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Em Xapuri, população reage contra conversão de agência do BB em Posto de Atendimento

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Intermediária do pagamento dos salários dos servidores públicos estaduais e municipais em Xapuri, a agência local do Banco do Brasil é tida pelos seus usuários como de fundamental importância para a cidade. É tanto que a notícia divulgada nesta semana de sua possível conversão para posto de atendimento causou reações negativas por meio das redes sociais nesta quarta-feira, 13.

Muitos clientes da instituição bancária na cidade protestaram contra o anúncio feito pela direção do banco e cobram de autoridades políticas providências contra a medida que faz parte um plano de reorganização administrativa, tornado público na última segunda-feira, 11, que prevê o fechamento de 361 unidades de atendimento, com a demissão de 5 mil funcionários.

Das 361 unidades que estão previstas a serem fechadas, 112 são agências. O Banco do Brasil vai converter 243 agências em postos de atendimento. Outros 8 postos vão ser transformados em agências. Há também encerramento de atividades em 242 postos de atendimento e 7 escritórios. A agência de Xapuri é uma das que estão na lista de conversão para Posto de Atendimento (PA).

Uma usuária que se manifestou pela internet disse temer que a mudança piore as condições de atendimento que “já não são as melhores do jeito que estão”. Houve também quem contestasse a decisão de se mudar o status da agência de Xapuri para posto de atendimento e de se manter duas agências em Brasiléia e Epitaciolândia, que são cidades-gêmeas.

O ac24horas entrou em contato do o superintendente comercial do Banco do Brasil no Acre, Márcio Carioca, que informou que as informações sobre o plano de reorganização administrativa do banco estão centralizadas em Brasília, mas confirmou que a agência de Xapuri realmente está entre aquelas que deverão passar a posto de atendimento.

A reportagem enviou um pedido de informações via e-mail para assessoria de imprensa do banco com o objetivo de esclarecer alguns pontos que são razão de dúvidas e preocupações por parte de clientes. A resposta, no entanto, foi apenas a de que o Banco do Brasil divulga somente os dados nacionais sobre o encerramento de agências, que se dará a partir de 22 de fevereiro.

Ainda de acordo com o banco, as mudanças serão precedidas de ampla comunicação aos clientes dessas agências afetadas pelo plano de reorganização em canais diversificados, como SMS, aplicativo para celular, Internet Banking, terminais de autoatendimento, além de correspondências, e-mail marketing e cartazes nas agências.

O Banco construiu um hotsite (https://www.bb.com.br/pbb/pagina-inicial/atendimento/novo-atendimento#/) para esclarecer as medidas aos clientes. Em caso de dúvidas, os clientes poderão ser atendidos tanto via WhatsApp – (61) 4001-0001, assim como poderão entrar em contato com a Central de Atendimento 0800 729 5291, de segunda a sexta-feira, das 8 às 20 horas.

Não existe, porém, uma noção dos prejuízos que os clientes sofrerão com a mudança que significa a redução da atual estrutura de atendimento disponibilizada ao público. Certamente, os menos prejudicados serão os servidores públicos, que usam o aplicativo do banco para fazer as suas movimentações, mas ainda existe uma considerável parcela de usuários que não está inserida nessa realidade.

Repercussão

O presidente Jair Bolsonaro ficou muito irritado com a repercussão causada pelo anúncio do fechamento das agências do Banco do Brasil e do plano de demissão voluntária anunciado na segunda-feira, 11, e teria decidido demitir o presidente da instituição, André Brandão, segundo informou o jornal Valor Econômico na tarde desta quinta-feira, 13.

De acordo com o Valor, fontes lembraram, porém, que as medidas anunciadas foram aprovadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e apresentadas ao Planalto. Outras fontes, contudo, disseram que Bolsonaro não foi informado diretamente sobre o plano e estaria muito contrariado com o momento em que foi adotado.

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Delegado pede quebra de sigilo de investigados na morte de Gedeon

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O assassinato do ex-prefeito de Plácido de Castro, Gedeon Barros, ainda não foi elucidado. O delegado responsável pelo caso, Marcos Cabral, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), revelou em recente entrevista que o processo ainda corre em segredo de justiça.

Cabral afirmou que as investigações sobre o crime são para não atrapalhar o trabalho da Polícia Civil. No entanto, após ouvir depoimento de oito possíveis suspeitos, o delegado solicitou a quebra dos sigilos bancário e telefônico dos investigados.

A polícia informou que o ex-prefeito estaria sofrendo ameaças de agiotas. No entanto, segundo o delegado, ainda não tinha sido confirmado nenhum registro de boletim de ocorrência relatando as supostas ameaças.

Relembre o caso

Gedeon Barros foi executado no último dia 20 de maio, em uma avenida movimentada do 2º Distrito de Rio Branco. Dois indivíduos que estavam em uma motocicleta encostaram na lateral do carro do ex-gestor e atiraram. Gedeon morreu no local, sem chance de defesa. Em seguida, os criminosos fugiram para o bairro Belo Jardim, onde se concentraram as buscas da polícia.

A esposa do ex-prefeito prestou depoimento na Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) ainda na quinta (20), horas após o ex-gestor ser morto.

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Uma a cada 5 gestantes vítimas da Covid não teve acesso a UTI

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O Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19) acaba de divulgar atualização semanal do número de óbitos maternos pelo SARS-CoV-2, com base em dados do Ministério da Saúde. Até 17 de junho de 2021, perderam a vida 1.412 gestantes e puérperas. Nos primeiro cinco meses e meio de 20921, contabilizamos 959 óbitos, ou seja, 111,7% a mais do que 2020 inteiro – 453.

Outra estatística estarrecedora é a da letalidade da doença: saltou de 7.4% em 2020 para 17% em 2021.

Desde o início da pandemia, uma a cada cinco gestantes e puérperas que faleceram por SARS-CoV-2 não teve acesso a unidades de terapia intensiva (UTI) e 33% não foram intubadas -o derradeiro recurso terapêutico que poderia salvá-las.

Assim, entre março de 2020 e 16 de junho de 2021, quando da mais recente atualização da base de dados SIVEP-Gripe do Ministério da Saúde, são 14.042 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid e, repetimos, 1.412 óbitos (10,1%).

Isso sem contar outros 11.785 de registros com 296 mortes entre gestantes e puérperas com SRAG não especificada, que, na avaliação dos pesquisadores, podem ser também episódios de SARS-Covid-19.

O Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19) visa a dar visibilidade aos dados desse público específico e oferecer ferramentas para análise e fundamentação de políticas para atenção à saúde de gestantes e puérperas em relação ao novo coronavírus.

O OOBr Covid-19 foi criado e é mantido por Rossana Pulcineli Vieira Francisco (docente do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP e presidente da SOGESP), Agatha Rodrigues (docente do Departamento de Estatística da UFES) e Lucas Lacerda (estudante de graduação em Estatística na UFES).

https://observatorioobstetrico.shinyapps.io/covid_gesta_puerp_br/

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Estudo internacional mostra o quanto é difícil empreender no AC

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas.com

São Paulo tem o melhor desempenho na facilidade de se fazer negócios, seguido por Minas Gerais e Roraima. O Acre é apenas o 14º colocado no ranking produzido pela organização internacional Doing Business, que concedeu ao nível da abertura da economia acreana 54,9 pontos (a escala vai até 10pts) mostrando que o mais delicado para abertura de uma empresa, por exemplo, é a obtenção de alvarás de construção e o pagamento de impostos -este ainda pior que o primeiro.

Contudo, nenhuma localidade brasileira é classificada em 1º lugar nas cinco áreas medidas -abertura de empresas, obtenção de alvará de construção, registro de propriedade, pagamento de impostos e execução de contratos -que demonstra que em todas as localidades há oportunidades para a troca de experiências visando melhorias no ambiente de negócios.

O ambiente de negócios do Brasil apresenta forte variação a nível subnacional, principalmente nas áreas de execução de contratos e de obtenção de alvarás de construção. O Acre se encontra exatamente no meio do ranking, melhor posicionado que 13 Estados, entre eles economias aparentemente muito fortes como Santa Catarina e Espírito Santo. O último colocado é Pernambuco.

Há exemplos de boas práticas em estados de todas as regiões, níveis de renda e tamanhos. Dentre todas as localidades, é mais fácil: abrir uma empresa no Pará; obter alvarás de construção em Roraima; registrar uma transferência imobiliária em São Paulo; pagar impostos no Espírito Santo; e resolver uma disputa comercial em Sergipe.

O custo de se abrir uma empresa no Acre está abaixo da média nacional.

Processos complexos e demorados são um grande desafio para os empreendedores brasileiros nas cinco áreas medidas pelo relatório; as principais causas incluem os níveis insuficientes de coordenação entre órgãos e agências nacionais e locais e uma implementação desigual e fragmentada das iniciativas de reformas.

Com base nos resultados, o relatório indica oportunidades de melhoria e identifica boas práticas locais e internacionais, que podem orientar iniciativas de reformas no Brasil. Uma atuação bem coordenada, envolvendo os governos municipais, estaduais e federal, poderia aumentar as perspectivas de êxito dos planos de reformas do ambiente de negócios brasileiro.

O estudo completo pode ser acessado em: https://portugues.doingbusiness.org/pt/reports/subnational-reports/brazil

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Após susto na pandemia, casamentos crescem 5,4% no Acre

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Depois do susto da segunda onda Covid-19, os casamentos voltaram a acontecer com maior frequência no Acre. É o que sugere o levantamento produzido pelo ac24horas com base nos dados da Transparência do Registro Civil, da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen).

De janeiro a maio de 2020, fase em que a pandemia começou a ser conhecida e se estabeleceu no Acre, foram realizados 954 matrimônios nos cartórios de todo o Estado. No mesmo período de 2021, já em meio à segunda onda, já são 1.004 casamentos.

Ou seja: mesmo com a pandemia ainda assustando, os acreanos estão motivados à união nupcial. Confiança que gerou aumento de 5,4% nos casamentos.

A flexibilização das medidas restritivas, ainda que na bandeira amarela do risco da Covid-19, é apontada como um bom motivo para os noivos se unirem em definitivo e oficialmente -de papel passado.

No Acre, 24 cartórios estão em funcionamento. A Transparência do Registro mantém relação de endereço e telefone de cada um deles nos municípios. Para quem quer se casar neste período em que ainda vigoram muitas restrições, os especialistas aconselham contactar o cartório para melhores informações. A lista pode ser acessada aqui https://transparencia.registrocivil.org.br/cartorios.

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