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Feijó perde exames de Covid-19 por bloqueio da BR-364 ocasionado pela enchente

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Os exames de PCR que detectam a Covid-19 no organismo humano tiveram de ser suspensos no município de Feijó por conta de bloqueio na BR-364 ocasionado pela alagação, mas foram retomados nesta segunda-feira (22). Os exames têm de ser levados para Rio Branco para processamento em laboratórios especializados no prazo de até 48 horas após a coleta do material. Além da questão rodoviária, Feijó sofre com a cheia dos rios Envira e Muru.

O transbordamento do Rio Caeté, na região de Sena Madureira, impediu o translado do material, segundo comunicado da Prefeitura de Feijó. Ao menos 15 amostras foram perdidas, informou ao ac24horas o secretário de Saúde, Eronildo Oliveira.

Mas não é somente este o problema decorrente de sete dias de intensa alagação na cidade. A procura por atendimento médico cresceu 30% nesta alagação e as principais doenças estão relacionadas à água: diarreia e problemas de pele. “As equipes estão realizando atendimentos nos locais alagados”, disse Eronildo.

Quanto a BR-364, cuja situação influencia Feijó, há pelo menos três pontos problemáticos onde a água de rios locais cobriu o leito da rodovia no trecho entre Sena Madureira e Rio Branco. A travessia segue complicada e equipes estão trabalhando para o melhor fluxo de veículos leves e pesados.

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Cotidiano

Vacinação contra a Covid-19 nos três drive-thru tem baixa procura na tarde desta sexta

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Após registrar filas quilométricas pela manhã desta sexta-feira, 26, os três pontos de vacinação escolhidos pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para a 5ª etapa de imunização que tem como público-alvo os idosos de 74 a 84 anos contra à covid-19, tiveram uma baixa adesão no decorrer do dia em Rio Branco (AC).

Em imagens enviadas ao ac24horas, o Via Verde Shopping, 7º BEC e Arena da Floresta tiveram uma baixa procura na vacinação após às 14 horas. Segundo informações de populares que foram ao local, a vacinação ocorreu de forma bem rápida, simples e sem transtornos.

Ao ac24horas, o secretário municipal de Saúde Frank Lima, afirmou que as longas filas no decorrer da manhã são em virtude das famílias rio-branquenses em querer garantir que os seus familiares estejam vacinados contra à covid-19. Ele informou que a vacinação continuará neste sábado, 27, das 08 às 17 horas nos três pontos de vacinação e também nas Unidades de Referência (URAPs).

Os idosos também podem procurar as Unidades de Referência da Atenção Primária (URAPs) Roney Meireles, Cláudia Vitorino e Policlínica Barral y Barral para vacinação contra à covid-19. O horário de funcionamento tanto dos drive-thru e das URAPs são das 08h às 17h.

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Cotidiano

“O senhor está me dando um tiro”, diz Paulo Guedes a Bolsonaro em conversa vazada

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Um diálogo entre o ministro da Economia Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) revelou insatisfação de Guedes com a troca do presidente da Petrobras . Em reportagem publicada nesta sexta-feira (26) pela revista Veja, Guedes alega que Bolsonaro está se intrometendo na política econômica.

Bolsonaro substituiu o atual presidente da Petrobras , Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim Silva e Luna no dia 19 de fevereiro . Bolsonaro se incomodou com os seguidos reajustes nos preços dos combustíveis promovidos pela petroleira, o que feria suas promessas aos caminhoneiros que ameaçavam greve.

Guedes ficou contrariado, prevendo reação negativa do mercado por intervencionismo do presidente.

“Na hora em que estou ganhando a batalha, o senhor me dá um tiro”, disse Guedes ao presidente, que respondeu: “Não estou dando tiro”.

“O mercado está achando que o senhor está me dando um tiro. O senhor está entrando na política econômica e falou que não iria entrar”, respondeu o ministro.

Segundo a reportagem, Bolsonaro disse a Guedes que o presidente Castello Branco não tem “sensibilidade com os caminhoneiros”.

“Do ponto de vista político, o senhor fuzilou o presidente da Petrobras e vai zerar os impostos para os caminhoneiros. O senhor tentou uma jogada política . Mas isso tem um efeito econômico terrível, um preço caríssimo”, respondeu Guedes.

A um integrante de sua equipe, Guedes teria dito: “Era mais barato dar R$ 100 bilhões aos caminhoneiros”.

A revista afirma ter ouvido um ministro do governo Bolsonaro. Ele confirmou o desgaste na relação entre os dois. “Neste momento a relação de Guedes com Bolsonaro é a mesma daqueles casamentos em que o marido não suporta mais a voz da mulher e a mulher não suporta mais o ronco do marido. O desgaste é grande”, declarou à revista.

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Cotidiano

OMS diz que Brasil vive ‘tragédia’ com nova onda da Covid-19

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O diretor-executivo de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, chamou a pandemia no Brasil de tragédia e lamentou que o país enfrente uma nova onda de casos e mortes pela Covid-19.

“Infelizmente, é uma tragédia que o Brasil esteja enfrentando isso de novo e é difícil. Esta deve ser a quarta onda que o país volta a enfrentar” – Mike Ryan, diretor de emergências da OMS.

Ryan ressaltou qualidades do sistema público de saúde brasileiro e elogiou a ação dos estados para tentar conter a alta transmissão do coronavírus, mas afirmou que é urgente o país controlar a transmissão em nível comunitário. “Não houve um ponto do país que não tenha sido afetado de forma grave pela pandemia”, disse.

“O Brasil é muito capaz e tem muitas instituições científicas e de saúde pública fantásticas. Acho que o país sabe o que fazer e muitos estados estão tentando aplicar as melhores medidas. Não é simples. Não é fácil”, disse.

Lição: pandemia não acabou

A alta nos casos e mortes brasileiras, segundo Ryan, serve de lição para o mundo e comprova que a pandemia não acabou. “Não acabou para ninguém e qualquer relaxamento é perigoso”, afirmou.

A fala do diretor-executivo da OMS ocorreu no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro, em visita ao Ceará nesta sexta, criticou estados que estão adotando medidas mais rígidas para restringir a circulação de pessoas diante do avanço da Covid-19.

“Esses que fecham tudo e destroem empregos estão na contramão daquilo que seu povo quer. Não me critiquem, vão para o meio do povo mesmo depois das eleições”, afirmou Bolsonaro à uma aglomeração que se formou por causa da sua presença na cidade de Tinguá (CE).

Recorde de mortes

Na quinta-feira (25), o Brasil registrou um novo recorde de mortes pela Covid-19: foram 1.582 mortes pela Covid-19 registradas na quinta-feira (25), segundo o consórcio de veículos. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.150. É o segundo recorde seguido registrado nessa média.

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O recorde anterior de número de mortes em 24 horas foi registrado em 29 de julho do ano passado, quando chegou a 1.554.

Acelerar vacinação

Ainda nesta sexta, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanon, alertou que é necessário aumentar a produção de vacinas contra Covid-19 e acelerar sua distribuição.

“Agora é a hora de usar todas as ferramentas para aumentar a produção [das vacinas contra Covid-19], incluindo licenciamento e transferência de tecnologia e, quando necessário, isenções de propriedade intelectual”, pediu Tedros.

“Também é importante lembrar que, embora as vacinas sejam uma ferramenta muito poderosa, elas não são a única ferramenta. Ainda precisamos acelerar a distribuição de diagnósticos rápidos, oxigênio e dexametasona”, complementou o dirigente.

Tedros lembrou que o Covax, aliança internacional dirigida pela OMS, entregou o seu primeiro lote na quarta-feira (29). O país escolhido para receber as primeiras vacinas foi Gana.

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“Fizemos bons progressos, mas eles são frágeis. Precisamos acelerar o fornecimento e distribuição de vacinas contra a Covid-19, e não podemos fazer isso se alguns países continuarem a abordar fabricantes que estão produzindo vacinas com os quais o Covax está contando”, disse.

No começo da semana, Tedros afirmou que o Covax enfrenta dificuldades em adquirir vacinas por causa dos contratos que países ricos estão fazendo com os fabricantes.

O Covax, uma coalizão de mais de 150 países criada para impulsionar o desenvolvimento e a distribuição das vacinas contra a Covid-19, já tem acordo com o Instituto Serum para compra de 1,1 bilhão de doses das vacinas Oxford/AstraZeneca e Novavax.

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Cotidiano

Para evitar derrota, Lira desiste de votar PEC da Imunidade e envia texto para comissão

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Sem consenso entre os partidos e para evitar uma derrota, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), desistiu nesta sexta-feira (26) de votar no plenário a PEC da Imunidade e decidiu enviá-la para discussão em uma comissão especial a ser criada, que é o rito de praxe.

A proposta de emenda à Constituição (PEC) cria novas regras para a imunidade parlamentar. Na prática, as mudanças vão dificultar a prisão de deputados e senadores em alguns casos.

Nos últimos dias, Lira comandou uma articulação para costurar um acordo entre as legendas. A relatora da matéria, deputada Margarete Coelho (PP-PI), chegou a acenar com algumas mudanças no texto a fim de diminuir as resistências.

No entanto, diversos partidos se mostraram contrariados com a tramitação acelerada da PEC, apresentada e incluída diretamente na pauta do plenário dias após a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A desistência de colocar o texto em votação e e a decisão de determinar a criação da comissão para analisá-lo antes de voltar a plenário, portanto, é um revés para o presidente da Câmara.

“Coletivamente, nós não conseguimos nos entender hoje. E não será atropelando o regimento que o faremos. Determino a criação de uma comissão especial. Que os líderes façam a indicação dos seus membros até segunda-feira (1º), e essa comissão será instalada com o mesmo rigor da discussão de que temas importantes nesta casa mereçam ser tratados”, afirmou Lira.

O teor da proposta e o rito-relâmpago também geraram repercussão negativa na opinião pública e desagradaram a ministros do STF.

Apesar de confirmada pelo plenário da Câmara depois, a decisão do Supremo de prender Silveira incomodou uma parte dos deputados, o que motivou a elaboração da PEC.

O que a PEC prevê

Entre outros pontos, a PEC estabelece que:

Parlamentar não poderá mais ser afastado do mandato por decisão judicial;

Parlamentar continuará podendo ser preso em flagrante por crime inafiançável, mas terá que ficar sob custódia da Câmara (no caso de deputado) ou do Senado (se for senador) até que o plenário decida se mantém ou não a prisão;

Deputados e senadores responderão por suas declarações exclusivamente no Conselho de Ética da respectiva casa legislativa. Não poderão mais ser responsabilizados civil nem penalmente;

Medida cautelar que afete o mandato parlamentar só terá efeito após ser confirmada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).

Rito de tramitação

Pelo regimento da Câmara, uma PEC deve passar, primeiro, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisa se a proposta está de acordo com os princípios jurídicos e constitucionais.

Depois, o mérito (conteúdo) deve ser debatido em uma comissão especial, que pode alterar a proposta original. A comissão tem o prazo de 40 sessões do plenário para realizar audiências públicas com especialistas e votar uma proposta. Só depois de aprovado um parecer pela comissão é que a PEC segue para o plenário.

No caso da PEC da Imunidade, Lira se aproveitou do fato de que a CCJ — assim como as comissões permanentes — ainda não está instalada e argumentou que, por isso, a tramitação deveria ir diretamente para o plenário.

No entanto, diversos partidos criticaram a alegação, uma vez que há previsão de instalação das comissões já na semana que vem.

Diante da decisão de Lira, o parecer em nome da CCJ foi então apresentado pela relatora no plenário e aprovado na sessão na quarta-feira (24).

Houve uma tentativa de se votar o mérito no dia seguinte, mas a votação acabou adiada diante da ausência do número necessário de votos para a sua aprovação.

Por se tratar de uma emenda à Constituição, são necessários dois turnos de votação no plenário com o apoio de pelo menos 308 dos 513 deputados. Em seguida, vai ao Senado.

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