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Ministro Weintraub, da Educação, anuncia saída do cargo

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou nesta quinta-feira (18) que deixará o cargo. A informação foi dada em um vídeo publicado pelo próprio Weintraub, em que o ministro aparece ao lado do presidente Jair Bolsonaro e lê um texto de despedida. O nome do substituto não foi informado.

Nesta quarta, a comentarista do G1 e da GloboNews Cristiana Lôbo informou que o governo pretende indicar Weintraub para o Banco Mundial, em Washington, o que o ministro confirmou no vídeo. No Banco Mundial, o Brasil lidera um grupo de nove países e, como maior acionista, tem a prerrogativa de indicar o diretor da área.

“Sim, desta vez é verdade. Eu estou saindo do MEC e vou começar a transição agora. Nos próximos dias, eu passo o bastão para o ministro que vai ficar no meu lugar, interino ou definitivo”, diz Weintraub.

Ele não quis falar sobre as razões da demissão. “Neste momento, eu não quero discutir os motivos da minha saída, não cabe. O importante é dizer que eu recebi o convite para ser diretor de um banco. Já fui diretor de um banco no passado. Volto ao mesmo cargo, porém no Banco Mundial”.

Ainda lendo a carta de despedida, Weintraub diz estar preocupado com a segurança da família. Com a ida para o Banco Mundial, o ministro deve se mudar para Washington, nos Estados Unidos.

“O presidente já referendou. Obrigado, presidente. E com isso, eu, a minha esposa, os nossos filhos e até a nossa cachorrinha Capitu, a gente vai poder ter a segurança que hoje me está deixando muito preocupado”, afirma.

“Estou fechando um ciclo, presidente, e começando outro. E é claro que eu sigo apoiando o senhor, presidente Bolsonaro, como eu fiz nos últimos três anos.”

No vídeo, o presidente Jair Bolsonaro diz a Weintraub que o momento é “difícil”, mas “de confiança” e que os compromissos de campanha estão mantidos.

“É um momento difícil. Todos os meus compromissos de campanha continuam de pé. Busco implementá-lo da melhor forma possível. A confiança você não compra, você adquire. Todos que estão nos ouvindo agora são maiores de idade, sabem o que o Brasil está passando. E o momento é de confiança. Jamais deixaremos de lutar por liberdade. Eu faço o que o povo quiser”, afirma Bolsonaro no vídeo.

Íntegra da fala de Weintraub

Leia abaixo a transcrição do vídeo em que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anuncia a própria demissão.

Abraham Weintraub: Primeiro, eu queria agradecer todo apoio e carinho que eu e minha família estamos recebendo de vocês. Eu achava que tinha pouco Weintraub no Brasil, mas cada vez sinto que vocês fazem parte da minha família e hoje tem muitos Weintraubs. Muito obrigado.

Sim, desta vez é verdade, eu tô saindo do MEC e vou começar a transição agora. Nos próximos dias eu passo o bastão para o ministro que vai ficar no meu lugar, interino ou definitivo.

Neste momento, não quero discutir os motivos da minha saída, não cabe. O importante é dizer que recebi convite para ser diretor de um banco, eu já fui diretor de um banco no passado, volto ao mesmo cargo, porém no Banco Mundial.

O presidente já referendou. Obrigado, presidente. E, com isso, eu, a minha esposa, os nossos filhos e até a nossa cachorrinha Capitu, a gente vai poder ter a segurança que hoje tá me deixando muito preocupado.

Estou fechando um ciclo, presidente, e começando outro. Claro que sigo apoiando o senhor, presidente Bolsonaro, como fiz nos últimos três anos. Neste período, eu vi um patriota que defende os mesmos valores que eu sempre acreditei: família, liberdade, honestidade, franqueza, o patriotismo e que tem Deus no coração.

Agradeço a honra que foi participar do seu governo, presidente, e desejo toda a sorte e sucesso que o senhor merece neste desafio gigante, que é salvar o Brasil.

Jair Bolsonaro: É um momento difícil, todos meus compromissos de campanha continuam de pé e busco implementá-los da melhor maneira possível. A confiança você não compra, você adquire.

Todos que estão nos ouvindo agora são maiores de idade e sabem o que o Brasil está passando, o momento é de confiança. Jamais deixaremos de lutar por liberdade. Eu faço o que o povo quiser.

Trajetória no governo

Weintraub assumiu o cargo em abril de 2019, após a saída de Ricardo Vélez Rodríguez, e permaneceu no posto por 14 meses. No período, acumulou desafetos e disputas públicas com diversos grupos sociais – entre eles, a comunidade judaica e a representação da China no Brasil.

A polêmica mais recente surgiu após a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, no Palácio do Planalto. No encontro com o presidente Bolsonaro e outras autoridades do Executivo federal, Weintraub defendeu a prisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem chamou de “vagabundos”.

“A gente tá perdendo a luta pela liberdade. É isso que o povo tá gritando. Não tá gritando pra ter mais Estado, pra ter mais projetos, pra ter mais… o povo tá gritando por liberdade, ponto. Eu acho que é isso que a gente tá perdendo, tá perdendo mesmo. A ge… o povo tá querendo ver o que me trouxe até aqui. Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF”, disse.

O vídeo foi revelado no inquérito que apura suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Relator dessa investigação, o ministro do STF Celso de Mello disse ver possível crime de injúria por parte de Weintraub e, por isso, enviou ofício aos demais membros da Corte.

No último domingo (14), Weintraub participou de um protesto com pautas antidemocráticas e inconstitucionais na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Ele voltou a usar o termo “vagabundos” mas, desta vez, não disse textualmente a quem se referia.

Questionado sobre impostos pagos para bancar “funcionários corruptos”, Weintraub disse aos apoiadores: “Eu já falei a minha opinião, o que eu faria com vagabundo”. O ministro não usava máscara de proteção e, por isso, foi multado pelo governo local.

Na manhã desta segunda, o blog da comentarista do G1 e da TV Globo Andréia Sadi já havia mostrando o aumento da pressão da ala política do governo, incluindo ministros militares, pela substituição de Weintraub.

Interlocutores da Corte ouvidos pelo blog afirmaram que o ideal seria ele ser demitido até a posse de Fabio Faria, na quarta (17), uma vez que os chefes dos outros Poderes, como STF e Congresso, querem prestigiar o novo ministro das Comunicações, mas classificam como “um constrangimento” comparecerem a um ato do governo federal, para prestigiar o Executivo, enquanto Weintraub seguir no comando da Educação, com ataques aos demais Poderes.

Inquérito das fake news

As ofensas registradas na reunião ministerial levaram Weintraub a ser citado em outro inquérito no Supremo: o que investiga esquemas de disseminação de fake news e ofensas a ministros do STF e demais autoridades.

O relator dessa investigação, ministro Alexandre de Moraes, determinou que Weintraub fosse ouvido sobre a fala. Uma equipe da Polícia Federal foi à sede do MEC, mas o ministro usou o direito de ficar em silêncio, garantido pela Constituição para que ninguém produza prova contra si mesmo.

O ministro da Justiça, André Mendonça, apresentou pedido ao STF para que Weintraub seja excluído desse inquérito. O habeas corpus entrou em votação no plenário virtual do STF e, por 9 votos a 1, foi rejeitado nesta quarta.

Weintraub x China

Há ainda um terceiro inquérito no STF relacionado a Weintraub, que apura suposto crime de racismo cometido contra a população chinesa. O ministro relator, Celso de Mello, também intimou o então ministro da Educação a depor neste tema – ele compareceu à sede da PF e entregou manifestação por escrito.

No começo de abril, Weintraub fez, em uma rede social, insinuações de que a China poderia se beneficiar, de propósito, da crise mundial causada pelo coronavírus. Depois, ele apagou o texto.

O texto de Weintraub imitava o jeito de falar do personagem Cebolinha, da Turma da Mônica, que troca a letra “R” pela “L”.

O ministro ridicularizou o fato de alguns chineses, quando falam português, efetuarem a mesma troca de letras. Dias depois, Weintraub afirmou que poderia pedir perdão pela publicação caso a China se comprometesse a fornecer respiradores ao Brasil.

Acre

São Francisco vence Vasco e Náuas bate Andirá pelo Acreano 2021

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A rodada do campeonato acreano deste sábado, 24, teve poucos gols, mas cheia de emoções e marcado por muitas faltas nos dois jogos da terceira rodada do campeonato no estádio Arena da Floresta. O primeiro jogo foi entre Andirá e Náuas, muito pegado e com poucas chances de gols, o time de Náuas de Cruzeiro do Sul venceu pelo placar mínimo de 1 a 0.

Já o jogo mais esperado envolveu o líder do campeonato, Vasco da Gama, que tentou manter a sua invencibilidade no Acreano 2021, mas perdeu ao ser batido pelo São Francisco por 2 a 1. No primeiro tempo, quem saiu vencedor foi o São Francisco ao abrir o placar com um belo gol de Santanal.

No segundo tempo, o São Francisco ampliou aos 57 com gol de Marcílio, e aos 80, o time do Vasco conseguiu descontar. Apesar da pressão nos últimos minutos, o time do Vasco não conseguiu alterar o placar.

Na tabela, quem lidera é o Atlético/AC com seis pontos, em seguida vem o Vasco com 6 pontos e em terceiro o São Francisco com 5 pontos e o G4 encerra com Humaitá somando quatro pontos.

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Acre

Concentração em protesto contra Bolsonaro registra baixa adesão

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Manifestantes se concentraram na tarde deste sábado, 24, na Gameleira, localizada no 2º Distrito, para o ato que começará às 16 horas que trata da passeata pedindo a saída do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido), em Rio Branco (AC).  

Após a concentração, haverá uma passeata pelas principais ruas da capital até o Palácio Rio Branco, onde os participantes devem chamar atenção de parlamentares federais, estaduais e senadores contra as pautas da reforma administrativa, tributária e a privatização dos Correios. 

Eles também se manifestam por salário, emprego, trabalho decente e renda; contra a inflação, carestia e a fome; vacina para todos; auxílio emergencial de R$ 600,00; defesa da agricultura familiar e luta por segurança e soberania alimentar. Na pauta, além de pedir a saída de Bolsonaro, os manifestantes propõem luta contra as privatizações e reforma administrativa.

Ao videomaker do ac24horas, Whidy Melo, a presidente do Sintect-AC, Suzy Cristiny, afirmou que a baixa adesão se dá também pela vacinação de Rio Branco ter iniciado para o público de 20 anos. “Grande parte das pessoas que vem para esses protestos são os nossos jovens e que estão sendo prejudicados por esse desgoverno. Essa aqui ainda é a concentração, mas os trabalhadores irão vir e lutar contra esse governo”, afirmou.

 

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Acre

Morre DGO, uma das figuras mais conhecidas de Tarauacá

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Faleceu na noite desta sexta-feira, 23, um dos maiores músicos de Tarauacá, Dagoberto Guimarães de Oliveira, mais conhecido como “DGO”, aos 50 anos, em decorrência do coronavírus. Ele era dono da “DGO” Lanches. 

Nas redes sociais, os munícipes da terra do abacaxi lamentaram a morte do músico e prestaram as suas homenagens. Um deles foi o médico infectologista, Jenilson Leite, que afirmou que o DGO foi uma pessoa generosa, caridosa e um grande artista. 

“Colecionou ao longo da vida grandes amigos. Hoje nos despedimos dele com muita dor. Infelizmente a COVID venceu mais uma batalha nesta guerra que estamos lutando há dois anos. Desejo muita força para a família, amigos e todos os que gostavam do DGO, todos os que oraram por ele durante esses dias. Descanse em paz!”, afirmou. 

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Acre

Repasses do Bolsa Família e Auxílio registram queda no Acre

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Os pagamentos do Bolsa Família e do Auxílio Emergencial injetaram R$ 30.7 milhões na economia do Acre neste mês de julho. O repasse do PBF registrou leve queda em relação a junho:  menos R$71.058,00. Em junho, o Acre recebeu R$ 15.834.110,00 do PBF. O AE também caiu, saindo de um repasse total de R$14.915.450,00, em junho, para R$ 14.796.175,00, no mês atual.

Ainda assim, o impacto desses benefícios é contundente na economia do Acre, onde 46.172 famílias ainda são atendidas pelo Auxílio Emergencial. Esse número é maior que os beneficiários do Bolsa Família, que em junho chegou a 44.509 familias e agora são 44.873.

No entanto, enquanto o valor médio do AE é de R$ 320,46 o do Bolsa Família é de R$ R$ 354,45.

Ao todo, 14,69 milhões de famílias foram beneficiadas pelos recursos do Governo Federal em junho no Brasil. Para chegar às 9,48 milhões de famílias do PBF que terão acesso ao Auxílio Emergencial, o valor da folha de pagamentos será de R$ 2,9 bilhões, com benefício médio de R$ 305,97.

A maior parte (mais de 50%) é composta por mulheres chefes de famílias, que receberão R$ 375. Em seguida (33,1% da folha) vêm os beneficiários que receberão o valor padrão de R$ 250. Outras 15,5% das famílias são unipessoais, e cada uma receberá R$ 150.

Outras 5,21 milhões de famílias não foram consideradas elegíveis ao Auxílio Emergencial e continuarão a receber o benefício usual do Bolsa Família. Nesse caso, o valor da folha de pagamento é de R$ 1,23 bilhão, com benefício médio de R$ 236,81.

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