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Governo envia equipe para verificar de perto enchente em Santa Rosa do Purus

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Com a chegada do período de fortes e constantes chuvas, não é só Rio Branco que sofre com enchentes neste mês de fevereiro. Tarauacá, Feijó, Cruzeiro do Sul e Santa Rosa dos Purus são alguns dos municípios que já enfrentam alagação.

Com o fim de amenizar os impactos causados pelas enchentes e dar assistência às famílias desabrigadas, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas Públicas para as Mulheres (SEASDHM), tem percorrido os municípios afetados para ver de perto a situação das vítimas, detectar principais necessidades e garantir o mínimo de assistência, com ações preventivas e efetivas, até que se reestabeleça a normalidade.

Neste domingo, 14, uma equipe de assistentes sociais do Estado esteve presente no município de Santa Rosa do Purus, que por se tratar de um município isolado, precisa de uma atenção especial às famílias em épocas de enchentes. A equipe foi recebida pelo prefeito da cidade, José Altamir, juntamente com os gestores municipais de Saúde e Defesa Civil.

“Nesta primeira visita, fomos até o abrigo onde se encontram algumas famílias desalojadas, a maioria de origem indígena, e coletamos informações in loco, perguntando de família em família qual a principal necessidade deles, para que possamos prestar assistência. Esta foi uma recomendação feita pelo governador, que não cogita deixar de maneira nenhuma a população desamparada, ainda mais neste momento em que vivemos em pandemia”, disse Joelma Barbosa, assistente social.

De acordo com o último levantamento feito pela Defesa Civil, 96 residências entre urbanas e rurais já haviam sido atingidas pela cheia do Rio Purus, vinte famílias precisaram de algum tipo de atendimento, sendo que oito foram consideradas pela Defesa Civil como desabrigadas e uma desalojada. Um dos principais problemas detectados pela equipe de assistentes foi a dificuldade de remoção das famílias atingidas pela cheia, que continuam dentro das residências afetadas, com o receio de terem seus pertences furtados.

Durante a reunião com o prefeito, foram discutidos assuntos como o cumprimento do plano de contingência, atendimento às famílias com recursos humanos e equipamentos disponíveis, montagens de novos abrigos e distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (Epis) para as equipes de trabalho.

“O principal problema encontrado em Santa Rosa foi a dificuldade de remover as famílias que vivem em aldeias. Das 15 filiais atendidas em zona rural, 11 permanecem em um morro de terra ilhadas pela enchente. Além disso, essas famílias também perderam todo o cultivo de alimentos plantados nas áreas mais baixas e precisam de assistência. Discutimos as principais necessidades com a prefeitura, e junto com o governo, retornaremos com as principais medidas, a fim de amenizar os transtornos causados pela alagação”, destacou a assistente social.

Com informações da Agência de Notícia do Acre.

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