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Vigilância volta atrás e corpo de empresário não será mais sepultado em Xapuri

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O caso do translado do corpo do empresário Manoel de Jesus Leite Silva, morto em São Paulo de Covid-19, na última quarta-feira, 22, teve mais um capítulo na tarde deste sábado, 25. Depois de divulgar nota pública, na quinta-feira, 23, alertando da ilegalidade do transporte e para a possibilidade de responsabilização criminal da família, o Departamento Estadual de Vigilância Sanitária reviu a posição na tarde de sexta-feira, 24, informando que o corpo poderia ser sepultado em Xapuri, em razão da apresentação pela família de um documento (exame) comprovando que o empresário não tinha mais o vírus ativo no corpo quando morreu.

Neste sábado, quando a funerária contratada para trazer o corpo ao Acre se aproximava de Rio Branco, ocorreu mais uma reviravolta. A família, por meio do advogado Maxsuel Maia, informou ao ac24horas que foi comunicada pela chefia do Núcleo de Serviços em Saúde, do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), de que, em virtude da repercussão que o caso ganhou e ainda por conta de uma suposta insatisfação da população com a realização do sepultamento em Xapuri, o corpo deveria ficar em Rio Branco.

A reportagem voltou a manter contato com o chefe do Núcleo de Serviços em Saúde, Advagner Prado, que confirmou a informação de que o corpo do empresário não poderá mais ser levado para Xapuri, mas não informou quais foram as razões que motivaram a mudança de posicionamento. Assim, de acordo com a família, o sepultamento do empresário ocorrerá em Rio Branco, às 8 horas da manhã deste domingo, 26, no cemitério Morada da Paz, localizado na Estrada do Calafate. O advogado Maxsuel Maia informou também que família não deseja mais dar declarações sobre o assunto.

Entenda o caso

A morte do empresário Manoel de Jesus Leite Silva, 45 anos, vitimado por complicações decorrentes da infecção pelo novo coronavírus, levantou uma controvérsia até então incomum no Acre, no âmbito da pandemia de covid-19. Tendo o óbito ocorrido no hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, a família decidiu de maneira imediata providenciar o translado do corpo para o estado, apesar dessa medida, a princípio, não ser permitida por uma resolução da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

A proibição do translado de corpos, no caso de mortes causadas por doença infectocontagiosa, é respaldada no parágrafo 10 da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n° 33/2011, editada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A vedação da RDC se dá para o traslado aéreo, marítimo ou terrestre. Em razão disso, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), por meio da Vigilância Sanitária Estadual, divulgou nota alertando que o procedimento é ilegal e sujeito a processo criminal.

A notícia do translado do corpo do empresário também resultou em manifestações de insatisfação, via redes sociais, de pessoas que relataram a dor de haverem perdido familiares e não terem tido a autorização para sepultá-los nas cidades de origem. Fatores como a condição econômica do empresário falecido e o seu parentesco com o deputado Manoel Moraes (cunhado) e com a vice-prefeita de Xapuri, Maria Auxiliadora Silva de Sales (irmã), foram citados como razão para um suposto privilégio.

Diante de todos esses fatos, a família, por meio de seu representante legal, o advogado Maxsuel Maia, encaminhou ao ac24horas uma nota de esclarecimento a respeito das razões e circunstâncias que motivaram a decisão de trazer o corpo de Manoel Leite para ser sepultado em Xapuri. Os familiares sustentaram, com base em um exame de Detecção Qualitativa de Coronavírus, realizado pelo laboratório Delboni Auriemo, de Barueri (SP), que teve resultado negativo, não existir mais risco de contaminação pelo corpo.

O exame em questão demonstra que, apesar de ter morrido por complicações causadas pela infecção por coronavírus, no momento do óbito, ocorrido mais de 60 dias depois da contaminação, o vírus não era mais reagente no organismo do empresário. O documento foi fundamental para que a autorização de saída do corpo de São Paulo fosse obtida. O advogado informou que a mesma documentação foi apresentada ao Departamento de Vigilância Sanitária do Acre na sexta-feira, 24, que autorizou que o sepultamento ocorresse em Xapuri, sob o compromisso de obediência aos protocolos de saúde.

A nota disse também que, apesar da convicção de que o translado não ofereceria risco à saúde pública, a família teve a preocupação e a responsabilidade de contratar uma empresa funerária especializada no transporte de corpos de pessoas que morreram vítima de doenças infectocontagiosas, obedecendo rigorosamente a todas as normas da Anvisa no que tange à preparação dos restos mortais, isolamento e vedação de urnas.

A família de Manoel Leite disse ainda que não anunciou velório público ou qualquer outro ato que pudesse gerar aglomerações, garantindo que o único intuito dos familiares era fazer com que que o sepultamento ocorresse em terras acreanas, atendendo a um pedido que ele fez, quando teve uma melhora em seu quadro, em São Paulo, para que, caso ocorresse o pior, seu corpo fosse enterrado em Xapuri, ao lado de seu pai, o senhor João Bento Silva, falecido em 2015.

Por fim, o advogado Maxsuel Maia afirmou que a relação feita por algumas pessoas entre a decisão de se transladar o corpo para o Acre e a questão ligada à situação econômica de Manoel Leite e a influência política do deputado Manoel Moraes não é aceita pela família, apesar de o posicionamento tomado quanto a isso é o de compreensão e respeito com a situação de outras famílias que não conseguiram sepultar os seus entes queridos no local de residência.

“Nós jamais cometeríamos a loucura, a irresponsabilidade e a ilegalidade de se valer de fins financeiros do empresário Manoel Leite ou de aspectos políticos do deputado Manoel Moraes para trazer o corpo se não estivéssemos devidamente convencidos da ausência de riscos e da inexistência de ilegalidade. E para finalizar de verdade, a gente espera que essa história tenha um fim de uma vez por todas e que o Manoel Leite possa descansar em paz”, afirmou.

Cotidiano

Posto da Ufac encerra vacinação com 3 mil imunizados contra Covid-19

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A Universidade Federal do Acre encerrou no último sábado (12) a vacinação contra Covid-19 no Centro de Convenções do campus de Rio Branco com pelo menos 3 mil integrantes dos grupos prioritários e trabalhadores da educação foram imunizados.

A ação conjunta com a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco (Semsa) e durou uma semana. Voluntários dos cursos de Enfermagem e Medicina fizeram a aplicação.

A reitora Guida Aquino ressaltou o esforço que a Ufac realiza em ações de extensão desde o início da pandemia ocasionada pelo coronavírus, também agilizando a vacinação dos trabalhadores da educação. “A única universidade federal do Acre vai continuar oferecendo seu apoio nestes momentos de calamidade”, disse. “Além de contribuir para o desenvolvimento do nosso Estado, inclusive no sonho de cada família em ter um filho ou filha com diploma de nível superior.”

A campanha de vacinação em Rio Branco segue nos demais postos da Secretaria Municipal de Saúde.

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Cotidiano

Estocagem de vacina e mudança no cronograma de imunização é denunciado ao MP

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O vereador Emerson Jarude (MDB) protocolou nesta segunda-feira, 14, junto ao Ministério Público do Acre (MPAC), uma representação pedindo providências do órgão diante das mudanças divulgadas pela prefeitura de Rio Branco no cronograma de vacinação da população em geral, dentro do Plano de Imunização Contra a Covid-19.

A medida leva em conta possível ato de irregularidade praticado pelo prefeito Tião Bocalom e pelo gestor da secretaria municipal de saúde, Frank Lima, em prejuízo à população.

O parlamentar argumentou que o fato de retardar a vacinação na capital pode também saturar o serviço de imunização dos municípios do interior, que já iniciaram a vacinação de faixa-etária menor que a de Rio Branco. Nesta segunda, a Secretaria Municipal de Saúde começou a vacinar pessoas com idade a partir de 59 anos.

“Essa decisão de alterar o que foi pactuado na CIB pode colocar em xeque a vacinação em outras cidades, uma vez que as pessoas podem querer sair de Rio Branco e ir para as cidades onde esse público já está sendo vacinado. Isso prejudica o trabalho de outras cidades”, argumentou.

Segundo o parlamentar, a decisão de Frank Lima ignora as estatísticas de mortes na pandemia e o medo das pessoas. “Isso é brincar com a vida. Até quando vai ter que morrer gente para eles acertarem? É uma afronta essa decisão da prefeitura de vacinar uma idade por dia, e não os grupos”, encerrou.

Na representação, o vereador Emerson Jarude apresenta exemplos adotados pelos municípios de Xapuri, Cruzeiro do Sul e até mesmo Manaus (AM), neste último onde a vacinação ocorre desde sábado, dia 12, sem pausas, garantindo a vacinação de milhares de pessoas com ou sem comorbidades.

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Cotidiano

Programação de aniversário do Estado terá 12 dias de duração no Acre

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O governo prepara uma programação de 12 dias pelo aniversário de 59 anos da elevação do Acre à categoria de estado. Por causa da pandemia da Covid-19, as festividades serão restritas a um número reduzido de pessoas. A programação começa no dia 15 e só se encerra no dia 27.

A primeira solenidade está marcada para terça-feira, 15, às 9h, no Mastro da Bandeira, na Gameleira, em Rio Branco. O governador Gladson Cameli irá acompanhar a substituição da bandeira do estado ao lado das tropas militares. No mesmo dia, às 16h, será realizada a abertura da exposição “1936: A trajetória – Um voo pela história da aviação no Acre”, no Memorial dos Autonomistas.

No mesmo período, serão exibidos, a partir das 17h, no Teatro Hélio Melo, compondo as comemorações, um documentário sobre a história da aviação no Acre e curtas sobre a história do cinema acreano.

Veja os horários dos eventos culturais do aniversário do Acre:

Dia 15.06 (terça-feira)

9h – Solenidade alusiva aos 59 anos do estado e substituição da bandeira acreana na Gameleira

16h – Cerimônia de abertura da exposição “Um voo pela história da Aviação do Acre”, no Memorial dos Autonomistas

A exposição permanecerá de 15 a 27, no Memorial dos Autonomistas, de segunda a sexta-feira, das 9 às 12h e das 15 às 18h. Aos finais de semana estará disponível das 15h às 20 horas.

De 15 a 27 serão exibidos, a partir 17h, no Teatro Hélio Melo, compondo as comemorações:

– Documentário sobre a história da aviação no Acre

– Curtas sobre a história do cinema acreano

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Cotidiano

Preço do gás de cozinha tem nova alta nas distribuidoras a partir desta segunda-feira

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A partir desta segunda-feira (14) o gás de cozinha está mais caro. O preço médio de GLP sofreu reajuste de 5,9% nas distribuidoras, passando para R$ 3,40 por quilograma (kg), o que representa aumento médio de R$ 0,19 por kg. A Petrobras anunciou o aumento na última sexta-feira (11).

Antes deste último aumento, o botijão de 13 kg já podia ser encontrado por mais de R$ 100 na cidade de São Paulo. Na região Norte da capital, por exemplo, o preço chegava a R$ 113. Em maio, o preço do gás de cozinha subiu 1,24%, em média, em todo o Brasil, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Já o gás encanado teve aumento de 4,58%.

Este não é o primeiro reajuste do gás de cozinha no ano. Em janeiro, a Petrobras elevou o preço em 6%. No mês seguinte, a alta foi de 5,1%. Em março, um novo reajuste médio de R$ 0,15 por quilo foi anunciado e, em abril, o aumento foi de 5%.

Vale dizer que a conta de luz subiu 5,73% e a conta de água e esgoto teve aumento de 1,61%, o grupo Habitação foi o que teve mais impacto no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em maio, sendo responsável pelo incremento de 0,28 percentual. No mês passado, a inflação oficial do Brasil avançou 0,83%, a maior taxa para o mês desde 1996.

Nesta sexta, a Petrobras também anunciou redução de 2% da gasolina nas refinarias, a partir de sábado (12). O preço médio do diesel, por sua vez, não sofrerá alterações.

“Importante reforçar o posicionamento da Petrobras que busca evitar o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais. Nossos preços seguem buscando o equilíbrio com o mercado internacional e acompanham as variações do valor dos produtos e da taxa de câmbio, para cima e para baixo”, afirmou a companhia, em comunicado.

A Petrobras reforçou ainda que “os valores praticados nas refinarias são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo”. A empresa lembra que até chegar ao consumidor são acrescidos “tributos federais e estaduais, custos para envase pelas distribuidoras, além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores”.

Perspectivas do preço

Para quem se pergunta se o preço do gás vai cair, o cenário não é tão animador assim.

Primeiro, temos que entender os fatores que determinam o preço do gás no Brasil. O economista e professor da FGV-RJ (Fundação Getulio Vargas) Mauro Rochlin conversou com o CNN Brasil Business para explicar a formação de preço do combustível.

O gás de cozinha ou encanado é um derivado do petróleo. Portanto, o preço do combustível fóssil é o principal fator para a formação de preço do botijão. E é aí que a coisa começa a ficar complicada.

O barril do petróleo Brent era negociado a US$ 72,40 nesta quinta-feira, muito próximo do patamar pré-pandemia –em 20 de maio de 2019, a cotação alcançou US$ 72,83. No período mais agudo da recente crise econômica, o preço do barril do Brent chegou a afundar para US$ 22,74.

Portanto, se o petróleo está mais caro, o gás na sua cozinha também ficará.

Ainda é preciso considerar que a commodity é negociada em dólares. Hoje, cada dólar vale cerca de R$ 5. É verdade que o real está se valorizando ante a moeda norte-americana, mas a alta do preço do petróleo vem anulando este que seria um fator positivo no preço do gás.

O governo interveio e zerou a alíquota de PIS e Cofins que incide sobre o gás de cozinha, mas a redução no preço não chegou ao consumidor porque as empresas aproveitaram para ter alguma margem de lucro.

“Muitas companhias já avisaram que, analisando a planilha de custos, não poderão repassar a queda do imposto, ou seja, a medida só vai ajudar a aumentar a lucratividade das distribuidoras”, disse, em março, o presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo (Asmirg), Alexandre Borjaili.

FONTE: CNN BRASIL

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