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“Chegamos na situação que tem que escolher pacientes”, diz médico

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Em entrevista ao Jornal do Acre, da Rede Amazônica, nesta segunda-feira, 8, o presidente do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC), Guilherme Pulici, revelou um cenário assustador que está se formando no Acre.

Segundo ele, a situação está chegando naquela fase em que os médicos que estão atuando na linha de combate à Covid-19 no Acre, terão que escolher entre qual paciente vai ou não para Unidade Tratamento Intensiva (UTI).

“É uma situação muito difícil. Estamos chegando naquela situação, que o profissional tem que escolher entre um paciente ou outro, apesar de haver uma fila natural para os leitos de medicina intensiva, o profissional muitas vezes tem que escolher quem vai ocupar a vaga ou não. Às vezes, tem paciente com prognósticos favoráveis de vida, jovens e que estão sem vaga para terem suas necessidades atendidas. Isso é angustiante para o profissional de saúde, traz um sofrimento psíquico para quem tá na linha de frente e afeta naturalmente o desempenho do profissional no dia-a-dia. É uma situação caótica, mas que a gente já previa. A gente já estava prevendo isso bem antes da Secretaria de Saúde”, salientou.

O médico Guilherme Pulici revelou que segundo dados da Federação Médica Brasileira (FMB), o Estado do Acre é o que mais exporta médicos proporcionalmente no país. Segundo ele, isso ocorre devido a baixa remuneração e a falta de boas condições de trabalho, além das dificuldades que existem para médicos atuarem no interior do Acre.

“Tem a questão financeira, estrutural e lembrando que as condições de trabalho no interior são precárias, tem melhorado, porém, ainda são inferiores a outros estados que oferecem melhores condições de trabalho e de remuneração”, afirmou.

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