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Protesto contra relacionamentos abusivos marca caminhada por cantora morta em Xapuri

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Dezenas de pessoas, entre parentes e amigos, participaram de uma caminhada pelas ruas de Xapuri, nesta sexta-feira, 11, em homenagem à cantora e estudante de medicina Elicaliane de Oliveira Soares, de 29 anos de idade, encontrada morta no apartamento em que morava, na madrugada do último domingo, 6, no centro da cidade.

A caminhada saiu de frente do prédio de apartamentos onde a jovem morreu, parou em frente ao Fórum, onde houve uma manifestação pacífica pedindo a atenção da Justiça para o caso, e terminou com uma homenagem no túmulo de Elicaliane, onde o pai da garota, o ex-vereador Eliomar Soares, fez um pronunciamento emocionado.

Na sua página no Facebook, ele deixou uma mensagem a todos os pais. “O quanto você puder, diga a seus filhos o quanto eles são amados por você”. Muito conhecido na cidade pela alcunha de Galêgo, Soares não aceita o suicídio da filha como um caso resolvido. “Há muito ainda a ser explicado e nós esperamos o empenho da Justiça para que isso seja esclarecido”, disse.

A morte de Caliane tem como pano de fundo um relacionamento amoroso conturbado e denúncias da família de que a cantora era vítima de violência física e psicológica por parte do ex-namorado, João Paulo Tavares, de 24 anos. Esse histórico somado ao fato de ter sido ele quem encontrou a jovem morta resultaram em um clima de dúvidas e desconfiança em torno do caso.

A Polícia Civil de Xapuri abriu inquérito para investigar o fato e aguarda receber o laudo do exame cadavérico feito pelo Instituto Médico Legal (IML) e das perícias nos telefones do ex-casal para confirmar se a cantora realmente se suicidou ou se existe algo mais que ainda não veio à tona. Segundo o delegado do caso, Bruno Coelho, não há indícios preliminares de homicídio.

O ac24horas não conseguiu falar com João Paulo, mas manteve contato com sua mãe, que não terá o nome mencionado. Muito abalada, ela disse que acredita na inocência do filho quanto às suspeitas que recaem contra ele, mas disse que “se ele deve algo à Justiça, ele vai pagar”. Porém, ela pediu que as pessoas não o julguem antecipadamente.

Repercussão

A morte de Elicaliane Soares teve grande repercussão nas redes sociais desde os primeiros minutos da manhã do último domingo e ganhou um inusitado destaque no programa Cidade Alerta, da Rede Record. No entanto, houve exagero do comentarista policial Percival de Souza quando afirmou que o rapaz teria matado a moça por ciúmes de seu sucesso.

Apesar do clamor por justiça que há na cidade, não existe, até o momento, nenhum indício, com base no que a polícia divulgou até o momento, que torne João Paulo Tavares suspeito de ter matado a cantora. Se surgirão fatos novos que possam levar o caso para uma direção diferente da hipótese que se tem até agora, eles virão dos laudos que a polícia espera.

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Farda da PM do Acre será azul e Comando diz que aquisição depende de licitação

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O comandante-geral da Polícia Militar do Acre, Coronel Paulo César Gomes, revelou na manhã desta segunda-feira, 26, que a mudança de cor do uniforme operacional, do caqui para o azul escuro, chamado internamente de “azulão”, não tem data específica para acontecer. O Acre conta com 2.300 militares nos 22 municípios. “Ainda não. A ideia seria que fosse no início do ano. Tem a questão do processo licitatório”, declarou.

Segundo a corporação, a mudança do fardamento faz parte de um processo de resgate histórico da identidade visual da PMAC, que foi em parte perdida com o passar dos anos e as transformações estruturais que a corporação sofreu.

A implantação do uniforme ocorreu em 1974, de lá pra cá, esta é a terceira vez que a PMAC decide mudar a cor do uniforme. O objetivo, além de se modernizar, é construir efetivamente uma identidade visual valorizando as raízes.

De acordo com o governo, o “azulão” já é a cor do uniforme de quase um terço das polícias militares estaduais de todo o Brasil, sendo que oito das 27 unidades da federação, três delas da região Norte, adotam a cor no uniforme oficial. A mudança proposta pelo novo RU não vai gerar aumento de despesas, uma vez que, segundo a lei, o Estado já é obrigado a fornecer dois uniformes por ano a cada policial. O comando da PM pretende fazer a substituição paulatinamente.

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Projeto de Lei que incorpora trabalhadores do IGESAC na Sesacre é “maldade”, diz advogado

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O Projeto de Lei (PL) que prevê a incorporação dos servidores do antigo Pró-Saúde a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) e a extinção do Instituto de Gestão de Saúde do Acre (IGESAC), autarquia criada para substituir o antigo Pró-Saúde, instituído nos governos da Frente Popular do Acre (FPA), nem foi encaminhada à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), mas já levanta os debates nas redes sociais.

O advogado Ismael Tavares usou as redes sociais neste final de semana para afirmar que a ideia do governo do Acre em incorporar esses 900 servidores do Igesac a Sesacre não passa de uma maldade com os trabalhadores..

Na publicação, o advogado elencou o artigo 37, II, da Constituição Federal, que trata da regra para o ingresso no serviço público e a lei Complementar 39/93, que é clara quanto aos requisitos para a investidura em cargo público, mais especificamente em seu inciso VII, quando exige “prévia aprovação em concurso público”. Para Ismael, o PL deve ser tratado como pautas jurídicas impossíveis.

“Não precisa nem eu inventar palavras aqui para dizer que este projeto é alienígena, inapropriado e uma maldade com o sonho destes funcionários do IGESAC. Sem concurso público é impossível vir a ser servidor público”, salientou.

Por fim, o advogado afirmou que o Governo errou na natureza jurídica do hoje IGESAC, ao não reconhecer sua natureza pública. “Agora precisa ser corrigido isto, neste governo. A tarefa do Governo não é fácil, mas precisará de cooperação e habilidade jurídica para solucionar a causa. Espero que dê certo, mas neste formato atual não será frutífero”, encerrou.

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Produtor de cervejas artesanais, acreano inova e cria vinho de açaí em sua residência

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Com colaboração do jornalista, Altino Machado

Imagina tomar um vinho de açaí? Se alguns não imaginam o sabor, o servidor público, Marcos Júnior, já sabe como é. Marcos, que é um degustador e produtor de cervejas artesanais, teve a ideia de produzir um vinho de açaí em sua residência, após começar a produção de um hidromel com amora.

Para escapar da Lei nº 7.678, de novembro de 1988, que dispõe sobre a produção, circulação e comercialização do vinho e derivados da uva e do vinho, o servidor público teve a ideia de chamar o vinho de açaí de “pajuari”, que é uma espécie de bebida estimulante usada pelos indígenas a partir de frutas fermentadas. Tecnicamente, de acordo com a legislação, o termo “legal” seria “fermentado de açaí”, mas o que ele produz é realmente “vinho de açaí”.

Em uma entrevista ao jornalista, Altino Machado, Marcos explicou como tem sido a experiência na produção do “pajuari”. No Instagram, o servidor público tem um perfil do vinho de açaí Florisa: @florisavinhos.

“Após alguns anos produzindo cerveja artesanal em casa, inclusive com uso de frutas regionais em fruit beers, passei a tentar produzir hidromel, o qual também permite a adição de frutas. Após produzir um hidromel com amora que ficou bem interessante, resolvi testar o açaí! Nos testes iniciais, em janeiro deste ano, já vi que o produto teria um potencial para algo semelhante a um vinho tinto de uva, mas com as características próprias do açaí: aroma intenso de frutas roxas, boa acidez e reminiscências de madeira, castanhas e terrosidade. A partir disso, comecei a fazer pequenos ajustes (e ainda ajustando) nos lotes subsequentes, e atualmente vejo que duas versões ficaram bem boas: uma com um pouco de açúcar residual e outra mais seca. O açaí é um fruto maravilhoso e, para mim, foi uma grande satisfação ter conseguido vinificar e produzir um vinho de boa qualidade com ele”, afirmou.

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Com Jéssica de olho no senado, Vagner diz que não há motivos para não está com Gladson

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A deputada federal Jéssica Sales (MDB) reuniu na noite deste sábado, 24, os membros do MDB para anunciar oficialmente a sua pré-candidatura ao Senado Federal, em evento realizado no Diretório Municipal do partido na avenida Mâncio Lima, em Cruzeiro do Sul (AC). 

O ato contou com a presença de militantes, da mãe, deputada estadual Antônia Sales,  do pai, ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales, vice-presidente regional do MDB e do irmão, Fagner Sales, que foi candidato a prefeito nas eleições de 2020, perdendo para Zequinha Lima (Progressistas).  

Aos correligionários, Jéssica Sales afirmou que o seu mandato de senadora, caso seja eleita, será de senadora municipalista. “Um senador vale por seis deputados federais então terei mais chance de ajudar os municípios, como já venho fazendo. Serei a primeira senadora municipalista do Acre porque sei das dificuldades dos prefeitos e não verei cor partidária”, explicou. 

Quanto ao palanque em que estará na campanha, se do governador Gladson Cameli (Progressistas) ou do senador Sérgio Petecão (PSD), a deputada afirmou que ficará do lado de quem tem visão da importância da união para o benefício da população. 

“Vou estar com quem tiver visão de união porque não se trabalha só, se trabalha com todos em um projeto maior. O futuro governador tem que entender que todos os partidos são importantes e que precisa defender um projeto maior que é o do bem-estar da população do Estado”, destacou. 

Após a recusa de Flaviano, Vagner Sales afirmou que a filha conta com o apoio da Executiva Nacional do MDB e que agora precisa unir todas “as alas” do MDB em torno de sua candidatura. “Agora é apresentar a Jéssica aos diretórios municipais. Depois vamos conversar com os partidos. Essa é uma candidatura de muita conversa”, salientou. 

Segundo Vagner, não há motivo para que o palanque de Jéssica não seja o de Gladson Cameli (Progressistas).

“O MDB do Estado já fechou apoio a Gladson. Não é que tenha muita gente mandando, é que temos muitas lideranças dentro do MDB. Nós aqui do MDB do Juruá temos interesse sim na candidatura dele. Gladson é cruzeirense, é meu primo, temos afinidades. Esses dias ele esteve com a Jéssica em Brasília, já foi tomar café lá em casa e vai de novo. Nós já trabalhamos pra ele pro Senado e para Governo e não tem motivo pra não trabalhar agora. Vamos conversar. É um momento de muita conversa”, ressaltou. 

Para a deputada estadual Antônia Sales (MDB), mãe de Jéssica, a candidatura da filha já extrapola o Vale do Juruá, a exemplo do que ocorreu com o conterrâneo Gladson Cameli. 

“Quando era deputado federal e se lançou ao senado, nosso governador Cameli, que é do Juruá, teve apoio de todo o Acre e esperamos que a população acolha a candidatura da Jéssica da mesma forma”, destacou.

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