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Projeto da Escola SESI aborda a cultura dos povos indígenas

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Proposta envolve todas as turmas e inclui palestras, lives, intercâmbio cultural, leitura e análise de livro, fórum de discussões e outras atividades

A cultura dos povos indígenas é tema de um projeto desenvolvido desde abril deste ano pela Escola SESI, em Rio Branco. O objetivo é oportunizar aos estudantes e à toda a comunidade escolar a percepção de outros grupos sociais auxiliando na construção de identidade, na atuação com o outro, na vida social, na preservação do meio ambiente e na construção de valores.

A proposta inclui palestras, lives, intercâmbio cultural, leitura e análise de livro, fórum de discussões e outras atividades. O projeto envolve turmas da Educação Infantil, Ensino Fundamental (anos iniciais e finais), Novo Ensino Médio e Nova EJA. “É de grande valia que saibamos os costumes indígenas, seus hábitos e rituais. Trazer isso para o ambiente escolar é desafiador, pois temos que desconstruir barreiras impostas pela sociedade em virtude do desconhecimento da cultura dos povos originários”, comenta a coordenadora do projeto Povos Indígenas, Lucinha Ferreira da Silva.

Segundo Lucinha, é essencial que todos tenham compreensão de que os povos originários têm regras, organização e que precisam ser respeitados. “É perceptível a desvalorização e o desprezo com as etnias pelo público urbano. Portanto, faz-se necessário apresentar a cultura embasado na Lei 11.645/08. Conhecer suas estruturas habitacionais e seus rituais nos remeterá à ruptura desta barreira inicial na instituição escolar e, consequentemente, alcançará a sociedade por meio dos alunos”, ressalta a coordenadora pedagógica.

Uma das atividades de destaque já realizada pelo projeto foi a roda de conversa com o pedagogo indígena Dasu Inu Bake Huni Kuin, evento mediado por Hanna Araújo, e que teve como tema “Identidade Indígena no Século XXI”. “Participar desse projeto tem sido uma experiência incrível. Já aprendi como os índios escolhem seus nomes, instrumentos e músicas que eles tocam e outras curiosidades que ampliam nosso conhecimento sobre a cultura desses povos”, comenta Helena Domingos Silva Araújo, de 6 anos, aluna do 1º ano A.

 

O projeto Povos Indígenas da Escola SESI segue até o mês de julho. No encerramento, serão realizadas apresentações das produções dos alunos em oficinas.

Assessoria Sistema FIEAC

Destaque 7

Acre entra na última semana de setembro com mais de 7 mil focos de queimadas

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas 

O estado do Acre acumula 7.043 focos de queimadas entre 1º de janeiro e 26 de setembro de 2021. O total acumulado no período é 3% menor do que o registrado no ano passado no mesmo intervalo, que foi de 7.295 focos de queimadas.

O número de queimadas no ano está entre um dos maiores desde o começo da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que iniciou em 1998. Apenas em 2003, 2005 e 2020 o Acre teve mais queimadas nesse período.

Em setembro, foram 3.330 focos de queimadas no Acre, sendo que Sena Madureira, Rio Branco, Feijó, Xapuri e Brasiléia foram os municípios com os maiores registros neste mês. No ano, despontam Feijó, Tarauacá, Sena Madureira, Rio Brancos e Cruzeiro do Sul com os maiores números.

A qualidade do ar é aceitável no Acre, de acordo com os últimos dados da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar, liderado pelo Ministério Público (MPAC) e outras instituições como a Universidade Federal do Acre (UFAC).

Na manhã desta segunda-feira (27), os sensores indicavam taxas na faixa entre 12 e 35 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas finas (PM2.5 µg/m³) no ar, condição que pode causar um problema de saúde moderado para um número muito pequeno de pessoas se expostas por 24 horas.
Raimari Cardoso

O estado do Acre acumula 7.043 focos de queimadas entre 1º de janeiro e 26 de setembro de 2021. O total acumulado no período é 3% menor do que o registrado no ano passado no mesmo intervalo, que foi de 7.295 focos de queimadas.

O número de queimadas no ano está entre um dos maiores desde o começo da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que iniciou em 1998. Apenas em 2003, 2005 e 2020 o Acre teve mais queimadas nesse período.

Em setembro, foram 3.330 focos de queimadas no Acre, sendo que Sena Madureira, Rio Branco, Feijó, Xapuri e Brasiléia foram os municípios com os maiores registros neste mês. No ano, despontam Feijó, Tarauacá, Sena Madureira, Rio Brancos e Cruzeiro do Sul com os maiores números.

A qualidade do ar é aceitável no Acre, de acordo com os últimos dados da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar, liderado pelo Ministério Público (MPAC) e outras instituições como a Universidade Federal do Acre (UFAC).

Na manhã desta segunda-feira (27), os sensores indicavam taxas na faixa entre 12 e 35 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas finas (PM2.5 µg/m³) no ar, condição que pode causar um problema de saúde moderado para um número muito pequeno de pessoas se expostas por 24 horas.

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Destaque 7

Soja avança 106% em dois anos e Tarauacá vira celeiro agrícola

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terceira semana do mês de setembro os resultados da pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM) 2020, apresentando os principais produtos da agricultura estadual, enfatizando os detalhes a nível municipal. O levantamento trouxe algumas surpresas, como o impressionante avanço da soja em apenas dois anos e o status de Tarauacá como celeiro agrícola do Acre, contrariando o senso comum que aponta o Vale do Rio Acre como grande produtor de alimentos do Estado.

A pesquisa é uma das principais fontes de estatísticas municipais, levantando informações sobre área plantada, área destinada à colheita, área colhida, quantidade produzida, rendimento médio obtido e valor da produção das culturas temporárias e permanentes. Em 2020, o valor da produção das principais culturas do Acre atingiu R$ 432,3 milhões, um crescimento de 2,0% em relação ao ano anterior, de R$ 424,3 milhões.

Os 10 principais produtos agrícolas, em 2020, apresentaram crescimento no valor de produção, na comparação com o ano anterior, com exceção da mandioca e feijão.

Entre as culturas agrícolas que mais contribuiu para maior valor de produção, destaque para a mandioca, que alcançou a marca de 586, toneladas, gerando R$ 210,5 milhões em valor bruto, o que representou um decréscimo de 4,9% frente à safra anterior, no volume produzido. A produção de banana, que obteve incremento de 0,7% na produção, atingindo 88,7 mil toneladas, que geraram um valor bruto de R$ 65,1 milhões, número 8,0% superior ao registrado no ano anterior. A produção de milho, registrou aumento frente a safra anterior, com crescimento de valor da produção na ordem de 8,0% no ano, apresentando R$ 59,3 milhões.

A produção de soja apresentou excepcionais 106% de crescimento de produção entre 2019 e 2020 e com valor de produção de R$14,4 milhões. Outras culturas que evoluíram positivamente foram as culturas do café e maracujá com respectivamente R$ 9,9 milhões e R$ 3,2 milhões.

“Modéstia a parte a banana de Tarauacá é muito boa. Estamos levando 25 toneladas em média por mês para Porto Velho. Acrelândia tem dificuldade nesta época e grande parte do pessoal que compra na Ceasa de Rio Branco vem para Tarauacá”, disse ao ac24horas Narcelio Silva, secretário de Agricultura de Tarauacá, município que saiu de 9,11% para 9,34% sua participação na produção agrícola do Acre entre 2019 e 2020.

A produção de farinha é grande e agrega valor. No Tauari e Taquari, na região próxima do Rio Liberdade, há zonas de alta produtividade. A prefeita quer resgatar a produção do abacaxi, consolidando Tarauacá como terra desse fruto. “Estamos trabalhando para produzir frutos com peso como antes, de 13 ou mais quilos”, completou, anunciando a implantação do Complexo de Produção de Tarauacá, uma novidade que será lançada na Feira do Abacaxi, em outubro.

Com recursos obtidos pelo marido da prefeita, o deputado federal Jesus Sérgio, o município pretende produzir 150 mil mudas de café e expandir a produção na região.

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Destaque 7

MP quer tirar Eduardo Veloso e Otávio Costa do júri popular e colocá-los na vara criminal

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O promotor de Justiça, Teotônio Rodrigues Soares Júnior, do Ministério Público do Acre (MPAC) pediu a 2º Vara do Tribunal do Júri que o caso da jovem Maicline Borges, 26 anos, morta no dia 12 de janeiro do 2019, em um acidente de jet-ski envolvendo o empresário Otávio Costa e o médico oftalmologista, Eduardo Veloso, na região da Quarta Ponte, no Rio Acre, saísse da competência da Vara do Júri para a Vara Criminal.

No pedido, o promotor alegou que não existe nos autos qualquer informação no sentido de que Eduardo, assim que visualizou o jet-ski pilotado por Otávio, acelerou na sua direção, assumindo o risco de produzir o resultado.

Segundo Teotônio Rodrigues, não há nos autos elementos objetivos que permitam aferir o grau de embriaguez de Eduardo e Otávio, o que poderia auxiliar na configuração do dolo eventual.

“Dessa forma, o crime em comento foge da esfera de competência da Vara do Tribunal do Júri, já que entendemos tratar-se de crime culposo”, argumentou.

“Por isto, o Ministério Público requer seja declinada a competência desse Juízo, com o consequente encaminhamento dos presentes autos a uma das Varas Criminais com competência residual, a fim de que o Promotor de Justiça com atribuição perante aquela unidade forme a sua opinio delicti”, acrescentou.

Na época do acidente, segundo depoimento da irmã de Maicline, Hinauara Borges, o condutor que estava com a vítima na moto aquática era o empresário Otávio Costa que ao fazer uma manobra conhecida como “cavalo de pau” colidiu com o jet-ski que era conduzido pelo médico Eduardo Veloso causando o acidente fatal.

Ela informou que o empresário Otávio havia ingerido bebida alcoólica. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil da 3ª Regional, em Rio Branco.

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Destaque 7

Construtora de Jarbas Soster será investigada por atrasar obra

Pedido de correção dos valores de insumos não foi negado, garante Dnit

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A construtora que deverá ser apurada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) sob acusação de não honrar com o prosseguimento de obras num trecho da BR-364, no Acre, é a MSM Industrial LTDA, que pertence ao empresário Jarbas Soster. O Dnit já abriu Procedimento Administrativo para investigar a responsabilidade da empresa que atrasou o cronograma de serviços entre os municípios de Sena Madureira e Feijó.

Segundo o Dnit, a construtora de Soster foi acionada por diversas vezes e mesmo assim tem se negado a garantir o devido desempenho estabelecido no plano de trabalho. “A empresa foi várias vezes acionada para retomada dos serviços e adequação do ritmo de obra, sendo alertada das consequências dos mesmos não ocorrerem de acordo com o cronograma previamente acordado, aproveitando a janela climática da região”, diz o órgão.

É destacado ainda que a alegada solicitação da empresa, da correção dos valores de insumos,  não foi negada pelo departamento. Mas ressalta que as análises de pedidos de ajustes só podem ser processadas após a devida entrega dos serviços contratados, seguindo a legislação em vigor e os normativos técnicos da autarquia praticados nacionalmente.

O Departamento cita também que já atua na elaboração de novos contratos para garantir a trafegabilidade da rodovia  no  período chuvoso,  bem como para melhoria da condição geral de serviço, incluindo soluções para as erosões e reconstrução de trechos críticos  impactados por características do solo da região. “Com o objetivo de adequar a estrada às reais necessidades, o Dnit trabalha nos projetos de reconstrução e restauração dos trechos críticos da BR-364/AC, a serem elaborados até 2022. Em razão dos futuros trabalhos de restauração da rodovia apresentarem previsão de soluções mais complexas e valores elevados, o Dnit intensificará as providências para garantir as condições de trafegabilidade da BR-364/AC, mesmo antes da viabilização desses serviços mais estruturais”, diz a bota.

O outro lado

O empresário Jarbas Soster, dono da MSM, responsável por dois trechos da rodovia entre Sena Madureira e Feijó, que somam R$ 83 milhões, afirma que há problemas de lapso temporal e desequilíbrio contratual por parte do Dnit.

“Recebi o Procedimento de Apuração de Responsabilidade e vou me defender.  O que acontece é que o Dnit não adequou os preços e condições do contrato à nova realidade do país com relação aos valores de mão de obra, combustível e insumos. Houve aumentos de até 500%”, explica, relatando que a empresa trabalhou diuturnamente e em meio às chuvas.

Soster relata ainda que o contrato atual, que é de manutenção da BR-364, está errado. O certo, segundo ele, seria um contrato de Recuperação- Crema , como havia anteriormente com uma construtora mineira. “A empresa que ganhou mais de R$ 260 milhões para recuperar a estrada nos entregou a rodovia deteriorada. Agora com contrato de manutenção e cerca de 15% desse valor não temos como fazer esse trabalho da forma exigida pelo Dnit”, cita o empresário, afirmando que está enviando mais equipamentos para reforçar os trabalhos na região de Feijó.

Atuam na manutenção da BR-364 as empresas acreanas MSM e a Lima e Pinheiro, além da Andrade e Vicente, de Rondônia e o  7° Batalhão de Engenharia e Construção- BEC.  O orçamento do Dnit para a manutenção das rodovias 317 e 364 é de cerca de R$ 90 milhões para este ano.

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