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Morre aos 92 anos, Raimunda Alves, fundadora do Grupo Recol no Acre

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Faleceu na tarde desta quinta-feira, 9, a empresária Raimunda Alves de Sousa, aos 92 anos, no Hospital Santa Juliana, em Rio Branco. Dona Rai, como era mais conhecida, é a dona do Grupo Recol, empresa que ajudou a construir junto com o seu filho também há falecido, Roberto Moura.

O Grupo Recol divulgou na noite de hoje uma nota afirmando que Raimunda, que é avó do empresário Marcelo Moura, administrador do grupo, foi uma mulher extremamente ligada às suas raízes. Filha de seringueiros, de origem humilde, nasceu em Tarauacá, interior do estado, e ainda jovem se mudou para São Paulo, onde viveu por muitos anos.

De acordo com a empresa, no início da década de 80, Dona Rai retornou ao Estado do Acre, e teve a coragem de investir as economias de toda uma vida na pequena empresa que, anos mais tarde, se tornou uma dos principais conglomerados da região norte.

O velório de Raimunda será realizado no Cemitério Morada da Paz, em Rio Branco. A cerimônia será restrita aos familiares em função da pandemia. O enterro ocorre nesta sexta-feira (10), às 9 horas.

Acre

Neném Almeida anuncia greve dos bancários para a próxima semana

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O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Acre – SEEB/AC realizou uma grande assembleia na segunda-feira (14) com a participação do deputado Neném Almeida (sem partido).

No encontro, realizado de maneira presencial e remoto, a categoria aprovou a realização de greve de suas atividades por tempo indeterminado a iniciar na próxima segunda-feira – 21 de junho – a partir de meia noite.

Almeida destacou que o sindicato se mostrou receptivo ao diálogo com o governo. Porém, as agendas solicitadas não foram atendidas. “Fico triste e frustrado, pois esses trabalhadores têm suas atividades consideradas como essenciais. Entretanto, ainda assim não são prioridade quando se trata de vacinação. E quem mais perde com isso é a própria população.”, comentou Neném.

O parlamentar lembrou que com o crescente número de casos de Covid-19 e a significativa quantidade de óbitos provocados pela doença dentro da categoria, o sindicato dos bancários pede que seus trabalhadores sejam incluídos imediatamente na prioridade da vacinação.

“É importante salientar que dentro de uma agência bancária não existe apenas bancários, e sim uma diversa gama de empregados, como: seguranças, recepcionistas, serventes e prestadores de serviços que estão diariamente em contato com a população que necessita de suas atividades para realizar as dela. É mais que justo que esses profissionais sejam tratados como merecem”, finalizou.

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Cotidiano

Nicolau Júnior participa de solenidade da troca de bandeiras nos 59 anos do Acre

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O estado do Acre completa 59 anos de emancipação política nesta terça-feira (15). A data é celebrada pelo governo do estado com uma troca de bandeiras no mastro que fica no Calçadão da Gameleira, localizado no Segundo Distrito de Rio Branco.

O presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Nicolau Júnior (Progressistas), participou da cerimônia ao lado do governador Gladson Cameli e de outras autoridades.

No início da solenidade o governador soltou balões verdes e amarelos em memória às vítimas da Covid-19 deste ano e também como homenagem aos sobreviventes da pandemia.

Em seu pronunciamento, o presidente da Aleac homenageou o povo acreano. O parlamentar destacou ainda as dificuldades enfrentadas pela população neste momento de pandemia.

“Estamos aqui para prestar reverência a esta data alusiva ao aniversário do nosso estado querido e, nesta data especial, eu não poderia deixar de saudar o povo acreano pelas lutas travadas até aqui. Foram muitas batalhas e vitórias memoráveis. Eu, como filho do Juruá e presidente do Poder Legislativo do Acre, tenho muito orgulho de ser acreano e de tudo que construímos até aqui”, enfatizou.

O progressista frisou ainda a união dos Poderes e o esforço do governador Gladson Cameli no combate à Covid-19. “Esses dois últimos anos serviram para nos mostrar o quanto a união faz a diferença. E é dessa forma que pretendemos seguir. Unidos. Gostaria de agradecer ao nosso governador, ele se mantém forte diante dos obstáculos, enfrentando os problemas de frente e isso tem feito toda a diferença. Eu sigo na Aleac para ajudar no que for preciso para garantir o bem-estar do nosso povo e o desenvolvimento do Estado. Dias melhores virão. Eu creio”, disse.

Em sua fala, o governador Gladson Cameli enfatizou que o Acre tem uma das mais belas histórias entre os entes da Federação. “O dia de hoje é uma das datas mais celebradas pelo povo do Acre. São muitas conquistas e grandes batalhas. Uma das mais belas histórias de garra, brasilidade e determinação que o país tem. Agradeço a Deus por ser governador neste momento. Agradeço a Deus por esse momento que ele e o povo do Acre me concederam. Ser governador do Acre é uma honra”, disse.

Ao falar sobre a pandemia de Covid-19, o governador se solidarizou com as vítimas da pandemia. “Há um ano nós inauguramos o primeiro hospital de campanha. Não imaginávamos que o caminho a seguir seria longo, me passa um filme na cabeça. Mas, graças à união de todos, conseguimos dar a mão para quem precisava. Conseguimos, nesta pandemia, unir as pessoas e isso não tem preço. Eu sigo com esperança, tenho fé que não haverá uma terceira onda do vírus”, disse.

O Acre foi elevado à categoria de Estado em 1962, quando o então presidente do Brasil, João Goulart, assinou em Brasília (DF) a lei que elevou o território federal do Acre a estado. A lei foi criada pelo deputado federal José Guiomard dos Santos.
A bandeira do Acre foi feita durante o período da Revolução Acreana, durante o governo de Luís Galvez Rodriguez de Arias, de 1899 a 1900.

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Destaque 6

Desastres causaram quase R$ 2 milhões de prejuízos ao Acre

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Em muitas localidades brasileiras, a calamidade causada pela pandemia da Covid-19 somou-se aos efeitos adversos dos fenômenos naturais – inundações, alagamentos, deslizamentos, secas, incêndios florestais, entre outros. Com crescimento de mais de 68,5%, em relação ao ano anterior, as anormalidades causaram prejuízos econômicos de R$ 62,5 bilhões, entre janeiro e dezembro de 2020.

No Acre, os cálculos da Confederação Nacional de Municípios (CNM) indicam que os prejuízos chegaram a R$ 1.947.692,00, o menor valor entre os Estados que declaram prejuízo com desastres naturais no ano passado. Roraima não apresentou relato.

Em geral, as enchentes dos rios foram as causadoras desse prejuízo.

A constatação da CNM se dá por meio do estudo Danos prejuízos causados por outros desastres durante a pandemia em 2020. O diagnóstico não traz detalhes sobre os Estados, apenas um panorama geral da situação.

O mapeamento da entidade mostra ainda os malefícios humanos, materiais e ambientais dos desastres naturais, potencializados pela ação humana.

Foram 13.065 decretos de Situação de Emergência (SE) e, desses, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério do Desenvolvimento Regional (Sedec/MDR) reconheceu 9.348, 3.432 estão sob análise e apenas 285 decretos não foram reconhecidos. Os números mostram que 71,15% dos pedidos de anormalidade já foram reconhecidos pelo poder público federal.

Os desastres decorrentes de tempestades, ciclones, alagamentos, inundações, deslizamentos, entre outros, causaram a morte de 235 pessoas. O excesso de chuvas também deixou mais de 96.535 mil pessoas desabrigadas e 306.035 desalojadas. Sendo assim, somando todos os desastres que ocorreram em 2020, mais de 41 milhões de pessoas foram afetadas.

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Cotidiano

Violência psicológica e financeira são as mais comuns contra idosos em Rio Branco

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Segundo o Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, no Acre, em 2020, foram recebidas 246 denúncias de violência contra a pessoa idosa, totalizando 973 violações de direitos.

De janeiro a junho deste ano já são 71 denúncias, sendo identificados 291 direitos violados. 81,69% das denúncias recebidas eram relacionadas ao sexo feminino, sendo que em 47,89% das denúncias o suspeito de agressão era do sexo masculino.

As violências contra a pessoa idosa podem ser visíveis ou invisíveis. As visíveis são as mortes e lesões. As invisíveis são aquelas que ocorrem sem machucar o corpo, mas provocam sofrimento, falta de esperança, depressão e medo. A violência contra a pessoa idosa pode assumir várias formas e ocorrer em diferentes situações.

Um estudo feito com 290 idosos, acompanhados na atenção primária à saúde de Rio Branco, no período 2016-2017, a violência psicológica foi mais prevalente na amostra (30,6%), seguida da violência financeira (25%) e física (17,2%). As variáveis de segurança de bairro, renda familiar, síndrome de fragilidade, depressão, câncer, acidente vascular cerebral, raça ou cor e excesso de bebida alcoólica foram os fatores associados à prevalência de violência geral.

“Evidenciou-se uma alta prevalência de violência geral nos idosos estudados, com percentual de 52,6% e os fatores associados foram, majoritariamente, relacionados a uma saúde fragilizada. Defende-se que estratégias de promoção do envelhecimento saudável possam também auxiliar no enfrentamento da violência contra a população idosa”, diz Polyana Bezerra, autora da pesquisa, docente da Universidade Federal do Acre, em entrevista à Agência de Notícias do Acre.

Os abusos físicos constituem a forma de violência mais perceptível aos olhos dos familiares, nem sempre o agressor irá cometer agressões que sejam tão perceptíveis como situações de espancamento que promovam lesões ou traumas que possam chamar a atenção das pessoas. Em algumas situações, os abusos são realizados na forma de beliscões, empurrões, tapas ou agressões que não evoluem com sinais físicos.

A violência psicológica é quando os atos praticados são agressões verbais, tratamento com menosprezo ou qualquer ação que traga sofrimento emocional como humilhação, afastamento do convívio familiar ou restrição à liberdade de expressão.

Para enfrentar essa dura realidade, o Acre aderiu ao Junho Violeta, campanha de combate à violência contra a pessoa idosa.

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