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Prefeitura de Rio Branco inicia inquérito epidemiológico para detectar casos de Covid-19

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A partir desta sexta-feira (03) a prefeitura de Rio Branco, através da secretaria municipal de Saúde (Semsa), inicia uma investigação junto à população denominada inquérito epidemiológico e que consiste na aplicação de testes rápidos para detectar a incidência de casos de Covid-19 na população de Rio Branco.

O médico Oswaldo Leal, coordenador do Comitê Municipal de Enfrentamento ao Coronavírus, explicou que a ação consiste na aplicação de mil testes em residências diferentes que serão visitadas pelas equipes de saúde.

“O teste será realizado em um membro da residência selecionada e estas informações serão fundamentais para a estimativa do número de pessoas infectadas pelo vírus e planejamento das ações de vigilância e assistência no nosso município”, acrescentou.

Além de levantar o número de infectados pelo coronavírus, a aplicação destes testes vai fundamentar as ações de prevenção e possibilitar a avaliação da velocidade de expansão da Covid-19 em Rio Branco.

A coleta de dados para o inquérito epidemiológico começa pelo bairro Cadeia Velha e segue pelos demais bairros até o dia 10 de julho, abrangendo as regionais do município. Será realizado de forma aleatória de acordo com a proporção de residentes de cada regional.

Outra informação importante é que os profissionais de saúde que realizarão a testagem estarão utilizando Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) e durante a visita no domicílio será preenchido um instrumento de notificação e a coleta de uma gota de sangue da ponta do dedo do participante, que será analisada pelo aparelho de teste em aproximadamente 15 minutos.

Os testes foram doados pelo Ministério da Saúde.

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Cidades

Xapuri registra 31 novos casos e mais duas mortes por Covid-19 em 48 horas

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O município de Xapuri atingiu, nessa sexta-feira, 26, a marca de 2.600 infecções pelo novo coronavírus desde o começo da crise sanitária no Acre. Nos dois últimos boletins da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), foram confirmados mais 31 casos positivos na cidade. No mesmo intervalo, ocorreram mais duas mortes por complicações da doença, elevando o total para 23 óbitos.

As duas últimas vítimas fatais da pandemia em Xapuri são o locutor de rádio Diego José Ferraz Nogueira, de 39 anos, que morreu nessa quinta-feira, 25, e o aposentado Marcos Augusto Menezes, de 60 anos, que faleceu nessa sexta-feira, 26. Ambos estavam sendo tratados no hospital de campanha do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-Ac).

Marcos Augusto Menezes já havia perdido um irmão para a Covid-19. Afonso Maria Menezes, de 65 anos, morreu no dia 27 de janeiro passado em sua residência, em Xapuri. Marcos e Afonso eram muitos conhecidos em Xapuri por serem inseparáveis a ponto de ser muito raro um ser visto sem estar na companhia do outro. Nas redes sociais, familiares lamentaram a morte dos irmãos.

Diego Ferraz foi sepultado na manhã dessa sexta-feira. Parentes e amigos organizaram uma comitiva de veículos para receber o carro funerário na chegada a Xapuri e seguir em cortejo até o cemitério municipal São José, onde ocorreu o sepultamento. Ferraz trabalhava há 9 meses nas rádios Educadora AM e Aldeia FM, onde apresentava o programa romântico “Love Night”.

Xapuri é o segundo município do Acre em incidência da Covid-19, com 12.574,0 casos registrados por grupo de 100.000 habitantes, segundo os dados da Secretaria de Estado de Saúde. Essa taxa é quase o dobro da média estadual, que é de 6.342,4/100.000 habitantes, e menor apenas que a do município de Assis Brasil, que é de 14.892,5/100.000 habitantes.

Vacinação

A Secretaria Municipal de Saúde de Xapuri (Semusa) informa que já aplicou 226 vacinas contra a Covid-19 de um total de 260 repassadas ao município pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) referentes à primeira dose. A segunda dose também já começou a ser aplicada, mas ainda não há dados disponíveis a respeito do andamento.

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Cidades

Comunidades indígenas do Acre pedem socorro após cheia de rios destruir produção agrícola

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As enchentes nos municípios acreanos têm provocado a perda de roçados de mandioca, banana e sistemas agroflorestais cultivados pelas comunidades. A criação de animais também foi seriamente prejudicada nas terras Indígenas situadas em Sena Madureira, Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Porto Walter, Tarauacá, Jordão e Santa Rosa do Purus.

De acordo com o Conselho Indigenista Missionário no Acre (CIMI), há relatos de alagações nas Terras Indígenas Kaxinawá do Rio Jordão, Baixo Jordão, Seringal Independência, Katukina-Kaxinawá, Igarapé do Caucho, Kaxinawá do Rio Humaitá, Alto Rio Purus e Igarapé Preto.

“Os roçados que ficam nas margens dos rios foram prejudicados. As pessoas perderam as plantações, este ano vai ter fome não só para os indígenas, para os ribeirinhos também”, diz o professor indígena Ulices Moisé Kaxinawa, vice-presidente Organização do Povo Indígena Huni Kuῖ Alto Rio Purus (OPIHARP) e que mora em Santa Rosa do Purus.

A Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-Acre) e a Organização dos Professores Indígenas do Acre (OPIAC) junto aos DSEIs Alto Rio Purus e Alto Rio Juruá, iniciaram semana passada uma mobilização para atender às solicitações das famílias indígenas que tiveram que deixar suas casas em decorrência das inundações e estão com a segurança alimentar comprometida. A comunicação limitada e uma pane no sistema de telefonia, causado pelas chuvas, atrasou o envio das informações das Terras Indígenas, mas a CPI-Acre vem gradativamente recebendo vídeos, áudios e fotos de colaboradores indígenas que estão nos locais afetados.

O presidente da OPIAC, Eldo Shanenawa, que vive na aldeia Morada Nova, na TI Katukina-Kaxinawa, em Feijó, disse que a água causou sérios danos em sua aldeia e em várias outras da TI, deixando muitas pessoas desabrigadas, sem água e alimentos.

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Em Sena Madureira, a Terra Indígena São Paulino, do povo Jaminawa, foi totalmente destruída pelas forças da água do Rio Iaco. As mais de 20 famílias que moram no local estão abrigadas em uma fazenda na outra margem do rio.

Francisca Arara, liderança indígena, explica a situação após as enchentes. “Muitas famílias vão precisar de apoio para a garantia da segurança alimentar, já que perderam tudo. Não é um sacolão que vai resolver, é preciso a doação de insumos para que eles possam retomar suas plantações, já que a gente planta para vender nos municípios, além da alimentação de cada família”, explica.

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Cidades

Jenilson destaca avanço da Covid-19 e preocupação com saúde mental de alagados em Tarauacá

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“Estivemos levando aquilo que nos era possível neste momento de tristeza para a população taracauense”, disse o médico e deputado estadual, Jenilson Leite, que durante 3 dias promoveu nos diferentes bairros de Tarauacá, ações de saúde para atender as famílias vítimas da cheia histórica do rio Tarauacá e Murú.

As ações se deram com consultas médicas, dispensação de remédios, pedidos de exames, dispensação de receitas especiais, serviços de enfermagem, assistência social, distribuição de água e distribuição, produtos de limpeza e sacolões.

“Até o dia de ontem, estivemos dando assistência a idosos, adultos e crianças, muita gente doente, o que tem me impressionado é a quantidade de gente com a saúde mental profundamente afetada, precisamos de apoio a essas pessoas de imediato”, relatou Jenilson Leite, que na oportunidade agradeceu aos parceiros que contribuíram para a realização. “Nós tivemos a colaboração do SINTEAC através do presidente Lauro Benigno, Associações de Moradores do Bairro do Triângulo e Ilha Grande, através da presidenta Keyla e diretoria e do Presidente Cash, do diretor da Escola Valdina Torquato ,José Leite, agradecemos também ao Mandato dos Vereadores Manoel Monteiro e Sidenir, Sesacre pela liberação de alguns medicamentos, Secretaria de Saúde de Tarauacá pela liberação do Dr. Nelsinho para nos ajudar, Obrigado ainda a Igreja Assembleia de Deus por conceder um de seus espaços para realizarmos o atendimento do bairro da praia”.

Os atendimentos estavam divididos em três locais diferentes da cidade para evitar aglomeração e assim dar assistência a todos os moradores afetados pela alagação. No primeiro dia no Clube do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre, no segundo dia no Centro de Eventos da Assembleia de Deus e no terceiro na Escola Valdina Torquato.

A cheia histórica do rio Tarauacá, atinge mais de 28 mil pessoas no município, segundo informação da Prefeitura de Tarauacá. A prefeita Maria Lucinéia, decretou calamidade pública no dia 18, quando o rio afetava 90% da área urbana da cidade.

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Cidades

General do MS diz que interior do Acre apresenta maiores dificuldades para tratar Covid-19

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O general Ridauto Fernandes disse na manhã de hoje (26) em Cruzeiro do Sul, que o interior do Acre precisa de uma atenção maior diante de uma série de dificuldades no enfrentamento a Covid-19.

Assessor do Departamento de Logística em Saúde da Secretaria Executiva, Ridauto é gestor da crise Covid-19 em toda a região norte. Ele foi nomeado pelo ministro Eduardo Pazuello para corrigir erros de logística no enfrentamento da pandemia. Junto com uma equipe técnica do governo federal ele conhece as condições do SUS no Juruá.

“No interior as dificuldades começam na contratação de profissionais, são mais raros de ser encontrados, as condições são mais difíceis. Não podemos descuidar das cidades do interior” comentou o especialista.

O representante do ministério disse que nesse momento o Acre é um dos estados que tem maior prioridade por parte do MS. Dois secretários nacionais, um de atenção primária e o outro de atenção especializada estão em Cruzeiro do Sul.

O secretário de saúde Alysson Bestene confirmou que a ampliação da estrutura é um dos pedidos feitos pelo governador Gladson Cameli. O Mais Médico para regiões isoladas está na pauta da visita de Ridauto.

“Trazer mais profissionais, ampliando vagas em UTIs e ambulatórios é a missão encampada pelo governo do Acre com apoio do governo federal”, garantiu Alysson.

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