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“É um apelo de quem não quer ver a mãe morrendo”, diz filho ao denunciar falta de medicamento

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FOTO: MARCOS VICENTTI

Imagine ter uma mãe ou um parente próximo fazendo tratamento de câncer, que por si só já costuma ser doloroso física e emocionalmente, se deparar com a falta de medicamentos que pode ser determinante para que o paciente sobreviva ou consiga uma boa qualidade de vida durante o tratamento.

É o que acontece com um servidor público, que prefere não ser identificado. Sua mãe, 45, faz tratamento contra um câncer de mama. E a notícia para a família não é nada boa. O câncer apareceu agora no pulmão. Pior ainda é não ter a medicação usada.

“Minha mãe faz tratamento há três anos. Eu fui buscar o medicamento que ela usa e simplesmente não tem previsão para chegar. A própria servidora da farmácia informou que estão faltando vários medicamentos e insumos, além de médicos. Como é que vai fazer tratamento sem medicamento?”, pergunta o filho.

Além da falta de medicamentos, a reclamação é das condições físicas do Hospital do Câncer, que o servidor público classifica como insalubres. “As condições são as piores possíveis. A obra de reforma até hoje não foi concluída, o ambiente é insalubre, tem água empossada e a impressão que a gente tem é que o forro do teto vai cair na nossa cabeça a qualquer momento”, denuncia.

Em nota, a gerente geral da Unacon, Aurea Celeste Freitas, confirma a falta de medicamentos e paralisação da reforma. A boa notícia é a retomada da obra até o final deste mês.

Confira a nota:

Nota explicativa

A obra de reforma da Unacon parou há mais ou menos três anos. A unidade teve de se adequar para não interromper o atendimento à população. A boa notícia é que a reforma será reiniciada até o final deste mês de setembro. Quanto à medicação, os serviços oferecidos continuam normalmente. É verdade que faltam alguns medicamentos. Embora solicitados em tempo, o setor de compras da Sesacre encontrou respostas nos pregões como “deserto”. Nossa localização geográfica dificulta as empresas de fora de participarem dos pregões. Estive na sexta-feira da semana passada na Sesacre e a secretária Mônica Kanaan Machado prometeu que até mais ou menos o final do mês os medicamentos em falta serão repostos na Unacon.

Aurea Celeste Freitas – gerente geral da Unacon

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Por conta de manifestações, IAPEN suspende visitas no presídio de Rio Branco

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O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (IAPEN) anunciou que as visitas no Complexo Penitenciário de Rio Branco estão suspensas nesta quarta-feira, 28.

O órgão, que administra os presídios no Acre, informou por meio de nota que a greve de fome iniciada nas unidades é o motivo da suspensão e tem como princípios garantir a segurança dos detentos e familiares.

O protesto acontece em Rio Branco Complexo Penitenciário de Rio Branco no Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro, na Unidade de Recolhimento Provisório, na Unidade de Regime Fechado e na Unidade de Regime Fechado Feminina e também no município de Cruzeiro do Sul. Os detentos pedem melhorias na alimentação e mais flexibilização na concessão de permissão para visitas.

O IAPEN informou que nas unidades prisionais onde não há movimento, como Tarauacá e Senador Guiomard, as visitas estão mantidas normalmente.

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STF declara inconstitucional lei acreana que facilitava acesso à porte de arma para atirador

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Por meio de votação pelo Plenário Virtual, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou procedentes três ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) ajuizadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os ministros acolheram os argumentos do procurador-geral da República, Augusto Aras, de que as normas estaduais questionadas violaram a competência da União para legislar sobre porte de armas de fogo para atiradores desportivos e sobre normas da magistratura.

Aras apontou a inconstitucionalidade de leis do Acre (ADI 7.188) e do Amazonas (ADI 7.189) por afronta à competência da União para autorizar e fiscalizar o uso de material bélico, além de legislar sobre a matéria. As normas dos dois estados reconhecem o risco da atividade e a efetiva necessidade do porte de armas de fogo para o atirador desportivo integrante de entidade de desporto legalmente constituídas e, no caso da lei do Acre, também para vigilantes de empresas de segurança privada do estado.

Nas ações, o procurador-geral destacou que, embora os atiradores desportivos e as empresas de segurança privada estejam incluídos nas exceções previstas pelo Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003), a efetiva autorização para porte de arma deve ser concedida pela Polícia Federal. Acolhendo o argumento, a relatora dos casos, ministra Cármen Lúcia, assinalou que só seria possível um estado legislar sobre o tema se existisse lei complementar da União delegando essa competência às Unidades da Federação. Nos dois casos, a relatora converteu o exame da medida cautelar (liminar) em julgamento de mérito e considerou procedente as duas ações. Todos os demais ministros seguiram o entendimento e a votação foi unânime.

Estrutura da Magistratura – A terceira ação da PGR acolhida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) trata da Lei 6.564/2005, de Alagoas, que instituiu o Código de Organização Judiciária no estado. Para o procurador-geral, a norma viola a competência da União para legislar sobre normas gerais da magistratura nacional. Segundo ele, a Constituição Federal reserva à lei complementar de iniciativa do STF normas relacionadas ao Estatuto da Magistratura.

Na ação, Aras apontou que, ao estabelecerem o tempo de serviço público como critério de
desempate para promoção de magistrados, ou seja, lapso laboral alheio ao exercício da magistratura, os dispositivos questionados cuidaram de matéria reservada ao Estatuto da Magistratura.

De acordo com o relator, ministro Edson Fachin, o tempo de serviço público, como previsto na norma questionada, é estranho aos critérios da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). Portanto, os dispositivos são formalmente inconstitucionais, conforme apontou o procurador-geral da República. O voto foi seguido pelos demais ministros.

Crime de responsabilidade – Os ministros ainda julgaram parcialmente procedente outra ação (ADI 6.639) ajuizada pela PGR contra dispositivos da Constituição de Rondônia, que tratam de prerrogativas do Poder Legislativo e de tipificação de condutas como crime de responsabilidade. De acordo com Augusto Aras, as normas questionadas conferem ao Parlamento a prerrogativa de convocar ministros e titulares de órgãos subordinados diretamente ao chefe do Executivo para prestarem informações sobre assunto determinado. Além disso, permitem a requisição de informações por escrito a essas mesmas autoridades, imputando crime de responsabilidade nos casos de ausência injustificada à convocação, de recusa, de não-atendimento ou de prestação de informações falsas.

Na avaliação do procurador-geral, as normas questionadas violam a separação dos Poderes, a competência privativa da União para legislar sobre direito penal e as prerrogativas do Parlamento de convocar pessoalmente e requisitar informações de titulares de órgãos diretamente subordinados à chefia do Executivo.

Por unanimidade, a ação direta de inconstitucionalidade foi julgada parcialmente procedente para declarar a inconstitucionalidade do inciso XIX do art. 65 e para dar interpretação conforme à CF ao art. 31, ambos da Constituição do Estado de Rondônia a fim de restringir a prerrogativa parlamentar de convocação aos cargos que estejam diretamente vinculados ao governador do estado.

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Governo edita decreto que muda regras de concursos públicos para reprovação e prorrogação

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O presidente Jair Bolsonaro aditou um decreto publicado nesta terça-feira (27) no Diário Oficial da União para alterar as regras dos concursos públicos . Entre as alterações, estão critérios de reprovação e prorrogação de prazo. A partir de agora, as bancas organizadoras dos certames poderão mudar as regras de reprovação automática em casos de processos seletivos de duas etapas.

O texto também libera a necessidade de autorização do Ministério da Economia para prorrogar a validade do concurso.

Em nota, a assessoria de comunicação do governo, ressaltou que as mudanças não modificam os processos seletivos em vigor, mas devem ser observadas por autoridades que formulam os editais. As medidas passam a valer a partir desta terça (27)

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Candidatos do Prouni podem se inscrever na lista de espera a partir desta terça-feira

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Os estudantes que não foram selecionados nas duas primeiras chamadas do Programa Universidade para Todos (Prouni) podem se inscrever para a lista de espera no portal acessounico.mec.gov.br/prouni e disputar as bolsas ofertadas. O prazo para participar começa nesta terça-feira, 27, e vai até quarta-feira, 28.

A lista com os universitários pré-selecionados estará disponível para consulta na próxima segunda-feira, dia 3 de outubro. Os candidatos selecionados devem comprovar as informações declaradas na inscrição até o dia 7 de outubro.

Prouni

O Prouni é um programa do governo federal que tem como objetivo conceder bolsas de estudo integrais e parciais em instituições privadas de ensino superior. As bolsas são ofertadas para cursos de graduação e sequenciais de formação específica e o público-alvo são estudantes sem diploma de nível superior.

Para se inscrever, é necessário que o estudante tenha realizado no mínimo uma das últimas edições do Exame Nacional (Enem) e tenha alcançado pelo menos 450 pontos de média nas notas das cinco provas do exame. O candidato não pode ter tirado zero na prova da redação nem ter realizado o exame como treineiro.

Gabriel Victor, de 24 anos, foi selecionado para o Prouni em 2019, para cursar análise e desenvolvimento de sistemas, em Recife (PE). Ele concluiu o curso em 2021 e hoje trabalha na área. “Eu fiz meu curso com a bolsa do Prouni, a bolsa integral, 100%. E foi muito importante para mim essa bolsa, porque sem ela, eu não teria condições de pagar a faculdade. E também, eu não ia estar trabalhando no que eu estou trabalhando hoje”, explica.

O analista e desenvolvedor de sistemas afirma que, antes do Prouni, havia iniciado outro curso, mas por conta da distância e do horário não conseguiu se formar. Com o programa, ele conseguiu estudar perto de casa, foi capaz de se dedicar mais e concluir a formação no ensino superior.

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