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“Xepa da vacina” e suspeita de desperdício de doses é esclarecida pela Saúde de Rio Branco

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O secretário municipal de saúde de Rio Branco, Frank Lima, garantiu que a sobra de vacinas está sendo utilizada para atender outros públicos prioritários na área da rede pública e privada de saúde. Ele foi questionado pelo advogado João Correia.

Conhecido como “xepa da vacina”, esse sistema utilizado em outros estados e municípios, disponibiliza doses que sobram dos frascos das vacinas disponíveis para uma lista de pessoas inscritas, que podem estar fora dos grupos de prioridades.

Segundo a reportagem apurou, a maioria dos frascos das vacinas disponíveis no SUS (CoronaVac e AstraZeneca) tem 10 doses, cuja eficácia dura por até oito horas depois de serem abertos. No final dos trabalhos a cada dia, é contabilizado o total de doses que sobram. Ligações são feitas para nomes e telefones deixados por pessoas de todas as idades que sonham em ser imunizadas.

Correia foi beneficiado em São Paulo com uma das doses que sobrou, depois de colocar o nome e o contato de telefone na lista de espera. “Fui terça e quarta e não consegui, na quinta fui agraciado por ordem de idade dos pretendentes. É boa a sensação”, disse o advogado.

Ainda de acordo João Correia, os servidores do município que trabalham com vacinação contra a Covid-19 não souberam informar que destinação é dada as doses que sobram no final de cada dia de trabalho em Rio Branco.

“Perguntei aos vacinadores o que eles faziam com as doses remanescentes não utilizadas nas agendas. Ambas me responderam que passava um pessoal da Secretaria Municipal recolhendo as doses não usadas. Indaguei para onde os coletores as levavam e o que faziam com elas; não souberam me responder”, acrescentou.

O secretário Frank Lima garantiu que as doses são resgatadas por uma equipe no final do expediente e aplicadas em outros públicos prioritários. Ele não explicou qual o critério é utilizado nessa distribuição.

“No final da tarde já tem uma equipe montada e embarcada em carros, para oferecer essas vacinas em outras categorias prioritárias dentro do protocolo do Ministério da Saúde, a exemplos de profissionais da saúde de diversos setores tipo clínicas, farmácias, laboratórios, exatamente para que não haja sobras ou desperdício”, garantiu Lima.

Correia acredita que em um mês, na capital, pelo menos duas mil doses das vacinas tenham sobrado. Ele cobrou mais transparência de quem está sendo beneficiado.

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