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Lugar de criança é na escola

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É sabido que não há outra forma ou meio de se atingir o desenvolvimento de um território, seja do país, do estado ou a nível de município que não seja pela Educação. 

A educação brasileira já não vinha bem antes da pandemia. O PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), realizado a cada três anos pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostrou que o Brasil é a segunda economia mais desigual do ponto de vista educacional. No ranking geral do PISA – pasmem! – ficamos na posição 60 entre os 79 países que participaram do levantamento em 2020. Certamente os problemas se acentuaram no decorrer da ocorrência da Pandemia, com a suspensão das aulas presenciais e a adoção do sistema de aulas remotas. 

A demora no processo de tomada de decisão quanto a vacinação da população, notadamente dos profissionais da educação que até agora ainda não constam nos grupos prioritários, motiva o longo período de afastamento dos alunos de sala de aula, até como medida preventiva à saúde dos professores, crianças e jovens. 

Por outro lado, a ausência da sala de aula ensejou o ensino remoto com uma série de limitações. Falta de treinamento do corpo docente para novas metodologias de ensino com uso de plataformas digitais; distanciamento do convívio escolar; dificuldades de acesso a internet para um grande contingente de crianças e adolescentes participarem das aulas a distância; além da suspensão da merenda escolar para milhões de crianças das escolas públicas.

Nesse sentido, o IBGE revela na PNAD Contínua TIC 2019 dados sobre o Acre onde consta que 78 mil domicílios do Acre não utilizavam Internet. Os motivos mais citados para isso somam 34,4% de respostas relacionadas a conhecimento – “falta de interesse em acessar a Internet” (16%) e “nenhum morador sabia usar a Internet” (18,4%); 16,4% relacionadas a problemas financeiros – “serviço de acesso à Internet era caro” (11%) e “o equipamento eletrônico para acessar a Internet ser caro (5,4%); mas a principal razão alegada é mesmo “o acesso à Internet não estar disponível na área do domicílio”, com 47,6% das respostas. 

Ainda segundo a PNAD os equipamentos utilizados para acessar a Internet eram o telefone celular, seguido pelo microcomputador e por último o tablet. Mas em 2019, no Acre, 212 mil pessoas não tinham telefone celular para uso pessoal, representando 29% da população de 10 anos ou mais de idade.

Esses dados refletem as dificuldades de milhares de crianças que não puderam acessar as aulas remotas por não dispor de acesso à Internet, e  outros como:  a  família dispõe de  um único telefone celular para atender as crianças e jovens de séries diferentes.

Essas questões redundarão no aprofundamento do déficit de aprendizagem, no aumento da evasão escolar e no possível abandono definitivo da escola, principalmente por jovens que optam pelo trabalho na área rural ou no subemprego urbano. Imaginem os prejuízos para o nosso país, que demandará muitos anos para recuperar os danos causados por essa crise sanitária, com aprofundamento das desigualdades sociais, econômica e educacional. 

Se já não bastasse isso, tramita na Câmara Federal, em caráter de urgência, um projeto de lei que regulamenta o ensino domiciliar, no qual os pais ficam responsáveis pela educação formal dos filhos, prática pomposamente chamada de homeschooling. Comenta-se que isso é compromisso do Governo com sua base conservadora. Com isso, pretendem acabar com a obrigatoriedade de crianças de 4 a 17 anos frequentarem a escola. 

Se aprovada, os danos à educação serão enormes, visto tratar-se de uma ideia seletiva. Nem todos os pais têm condições e formação adequadas para assumir essa complicada tarefa educacional que envolve não apenas o ensinamento de valores, mas também a instrução e o desenvolvimento de diversas habilidades específicas. Os mais prejudicados, como sempre, serão os mais pobres e as famílias de menor escolaridade. Para a Diretora da ONG Todos pela Educação, Priscila das Cruz, “a ideia do homeschooling é pautada pelo fim do convívio com o diferente e com a diversidade do ambiente escolar.” 

O mais preocupante são os interesses que alimentam e dão força a essas ideias, o negacionismo e a rejeição ao conhecimento.

Chama atenção trecho de uma entrevista concedida à revista Carta Capital pela educadora e gestora pública, Cláudia Costim: “o problema não é só a educação de futuras gerações, mas também de uma sociedade que não quer ter contato com o saber, com a ciência.”

Portanto, lugar de criança é na escola.


Raimundo Angelim escreve todos os sábados do ac24horas.com

Acre 01

Com petisco e cerveja gelada, Petecão e Edvaldo Magalhães trocam ideias no Bar Zé do Branco

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Nesta sexta-feira, 3, o Bar Zé do Branco, localizado na Orla do Rio Acre, no bairro Base, foi palco de um encontro histórico entre o senador Sérgio Petecão (PSD) e o deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB).

Com muita cerveja gelada e petiscos, a reunião informal contou com a presença de diversas lideranças políticas ligadas à “Cabeça”e ao “Camarada”, entre eles os  ex-deputados Fernando Melo e Eduardo Farias.

Até pouco tempo adversários políticos, Petecão e Magalhães prosearam sobre os rumos do governo Lula e Gladson, mas também citaram as políticas públicas em prol da população. E como em todo bar, falaram das “amarguras” em tons de desabafos, mas com muito bom humor de ambos os lados.

O encontro foi registrado nas redes sociais pelo ativista Francisco Panthio, que relembrou as trajetórias políticas vivenciadas nos últimos anos. “Petecão e Edvaldo Magalhães tem vivências políticas históricas e que já construíram boas coisas para nosso Acre”, comentou.

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Acre 01

Teatro, festival, cinema e muito mais: saiba onde aproveitar o fim de semana em Rio Branco

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Quem busca opções de lazer e entretenimento neste final de semana em Rio Branco, tem à disposição diversas celebrações que movimentam os espaços públicos e privados da cidade.

O ac24horas separou as melhores atrações para se divertir com segurança. Acompanhe.

– Peça teatral “Estudando o Beijo”

Neste sábado e domingo, 04 e 05, a Cia. Amazônica de Teatro Tertúlias apresenta, com entrada gratuita, a peça “Estudando o Beijo”, dirigida por Flávio Lofêgo, professor do curso de Artes Cênicas da Ufac. O espetáculo também ocorre nos dias 11 e 12 de fevereiro, às 18h, no Teatro Laboratório, estacionamento D do campus-sede da universidade.

– Filme Planeta do Tesouro, na Biblioteca Pública

No último dia de programação da Filmoteca Acreana, nesta sexta-feira, 03, tem exibição do filme ‘Planeta do Tesouro’, às 15h, na Biblioteca Pública Adonay Barbosa, no Centro de Rio Branco.

– Filme Holy Spider

Nesta sexta-feira, 03, tem estreia do filme ‘Holy Spider’, no Cine Teatro Recreio. Em um dos lançamentos mais impactantes de 2023, a seção inicia às 17h.

Além disso, às 19, a produção cinematográfica ‘Pasajeras’, também começa a ser exibido. O filme mostra a realidade de trabalhadoras da fronteira Brasil-Paraguai.

– Bloco do SB, no Tardezinha BBQ

No lançamento do carnaval do Tardezinha, nesta sexta-feira, 03, tem o esquenta com a festa Bloco do SB, ao som de Samba Brother, Eduardo Casseb, Marcos Nery e DJ Belmont.

– Especial Queen, no A Confraria

O tributo a banda britânica, o Especial Queen, com Israel Mercury, acontece neste sábado, 04, às 22h, no A Confraria Gastrobar. Tocando os maiores sucessos como as músicas, “We Will Rock You”, “Bohemian Rhapsody”, “I Want tô Break Free” e muitas outras.

– Modão e Cerveja, na Villa Beer

A melhor noite de sábado, é no Villa Beer, dia 04, com a festa Modão e Cerveja. Com promoções de cervejas e muita música, ao som de Luy Matheus, Vini Rodrigues e DJ Belmont.

– Circuito Festival Casarão

Neste domingo, 05, a partir das 18h, acontece no Studio Beer o Circuito Festival Casarão, com as bandas Filomedusa, Ultimato, Tuer Lapin e os cantores Diogo Soares e Dito Bruzugu.

Além disso, nesta sexta-feira, 03, também ocorre a festa “A Rock Night”, às 21h, com as melhores músicas do rock nacional e internacional, com Heloy de Castro, Tribo do Vinil e Acústico Plugado.

– Recanto Food&Beer

O Recanto Food&Beer, bar e restaurante na Estrada Dias Martins, preparou três noites especiais para aproveitar bem o fim de semana. Agora com novo horário de funcionamento, das 19h às 03h.

Nesta sexta-feira, 03, às 20h, acontece o especial “Decretos Reais”, em homenagem a cantora Marília Mendonça, já só sábado, 04, a “Festa do Zodíaco Aquarianos”, anima a noite com 20L de gummy grátis.

– Domingueira da República

Tem Domingueira na República Gourmet, dia 05, com muita música boa só som do grupo Doce Amizade e Levada do Ghetto, no Mercado dos Colonos. A festa inicia às 18h e tem entrada liberada.

– Domingo das Patroas, na Casa do Rio

Com Eliane Voz, Tayane Malveira e Ingred Batera, tem Domingo das Patroas, na Casa do Rio, dia 05, às 17h, com som ao vivo, feijoada e promoção de caipirinha em dobro.

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Acre 01

Sobre Gladson apoiar Socorro, Bocalom diz que ainda é cedo para falar de eleições de 2024

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (Progressistas) resolveu evitar contendas e minimizou o apoio dado pelo governador Gladson Cameli a deputada federal Socorro Neri, ambos também do mesmo partido do gestor da capital.

O prefeito declarou ao ac24horas nesta sexta-feira, 3, que o assunto, no momento, não é de relevância, haja vista que, as eleições só ocorrem em 2024. “Ainda é cedo para falar em eleições”, comentou.

Apesar das eleições só ocorrerem em outubro do ano que vem, dentro do Progressistas o tema já é discutido internamente. Cameli, por exemplo, já deu duas declarações diferentes, em uma prometeu diálogo com Bocalom e em outra disse que sua candidata é Socorro Neri – que já foi prefeita da capital.

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Após perder guarda da filha, Ludmilla diz que era chifrada e agredida pelo ex-companheiro

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A Influenciadora Ludmilla Cavalcante participou nesta quinta-feira, 02, do podcast Vaca Cast, apresentado por Evelyn Regly, no Rio de Janeiro e contou detalhes sobre a luta para reaver a guarda de sua filha Antonella e, o que espera dos próximos passos.

A blogueira revelou detalhes da relação com o ex-companheiro, o empresário Márcio Calixto, de como tudo começou e que já sofreu violência física enquanto estava grávida dele.

“O amigo dele comprou cerveja que ainda estava quente e colocou na geladeira. A minha parte que era cuidar da comida eu fiz. Ele chegou e já gritou comigo e eu disse que não tinha que brigar comigo por causa da bebida, pois não tinha culpa. Falei, compra gelo e põe na bebida e pronto. Aí ele me deu um tapa na cara”, declarou.

Em um relacionamento tóxico, disse que diversas vezes foi abandonada e traída, já que por estar em uma gravidez de risco e não poder sair, o ex-namorado manteve a vida de balada.

“Ele não deixou de sair e eu ficava em casa, pegando chifre a torta e a direita. Porque ele pegava não só a cidade inteira, mas como todo o país, já que continuava viajando e eu não podia acompanhá-lo”, narrou.

Após ser enganada pelo empresário, que afirmou que enquanto ela teria a segunda criança, cuidaria da outra em São Paulo, Cavalcante teve a menina “roubada” e nunca mais pôde vê-la. Ela relata ainda que sofreu linchamento virtual, por duvidarem de sua versão da história.

“A filha mais velha dele fez postagens no Twitter com coisas horrorosas, falando que eu tinha dado a menina, inventou várias coisas muito pesadas. Quando isso aconteceu, começou um linchamento virtual, porque eu demorei a me pronunciar sobre o caso, mas eu tinha acabado de sair do hospital com a minha filha. Não tinha condições de falar nada. Foi tão difícil, que eu fui no supermercado e uma mulher cuspiu na minha cara”, contou.

Entre todo o percurso judicial, que dura mais de dois anos, ela apontou que teve que escutar diversas difamações em seu nome, tanto de Márcio, quanto das pessoas de sua cidade.

“No processo ele mente, eu provo, mente de novo e eu provo. Ele diz que eu sou drogada, faço programa e tenho Only Fãs. Que viajava para se prostituir e deixava a minha filha em perigo, mas não provou nada”, falou.

Para ela, é difícil ser mulher no país e é ainda pior quando se é mãe. Mesmo quando tudo está provado, todos ainda duvidam de sua palavra.

“Tem três manifestações do Ministério Público a meu favor, tem uma decisão de um juiz dando a guarda unilateral para mim, tem a decisão do mesmo desembargador que tudo que eu falei foi esclarecido. Então por que isso?”, questionou.

Ludmilla afirma que irá recorrer da decisão, pois é algo obscuro, com uma sentença sem cabimento e que o juiz do caso protelou que se caso seja aberto outro processo, ela deverá pagar multa, solicitando que ela faça ainda uma “oficina de mães online”.

“Nas 38 páginas, o juiz simplesmente coloca uma venda e ignora tudo que a gente colocou nos altos. Eu estou pedindo para ele olhar para o meu processo não como se aquilo fosse só um papel. É para ele ler e entender que aquilo ali é a vida de uma criança de 3 anos, ver de fato qual o maior interesse da criança, que não é ficar lá, longe de mim e da irmã”, relatou.

Ela também mencionou que o empresário já se envolveu em brigas com um traficante e teve que ir para Portugal, pois foi ameaçado de morte junto com a família. Não podendo levar Antonella, deixou a cuidado de terceiros.

Outro ponto abordado, foi o exame de DNA da segunda filha, em que após insistir bastante, realizou em um local a pedido do ex, com a ocorrência de uma série de erros.

“A instituição não presta serviços exclusivamente em humanos, cometendo em igual erros que custam a vida dos animais, quem dirá em gente. Eles erram até exame de cachorro”, afirmou a blogueira.

Assista a entrevista na integra:

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