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No Acre, eleitores mantêm a ‘festa da democracia’ na eleição com medidas sanitárias

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Mesmo num momento atípico desencadeado pela pandemia do novo coronavírus, boa parte dos eleitores de Rio Branco faz questão de manifestar o voto na eleição municipal deste domingo (15). Os moradores dão seguimento à “festa da democracia”, mesmo que de um jeito mais intimista e contido. É o caso de alguns eleitores flagrados pelas lentes do fotojornalista Sérgio Vale, do ac24horas, em diversos pontos da capital acreana.

Os mais idosos chegaram cedo aos locais de votação. Medida imposta pela Justiça Eleitoral para evitar a aglomeração de pessoas do grupo de risco com outras mais jovens e propensas a proliferar o coronavírus. Apesar de não poder haver aglomeração entre os eleitores, muitos decidiram manifestar de maneira solitária a realização por fazer parte do mais alto exercício da democracia.

Rumo às suas respectivas seções de voto, teve eleitor caracterizado de candidato, outros que caracterizaram seus veículos. Mas sempre uma unanimidade: uso de máscara e tantos outros acessórios que visam minimizar o impacto da pandemia, como óculos, luvas e álcool em gel.

Há ainda aqueles que apresentam seu documento de título de eleitor com um sorriso largo e contente por fazerem parte de um momento importante e decisivo à sociedade. Exemplo disso é o senhor, Paulo Alves, de 68 anos. Ele foi um dos primeiros a chegar ao Colégio Barão do Rio Branco, no centro da cidade, por volta das 6 da manhã.

Mesmo temendo a pandemia de Covid-19, não pensou em deixar de votar. “Nunca deixei de votar, desde que fiz 18 anos e não vai ser dessa vez”, afirmou ao ac24horas. Com seus candidatos escolhidos, disse o que pensa sobre as eleições. “Acho a eleição a coisa mais bonita do mundo”, destaca, lamentando o fim dos comícios, um dos eventos políticos que Paulo mais admirava.

As eleições municipais 2020 podem contar com 561.261 eleitores acreanos. O contingente elegerá novos prefeitos e vereadores dos 22 municípios. A capital acreana continua como o maior colégio eleitoral do estado, sendo a única que ultrapassa os 200 mil eleitores, o que a credencia ter segundo turno, caso nenhum dos candidatos alcance a maioria absoluta dos votos válidos. Com 256.673 eleitores, Rio Branco concentra 45,73% dos eleitores de todo o estado.

Fotos: Sérgio Vale/ac24horas 

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Com insumos nas alturas, empresários relatam risco de abandono de obras da BR-364

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Empresários da Construção Civil estiveram nesta terça-feira, 21, relatando as dificuldades de operacionalizar a manutenção dos trechos da BR-364, que liga a capital Rio Branco até a cidade de Cruzeiro do Sul, em cerca de mais de 600 km da rodovia federal. As lamúrias foram expostas durante audiência pública nas Comissões de Serviço Público, Trabalho e Municipalismo, Obras Públicas e Transportes e Comunicação, no plenário da Assembleia Legislativa com a presença de representantes sindicais e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Os empresários informaram sobre os custos para se operacionalizar os serviços que triplicaram nos últimos 12 meses e os contratos não tiveram nenhuma correção neste período. Estima-se que uma nova construção da BR-364 com trabalho definitivo, cerca de R$ 1,5 bilhões.

O deputado Jonas Lima (PT), cujo os familiares comandam uma das empreiteiras que atuam na BR-364 (Lima e Pinheiro LTDA), afirmou que as empresas estão pedindo ajuda e levantou o risco das obras de manutenção serem suspensas. “As empresas estão pedindo ajuda, estão agonizando. Vocês vão ver a dificuldade para fazer o tapa buracos. Eles vão ser obrigadas a retirar as máquinas, senão vão suspender as obras da BR-364 por falta de apoio e recursos”, disse.

Já a deputada Antônia Sales (MDB), que tem o costume de sempre trafegar na Estrada, disse que a BR-364 está arrebentada. “Essa estrada está arrebentada. A base dela está destruída devido a infiltração que vem debaixo. A Tabatinga não dá liga. Aqui não é uma audiência política, mas sim algo de interesse da população. O contrato está baixo e algumas empresas devem abandonar a obra”, afirmou a emedebista.

Foto: Sérgio Vale/ac24horas

Representando a empresa MSM, o administrador Jarbas Soster, explicou os gargalos de manutenção da BR-364, enfatizando que os insumos tiveram seus preços duplicados e até mesmo triplicados. “Esses contratos não contemplam os serviços integralmente. Nós estamos debatendo com o DNIT a questão dos preços, e aumento de até 500% dos insumos, como por exemplo o cimento que teve aumento de 100% e o diesel que dobrou. A situação dos transportadores, cooperativas estão em estado de insolvência. Estamos enxugando gelo na BR-364, pois são mais de 600km de estrada e poucos recursos para tomar conta dessa malha”, frisou.

Soster defendeu que o ideal era que a rodovia passasse por restauração e manutenção, mas defende mais recursos. “Se a Restauração e Manutenção na ordem de R$ 260 milhões e não conseguiu vencer isso aqui. Não vai ser um de R$ 50 milhões que não vai resolver”, disse o empresário enfatizando que Plano Anual de Trabalho e Orçamento (Pato) não é suficiente para dar conta da estrada. “As soluções são caras e pontuais. Existe solução para o problema da BR, a questão é de onde vem o dinheiro”, disse.

Foto: Sérgio Vale/ac24horas

Um representante da empresa Lima e Pinheiro revelou aos deputados que os controles estão passando por desequilíbrio. “Não estamos sendo remunerados. O custo não estão sendo coberto pelo serviço demandado”, disse Carpegiane, engenheiro da empresa.

Sem independência de atuação, o superintendente do DNIT no Acre, engenheiro Carlos Moraes, reforçou que a BR-364 no Acre é uma das piores estradas do Brasil e afirmou que o departamento vem trabalhando para ter uma solução definitiva. “Estamos trabalhando para uma resolução definitiva da estrada. Não dá pra ficar só em manutenção que dá a impressão de enxugar gelo. O que eu tenho falado para os empresários, vá no Poder judiciário e peçam uma rescisão do contrato judicialmente pois o contrato está insuportável ou se presta o serviço e vamos tentar tocar”, disse Carlos. A fala dele não agradou deputados e empresários que consideram a judicialização ruim devido a morosidade da justiça.

Os deputados Fagner Calegario (Podemos), Gerlen Diniz (PP) e Marcus Cavalcante (PTB) informaram que uma audiência pública deverá ser realizada ainda esta semana com o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. O presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior (PP) deverá encontrar Tarcísio por intermédio do senador Márcio Bittar (MDB) para tratar sobre o assunto.

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Iniciada a primeira perfuração para ponte do anel viário de Brasiléia e Epitaciolândia

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O Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), executou a perfuração em solo da primeira estaca que sustentará a estrutura da ponte do contorno rodoviário Brasiléia-Epitaciolândia, segundo informação da estatal Agência de Notícias do Acre.

De acordo com as informações, os serviços estão sendo efetuados por meio de parceria entre governo federal, via Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), e Consórcio Cidade/CZS/Meta.

A ponte tem via dupla com 250 metros sobre o Rio Acre e vai tirar a circulação pesada de veículos pela BR-317 rumo a Assis Brasil, na fronteira com Iñapari, no lado peruano.

Petronio Antunes, presidente do Deracre, afirmou que o início das obras “é um esforço do governador Gladson Cameli pelo bem do povo acreano”. Segundo ele, a ponte fará a interligação entre Brasiléia e Epitaciolândia e será uma saída para o mercado internacional.

Além de facilitar o tráfego na região, a ponte deve beneficiar mais de 50 mil habitantes e movimentar a economia na região, com a geração de emprego e renda, segundo o governo.

Com informações da Agência de Notícias do Acre.

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Fogo toma conta das margens da Estrada Transacreana e Bombeiros não chegam ao local

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas.com

Um incêndio de grandes proporções foi registrado na tarde desta segunda-feira, 20, em uma área de vegetação no início da estrada da Transacreana, km 2, em Rio Branco.

Em imagens capturadas pelo fotojornalista do ac24horas, Sérgio Vale, é possível ver o tamanho das chamas que tomaram conta do local.

O fogo começou no período da tarde desta segunda, por volta das 14 horas e se espalhou por propriedades rurais, espalhando também bastante fumaça.

Apesar do apelo dos moradores da comunidade, até o momento, não foi registrada nenhuma presença do Corpo de Bombeiros do Acre.

Em imagens enviadas, é possível constatar apenas a presença de caminhões pipas que tem tentado amenizar a situação. As chamas já atingiram o cabeamento de internet da comunidade e ao que tudo indica poderá deixar a comunidade sem sinal telefônico.

Mais atualizações no decorrer das próximas horas

Veja o vídeo:

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Reserva Chico Mendes lidera ranking das 10 brasileiras mais pressionadas pelo desmate

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As áreas protegidas da Amazônia — como terras indígenas, territórios quilombolas e unidades de conservação —, viram as ameaças e pressões de desmatamento aumentarem em um ano. Entre agosto de 2020 e julho de 2021, foram mais de 10 mil ocorrências de devastação da floresta dentro ou a até 10 km desses territórios, 13% a mais do que no período anterior, entre agosto de 2019 e julho de 2020.

Um fator põe diretamente o Acre em evidência nesse contexto: a Reserva Extrativista Chico Mendes lidera o ranking das 10 unidades federais de conservação mais ameaçadas pela devastação da floresta. No período analisado, a Resex registrou 114 células de desmate -4 a mais que entre julho de 2019 e agosto de 2020, quando essa unidade também figurou no mesmo ranking desta vez na 3ª colocação.

Além da REsex Chico Mendes, o Parque Nacional da Serra do Divisor e a Reserva Cazumbá-Iracema também figuram nos ranking de unidades de conservação federal ou estadual que sofrem com a pressão do desmatamento interno ou ao entorno.

Os dados são do levantamento “Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas”, publicado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O estudo identifica e contabiliza todas as ocorrências detectadas pelo Sistema de Alerta de Desmatamento do Imazon (SAD) em áreas de 100 km² na Amazônia Legal e as classifica como ameaça, se estiverem a até 10 km das áreas protegidas, ou pressão, se estiverem dentro desses territórios.

Entre agosto de 2020 e julho de 2021, 7.005 ocorrências (66%) foram classificadas como ameaça e 3.565 (34%) como pressão. Isso indica que, em geral, houve mais casos de desmatamento ao redor das áreas protegidas do que dentro delas, o que serve de alerta para a necessidade de ações que impeçam ainda mais o avanço da destruição.

Em um momento em que a Amazônia vive o pior ritmo de desmatamento dos últimos 10 anos, esse olhar específico para as áreas protegidas é um importante subsídio para que políticas públicas sejam direcionadas para esses territórios.

O aumento de 13% nas ocorrências de desmatamento mostra que os órgãos públicos precisam intensificar as ações de fiscalização, identificação e punição dos responsáveis pela destruição da floresta nas áreas protegidas, pois esses territórios deveriam estar sendo priorizados.

“As APs mais Ameaçadas foram a Resex Chico Mendes (AC) e a Parna Mapinguari (AM/RO), ambas estavam entre as três APs mais Ameaçadas no ranking do calendário anterior. Pará é o estado com maior número de APs ameaçadas no ranking. Todas as 10 APs mais Ameaçadas também estavam no ranking das 10 mais no calendário anterior”, relata o Imazon nesse estudo.

Acesse https://imazon.org.br/wp-content/uploads/2021/09/AmeacaePressao_Agosto2020-Julho2021.pdf e saiba mais sobre o estudo.

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