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Números de mortes violentas de Brasiléia e Feijó aumentaram

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O Observatório de Análise Criminal (OAC) do Ministério Público do Acre (MPAC) divulgou dados acerca das modalidades de violência ocorridas no primeiro quadrimestre de 2020 com igual período de 2021. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira, 05, os números mostram que as Mortes Violentas Intencionais (MVI) despencaram em 36,7% em comparação ao quadrimestre de 2020.

Em 2020, ocorreram 128 mortes violentas, em 2021 esse número caiu para 81, ou seja, uma redução de 36,7%. O gráfico aponta redução nas mortes por homicídio doloso, feminicídio, morte decorrente de intervenção policial, lesão corporal com resultado em morte, no entanto, houve crescimento de mortes por latrocínio.

Segundo dados do observatório, 58% desses crimes citados acima tiveram elucidação ou seja, apenas 42% desses crimes não foram elucidados. Segundo o MP, em análise mais detalhada, utilizando os registros de anos anteriores, percebe-se que nos últimos quatro anos a capacidade de elucidação destes tipos de crime vem reduzindo.

“Espera-se que com o reforço de recursos humanos que a Polícia Civil recentemente adquiriu, sua capacidade investigativa seja melhorada e, consequentemente, seja ampliado o percentual de casos elucidados”, diz trecho do documento.

Em relação aos municípios, Brasiléia e Feijó são um ponto fora da curva no período, uma vez que em todos os municípios investigados, 17 no total, houve queda em MVI. Os dois municípios apresentaram aumento de 100% respectivamente em mortes violentas.

Segundo o OAC, 86% das vítimas MVI, ocorridas no 1° quadrimestre de 2021, eram de sexo masculino.

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A grande maioria dos roubos registrados em Rio Branco ocorre no período entre as 18 e 22 horas. No 1º quadrimestre de 2021, as horas de maior incidência de roubos foram, pelo período da manhã, às 07 e 06 horas, pelo período da tarde, às 13 horas às 16 horas e, pelo período da noite, das 18 horas às 21 horas.

A regional que mais apresentou redução na variação de número de mortes foi a regional do Juruá com 66,7%, em seguida, a 1º regional que inclui Rio Branco e Bujari com 58,5%. A regional Tarauacá/Envira não apresentou número na queda de mortes violentas intencionais e tampouco aumento.

Apenas a 8ª Regional (Alto Acre) apresentou aumento no período em análise em 40%. Em relação a mortes violentas intencionais ocorridas dentro de ambientes do sistema prisional acreano, tanto em 2020 quanto em 2021, não ocorreu MVI, fato esse que faz com que não haja variação.

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‘Culpada” por equipe perder prova, Gleici é eliminada do ‘No Limite’

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No sexto episódio de “No Limite”, na noite de hoje, a tribo calango perdeu a prova de imunidade pela segunda vez seguida e Gleici Damasceno acabou se tornando a sexta eliminada do reality show da Rede Globo.

No portal da eliminação, a vencedora do “BBB 18” recebeu um total de três votos – Jéssica Mueller levou os outros dois votos – e deu adeus a disputa do prêmio de R$ 500 mil.

Em sua despedida, Gleici aconselhou os colegas da tribo calango a aproveitar ao máximo a experiência no reality show de sobrevivência no meio do mato.

Esse sonho acaba para mim, mas espero que vocês aproveitem ao máximo. Não vou esquecer de nada, vivi com muita intensidade e verdade. Saio do No Limite muito mais confiante em mim. Sei da força que está no meu coração e da vontade de ir até o final.

Situação dos grupos do ‘No Limite’
A tribo calango perdeu o seu quarto competidor com a saída de Gleici Damasceno. A equipe agora é formada por quatro membros: André Martinelli, Carol Peixinho, Jéssica Mueller e Kaysar Dadour. Mahmoud Baydoun, Angélica Ramos e Arcrebiano são os outros eliminados do jogo que pertenciam ao grupo.

Vencedores da prova de imunidade do 6º episódio, a tribo carcará tem seis participantes (Elana Valenaria, Gui Napolitano, Íris Stefanelli, Marcelo Zulu, Paula Amorim e Viegas) no jogo. O grupo perdeu os integrantes Lucas Chumbo e Ariadna Arantes.

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Desastres causaram quase R$ 2 milhões de prejuízos ao Acre

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Em muitas localidades brasileiras, a calamidade causada pela pandemia da Covid-19 somou-se aos efeitos adversos dos fenômenos naturais – inundações, alagamentos, deslizamentos, secas, incêndios florestais, entre outros. Com crescimento de mais de 68,5%, em relação ao ano anterior, as anormalidades causaram prejuízos econômicos de R$ 62,5 bilhões, entre janeiro e dezembro de 2020.

No Acre, os cálculos da Confederação Nacional de Municípios (CNM) indicam que os prejuízos chegaram a R$ 1.947.692,00, o menor valor entre os Estados que declaram prejuízo com desastres naturais no ano passado. Roraima não apresentou relato.

Em geral, as enchentes dos rios foram as causadoras desse prejuízo.

A constatação da CNM se dá por meio do estudo Danos prejuízos causados por outros desastres durante a pandemia em 2020. O diagnóstico não traz detalhes sobre os Estados, apenas um panorama geral da situação.

O mapeamento da entidade mostra ainda os malefícios humanos, materiais e ambientais dos desastres naturais, potencializados pela ação humana.

Foram 13.065 decretos de Situação de Emergência (SE) e, desses, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério do Desenvolvimento Regional (Sedec/MDR) reconheceu 9.348, 3.432 estão sob análise e apenas 285 decretos não foram reconhecidos. Os números mostram que 71,15% dos pedidos de anormalidade já foram reconhecidos pelo poder público federal.

Os desastres decorrentes de tempestades, ciclones, alagamentos, inundações, deslizamentos, entre outros, causaram a morte de 235 pessoas. O excesso de chuvas também deixou mais de 96.535 mil pessoas desabrigadas e 306.035 desalojadas. Sendo assim, somando todos os desastres que ocorreram em 2020, mais de 41 milhões de pessoas foram afetadas.

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Governo não descarta realização da 48ª edição da ExpoAcre neste ano

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O governador Gladson Cameli (Progressistas) garantiu na manhã desta terça-feira (15) que estuda a realização da tradicional 48° edição da feira agropecuária do Acre, a Expoacre, que ocorre anualmente na segunda quinzena de julho.

Segundo o chefe do executivo, a decisão não está fechada e depende do avanço na vacinação contra a Covid-19. “Estamos estudando a possibilidade de ter Expoacre esse ano, diante do cenário que temos de combate à pandemia”, disse.

“Não será de imediato, mas dependendo dos dados que eu tenha acesso pode ser que semana que vem eu edite um decreto flexibilizando as regras e poderemos, sim, ter Expoacre, desde que seja tudo dentro de um ambiente seguro”, ressaltou.

O evento é o maior no campo do agronegócio no estado. Em 2019, durante nove dias, a Expoacre movimentou mais de R$ 74 milhões e atraiu mais de 200 mil pessoas.

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National Geographic diz que rodovia na Serra do Divisor estimula narcotráfico

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Uma reportagem publicada pela National Geographic nessa segunda-feira, 14 , narra os prejuízos que a biodiversidade da região da Serra do Divisor, no interior do Acre, poderá sofrer com a construção da rodovia que deve ligar o país ao Peru através do estado.

Dois projetos em paralelo preveem a construção de uma rodovia dividindo o Parque Nacional da Serra do Divisor em dois e a privatização do território do Parna, abrindo caminho ao desmatamento, ao gado e à extração mineral, diz a publicação.

A reportagem explícita que as propostas são impulsionadas por dois parlamentares bolsonaristas do estado do Acre. “A ideia da estrada foi encampada pelo governo Jair Bolsonaro (sem partido), que já tomou os primeiros passos para a construção do lado brasileiro da rodovia, mas ainda não se pronunciou sobre o projeto de lei em tramitação no Congresso que revoga o Parna da Serra do Divisor”, relata.

Especialistas temem que, caso construída, projeto de estrada que corta o liga o extremo noroeste do Brasil com o Peru estimularia a mineração, o desmatamento e o narcotráfico.

FOTO: LALO AMEIDA/FOLHAPRESS

O prolongamento da BR-364, que hoje termina em Mâncio Lima (670 km de Rio Branco) começou a ser discutido na década de 1970, durante a ditadura militar, e está previsto no decreto de criação do Parna, em 1989, durante o governo José Sarney (PMDB). Mas o projeto parecia esquecido com a inauguração, em 2010, da Rodovia Interoceânica (Estrada do Pacífico), que já liga o Acre e o Brasil à costa peruana.

O próprio Bolsonaro defendeu o projeto em uma live no Facebook, argumentando que abrirá uma passagem do Brasil para Pacífico – e ecoando o discurso do então presidente Lula (PT), nos anos 2000, quando viabilizou a primeira rodovia, em parceria com o colega peruano Alejandro Toledo, hoje foragido da Justiça.

FOTO: LALO AMEIDA/FOLHAPRESS

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) prepara o Termo de Referência para a contratação do projeto, orçado em pelo menos R$ 500 milhões, segundo estimativa oficial. A autarquia informou que ainda não existe a extensão detalhada da rodovia federal, mas que o lado brasileiro terá cerca de 120 km, dos quais 20 km (17%) dentro do parque da Serra do Divisor.

Projeto divide opiniões

Lideranças indígenas e ribeirinhos afirmam que até agora não foram consultados sobre a rodovia – como determina a legislação – e preveem impactos socioambientais negativos. “Até hoje, a primeira pessoa que chegou perguntando pra mim falar sobre a estrada é o senhor”, disse à reportagem o cacique Joel Puyanawa, em conversa no centro cultural do seu povo.

Separada do casco urbano de Mâncio Lima (AC) por uma estrada de terra de 10 km, a Terra Indígena Poyanawa, com cerca de 680 moradores, está na área de influência direta da rodovia. Salles esteve ali em 27 de junho, mas Joel não se reuniu com ele. Diante de lideranças indígenas, o ministro discursou que “o tempo é de integração”, ao defender o projeto rodoviário.

“O entorno da nossa terra já está todo comprometido. Já sabemos o prejuízo que as invasões causam. Os brancos vivem caçando na nossa terra, e as instituições ambientais não têm uma política para impedir. Imagina uma rodovia. Quantos milhões de pessoas vão transitar? Vai aumentar o agronegócio? Vai. Mas a nossa sobrevivência não está no agronegócio”, diz o cacique, recém-eleito vereador pelo PT.

FOTO: LALO AMEIDA/FOLHAPRESS

Puyanawa teme também que a rodovia passe por cima de uma área sagrada que está fora da terra indígena demarcada. Foi nessa região que, por volta de 1910, seu povo foi capturado para ser escravizado pelo coronel seringalista Mâncio Lima (1875-1950). Apesar disso, é retratado como herói pela história oficial, a ponto de ser homenageado com o nome da cidade.

“Essa rodovia ameaça 100% a nossa terra, destrói o nosso sítio sagrado. Basta o prejuízo que tivemos com o coronel. Se a BR sair, extermina a história do nosso povo”, afirma.

Por outro lado, prefeitos e empresários apostam na estrada para acabar com o isolamento geográfico da região mais ocidental do país. Apesar de ser do mesmo Partido dos Trabalhadores, o prefeito reeleito de Mâncio Lima, Isaac Lima (ele não é parente do coronel), é um entusiasta da estrada – a ponto de ter aberto, por conta própria, uma picada de 40 km no provável traçado da rodovia.

Da National Geographic

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