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Covid-19 avança entre profissionais da saúde e pode faltar médicos

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Na luta contra o novo coronavírus, profissionais de saúde no Acre têm pagado um alto preço: mais de vinte foram infectados. Não há registro de óbitos no quadro, mas com o avanço na contaminação entre enfermeiros e médicos, pode ocorrer falta de servidores para o enfrentamento a pandemia.

Segundo o que a reportagem apurou, no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), um médico foi infectado. O profissional cumpre isolamento social e apresenta sintomas leves da doença.

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Sem um levantamento específico, a Secretaria de Estado de Saúde (SESACRE) não informou se a contaminação dos profissionais se deu pela chamada carga viral – alta concentração de vírus – a qual os profissionais estão mais expostos pelo ofício.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, uma pessoa infectada com o novo coronavírus transmite o patógeno para até três pessoas. Mas um paciente em atendimento em um hospital da cidade chinesa de Wuhan, por exemplo, passou o vírus para ao menos 14 profissionais de saúde antes mesmo de ter febre.

A luz vermelha ascendeu na SESACRE devido aos pedidos de afastamentos dos profissionais que tiveram contato com os já contaminados. Embora oficialmente ninguém fale sobre o assunto, o Comitê de Crise do governo do Acre já colocou o assunto em pauta.

Orientado pela bancada federal, o governo do Estado tenta com outros chefes de executivo do nordeste, a antecipação do Revalida, que pode disponibilizar milhares de profissionais habilitados em medicina no exterior. O Ministério da Educação não deu nenhuma resposta.

No documento os governadores estabelecem que os profissionais possam atuar em caráter de urgência e supervisionados e que o processo de validação dos diplomas seria feito por meio de programa de complementação curricular na modalidade ensino-serviço por meio das universidades públicas.

O Conselho Regional de Medicina no Acre já se manifestou contrário aos argumentos dos governadores. Para a instituição, qualquer liberação nesse sentido seria ilegal. A situação levantou o debate sobre distribuição de médicos no país.

Segundo o boletim da Covid-19 desta sexta-feira, 234 pessoas confirmaram positivamente para a doença. 11 são o número de mortos e mais de 500 casos estão sendo analisados.

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