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IML de Cruzeiro do Sul não funciona e corpos permanecem dentro de rabecão sem refrigeração

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Como o necrotério do Hospital do Juruá em Cruzeiro do Sul funciona junto ao Instituto Médico Legal (IML), por causa do risco de contaminação pela Covid-19, os serviços do órgão foram suspensos no local. Os médicos legistas e servidores temem o contágio por causa da proximidade com os corpos de mortos com suspeita ou confirmação do coronavírus.

Os corpos passaram a ser deixados dentro do rabecão, mas o carro não tem refrigeração. Procedimentos mais simples também passaram a ser feitos dentro da viatura do órgão.

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O coordenador da Polícia Civil Juruá, delegado Vinicius Almeida, disse que médicos legistas e servidores ficam extremamente vulneráveis ao vírus, e somente em casos de extrema necessidade, os médicos legistas vão abrir os corpos dentro do IML. “Mesmo sem abrir é possível definir a causa da morte”, afirma o delegado lembrando que tentou transferir o órgão para o Hospital Dermatológico, o que não foi possível.

Ele cita que o funcionário que auxilia o médico na necropsia, faz parte do grupo de risco, tem hipertensão e diabetes. “Os corpos que necessitarem do nosso serviço terão que permanecer no veículo onde serão vistoriados pelos legistas, e em seguida, liberados para as funerárias porque quem trabalha no IML, percorre delegacias realizando exames de corpo de delito em presos, o que colocaria em risco todos os policiais”.

Casos como exame de conjunção carnal, para constatação de estupro serão feitos na maternidade.

Corpo no rabecão

E foi dentro do rabecão do IML, estacionado ao lado da Delegacia Geral de Cruzeiro do Sul, que a família de Marcos Douglas Oliveira encontrou o corpo dele na manhã deste domingo, 17. O rapaz morreu por volta de 1h da madrugada e o corpo permaneceu na viatura até ser recolhido pela funerária, às 08h da manhã.

A prima do morto a agente de saúde, Kátia Oliveira, conta que “o médico legista mexeu no corpo dentro do carro mesmo, mas não pôde atestar a causa da morte, que parece ter sido por infarto. Ficou uma coisa meio sem explicação e não temos culpa em não ter um local adequado para o trabalho do IML”, desabafou.

Segundo o médico Fábio Pimentel, coordenador local do IML, o corpo do rapaz não apresentava lesões ou marcas de violência.

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