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Samu tem dificuldade com ambulâncias e coordenador cobra responsabilidade de municípios

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As constantes quebras por problemas mecânicos de ambulâncias do Samu que atuam nos municípios da regional do Alto Acre reacenderam nesta quarta-feira, 6, uma discussão que já se desenrola há algum tempo sobre a real finalidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

Questionado sobre as dificuldades que a estrutura do Samu tem enfrentado, com ambulâncias apresentando problemas em períodos médios de 15 dias, o coordenador estadual do serviço, o médico Pedro Pascoal, novamente cobrou a coparticipação dos municípios na responsabilidade pelo transporte intermunicipal.

De acordo com o coordenador, há desvio de finalidade na utilização das unidades do Samu, que deveriam ser usadas apenas para atendimentos de pacientes em estado grave, mas que terminam fazendo o transporte de casos de baixa complexidade, que poderiam ser atendidos por ambulâncias dos municípios.

“Em média, fazemos até cinco transferências por dia na regional do Alto Acre, o que representa mais de 1.500 quilômetros rodados diariamente, refletindo diretamente no desgaste das viaturas. Não temos tempo hábil para fazer manutenção preventiva e nossas ambulâncias vão quebrar sim”, explicou.

Pedro Pascoal afirma que os municípios deveriam possuir ambulâncias de suporte sanitário para fazer o transporte intermunicipal de pacientes de baixa e média complexidade. Segundo ele, os gestores municipais devem assumir essa responsabilidade para assim desafogar o Samu.

A prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, foi consultada pela reportagem a respeito das declarações do coordenador e discordou das suas afirmações. Segundo ela, o que compete ao município já está sendo feito, que é a disponibilização de transporte para pacientes que necessitam de atendimento em Rio Branco.

“Fazemos o transporte intermunicipal de pacientes de segunda a sábado com van adquirida pela própria prefeitura, com recursos próprios. Causaram-me estranheza essas afirmações do coordenador, pois creio que a busca de soluções para os problemas não é transferir para outras pessoas”, disse.

Na Secretaria de Saúde de Xapuri, a posição é a mesma da prefeita de Brasiléia. O município possui um serviço que chama de TFD Municipal, que faz o transporte de pacientes que são encaminhados para o atendimento em Rio Branco, entre eles doentes renais crônicos que fazem sessões semanais de hemodiálise.

“Pacientes hospitalizados que precisam de transferência para a capital são de responsabilidade do estado. Não lidamos com pacientes de média e alta complexidade, uma vez que se trata de pessoas que estão em estado grave, inclusive com risco de morte”, disse o secretário de Saúde, Wagner Menezes, quando procurado.

Ambulâncias do Tipo A

Está claro que quando o coordenador do Samu cobra a coparticipação dos municípios no transporte intermunicipal de pacientes ele não está se referindo aos casos relatados pelas prefeituras, que se trata de encaminhamentos de ambulatórios para procedimentos a serem realizados na capital.

Pedro Pascoal faz referência à aquisição de ambulâncias do Tipo A, que se destinam ao transporte de pacientes que não apresentem risco de vida, mesmo que estejam internados e sejam encaminhados pelos hospitais. A Portaria nº 2.214/2017, do Ministério da Saúde, regulamenta a aplicação de recursos para esse fim.

As viaturas podem ser adquiridas por qualquer um dos entes federados, com o critério de distribuição de uma unidade para cada grupo de 20 mil habitantes. Ocorre que essas aquisições não fazem parte da pauta das prefeituras, que sequer dispõem de estrutura profissional para fazer transporte de pacientes em ambulâncias.

Enquanto estado e municípios não se afinam com relação ao problema, as populações locais padecem com a deficiência do serviço prestado pelo Samu, pois nunca há a garantia de que em uma emergência os hospitais do interior tenham uma viatura à disposição para atender a ocorrência.

Em algumas situações, o Corpo de Bombeiros de Xapuri tem sido a alternativa para o atendimento de ocorrências clínicas, pela ausência da viatura do Samu, quando esta se desloca para outros municípios, e nos casos de locais de difícil acesso, principalmente na zona rural, onde uma ambulância não consegue chegar.

No entanto, desde o dia 1º de janeiro, o 8º Batalhão de Xapuri está sem a sua única viatura utilizada para esse fim, uma caminhonete Toyota Hilux que se acidentou exatamente quando transportava um paciente de uma localidade na zona rural para o hospital da cidade. Apesar do susto, não houve feridos no incidente.

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Cidades

Jerry Correia reúne servidores que não receberam em dezembro e promete pagamento

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O prefeito do município de Assis Brasil, Jerry Correia, se reuniu nesta sexta-feira, 15, com os servidores provisórios da gestão anterior que não receberam seus salários referentes ao mês de dezembro do ano passado, assim como as verbas rescisórias.

A assessoria do prefeito informou que uma parte menor desses servidores tem salários atrasados desde o mês de novembro, sendo a maior fatia referente ao mês de dezembro. No encontro, foi firmado um compromisso de quitação dos débitos.

O gestor municipal afirmou que um calendário para o pagamento dos servidores será elaborado e apresentado em breve. Ele garantiu que, apesar das dificuldades financeiras em que encontrou a prefeitura, os débitos com quem trabalhou serão honrados.

“Apesar das dificuldades financeiras, vamos nos esforçar para pagar o merecido salário de cada trabalhador e trabalhadora. Logo iremos apresentar um calendário de pagamento e honrar com cada homem e mulher que trabalhou para esta prefeitura”, disse.

Correia afirmou recentemente que encontrou as contas da prefeitura em condição de desequilíbrio, mas pontuou que tem pedido a compreensão da população para as primeiras medidas da gestão, que estão sendo tomadas com muita cautela.

De acordo com o prefeito, apenas parte da equipe da nova administração foi definida até o momento e os serviços temporários foram reduzidos, evitando assim o inchamento da máquina pública para poder dar respostas em médio prazo à população.

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Cidades

Prefeitura de Epitaciolândia firma parcerias com o Exército contra a dengue

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Reunião entre o prefeito Sérgio Lopes e representantes do 4º Batalhão de Infantaria de Selva, do Exército Brasileiro, realizada nesta quarta-feira, 14, teve na pauta parcerias que o município mantém com a força armada.

Uma das parcerias se refere ao combate à dengue. A prefeitura contará com o apoio dos militares nas campanhas de combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da doença que nesse início de ano vem causando grandes preocupações.

Outra parceria firmada diz respeito à segurança patrimonial. Como já vem ocorrendo, o Exército continuará disponibilizando o seu pátio para que veículos do município, como ônibus escolares, sejam guardados a fim de evitar danos ou ações de vandalismo.

Para o prefeito Sérgio Lopes, essas parcerias são fundamentais, pois ajudam o município, principalmente com relação ao contingente humano em relação às campanhas de combate a endemias, como é o caso da dengue.

“O Exército Brasileiro tem sido um grande parceiro e da mesma forma a prefeitura também estará à disposição caso seja necessário, por isso, quero em nome da população agradecer aos representantes do EB pela parceria firmada”, disse Lopes.

Com informações da Assessoria de Comunicação da prefeitura de Epitaciolândia.

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Cidades

Acre vai abrir 10 leitos de UTI em Cruzeiro do Sul para atender pacientes do Amazonas

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O governador do Estado do Acre, Gladson Cameli (Progressistas) se mostrou solidário ao governo do Amazonas na noite desta quinta-feira, 15, e decidiu abrir ao menos 10 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital de Campanha em Cruzeiro do Sul para atender casos graves de pacientes com coronavírus vindos do estado vizinho.

Cruzeiro do Sul é uma das cidades acreanas que faz divisa com cidades amazonenses. “Me sensibilizo com o povo amazonense que passa por um momento muito difícil por conta da pandemia da Covid-19. O governo do Estado do Acre está solidário ao governador Wilson Lima e a toda equipe governamental do Amazonas”, escreveu Cameli.

O governador do Acre garante que a abertura desses 10 novos leitos não irá prejudicar o atendimento da população acreana que também está acometida pela doença. “Nós, acreanos, estamos orando pelos nossos amigos amazonenses para que essa situação passe e que, juntos, possamos vencer toda dificuldade. Que Deus nos abençoe e que em breve possamos virar essa página”, concluiu.

Manaus viveu nesta quinta-feira um dos piores dias de crise desde o início da pandemia. O avanço dos casos de Covid-19 fez com que as internações batessem recordes e as unidades de saúde ficassem sem oxigênio. O Amazonas vem enviando seus pacientes para outros estados.

Os cemitérios estão lotados e tiveram que ampliar o horário de funcionamento, além de instalar câmaras frigoríficas. O governo estadual se viu obrigado a decretar toque de recolher a fim de reduzir as contaminações, com proibição de pessoas entre 19h e 6h em Manaus.

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Cidades

Brasiléia é único município do Norte em rede brasileira pela Primeira Infância

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A Rede Brasileira Urban95 é uma iniciativa da Fundação Bernard Van Leer e do Instituto Cidades Sustentáveis para promover, desenvolver e fortalecer programas e políticas públicas voltadas ao bem-estar e qualidade de vida das crianças de 0 a 6 anos de idade.

Brasiléia é o único município da região Norte a aderir ao projeto, juntamente com as cidades brasileiras de Aracaju, Caruaru, Campinas, Crato, Fortaleza, Ilhéus, Jundiaí, Niterói, Pelotas e Ubiratã, além de São Paulo, Recife e Boa Vista.

Nesta quarta-feira, 13, a prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, participou de uma videoconferência de repactuação do projeto da Rede Urban95, onde se colocou à disposição para firmar parcerias que beneficiem as crianças de 0 a 6 anos de Brasiléia e agradeceu por estar participando do projeto.

A rede apoiará os municípios na realização de um diagnóstico detalhado sobre a experiência e acesso de crianças e bebês às cidades, oferecendo dados que poderão embasar a construção de políticas públicas mais acertadas para a primeira infância e alinhadas a outras agendas estratégicas locais.

A secretaria executiva da rede oferecerá apoio técnico nos temas de urbanismo, mobilidade, gestão de dados, ciência do comportamento, comunicação com foco em crianças pequenas e seus cuidadores e uma consultoria para o aprimoramento de políticas e programas oferecidos por especialistas na área.

Com o objetivo final de construir espaços públicos seguros, inspiradores e democráticos nas cidades, o projeto pretende ainda apoiar a implementação e monitoramento de Planos Municipais pela Primeira Infância, mecanismos que garantam a contínua priorização da agenda para a primeira infância pelos gestores públicos.

*Com informações disponíveis na página da Rede Urban95 no site do Instituto Cidades Sustentáveis.

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