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Rio Branco é uma das cidades mais empreendoras do Brasil

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas.com

Municípios do interior e capitais fora do eixo Rio – São Paulo – BH estão reunindo as condições propícias para o desenvolvimento de novos negócios, de acordo com o Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) divulgado na tarde desta quinta-feira (28) pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e realizado pela Endeavor, rede global formada pelos empreendedores e empreendedoras à frente das scale-ups que mais crescem no mundo.

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Rio Branco ficou em 3º lugar no pilar “cultura empreendedora”, em 54º em “acesso a capital” e em 93º no ranking geral, que tem cem cidades. A capital do Acre obteve 4,697284 pontos no ranking.

Na edição 2020 do levantamento, foram analisados os cenários das 100 cidades mais populosas do país, avaliando as condições relacionadas a ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, inovação, capital humano e cultura empreendedora.

O levantamento é o principal raio-x do ambiente de negócios brasileiro e serve como norteador para o avanço do setor, revelando para gestores públicos quais aspectos precisam ser valorizados ou melhorados nas cidades com base em iniciativas inspiradoras desenvolvidas em outras regiões e oportunidades para quem quer empreender.

No ranking geral, que considera o desempenho dos municípios nos sete pilares avaliados, figuram entre os primeiros colocados quatro cidades do interior e capitais como Florianópolis, Vitória e Porto Alegre. “É evidente que cidades como São Paulo continuam tendo muita relevância no Índice, principalmente considerando aspectos como acesso a capital. Porém, nos outros pilares, pelo menos metade das dez cidades com melhor desempenho não são capitais”, comenta Renata Mendes, diretora de Relações Institucionais e Governamentais da Endeavor.

“Para a Endeavor essa informação é muito importante, já que atuamos preocupados com o desenvolvimento dos ecossistemas regionais”.

Essa é a primeira vez que o Índice de Cidades Empreendedoras é realizado em parceria com a Enap. A mudança permitiu ampliar o número de municípios analisados, elevando a abrangência e o impacto do levantamento, segundo Renata, da Endeavor. “Esta é uma versão mais madura e melhorada do estudo, que deve servir como um guia para definição de metas e prioridades das gestões municipais para possibilitar o crescimento de novos negócios”.

“O ICE comprova que existe muito mais vontade de empreender no Brasil do que o que vemos no Sul e Sudeste”, ressalta Diogo Costa, presidente da Enap. Além disso, ele destaca que o relatório também traz contribuições para o período pós-pandemia. “Em épocas como a que vivemos, pensamos muito em ações, principalmente nas direcionadas para setores específicos. O que vemos em um guia como este é que, no longo prazo, as instituições são mais importantes do que as ações. Instituições precisam ser construídas para que o mercado seja ágil, que a abertura de empresas seja simplificada, que a execução de contratos seja facilitada. Essa também é uma visão de longo prazo que vemos no relatório: não apenas é preciso haver ações específicas, mas também é necessário fortalecer as instituições que atuam para impulsionar o empreendedorismo”, enfatiza.

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