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Acadêmicos alegam descaso da Unimeta por não conseguirem concluir curso; instituição nega

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O imbróglio entre os alunos do último ano do curso de enfermagem e a faculdade privada Estácio/Unimeta já se arrasta desde março do ano passado. Os formandos do curso apresentaram o TCC em novembro de 2020, ficando faltando apenas o estágio para a finalização do curso.

Em março de 2019, o estágio foi suspenso pela pandemia da Covid-19. Em janeiro deste ano, o processo foi retomado, mas voltou a ser interrompido menos de um mês depois por conta do Acre ter regredido para a bandeira vermelha na classificação da Covid-19.

De acordo com os estudantes, em uma carta enviada ao ac24horas a instituição nada fez para oferecer alternativas para a conclusão do curso, nem mesmo a opção de 20% de estágio em campo.

“Essa opção não foi concedida aos alunos. A justificativa  é que estão realizando processos para contrato de vínculo empregatício com os preceptores de campo.

Outra opção sugerida pelos alunos foi a de que os alunos que possuem uma carga maior ou igual a de 75% fossem utilizadas horas complementares (cursos, monitorias, artigos ou pesquisas científicas e afins) para cumprimento total da carga horária como vem sendo feita, de acordo com os estudantes, por outras instituições de ensino do estado. Mais uma vez a sugestão não foi acatada.

“Tendo em vista que outras instituições do estado responsáveis pelo curso de enfermagem estão adentrando os alunos a campo e até mesmo concluindo a graduação dos mesmos por outras soluções não deixando seus clientes na mão, valendo ressaltar que a maioria dos alunos da turma são alunos FIES e que o prazo de carência para pagamento está correndo e que nem prazo para voltarmos a campo ou formar nós recebemos, nos deixando a mercê por irresponsabilidades administrativas e pedagógicas. Nós, formandos do curso de enfermagem da ESTÁCIO/UNIMETA estamos fazendo um apelo a mídia e a outros meios para que obtenhamos ajuda urgentemente quanto ao descaso e lentidão do processo de nossa formação”.

A reportagem entrou em contato com a Estácio/Unimeta que se posicionou por meio de uma nota. A instituição diz estar atenta às implicações da pandemia  e que mantém um canal de comunicação ativo com os alunos.

A unidade alega que ao longo da pandemia os estudantes do curso de enfermagem foram informados, em diferentes ocasiões, sobre a impossibilidade da realização do estágio obrigatório conforme disposto pelas autoridades governamentais. “O Centro Universitário observa as recomendações das autoridades competentes e condições sanitárias locais de modo a cumprir integralmente as disposições legais relativas à prevenção da Covid-19”, diz em nota.

A instituição garante que o estágio obrigatório relativo ao curso de Enfermagem é ministrado em ambientes hospitalares, externos ao campus. “Neste contexto, a Instituição empreendeu esforços com o objetivo de viabilizar alternativas nas quais os estágios pudessem ocorrer, desde que, houvesse a liberação das autoridades competentes, estivessem preservadas as condições sanitárias adequadas às atividades, bem como fossem cumpridos todos os requisitos de segurança e protocolos educacionais obrigatórios. Todas as medidas adotadas pela Instituição são orientadas em prol da segurança e saúde de alunos e professores. Neste sentido, ainda não foi possível estabelecer uma alternativa aos alunos do curso de Enfermagem”.

De acordo com a nota, as atividades, permitidas pelas autoridades e que ocorrem nas dependências da Unidade ocorreram conforme planejamento elaborado em 2020, o qual contempla, de forma prioritária, os alunos concluintes e seguem uma série de medidas em prol da segurança e saúde de alunos e professores. “Os espaços foram redesenhados garantindo o distanciamento adequado; dispensadores de álcool em gel e sinalizadores com orientações sanitárias foram instalados; e o uso de equipamentos de proteção individual é obrigatório. Para o Centro Universitário, a prioridade é contribuir, de forma efetiva, no esforço nacional de combate à propagação do vírus. A instituição permanece, por meio dos canais oficiais, à disposição para auxiliar no esclarecimento das dúvidas de cada estudante”, finaliza.

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Petecão diz que auxilio gás do governo vai ajudar famílias

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O senador Sérgio Petecão (PSD-AC) disse hoje (20) em sua página do Facebook, que ajudou a aprovar ontem (19), a criação do Programa Gás para os brasileiros, o chamado auxílio gás. O programa vai auxiliar famílias de baixa renda na compra do gás de cozinha. O projeto de lei (PL) prevê que cada família receba bimestralmente o equivalente a 40% do preço do botijão de gás. O projeto retorna à Câmara.

De acordo com o PL aprovado, serão beneficiadas famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário-mínimo, ou que morem na mesma casa de beneficiário do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O programa será financiado com recursos dos royalties pertencentes à União na produção de petróleo e gás natural sob o regime de partilha de produção, de parte da venda do excedente em óleo da União e bônus de assinatura nas licitações de áreas para a exploração de petróleo e de gás natural. Além disso, serão utilizados outros recursos que venham a ser previstos no Orçamento Geral da União e dividendos da Petrobras pagos ao Tesouro Nacional.

Segundo o senador, “no Acre, o botijão de 13 quilos chega a custar R$ 150 e que muitas famílias voltaram a cozinhar com lenha e carvão”. Petecão disse ter certeza que o auxílio vai amenizar a situação precária que muitas famílias estão vivendo.

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CPI tira acusação de homicídio e genocídio contra Bolsonaro

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O relator da CPI da Covid no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), retirou do documento a sugestão para que o presidente Jair Bolsonaro seja indiciado pelo genocídio de indígenas e por homicídio qualificado na gestão da pandemia de coronavírus, após uma reunião com outros integrantes do colegiado na noite de terça-feira, 19, para aparar arestas e acertar um texto de consenso para o relatório.

“A questão pacificada é a questão do genocídio. Foi retirado, eu acho que é uma boa atitude, o senador Renan Calheiros ouviu argumentações de todos”, disse o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), a jornalistas após a reunião. “O mais importante para mim dessa reunião foi que a gente saiu unificado”, acrescentou.

Renan Calheiros esclareceu que a retirada do crime de genocídio não traz prejuízos aos trabalhos da CPI, já que a acusação de crime contra a humanidade – permitindo que a denúncia seja enviada ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia – está mantida no parecer.

Sobre a mudança a respeito do homicídio qualificado, Renan explicou que a retirada ocorreu por considerar que o crime de epidemia com resultado de morte, que consta no relatório, já tipifica bem a questão.

Além das imputações já citadas, seguem no parecer acusações de infração de medida sanitária preventiva, charlatanismo, incitação ao crime, falsificação de documento particular, emprego irregular de verbas públicas, prevaricação e crimes de responsabilidade.

Flávio Bolsonaro

A reunião entre integrantes da CPI da Covid resultou ainda na retirada de uma acusação contra um dos filhos de Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), que passa a não ser mais acusado de advocacia administrativa a favor da Precisa Medicamentos. Flávio, porém, segue sendo citado no parecer por incitação ao crime por comandar um esquema de propagação de fake news. Por essa acusação, também foram imputados outros filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Leitura do relatório

O relatório da CPI, com mais de 1.100 páginas, deverá ser lido em sessão do colegiado nesta quarta-feira, 20. A votação do documento, no entanto, deve ocorrer somente na semana que vem.

O relatório deve apontar Bolsonaro como o “principal responsável pelos erros de governo cometidos durante a pandemia da covid-19”, citando, entre outros pontos, a insistência dele na adoção e propagação do uso de tratamento com medicamentos sem eficácia comprovada em detrimento da vacinação e a resistência inicial do governo em comprar vacinas.

* Com informações da Folha e Estadão

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STJ determina afastamento do governador do Tocantins

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O ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou nesta quarta-feira (20) o afastamento do governador de Tocantins, Mauro Carlesse (PSL), por seis meses por supostos crimes no âmbito da saúde e da segurança pública.

A Corte Especial do STJ vai analisar a decisão do ministro na tarde desta quarta-feira. Carlesse é alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF) para desarticular uma organização criminosa que supostamente tentou impedir ou obstruir investigações sobre atos ilícitos relacionados à cúpula do governo.

A PF cumpre mandados de busca e apreensão nesta quarta na casa do governador e também no Palácio Araguaia, sede do governo estadual.

Essa é a segunda vez que Carlesse é alvo de uma operação da PF. Em março de 2020, agentes da PF estiveram na casa do político e na sede do governo durante a Operação Assombro, que investigava uma organização criminosa suspeita de desviar dinheiro público por meio da contratação de funcionários fantasmas no estado.

As investigações

As operações foram determinadas pelo ministro Campbell. Os inquéritos, que correm em sigilo, indicam fortes indícios de pagamento de vantagens indevidas ligadas ao Plano de Saúde dos Servidores do Tocantins, com estrutura para lavagem de ativos, e apontam também a integralização dos recursos públicos desviados aos patrimônios dos investigados.

“Além da obtenção de novas provas, as operações buscam interromper a continuidade das ações criminosas, identificar e recuperar ativos frutos dos desvios, resguardar a aplicação da lei penal, a segurança de testemunhas e a retomada das Instituições Públicas”, disse a Corte, em nota.

Além de Carlesse, o secretário de Segurança Pública do Tocantins, Cristiano Barbosa Sampaio, também é um dos alvos das operações.

Fonte: CNN BRASIL

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Teste do Censo Demográfico será realizado em novembro no Acre

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciará testes para o Censo Demográfico 2022 nos 27 Estados da federação no dia 4 de novembro. A medida foi mencionada pelo diretor de pesquisas, Cimar Azeredo, no sábado, 16 de outubro, durante a divulgação dos dados preliminares do primeiro teste de campo realizado na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro.

No Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2022, o governo federal destinou R$ 2 bilhões para o projeto, mas fica faltando quase R$ 300 milhões para alcançar o valor estimado para a realização.

A emenda precisa ser votada pelo Congresso, mas pode garantir a execução das atividades, que exige a contratação de mais de 200 mil trabalhadores temporários para atuarem em todos os Municípios. Nesse aspecto, o diretor de pesquisas do IBGE aponta para a necessidade de ultrapassar todas as etapas do processo para garantir que a coleta comece no dia 1º de junho de 2022.

Na lista de atividades estão a realização do concurso para os temporários e a aquisição dos equipamentos. As inscrições para o concurso serão abertas em dezembro. Quem se inscreveu para a seleção deste ano tem a vaga garantida, já que o concurso de 2021 foi adiado, e não cancelado como tinha ocorrido em 2020. Mas outros candidatos terão nova chance de se inscrever.

O Censo é o principal diagnóstico da realidade do Brasil e a estimativa populacional, que deveria ter sido promovida cinco anos após Censo, em 2015, também não ocorreu.

De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios, a atual situação afeta diretamente os Municípios, representando perda de arrecadação para prestação dos serviços públicos, já que há repasses com critérios de transferência por tamanho populacional. “A realização do censo é fundamental para tudo: para trabalhar com dados, com o planejamento, desenvolvimento regional e uma série de coisas que tem como base essas informações que o IBGE vai produzir”, explicou o presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski.

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