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Indígenas vão ao STF contra estrada que quer ligar Acre e Peru

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O líder indígena  Ashaninka, Francisco Piyãko e a coordenadora da  Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – Apib,  Sonia Guajajara, se reuniram nesta terça feira, 22,  em Brasília, com o presidente do Supremo Tribunal Federal – STF, Luiz Fux.

Piyãko, que é coordenador da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá – Opirj, afirmou a Fux, que  a construção da estrada entre Brasil e Peru, que vai de Cruzeiro do Sul a Pucallpa, cortando o Parque Nacional da Serra do Divisor, será um desastre para toda a região e vai atender somente  interesses políticos e empresariais, sem nenhum benefício para a população.

Ele diz que nenhuma consulta prévia foi feita às comunidades e que o local abriga uma das regiões de maior biodiversidade do mundo, além de passar por territórios de índios em isolamento voluntário no país vizinho. Piyãko explica que é preciso adotar  outras formas de desenvolvimento para a Amazônia, que não inclua estradas como esta.

“O desenvolvimento não pode ser pensado apenas a partir de uma estrada, existem outras formas de viver bem aqui na floresta. O que está ocorrendo nesta fronteira, é uma articulação entre os poderes brasileiros e peruanos para massacrar e destruir os povos tradicionais e acabar com a paz, naquele local. Nós estamos com os dias contados, diante de tudo que a gente enfrentou, esse pode ser o momento mais difícil de nossas vidas. Não conseguimos visualizar, como vai ser o futuro das próximas gerações no meio deste sistema devastador, que está chegando em nossas comunidades”, declarou.

Segundo a Assessoria de Comunicação da Associação Apiwtxa, o ministro Luís Fux se colocou à disposição das lideranças a fim de que se cumpra o direito indígena e contra a violação de direitos nos territórios. Confira na íntegra (https://apiboficial.org/files/2021/06/DOC-FUX-STF.pdf)

Protestos no Brasil e no Peru

Povos indígenas do Acre lançaram um manifesto se posicionando contra a construção da estrada, nesta semana. “Queremos escolher nosso modelo de desenvolvimento, com ações que melhorem a qualidade de vida e que sejam ao mesmo tempo sustentáveis, que se sustentam por muito tempo para que nossos netos e netas vivam bem”, cita o manifesto assinado por diversas organizações.

Atualmente, de acordo com Pyanko, a construção de outras estradas ameaça as comunidades indígenas e não indígenas na proximidade da Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, do povo Ashaninka, na Aldeia Apiwtxa. Como as duas do lado peruano, ligando as comunidades de Nuevo Italia a Puerto Breu, cortando as cabeceiras de rios essenciais para os povos daquela região.

Imagens de satélite mostram cerca de cinco pistas ilegais, construídas ao longo da estrada UC-105, entre Nuevo Italia e Puerto Breu, em uma das regiões com maior produção de coca do Peru

No Peru, também existe luta dos povos tradicionais contra esses ataques. Berlín Diques, presidente da Orau (Organização Regional AIDESEP Ucayali), esteve na aldeia Apiwtxa, na última semana, para juntar forças e apresentar informações da situação em seu país. Ele afirma que quem está financiando as estradas são grupos ligados ao narcotráfico e a exploração madeireira.

“No ano passado, em plena pandemia da Covid-19, de abril de 2020 até fevereiro deste ano morreram seis líderes indígenas, de uma região de conflitos, somente por defenderem o território. Nós estamos sendo perseguidos pelas grandes máfias somente por defender o nosso território”, afirma Berlín.

Acre

Matriarca da família Sales, Altiva Rodrigues morre em Brasília

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Em Brasília, nesta segunda-feira, 02, faleceu no Hospital Santa Lúcia, a matriarca da família Sales, Altiva Rodrigues Costa, 90 anos, vítima de um colapso no coração.

Dona Altiva é mãe do secretário municipal de Meio Ambiente, Normando Sales. Ela deixa 26 netos, nove bisnetos nascidos e dois a caminho.

A informação foi confirmada em nota publicada pela prefeitura de Rio Branco, assinada pelo prefeito Tião Bocalom (Progressistas).

“Toda a equipe da Prefeitura de Rio Branco lamenta a perda da matriarca da família Sales. Que Deus conforte a família e os amigos neste momento de dor e sofrimento”, diz em nota.

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Acre

Agosto será marcado por chuva acima do normal e friagens no Acre

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas

Segundo o portal ClimaTempo, apesar de ser o mês mais seco do ano na maior parte do país, agosto traz previsão um pouco diferente dessa tendência: choverá acima do normal no norte do Paraná, Mato Grosso do Sul, grande parte do Sudeste, Rondônia, Acre e Amazonas.

São previstas a passagem de três frentes frias neste mês de agosto. Uma por volta do dia 5, outra na virada da quinzena e uma terceira na última semana. Até o momento os modelos indicam que a primeira frente fria deve provocar mais chuva e a segunda deve trazer uma massa de ar frio mais intensa.

Devido ao avanço dessas novas massas de ar frio, agosto vai ser mais frio do que o normal em toda a Região Sul, São Paulo, Rio De Janeiro, metade sul de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, leste de Mato Grosso, Rondônia, Acre e parte do Amazonas.

A chuva diminui de intensidade em relação ao mês anterior. A temperatura fica estável na maior parte da Região. Entre Manaus e Belém a chuva ainda deve vir de forma frequente, impedindo que a temperatura suba de forma mais significativa na região.

Entre Rondônia, Acre e o sul do Amazonas, são esperados dois episódios de friagem ao longo do mês, um na segunda e outro na terceira semana do mês. O último deve ser mais intenso e extenso.

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Acre

Mestre Juca do Taekwondo morre vítima da Covid-19 aos 62 anos

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Um dos maiores nomes da história das artes marciais no Acre é mais uma vítima da Covid-19. José Carlos Gomes Guimarães, ou Mestre Juca, como era conhecido, morreu na madrugada desta segunda-feira, 2, após mais de 10 dias internado em um UTI do Into.

Mestre Juca se notabilizou por ser precursor do Taekwondo no Acre. Foi quem trouxe o esporte para o Acre em 1989, tendo participado com atleta e professor de lutadores de centenas de competições ao longo de sua vida. Além de professor, era também instrutor de segurança pessoal da Secretaria de Segurança Pública no Acre desde o ano de 2019.

Natural de Brasília, Mestre Juca morava no Acre há mais de 30 anos, onde ganhou o respeito e admiração de centenas de alunos que teve ao longo de sua trajetória profissional.

Logo após o anúncio de sua morte, as redes sociais foram inundadas de mensagens de despedida ao Mestre Juca. O chargista Enilson Amorim foi um dos que homenageou o amigo.

“A última vez que encontrei Guimarães foi quando esteve em minha casa para me solicitar que escrevesse sua história. Naquele bate-papo entre amigos, nos alegramos em reviver aqueles bons tempos, ele como meu Mestre e eu como seu aluno. Porém, eu não sabia que seria uma despedida entre amigos. Agora, eu sei nobre Mestre, que tenho esta grandiosa missão, afinal de contas vossa imagem, nunca se apagará da memória do povo acreano. Juca deixa esposa, filhos e um grandioso número de admiradores por todo o Brasil, principalmente no Acre, terra que ele escolheu viver e fazer amigos”.

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Acre

Morre o Gouveião, funcionário aposentado da Aleac, aos 77 anos

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Neste domingo, 01, morreu, vítima de câncer no pulmão, Cleomar Freire Gouveia, conhecido como Gouveião.

Gouveião tinha 77 anos e era conhecido por ter sido por muitos anos diretor geral do Parlamento acreano, perdendo o posto em 1999 para o então Senador da República, Sérgio Petecão.

Tio da Conselheira do Tribunal de Contas, Naluh Golveia, Gouveião era torcedor do Clube Juventus e estava internado há mais de uma semana no Hospital Santa Juliana.

Fato curioso é que sua falecida esposa também morreu num domingo.

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