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Ocupação de mulheres é minoria em poderes estaduais e municipais do Acre

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Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que o Acre tenha cerca 900 mil habitantes. A diferença entre homens e mulheres é pequena. Ou seja, pode-se dizer que no estado o percentual é praticamente o mesmo entre dois gêneros. Em compensação, neste mês de março, onde se intensificam as discussões sobre a falta da representatividade feminina na ocupação de espaços, a diferença para os homens fica ainda mais evidente.

Quando se chega nas esferas de poder, a diferença de representatividade é evidente e se percebe o quanto as mulheres ainda estão longe de ocupar os espaços que deveriam ocupar na sociedade. No poder executivo estadual, o governador Gladson Cameli possui 14 secretarias de governo. A presença das mulheres corresponde a 21,43%, já que apenas Eliane Sinhasique (empreendedorismo e turismo), Silvânia Pinheiro (comunicação) e Ana Paula Lima (assistência social e direitos humanos) estão no comando das pastas.

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Na prefeitura de Rio Branco, o número de mulheres também é bem menor dos que o dos homens. Além da vice-prefeita, Marfisa Galvão, que também gerencia a área cultural, a gestão Bocalom tem entre as principais secretarias, apenas Nabiha Bestene, na educação, e Neiva Tessinari que comanda a secretaria de planejamento.

Já na Assembleia Legislativa do Acre (ALEAC) as mulheres só ocupam 12,5% das vagas. Em um universo de 24 parlamentares, apenas Maria Antônia (Pros), Antônia Sales (MDB) E Meire Serafim (MDB) representam as mulheres. A Doutora Juliana foi eleita, mas acabou sofrendo um processo de cassação por compra de votos.

Na Câmara de Vereadores de Rio Branco, a situação não é muito diferente. São 17 cadeiras e apenas Lene Petecão (PSD) e Michelle Melo (PDT) são vereadoras. Um percentual na capital acreana ainda menor, de apenas 11,76%.

Na bancada do Acre no Senado Federal, a composição é de dois homens e uma mulher, já que a senadora Mailza Gomes representa as mulheres após herdar o mandato de Gladson Cameli que foi eleito governador do Acre.

Igualdade mesmo apenas na Câmara de Deputados, onde o número de homens e mulheres que representam o Acre é igual. Dos 8 deputados federais, quatro são mulheres, Mara Rocha (PSDB), Jéssica Sales (MDB), Perpétua Almeida (PCdoB) e Vanda Milani (Solidariedade).

Tanto na história de Rio Branco como no estado, nunca houve uma mulher eleita para os cargos de prefeita e governadora. Apesar de Iolanda Fleming ser reconhecida como a primeira mulher a governar um estado no Brasil, o fato só ocorreu no final do governo, quando o então governador Nabor Júnior deixou o mandato para concorrer ao Senado Federal em 1986. Situação semelhante viveu Socorro Neri na gestão passada quando herdou o mandato de Marcus Alexandre que optou por deixar a gestão municipal e disputar a eleição para o governo do estado.

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