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Familiares de Gladson negam irregularidades em cotação de preço

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Os empresários Manu e Assem Cameli, Junior Melo da Cristal e membros do Núcleo da secretaria de Educação tiveram de mostrar documentos e dar explicações à Polícia Civil nesta sexta-feira, 12, sobre a suposta venda de cestas básicas superfaturada para o governo do Estado, por meio da secretaria Estadual de Educação. A Operação é denominada Pratos Limpos.

Assem Cameli, que é vice-presidente da Associação Comercial do Alto Juruá, conta que participou da cotação de preços, mas que não venceu. Seu irmão, Manu Cameli, também confirma que fez parte das cotações, mas não ganhou e não cometeu irregularidade.

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Assem Cameli diz ainda que não houve fraude em sua participação na cotação de preços e considerou a ação da polícia como absurda. “O governo comprou 41 mil cestas e só 3 mil de Cruzeiro do Sul. Eu sou empresário e participei dentro da legalidade. Achei um absurdo isso tudo”, afirma.

O vencedor da cotação, Junior da Cristal, que vendeu 3 mil cestas básicas para o governo, não respondeu às mensagens do ac24horas para tratar do assunto. Além de casas e empresas de Cruzeiro do Sul, a Polícia Civil esteve no Núcleo Regional da Secretaria de Educação cumprindo mandados de busca a apreensão.

A coordenadora do núcleo, Ruth Bernardino, diz que a Polícia queria detalhes do processo de compra. “A polícia veio até nós para saber como aconteceu o processo aqui na cidade. Os documentos comprovam a nossa legalidade e explicamos tudo”.

O caso

O valor total da compra de cestas básicas supera os R$ 3,2 milhões e supostamente seria superfaturado por meio de uma dispensa de licitação em favor de uma empresa cujo o capital social é de R$ 100 mil.

O delegado Pedro Resende, da Especializada no Combate à Corrupção (Deccor), confirmou a prisão de seis pessoas, sendo dois servidores públicos e quatro empresários. Um deles de Cruzeiro do Sul e outro em Fortaleza. Foram apreendidos veículos e colocadas 10 contas bancárias na mira da justiça com bloqueios autorizados na ordem de R$ 300 mil.

“É um trabalho brilhante o que foi feito pelos investigadores. Seis pessoas foram presas preventivas, 20 mandados de buscas foram feitas, nove veículos foram sequestrados, contas bancárias de 10 pessoas no importe de R$ 332 mil foram colocadas para eventual ressarcimento ao erário público”, disse o delegado.

De acordo com Resende, foram arrecadados diversos materiais e agora a polícia vai fazer a análise desse material e continuar as investigações. “Temos 10 dias para o encerramento do inquérito. Dois funcionários públicos [um efetivo e comissionado] da SEE foram presos e que a nosso ver era necessário. Elas pertenciam ao setor de compras da SEE. Outros quatro empresários que participaram do certame também foram presos. Em nosso levantamento, o prejuízo foi calculado em 332 mil reais de superfaturamento e duas empresas ganharam o certame e outras cinco participaram, ao total, sete empresas”, concluiu.

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