalmente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – foi introduzida em 2009, utilizando uma infraestrutura de certificados própria da Justiça Eleitoral.

Agora essa estrutura será reforçada por uma certificação que avalia a aderência do perímetro criptográfico da urna eletrônica em relação aos requisitos mínimos definidos pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), que é responsável por manter a Autoridade Certificadora Raiz da ICP-Brasil.

O perímetro criptográfico das novas urnas, que será certificado ICP-Brasil, contará com um dos mais avançados algoritmos de curvas elípticas já implementado, o E-521. O TSE pretende ainda futuramente adequar sua Autoridade Certificadora das Urnas Eletrônicas também aos padrões ICP-Brasil, para ser subordinada à cadeia v7 (E-521).

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Ministério da Justiça autoriza visita presencial em presídios federais

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Publicada nesta segunda-feira (2) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública no Diário Oficial da União, a portaria 14, de 30/7/21, autoriza o retorno gradual das visitas presenciais aos presos custodiados nas Penitenciárias Federias, mantém a realização de visitas virtuais, por intermédio da Defensoria Pública da União e os atendimentos de advogados.

O retorno será gradual e cada preso terá direito a uma visita presencial mensal em parlatório e com duração de uma hora, sendo permitida a entrada de 1 adulto, que poderá estar acompanhado de uma criança ou adolescente.

Em virtude das medidas de proteção para o enfrentamento ao novo coronavírus, será permitida, exclusivamente, a visita de pessoas que comprovem ter recebido as duas doses da vacina para Covid-19 ou a vacina de dose única, há mais de 14 dias, sendo obrigatória a apresentação de cartão de vacinação original pelo visitante no dia da visita.

As escoltas de presos custodiados nas Penitenciárias Federais permanecem suspensas, exceto quando se tratar de escoltas requisitadas judicialmente, inclusões emergenciais e daquelas que por sua natureza precisem ser realizadas em atendimento ao interesse público.

Fonte: https://in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-dispf-n-14-de-30-de-julho-de-2021-335465879

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Acessar site pornô vai infectar meu computador com vírus?

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Você provavelmente já ouviu alguém falar que a navegação em sites pornográficos vai encher o seu computador de vírus — e isso nasceu na boca de muito pai e mão nos anos 90 e começo dos anos 2000. Por isso, a Kaspersky, uma das maiores empresas de segurança do mundo, fez uma pesquisa para responder tudo isso não passa de um mito.

O perigo que um site pornográfico oferece para o seu computador é praticamente o mesmo perigo que qualquer outro site oferece. Essa é a conclusão resumida.

“Vamos começar pelo óbvio: sites de conteúdo adulto são extremamente populares. Relatório do SimilarWeb sugere que três entre os 20 mais visitados no mundo contém pornografia. Dois desses perdem por pouco de líderes como Facebook e YouTube, e gigantes da busca como Google e Baidu, da China. Entre Instagram e Yandex, em 14° lugar está o PornHub. Este site, aliás, publica relatórios anuais. Ficamos surpresos ao saber que em 2017 atingiu impressionantes 28,5 bilhões de acessos — mais de 81 milhões por dia!”, explica a Kaspersky.

E como esses sites ganham dinheiro? Publicidade e dinheiro por cliques. Cada propaganda exibida para um visitante e cada clique realizado nas publicidades exibidas ao lado do vídeo geram renda ao administrador do site pornográfico.

O risco da presença de um malware em link ou minerador de criptomoeda em código é baixo: primeiro que, caso um deles seja identificado, o site seria relegado ao limbo. Ninguém mais acessaria, correto? Segundo: como esses sites possuem um acesso massivo, é possível fazer um bom dinheiro por meios “legais”.

Entre os riscos, está o seguinte golpe, que é mais comum: cibercriminosos podem atacar as páginas pornográficas ou as plataformas publicitárias que hospedam banners. Dessa maneira, os visitantes são atraídos, por exemplo, para “sites de relacionamento”. Nesses sites, as vítimas são coagidas a fornecer dados confidenciais ou a baixar aplicativos falsos capazes de roubar tudo clandestinamente.

“Para resumir, os perigos encontrados em sites pornográficos não são muito diferentes daqueles no resto do ciberespaço. Isso significa que as medidas de proteção são as mesmas: instale todas as atualizações de sistemas operacionais e de navegadores prontamente e apenas de fontes oficiais, não clique em links suspeitos e não se sinta tentado por banners, e ainda utilize um software de antivirus”, notou a Kaspersky.

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Bolsonaro impõe sigilo de 100 anos sobre acesso dos filhos ao Planalto

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O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) determinou o sigilo de 100 anos sobre informações dos crachás de acesso ao Palácio do Planalto emitidos em nome dos filhos Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

A existência dos cartões utilizados pelos filhos do presidente para ingressar na sede do governo foi informada pela própria Presidência da República, em documentos públicos enviados à CPI da Covid no último mês.

As informações foram reveladas pela revista Crusoé, que teve acesso aos documentos emitidos pela Secretaria-Geral da Presidência encaminhados por meio da LAI (Lei e Acesso à Informação).

As informações solicitadas dizem respeito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem dos familiares do senhor Presidente da República, que são protegidas com restrição de acesso, nos termos do artigo 31 da Lei nº 12.527, de 2011Trecho do documento da Secretaria-Geral da Presidência que informa sobre existência de crachás

Determinação do sigilo

Os termos citados pelo Planalto determinam que as informações pessoais relacionadas à “intimidade, vida privada, honra e imagem” terão acesso restrito, independente da classificação de sigilo. O prazo máximo estabelecido foi de 100 anos.

Entre abril de 2020 e junho de 2021 a Crusoé havia mostrado que o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro havia visitado o Palácio do Planalto 32 vezes.

Uma outra planilha que teria sido elaborada pela Casa Civil mostra que o acesso ao terceiro andar do Planalto e ao gabinete da Presidência eram de livre acesso ao vereador do Rio.

Já o deputado Eduardo Bolsonaro esteve no gabinete do pai em três momentos, todas concentradas no mês de abril de 2020.

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