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Em outubro, Acre acumulou saldo positivo de mais de 1,6 mil novas empresas abertas

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Foto: Divulgação

O mês de outubro registrou saldo positivo de 1.667 novos negócios abertos em todo o Estado do Acre, segundo dados do Mapa de Empresas, ferramenta digital criada pelo Ministério da Economia para acompanhamento de dados sobre registro empresarial no Brasil.

De 2.214 empresas abertas no 2o quadrimestre de 2020 somente 547 fecharam. Em um ano, o Acre soma 4.139 novos empreendimentos.

Foram 231.253 novas empresas no país. No período, foram abertas 320.559 enquanto 89.306 foram fechadas.

Entre as unidades da Federação com maior aumento percentual em relação ao registro de novas empresas, o Amapá foi o que mais cresceu. Em outubro, foram abertos 755 novos empreendimentos no estado, 15,62% a mais que setembro.

Destacam-se, também, Mato Grosso (5,13% acima de setembro) e Rondônia (3,71% a mais). Por outro lado, Tocantins registrou a maior variação em relação ao número de empresas fechadas. Em outubro, 601 negócios foram finalizados no estado, o que representa um aumento de 19,48% em relação ao mês anterior.

A atividade econômica com maior crescimento em outubro, segundo o Mapa de Empresas, foi comércio varejista de bebidas, que registrou aumento de 4,81% no registro de novos negócios abertos, na comparação com o mês anterior. Transporte rodoviários de cargas (4,77%) e promoção de vendas (3,26%) também apontaram variações positivas.

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Nenê Junqueira repudia operação do Mapa com o Exército em fazenda de Jorge Moura

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O secretário de Produção e Agronegócio do Acre, Nenê Junqueira, se indignou com o fato ocorrido na fazenda Campo Esperança, do empresário Jorge Moura, no município de Capixaba, por volta do meio-dia desta terça-feira, 15.

Na ocasião, a propriedade foi visitada por servidores do Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Mapa) e do Instituto de Defesa Agropecuária do Acre (Idaf/Ac) escoltados por soldados do Exército Brasileiro.

A presença dos militares na propriedade foi recebida pelo produtor, que estava acompanhado da família no momento da abordagem, como uma atitude desnecessária, desrespeitosa e como uma demonstração de intimidação.

O episódio ganhou repercussão em meio aos produtores rurais e causou desgaste entre a classe produtora e os governos do estado e federal, a quem a Federação de Agricultura e Pecuária do Acre (FAEAC) pretende recorrer.

Por meio de nota, Nenê Junqueira repudiou a ação que faz parte de uma operação denominada Vigia, que consiste em uma operação de fiscalização na linha de fronteira, de responsabilidade do Mapa, voltada para a fiscalização de herbicidas.

“Na ocasião, a equipe entrou no local com o Exército, parecendo uma operação de guerra. Será que é correto tratar quem trabalha desta forma, sem um aviso prévio. Afinal, que ameaça representa um produtor rural?”, questionou o secretário.

Junqueira disse ainda que a situação causou desconforto e constrangimento, uma vez que se trata de um produtor rural que merece respeito, segundo ele, assim como tantos outros no estado do Acre.

“Falta de respeito com quem emprega e produz”, afirmou.

Por fim, o secretário disse que não compactua com o que ocorreu e pediu ao senador Marcio Bittar para falar sobre o assunto com a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, e que comunicou o fato ao governador Gladson Cameli.

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Gladson estuda decretar desobrigação de uso de máscaras para vacinados com 2° dose

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Após o presidente Jair Bolsonaro defender a desobrigação do uso de máscaras para vacinados e recuperados da Covid-19 e deixar a decisão final aos governadores e prefeitos, o governador Gladson Cameli (Progressistas) declarou à imprensa na manhã desta terça-feira (15) que estuda a publicação de um decreto nos próximos dias para que os acreanos imunizados deixem de usar o equipamento de proteção individual facial.

Bolsonaro já havia informado na quinta – 10 de junho – que pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um parecer para liberar vacinados e recuperados da Covid de usar máscaras em vias públicas e privadas.

“Eu aguardo um estudo se vai manter aquela programação da quantidade de vacinas. Estou pensando em adotar algumas medidas, como por exemplo a retirada do uso de máscaras”, explicou. Entretanto, Cameli foi enfático ao dizer que com o possível decreto, as pessoas não serão obrigadas a não usarem máscaras.

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Governo recua e estádio voltará a ser Arena da Floresta e caixa d’água será prata ou bronze 

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Após receber centenas de críticas, o governador Gladson Cameli decidiu voltar atrás em algumas decisões sobre o uso das cores em prédios e monumentos públicos, assim como a nomenclatura que haviam sido alteradas em sua gestão.  Neste domingo, 13, o governo anunciou por meio da assessoria nas redes sociais que erros devem ser reconhecidos, referindo-se à pintura na cor azul da caixa d’água da Seis de Agosto, ao nome do estádio Arena Acreana e entre outros.

Diante da repercussão negativa, Cameli disse: tenho acompanhado as reclamações das pessoas por conta da pintura azul em alguns prédios públicos. O uso dessa cor tem dado margem para que alguns digam que é usada porque é a cor do partido ao qual sou filiado. Aliás, acho uma bobagem alguém se achar dono de alguma cor. Como o povo do Acre e eu mesmo criticamos o uso de símbolos e cores partidárias em prédio e até em helicóptero públicos, tenho que tomar uma decisão”, anunciou ao jornalista Altino Machado.

Gladson reclama que qualquer cor que seja usada resulta em críticas à sua gestão. “Sendo assim,  o estádio Arena da Floresta vai continuar sendo Arena da Floresta e não Arena Acreana. A caixa d’água do bairro 6 de Agosto terá a pintura na cor prata original ou na cor bronze dos últimos anos”, garante.

O governo informou que também irá recuperar a pintura original do Colégio Estadual Barão do Rio Branco. “O que tem que prevalecer é o bom gosto, a sobriedade no uso de cores, que deve levar em conta valores estéticos e históricos. Asseguro que os pórticos de parques e o Palácio Rio Branco não serão pintados de azul, conforme chegaram a sugerir em redes sociais”, disse.

Por fim, Cameli assegurou ser autêntico, com capacidade de recuar e reconhecer eventuais erros de sua gestão. “Já fiz isso várias vezes e farei quantas forem necessárias. Minha preocupação é evitar o erro daqueles que perderam a capacidade de ver e ouvir e jamais recuaram ou admitiram as suas falhas. Não carrego esse peso”, concluiu.

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Pazuello ignorou por três dias pedidos de oxigênio para o Acre

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O general Eduardo Pazuello, quando esteve à frente do Ministério da Saúde (MS) ignorou por três dias um pedido da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) para que fossem enviados cilindros de oxigênio ao Estado. A solicitação, feita no dia 12 de março, só foi respondida no dia 15, depois de Pazuello deixar o cargo. As informações constam de documentos entregues pelo próprio Ministério da Saúde à CPI da Covid-19 no Senado.

O pedido foi feito por e-mail pela Secretaria de Saúde do Acre que necessitava de ajuda para não ficar sem estoque de oxigênio, como já havia acontecido em Manaus, no Amazonas, também durante a gestão de Pazuello.

“Prezados, encaminho o Ofício no. 634/2021/SE/GAB/SE/MS, que trata do risco iminente de desabastecimento de oxigênio nos municípios do Estado do Acre. Solicito confirmação de recebimento”, escreveu a secretaria da saúde do Acre.

Uma funcionária de apoio do Ministério da Saúde respondeu, depois de três dias: “Boa tarde! Acuso recebimento. Desculpe a demora“. A pasta se comprometeu a enviar para o Acre 300 cilindros de oxigênio. A primeira leva, com 60 cilindros, foi entregue no dia 17.

Na CPI, os senadores se mostraram estupefatos com o fato de o Ministério levar três dias para responder a um e-mail que pedia regime de urgência e por se tratar de risco de falta de oxigênio necessário para salvar vidas.

De acordo com informações da CPI, o Acre não chegou a ficar sem oxigênio, mas precisou adotar um plano de contingência. Ao menos duas empresas privadas, Oxiacre e Oxivida, chegaram a anunciar que não tinham mais o produto para fornecer na época.

Na capital Rio Branco há três hospitais particulares e somente um deles tem usina própria de distribuição de oxigênio. Os três hospitais públicos do Estado têm usinas próprias de distribuição.

Como as unidades da capital sofriam colapso pela alta demanda de pacientes, somados ao risco eminente de acabar o oxigênio, alguns precisaram ser transferidos para Manaus no dia 13 de março.

Pelo visto, faz parte do talento do especialista em logística do governo Bolsonaro ignorar informações e mensagens direcionadas a ele quando se tratam de situações da pandemia. Além da crise de abastecimento no Amazonas e da ameaça de falta de oxigênio no Acre, Pazuello também ignorou repetidas ofertas de vacina tanto da Pfizer quanto do Instituto Butantan para a imunização dos brasileiros.

Em seu depoimento na CPI, no entanto, o general disse aos senadores que saiu do ministério com o sentimento de “missão cumprida”.

Fonte: Hora do Povo

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