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Conheça a acreana de Feijó, que é manicure e foi convidada para trabalhar no Egito

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Nem em seus melhores sonhos, a acreana Thaynan Dantas achou que iria chegar onde tem chegado quando, ainda na adolescência, começou a aprender o ofício de manicure.

Nascida no município de Feijó, interior do Acre, Thaynan tem hoje 33 anos. De uma família tradicional do município, conta que começou a fazer unha por hobby. “Eu comecei a fazer unha com 15 anos. O curioso é que anos depois eu tinha um emprego em uma empresa e pedi as contas para fazer o que eu gostava. Sempre foi a minha paixão”.

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Após começar a atender de casa em casa, a jovem ganhou clientes e passou a trabalhar em um salão da cidade. Thaynan decidiu estudar e se aperfeiçoar cada dia mais. Há 9 anos Thaynan se mudou para Porto Velho, onde conseguiu desenvolver seu talento de designer de unhas participando de muitos cursos e capacitações e hoje é dona do seu próprio negócio.

Três meses atrás veio a surpresa jamais imaginada pela jovem feijoense. O trabalho da acreana foi notado por uma das maiores clínicas de estética do Oriente Médio e ela foi convidada para trabalhar em uma clínica no Egito, onde passam apenas os profissionais mais requisitados do Brasil e do mundo.

Thaynan conta os desafios em trabalhar em um lugar de cultura completamente diferente. “Primeiro que aqui tá muito frio. Peguei esses dois meses e meio em época de frio. Tem dias que a temperatura chega a 7 graus. Aqui é uma clínica muito exigente e só realmente trabalha quem realmente entende do assunto, pois aqui são muito perfeccionistas. Se eu já era perfeccionista aqui eu tive que aprender a ser dez vezes mais”.

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A profissional conta como teve que se adaptar à cultura de um dos países mais antigos do mundo. “Carne que eu nunca imaginei comer como camelo. Aqui eles comem muita pimenta, tomam muito chá e o que me chamou muito atenção é a religiosidade. Se chegar o momento da oração, não existe lugar, as pessoas param no meio da rua e começam a orar”, explica.

Ela conta que a maior barreira é a língua. No Egito, o idioma oficial é o árabe. “A maior dificuldade é a língua. Uma secretária traduz do árabe para o inglês, mas eu falo pouco de inglês também. Já aprendi algumas palavras em árabe. Aqui ganhamos em dólar, mas muitas profissionais desistem do contrato porque não aguentam a cobrança do perfeccionismo. Lembrando que eu vim com tudo pago pela clínica. Desde as passagens ida e volta, até as despesas com alimentação e apartamento. Não gasto nada e ainda recebo salário em dólar, que não é pouco, mas que prefiro não citar valores”, diz.

 

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Thaynan diz que vive um sonho. “Quando eu comecei, eu não imaginava nem ir até o Rio de Janeiro, imagina o Egito. Ao Rio, eu vou pelo menos três vezes por ano para compromissos profissionais. A minha profissão que as pessoas olham e não dão nada por ela tem proporcionado a realização de sonhos que eu nunca imaginei”, diz.

Thaynan volta no início de abril e deve a partir de agora se dividir profissionalmente entre o Brasil e o Egito. “Eu já tenho outras viagens internacionais programadas e só posso agradecer a Deus por tudo que estou vivendo. É algo inimaginável para uma menina que começou como manicure em Feijó”.

Quem tiver curiosidade sobre a vida de Thaynan no Egito, pode seguir o instagram @thaynandantas_nails.

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