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Rodrigo Pacheco é eleito presidente do Senado

O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) foi eleito em primeiro turno nesta segunda-feira (1º), em votação secreta, presidente do Senado e do Congresso Nacional pelos próximos dois anos.

Pacheco recebeu 57 votos e superou os 21 recebidos por Simone Tebet (MDB-MS), única outra candidata a permanecer na disputa até o fim. A candidatura contou com o apoio do presidente Jair Bolsonaro e de 10 partidos, entre os quais estão siglas de oposição, como o PT, a Rede e o PDT.

O resultado da eleição no Senado, anunciado pouco antes das 19h, foi o seguinte:

Rodrigo Pacheco (DEM-MG): 57 votos

Simone Tebet (MDB-MS): 21 votos

A eleição do senador do DEM é também uma vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP), agora ex-presidente do Senado. Alcolumbre atuou como principal cabo eleitoral de Pacheco desde dezembro do ano passado, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) barrou a possibilidade de reeleição nas Casas do Congresso.

Ao lado do colega de partido, Alcolumbre conseguiu reunir apoio suficiente para eleger o sucessor em uma única votação, sem necessidade de segundo turno. A segunda rodada de votação só aconteceria se nenhum dos candidatos conseguisse mais de 41 votos.

O ex-presidente do Senado negociou, inclusive, com o MDB, a maior bancada da Casa, hoje com 15 senadores, que abandonou a candidatura de Simone Tebet de olho em vagas na Mesa Diretora e no comando de comissões.

Major Olimpio (PSL-SP), Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e Lasier Martins (Pode-RS) também começaram a segunda-feira como candidatos ao posto, mas anunciaram a retirada da candidatura ao discursar em plenário, à tarde. Os três manifestaram apoio e voto para Simone Tebet.

O plenário do Senado é composto por 81 parlamentares, mas apenas 78 votaram. O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) está licenciado do mandato e os senadores Jacques Wagner (PT-BA) e Jarbas Vasconcellos (MDB-PE) disseram se ausentar por motivos médicos.

Dos que compareceram, 13 votaram em urnas levadas à Chapelaria (uma das entradas do Congresso) e ao Salão Azul para evitar a aglomeração em meio à pandemia de Covid-19. Os outros 65 votaram em plenário.

Favorito na disputa

Rodrigo Pacheco chegou ao dia da eleição como favorito na disputa. Era o candidato do Palácio do Planalto, da família Bolsonaro – o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) declarou voto no senador de Minas Gerais – e contou com o apoio anunciado de PSD, PP, PT, DEM, PDT, PROS, PL, Republicanos, Rede e PSC.

Pacheco também contou com votos de parcelas do MDB e do PSDB, partidos que, divididos, liberaram suas bancadas; e com dissidentes no Podemos – que anunciou apoio a Simone Tebet.

A emedebista, por sua vez, contou com os apoios declarados de correligionários, de senadores do Podemos, do Cidadania e do PSB, além de parte da bancada do PSDB e votos de dissidentes dentro de partidos aliados a Pacheco.

Como a votação é secreta, não há como identificar quem votou em cada candidato – e, por consequência, quem deixou de seguir a orientação de cada partido.

“Recebi apoios importantes de senadores e senadoras já manifestados, mais de uma dezena de partidos políticos que vão da direita à esquerda, da oposição e da base do governo. Vamos fazer disto uma grande oportunidade daquilo que apregoei minutos atrás: vamos fazer disto uma oportunidade singular para o Brasil de pacificação das nossas relações políticas e institucionais, porque é isso que a sociedade brasileira espera de nós”, disse Pacheco em discurso antes de a votação começar.

Governo parabeniza

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, parabenizaram Pacheco em postagens divulgadas em rede social.

“Em cédula de papel, o Senado Federal elegeu o Senador Rodrigo Pacheco (57 votos de 81 possíveis) para presidir a Casa no biênio 2021/22”, publicou Bolsonaro.

“Parabenizo a vitória do Pres Rodrigo Pacheco no Senado Federal! Ao lado do Presidente Bolsonaro, acompanhei o desenrolar de um processo legítimo e democrático na tarde de hoje. É com base nesses princípios que seguiremos articulando em busca do desenvolvimento do nosso País!”, disse Ramos.

Novo presidente

Eleito presidente, Pacheco assumirá a tarefa de conduzir a eleição da nova Mesa Diretora do Senado. A votação definirá os ocupantes das cadeiras de primeiro e segundo vice-presidentes; e os quatro secretários e seus suplentes.

Além de participar das reuniões e decisões administrativas do Senado, os integrantes da Mesa Diretora têm uma série de atribuições e direito a indicar cargos para auxiliar nos seus trabalhos.

Ao longo de 2021 e 2022, o novo presidente do Senado vai ter de encarar uma série de desafios. Entre as missões elencadas por líderes partidários, estão:

– a busca pela independência do Senado;

– a análise das reformas tributária e administrativa;

– e o empenho em medidas de enfrentamento à pandemia da Covid-19, como a assistência financeira a famílias atingidas pelos reflexos do coronavírus na economia.

Trajetória

Rodrigo Pacheco tem 44 anos e nasceu em Porto Velho (RO), mas se mudou na infância para Minas Gerais, onde se formou em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-MG).

É advogado criminalista e fez parte da defesa de um ex-diretor do Banco Rural no julgamento do mensalão. Também ocupou cargos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Em 2014, foi eleito deputado federal pelo MDB. Na Câmara, votou pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff; presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e esteve à frente do colegiado durante a análise de denúncias contra o ex-presidente Michel Temer.

Está no primeiro mandato como senador, função para a qual foi eleito em 2018, mesmo ano em que se filiou ao DEM. É o atual presidente do diretório mineiro da legenda; e, no Senado, foi líder do partido.

Nas eleições de 2018, Rodrigo Pacheco declarou à Justiça Eleitoral ter R$ 22,8 milhões em bens.

Apesar de ter sido adversário de Simone Tebet na eleição para a presidência do Senado, em 90% das principais votações na Casa nos anos de 2019 e 2020, Pacheco votou da mesma forma que a emedebista.

Atribuições

Veja abaixo algumas das atribuições do presidente do Senado:

É o responsável por pautar os projetos que serão votados no plenário da Casa;

Terceiro na linha sucessória da Presidência da República, ou seja, assumirá interinamente o Palácio do Planalto nas ausências do presidente Jair Bolsonaro, do vice-presidente Hamilton Mourão e do presidente da Câmara;

Presidente do Congresso Nacional, é o responsável por pautar as sessões conjuntas do Legislativo, formadas por deputados e senadores, nas quais são analisados projetos orçamentários e vetos presidenciais.

Regalias

A partir de agora, como novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco tem direito a morar em uma mansão com jardim, piscina e churrasqueira na Península dos Ministros, área nobre de Brasília localizada em um dos bairros mais luxuosos da capital.

A casa – em um terreno de 13 mil m² – tem cinco quartos (dos quais três suítes), sete banheiros, cozinha, copa, salas de jantar, estar e TV, escritório, sala de apoio e área de serviço.

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Bolsonaro impõe sigilo de 100 anos sobre acesso dos filhos ao Planalto

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O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) determinou o sigilo de 100 anos sobre informações dos crachás de acesso ao Palácio do Planalto emitidos em nome dos filhos Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

A existência dos cartões utilizados pelos filhos do presidente para ingressar na sede do governo foi informada pela própria Presidência da República, em documentos públicos enviados à CPI da Covid no último mês.

As informações foram reveladas pela revista Crusoé, que teve acesso aos documentos emitidos pela Secretaria-Geral da Presidência encaminhados por meio da LAI (Lei e Acesso à Informação).

As informações solicitadas dizem respeito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem dos familiares do senhor Presidente da República, que são protegidas com restrição de acesso, nos termos do artigo 31 da Lei nº 12.527, de 2011Trecho do documento da Secretaria-Geral da Presidência que informa sobre existência de crachás

Determinação do sigilo

Os termos citados pelo Planalto determinam que as informações pessoais relacionadas à “intimidade, vida privada, honra e imagem” terão acesso restrito, independente da classificação de sigilo. O prazo máximo estabelecido foi de 100 anos.

Entre abril de 2020 e junho de 2021 a Crusoé havia mostrado que o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro havia visitado o Palácio do Planalto 32 vezes.

Uma outra planilha que teria sido elaborada pela Casa Civil mostra que o acesso ao terceiro andar do Planalto e ao gabinete da Presidência eram de livre acesso ao vereador do Rio.

Já o deputado Eduardo Bolsonaro esteve no gabinete do pai em três momentos, todas concentradas no mês de abril de 2020.

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Nicole Bahls já havia sido alertada sobre infidelidade de Bimbi

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A suposta traição de Marcelo Bimbi, que levou ao fim do casamento, anunciado no último dia 25, pode ter sido a gota d’água, mas não foi uma surpresa para Nicole Bahls. Antes mesmo de se casarem, há três anos, a modelo havia sido alertada por amigos da vocação do então futuro marido para a infidelidade. Quando ainda namoravam, Nicole foi avisada de que Marcelo estaria dando em cima de uma pessoa do círculo de amizade do casal. “Ele tentou várias vezes ficar com a irmã de um conhecido dos dois. A mulher contou tudo, mas mesmo assim ela quis casar”, entrega uma fonte do EXTRA.

Embora não tenha sido surpreendida, Nicole Bahls não esconde entre os mais próximos sua mágoa com o recente episódio que culminou com a separação. Nas redes, a modelo vem dando umas alfinetadas como fez no vídeo postado por ela na última quinta-feira, ao som do funk “Chama pelo apelido” e com Nicole fazendo chifrinhos na cabeça. Segundo amigos, ela ajudou até o agora ex-marido a se manter na carreira. “Quando era convidada para uma campanha ou evento, ela sempre sugeria o nome do Marcelo para que fizessem como um casal”, relata a fonte.

A relação de Nicole Bahls e Marcelo Bimbi foi turbulenta desde o início e seguiu assim, com direito a cenas de ciúmes, algumas até públicas, dos dois lados. A primeira e mais notória aconteceu no início do namoro, no aniversário no aniversário de Adriana Bombom. A confusão teve início quando a modelo Veridiana Freitas, com quem Marcelo havia trocado beijos num reality show, apareceu de surpresa na comemoração. Nicole abandonou a festa, e as duas trocaram farpas no dia seguinte pelas redes sociais.

“Feio é ir na festa sem ser convidada pela aniversariante. Eu pelo menos fui convidada e sou madrinha de casamento”, disse a ex-panicat à época no Instagram. Veridiana retrucou, com ofensas, inclusive: “Feio é nascer com cara de cavalo e tentar xingar os outros de gordinha! Sua inveja grita! Você pode ter todo dinheiro do mundo, mas nunca terá classe! Teu passado te condena, queridinha”.

Bimbi teria traído Nicole Bahls com uma influenciadora do Acre, no início do mês, após um evento do qual foi contratado. Os dois teriam se conhecido no trabalho e esticado para uma festa. A modelo teve acesso a prints de conversas entre os dois e terminou a relação.

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Governo volta atrás e Igesac deve assumir gerências das UPAs

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A possível extinção do Instituto de Gestão em Saúde do Acre (Igesac) ganhou um novo e inesperado capítulo. O ac24horas teve acesso à informações de dentro do Palácio Rio Branco de que o governador mudou de ideia e o instituto vai voltar a administrar as UPAS da Sobral e da Via Chico Mendes como estava previsto.

A solução busca evitar um conflito jurídico que possa levar a interpretação da ilegalidade da incorporação dos servidores do Igesac pela Secretaria Estadual de Saúde como queria o governo. Não passa pela cabeça do governador Gladson Cameli, candidato à reeleição, arcar com o desgaste político da demissão de cerca de 900 pais de família há pouco mais de um ano da eleição.

A reportagem também apurou com fontes de dentro do governo que o contrato de gestão não será celebrado nos moldes anteriores. A regulamentação será feita por um Projeto de Lei, que deve ser encaminhado à Assembleia Legislativa já na próxima semana. O conteúdo do PL é guardado a sete chaves para evitar que seu vazamento suscite ainda mais polêmica em relação ao instituto.

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Acre deve lançar edital de concurso ainda este ano, anuncia Gladson

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Em agenda em Cruzeiro do Sul nesta sexta-feira, 30, o governador Gladson Cameli disse que vai lançar o primeiro concurso público da gestão dele. O Edital deverá ser publicado ainda este ano e o certame será realizado em janeiro de 2022 com foco em várias áreas, principalmente na pasta de infraestrutura.

“Vamos fazer o concurso e convocar. Eu já fiz tudo que podia com relação a isso e o pessoal do cadastro de reserva que me desculpe, mas eu tenho que dar oportunidade pra quem quer fazer concurso”, destacou.

De acordo com o chefe do executivo, não está definida a quantidade de vagas, mas serão para todas as áreas e em especial a de infraestrutura. “Estamos sem quadro no Deracre e com deficiência no Depasa, Seinfra, Sedur, saúde, segurança. Há necessidade por exemplo de engenheiro fiscal. Então vamos fazer o concurso, finalizar e chamar o povo pra trabalhar. Enquanto cuidamos da parte burocrática do Concurso vamos equilibrando a questão da Lei de Responsabilidade Fiscal no próximo trimestre pra lançar o concurso”, relatou o gestor.

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