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Começa julgamento de 10 por linchamento de pedreiro

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Depois de ser adiado por falta de jurados para compor o Conselho de Sentença, o julgamento dos 10 acusados do linchamento do pedreiro Almir de Souza Moura, ocorrido no dia 3 de setembro de 2017, foi iniciado em Xapuri nesta quarta-feira, 14. A sessão do Tribunal do Júri foi aberta às 9h35m da manhã pelo juiz titular da Vara Única da Comarca de Xapuri, Luiz Gustavo Alcalde Pinto.

Atuam na acusação os promotores Bianca Bernardes de Moraes, da promotoria de Xapuri, e Ocimar da Silva Sales Júnior, de Brasiléia. A defesa é composta por 10 advogados, 1 para cada réu. São eles: Mário Jorge Cruz de Oliveira, Silvano Santiago, Felipe Trevisan, Talles Menezes, Vinícius Novais, Carlos Vinícius, Joraí Salim, Jaíne Oliveira, Rauê Sarkis e Francisca Eliomara Freire Nogueira.

Estão sendo julgados pela morte do pedreiro e pela tentativa de homicídio contra uma segunda vítima, que tem o seu nome preservado em razão de constar no rol das testemunhas, os acusados Adailton Oliveira Lopes, Sandrey Mendonça Castro, Leonardo da Silva Pinheiro, Sandro da Silva de Souza, Vinícius Dias Daniel, Fabiana de Araújo Gonzaga, Alessandra dos Santos Lima, Aldelane Luz do Carmo, Natanael Lima de Oliveira e Sebastião Oliveira da Silva Filho.

Antes do início da inquirição das testemunhas, a promotora Bianca Bernardes pediu ao juiz Luiz Gustavo Pinto para que os depoimentos fossem feitos à portas fechadas, sem a presença da plateia, com a justificativa de que as testemunhas poderiam se sentir ameaçadas pela presença de familiares dos acusados. O pedido foi recusado pelo presidente do tribunal, mas foi tomada a providência de se permitir a presença de apenas um familiar de acusado por vez nas dependências da sala de sessões.

O primeira testemunha a ser ouvida foi a vítima da tentativa de homicídio que estava na companhia de Almir quando ocorreu o assassinato. Para quase todas as perguntas feitas pelo juiz, pela acusação e pela defesa, ele respondeu não se lembrar dos fatos ocorridos na data do crime. Em seguida foi ouvido o policial civil Eurico Gomes Feitoza, que foi o coordenador de toda a investigação policial que culminou com a prisão dos acusados. Ao todo, são 27 testemunhas arroladas no processo.

A previsão dada pelo juiz Luiz Gustavo Alcalde Pinto é a de que o julgamento entre pela noite e seja concluído apenas amanhã.

Entenda o caso

O pedreiro Almir de Souza Moura foi morto a golpes de facão e pauladas desferidos por mais de uma dezena de pessoas em frente à boate Palhoça, uma das festas semanais mais frequentadas da cidade, no dia 3 de setembro de 2017. Na mesma oportunidade uma segunda pessoa também foi duramente espancada, mas, ao contrário de Almir, sobreviveu. Os réus serão julgados também por esse crime na forma de tentativa de homicídio. De acordo com as investigações policiais, o crime foi motivado pelo fato de, pouco antes de ser morto, Almir ter dito em voz alta que pertenceria a uma determinada facção criminosa.

Ao todo, 17 pessoas foram apontadas pela investigação policial como participantes diretos no crime, sendo que 7 eram menores de idade no dia do crime. Dos maiores, 7 homens e 3 mulheres sentam banco dos réus do Fórum Raimundo Dias Figueiredo nesta quarta-feira, 14, em um júri que tem a previsão de ser o mais extenso da história da comarca desde o julgamento de Darly Alves da Silva e seu filho Darcy, acusados e condenados pela morte do sindicalista Chico Mendes, que teve três dias de duração – 12 a 15 de dezembro de 1990.

 

Acre

Em Xapuri, irmão de ex-prefeito morre após suposta brincadeira

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O que pode ter sido uma mera brincadeira, terminou de maneira trágica para o servidor público Roberto José Lima de Oliveira, de 50 anos. Ele foi a óbito na tarde deste domingo (16), em um bar da cidade, após ter sido empurrado por um amigo de nome Felipe e bater com a cabeça em uma mesa de sinuca.

De acordo com relatos de testemunhas, o episódio fatídico começou quando a vítima apertou os testículos de um amigo, com quem frequentava o estabelecimento. Depois de alguns momentos, esse amigo teria reagido à “brincadeira” com um empurrão que levou Roberto a cair e bater a cabeça, ficando inconsciente.

Ainda de acordo com as informações, o Samu foi acionado, mas o servidor foi a óbito alguns instantes depois do acontecimento. Funcionário da Prefeitura de Xapuri desde o ano de 1988, Roberto José é um dos irmãos do ex-prefeito Wanderley Viana, que administrou a cidade por dois mandatos.

O investigador Eurico Feitosa, da Delegacia de Polícia de Xapuri, informou que o amigo envolvido no incidente já se apresentou, acompanhado da mãe, e que ainda neste domingo o delegado da cidade, Gustavo Neves, deveria dar início aos procedimentos relacionados ao caso.

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Acre

Sem mortes, Acre registra 166 novos casos de Covid-19

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O estado do Acre registrou 166 novos casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus nesta domingo (16). Segundo o boletim da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) agora o número de infectados subiu de 89.635 para 89.801.

Neste domingo, nenhum óbito em decorrência da Covid-18 foi confirmado, fazendo com que o número de vítimas fatais no estado permaneça em 1.854.

Três exames estão à espera de análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) e 86.374 pessoas receberam alta médica desde o inicio da pandemia.

Em todo o estado há 19 pessoas internadas, sendo 16 com teste positivo. A taxa de ocupação da UTI nas unidades de saúde é de 25%. Dos 20 leitos existentes, cinco estão ocupados. São 10 leitos de UTI em Rio Branco e 10 em Cruzeiro do Sul.

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Acre

Criança de 5 anos morre ao cair em poço no interior do Acre

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Uma criança de 5 anos de idade morreu neste domingo, 16, após cair em um poço no bairro Cristo Libertador, situado  município de Sena Madureira, interior do Acre.

A informação foi repassada ao ac24horad pelo comandante do Corpo de bombeiros Gustavo Marinho. Segundo ele, a família acionou o guarnição por volta de meio-dia, porém, ao chegar ao local, o corpo estava flutuando dentro do cacimbão.

Marinho disse ainda que diante da situação, a criança já estava sem vida ao ser socorrida pela equipe de salvamento. “Fizemos os procedimentos, mas a criança estava sem vida, o que foi atestado pelo médico”, disse.

O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os devidos procedimentos cabíveis.

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Acre

Passageiros detonam empresas e prefeitura por falta de transporte

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O comunicado do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo (Sindcol) para  Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito – RBTrans, informando a suspensão dos serviços neste domingo, 16, pegou muitos usuários de surpresa, causando inúmeros transtornos.

A reportagem do ac24horas foi ao terminal urbano e  observou os impactos causados pela decisão. Além das paradas de ônibus vazias, no Terminal, onde se concentra grande parte dos passageiros que dependem do serviço público, o espaço também estava ‘deserto’.

No entanto, o aposentado Francisco Lourenço, 73 anos, morador do Loteamento Santa Helena, na região do Segundo Distrito, disse que não estava sabendo da paralisação e resolveu buscar um coletivo para visitar os familiares. Porém, aguardou sem sucesso por mais de 2h um ônibus para seguir o trajeto. Revoltado, ele alega que esse impasse é uma ‘pouca vergonha’ do poder público e das empresas do transporte na capital. “Eu vim de lá para ir na casa do meu filho. Cheguei na parada era mais de 7h. O ônibus não passou, eu tinha R$ 5 reais e peguei um veículo até aqui [Terminal Urbano], daqui vou ter que dar um jeito”, declarou.

O aposentado pede que a atual gestão solucione esse problema. “Cadê esses R$ 2,4 milhões? Isso é uma vergonha, o prefeito não tem moral e as empresas fazem o que quer”, ressaltou.

A moradora do bairro Rui Lino, dona de casa Maria Antônia Lopes, contou à reportagem que não estava sabendo da paralisação do serviço neste domingo. No entanto, ela alega que a situação não lhe surpreende. “Há muitos anos esse serviço não tem qualidade, ônibus péssimos, não chegam no horário. É uma precariedade”, desabafou.

As empresas alegam que a atitude da suspensão dos serviços é que, ao longo de quase dois anos de pandemia as empresas, que compõem o sindicato, segue trabalhando em meio às dificuldades e não conseguem cumprir com seus itinerários e com a operação de suas linhas para garantir a população o acesso ao transporte coletivo municipal. “A movimentação de passageiros por viagem não cobre minimamente os custos que as empresas precisam dispor para que os ônibus façam a sua rota completa. Isso ensejou um agravamento do cenário de desequilíbrio já existente – comunicado ao Poder Concedente em diversas oportunidades – decorrente do citado evento de força maior”, explica o ofício.

Eles dizem ainda que mesmo com o serviço tendo voltado a normalidade, a categoria alerta que com o andamento da 3° onda da pandemia, o sistema poderá novamente não conseguir recursos para arcar os compromissos. “Mesmo com quase dois anos de pandemia com demanda fora da normalidade, que voltou a agravar em razão de nova variante, e a mora da Administração Pública Municipal na adoção de quaisquer providências para garantir o serviço público de transporte, se está, atualmente, em um cenário em que a receita atual é ínfima, não sendo possível garantir, sequer, a aquisição de combustível para mais um dia de operação”, diz trecho da nota.

Em razão destes fatores e mesmo com o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, repassando mais de R$ 2,4 milhões para as empresas de ônibus realizarem o pagamento em atraso dos trabalhadores, os empresários almejam um auxílio emergencial para ajudar as empresas a arcar com o transporte dos passageiros.

O repasse da prefeitura às empresas correspondia o percentual de 91,87% do montante que deveria ser destinado ao pagamento do salário em atraso dos funcionários, referente ao período de dezembro de 2020 a abril de 2021, outros 8,13% do montante para o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Passageiros e Cargas do Estado do Acre (Sinttpac), para pagamento parcial de dívidas dos descontos em folha dos trabalhadores.

Em entrevista ao ac24horas, o diretor de Transportes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans), Clendes Vilas Boas, informou que a prefeitura não recebeu nenhum ofício dos representantes do transporte público. “Não recebemos oficialmente, queremos acreditar que não seja verdade, mas como elas vêm causando e surpreendendo a população, a gente não pode duvidar”, declarou. Entretanto, Vilas Boas garantiu que as medidas deverão ser tomadas.

Veja o vídeo:

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