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Núcleo duro mostra força e dá as cartas no Palácio Rio Branco na sucessão municipal

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Grupo criado para proteger Gladson Cameli volta com força total para desqualificar imagem de intrigas e evitar cabo de guerra com o vice-governador. Discurso de pacificação marcará uma mudança de fase no governo.

Acossado ainda em função da declaração de apoio à reeleição da prefeita Socorro Neri, do município de Rio Branco, o governador Gladson Cameli deverá recuar da proposta de filiação no PSDB e ficar sem partido. O chefe do Palácio Rio Branco após uma semana em São Paulo, deve ouvir o chamado Núcleo Duro de seu governo, liderado pelo secretário da Casa Civil, Ribamar Trindade.

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Recuperado da Covid-19, Ribamar desde que retornou aos despachos na Casa Civil em Rio Branco, que trata pessoalmente da formação de um arco político visando as eleições municipais deste ano. O homem forte de Cameli disparou vários telefonemas para lideranças partidárias, além de abrir diálogo com partidos considerados pequenos.

A intenção dos conselheiros é desqualificar a estampa de intrigas herdada do desgaste com a executiva do Progressistas. O pedido de desfiliação está confirmado para hoje. Além disso, o grupo quer evitar um enfrentamento político com o vice-governador Major Rocha, PSL.

Pouca gente sabe da guerra fria que rolou nos bastidores da suposta filiação do governador no PSDB. Embora o vice-governador esteja oficialmente no PSL, Rocha comandou o contra-ataque à proposta de recuo da pré-candidatura de Minoru Kinpara que poderia ocorrer em uma possível intervenção da executiva nacional, obrigando uma corrida ao judiciário.

O recado mais duro veio através da própria irmã, a deputada federal Mara Rocha que preside a executiva estadual. “Aqui a casa tem ordem!”, disse a parlamentar.

Sem partido, Cameli deverá utilizar o discurso de pacificação ao declarar oficialmente sua saída do Progressista. Essa é a única decisão que tem prego batido e virado a ponta.

O chefe do Palácio Rio Branco tem dito para amigos próximos que já sabe quem é quem na sua gestão. Com um temor de ser constantemente traído a ideia é pós-eleição, se livrar de quem não vai caminhar no governo e alterar completamente o seu núcleo de confiança.

A Casa Civil vai orquestrar a chamada nova fase de governo. Uma reforma está prevista para acontecer até o final do ano, quando, Cameli terá nas mãos o novo cenário político do estado.

O que toda essa crise revelou é a predominância do Núcleo Duro comandado por Ribamar Trindade. O secretário ficou praticamente sozinho nesse comando quando indicados do conselheiro Malheiros pediram exoneração do cargo.

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