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Coronel Mário César: “Política e segurança é uma mistura explosiva”

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O ex-Comandante da Polícia Militar do Acre, Coronel Mário César, não tem dúvida de que foi demitido do cargo por não ter aceitado interferência política na instituição. “Como Comandante da PM não poderia aceitar ingerências políticas e outras ingerências externas”, diz. “Quando se mistura a política e a segurança a coisa se complica”, pontua. Na conversa que tivemos, o Coronel se mostrou surpreso e indignado. Surpreso pela deselegância de somente vir saber da sua demissão pela mídia, antes que fosse comunicado. E indignado por achar que não merecia este tratamento, já que estava na reserva, em sua casa, quando foi procurado pelo vice-governador Major Rocha para aceitar a missão de comandar a PM. “Acho que fiz um bom trabalho, chegava ao meu gabinete às 7 horas e sempre saia às 19 horas, a tropa foi respeitada e diminuímos os índices da criminalidade, mas saio de cabeça erguida”, enfatizou. O Coronel Mário César (foto) viu na sua queda o dedo da Associação dos Militares, que integra o grupo do vice-governador Major Rocha. “A AME com a PM sob o meu comando perdeu a legitimidade na tropa, cortei privilégios, fiz uma escala de serviço humana, e isso desagradou este grupo, que se encontra em campanha para a eleição da nova diretoria. Por isso, tentaram me jogar contra a tropa. Uma pena que se queira fazer política na Polícia Militar”, assinalou. O episódio dá um breque em toda a estratégia montada no combate ao crime organizado, até que; o novo Comandante, Coronel Ezequiel Bino, trace o seu plano contra à violência. Bino é indicação do vice-governador Major Rocha. Vamos ver se de fato a mudança foi benéfica.

SARAPATEL AZEDO
Há algo estranho nesta queda do Comandante da PM. Os índices da violência desabaram no período que o Coronel Mário César esteve na frente da Polícia Militar. Não era esse o objetivo do governo? Caiu porque fez um bom trabalho? Não deu para deglutir este sarapatel azedo.

COBERTO DE RAZÃO
Não sei se existem outros motivos ocultos na demissão do Coronel Mário César do Comando da PM. Mas, ao não aceitar ingerências políticas e externas, agiu certo. Existem duas áreas que se misturar a gestão com a política é fracasso certo: uma é a Saúde. E a outra é a Segurança.

COMPLETAMENTE EQUIVOCADO
O deputado Fagner Calegário (PV) encontra-se completamente equivocado quando debita ao chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, a quem chama de “emissário do mal”, entraves no governo, por um raciocínio básico: o responsável por atos do governo é o governador. Ponto.

SAMBA DESAFINADO
Mas o deputado Fagner Calegário (PV) fez uma denúncia grave e que deve ser apurada, a de que a microempresa VB da Silva ganhou uma licitação na SEC no valor de 8 milhões de reais, quando só pode movimentar 360 mil reais ano. Este samba está com nota desafinada.

CONFESSO QUE NUNCA VI
E olhe que lá se vão mais de 40 anos de cobertura política na Assembléia Legislativa. Vivendo a aprendendo. Quase toda a base do governo foi ontem à tribuna para bater firme e fazer cobranças ao governador Gladson e  secretários. Tudo isso para delírio da oposição. Nunca vi isso.

CRÍTICA JUSTA
Uma das críticas foi justa. A feita pelo deputado Marcos Cavalcante (PTB), dizendo ser inaceitável que o pequeno trecho que liga o centro da cidade de Feijó ao aeroporto esteja intrafegável, com atoleiros, situação que não demanda grandes recursos da Secretaria de Infraestrutura para resolver. São pequenas coisas que acabam abalando a imagem do governo.

VIROU GOZAÇÃO
Depois de assistirem todos os deputados da base governista que foram à tribuna reclamar e denunciar situações dentro do governo, os deputados Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Daniel Zen (PT), foram irônicos, ao comentar que, com a concorrência, vão pedir aposentadoria.

QUATRO CAVALEIROS DO APOCALÍPSE
Quem ficou rindo de toda a situação foi o bloco do núcleo duro de oposição, formado pelos deputados Daniel Zen (PT), Edvaldo Magalhães (PCdoB), Roberto Duarte (MDB) e Jenilson Lopes (PCdoB), chamados nas rodas governistas de os “quatro cavaleiros do apocalípse”.

NENHUMA VOZ
O que chamou a atenção foi que durante o tiroteio sofrido ontem pelo governador Gladson Cameli, nenhum deputado levantou-se na sua defesa, mesmo se sabendo que têm cargos no governo. O novo líder do governo, deputado Tchê (PDT), terá trabalho para juntar os cacos.

NÃO CONHECI IGUAL
Nos últimos 20 anos não conheci nenhum governador que fosse mais habilidoso e que sabia usar o poder do que o Jorge Viana. Os seus aliados de governo na FPA tinham cargos na administração, mas lhes eram solidários. O seu líder Edvaldo Magalhães tinha a base na mão. Nunca assisti a um deputado da base do governo ocupar a tribuna para lhe criticar.

BASE AFINADA
A base de apoio do governo Jorge Viana era afinada por diapasão. Tinham o bônus de cargos no governo, mas também tinham que ter o ônus de defender sua administração na ALEAC.

NENHUMA, SEU ZÉ!
Sabem quantas vezes a cena que aconteceu ontem de quase toda a base do governo criticar o governador Gladson Cameli, aconteceria num governo do Jorge Viana? Nenhuma, seu Zé!

DITADO PERFEITO
Há um ditado chinês que se encaixa nesta situação da ALEAC: General fraco, exército fraco. General forte, exército forte. Um governador não pode ser levado ao canto do ringue.

ISSO PODE, ARNALDO!
No governo do Cameli é na base do melé solto. Aquele seu ar de bonachão não funciona na política, onde o sistema é bruto. Os deputados que têm cargos no governo se sentem no direito de disputar com a oposição para medir quem é que bate mais no governador. Confesso que tento, mas não entendo. Isso pode, Arnaldo? Político só respeita governo forte.

SABEDORIA DO GERALDO MESQUITA
Essa situação atípica da Assembléia Legislativa, onde o governo apanha sem dó da sua base, me fez lembrar uma conversa na redação de “O JORNAL”, que tive com o ex-governador Geraldo Mesquita. Guardei a frase dele: “Luis Carlos, aprenda; na política, você não vale pelo bem que você possa fazer, mas pelo mal que você pode causar ao seu adversário”.

LIÇÃO DE JADIM DE INFÂNCIA
Essa é uma lição de Jardim de Infância é que todo aquele que pretende ser candidato majoritário tem de aprender nas primeiras aulas: um governo pode até não eleger o seu candidato, mas se jogar todo o seu peso contra tem força para derrotar um adversário.

LOTADO DE “PORCOS ESPINHOS”
A deputada Antonia Sales (MDB), que sempre foi adversária dos petistas e sabe como jogavam duro contra ela, debitou os desencontros que estão acontecendo no governo do Gladson, ao fato dele ter entupido a sua administração de “porcos espinhos” do PT em cargos de confiança. E a deputada se encontra correta, conheço vários destes “porcos espinhos”.

EQUÍVOCO DE ALVO
Mas a deputada Antonia Sales (MDB) se equivoca quando faz duras cobranças ao secretário da Infraestrutura, Thiago Caetano, pela não recuperação da BR-364, no trecho entre Sena Madureira-Cruzeiro do Sul. O responsável pela obra é o DNIT, e não o Estado.

VOZ NO DESERTO
A única voz que se levantou ontem para defender o governador Gladson Cameli dos ataques dos deputados da sua base de apoio na ALEAC, veio de fora do parlamento, da Linda Cameli, mãe do governador. Foi a única defesa solitária a contrapor os ataques ao Gladson.

NÃO PODE ACONTECER
Primeiro que os atuais secretários só estão nos seus cargos porque aconteceu uma eleição, e na qual os candidatos eleitos e os derrotados, a militância, foi à rua pedir votos. Não se justifica, pois, que não atendam telefonemas de deputados. Não são donos dos cargos.

PERTUBAR TODA SESSÃO
Irritado, o deputado Neném Almeida (SD), prometeu ontem que vai ocupar a partir de hoje todo dia à tribuna da ALEAC para cobrar do secretário Thiago Caetano, a recuperação das ruas Peru, Venezuela e Chile, que ficam na Cadeia Velha e, e se tornaram quase intrafegáveis. Uma pergunta: são da competência do Estado? Se elas foram beneficiadas no programa “Ruas do Povo”, foi por uma facilitação municipal na época do ex-prefeito Marcus Alexandre.  Se é isso, o Estado não é o mais responsável por estas ruas. É bom o Neném verificar.

“QUISERAM ME QUEIMAR”
O ex-líder do governo, deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISITAS), revelou ontem que o vice-governador Major Rocha tentou lhe queimar junto aos colegas, ao falar que o parlamentar teria 70 cargos em Plácido de Castro. Foi feita a checagem e só encontrou três, ironizou.

GRUPO FECHADO
O deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISITAS) nega que o grupo que integra junto com os deputados Wendy Lima (PSL), Neném Almeida (SD) e Chico Viga (PHS) são de dissidentes, e que exigiram uma secretaria para apoiar o governo. “Somos da base de apoio”, garante Diniz.

PARA SE ANALISADA
Quando a crítica vem de um parlamentar estabanado que joga para a platéia, fico com um pé da credibilidade atrás. Mas quando o deputado Jenilson Lopes (PCdoB), prudente, equilibrado, denuncia que o atendimento no Pronto Socorro piorou é para ser analisada pelos gestores.

CONFUSO E MUITO CONFUSO
Eu defino num comentário, o que está acontecendo no governo Gladson Cameli: Está tudo confuso, está tudo muito embaçado, principalmente, na Assembléia Legislativa.

FUNCIONA NOTA 10
O superintendente da FUNDHACRE, Lúcio Brasil, tem no SAE uma equipe profissional competente e da mais extrema qualificação. E importante na Central de Transplantes.

COMECEI A LER E ESTOU GOSTANDO
Estou debruçado lendo o livro do professor Marcos Inácio Fernandes, figura do bem, ex-comunista do pecebão, que hoje aburguesou; é lulista de balançar bandeira e chorar gritando “Lula Livre” e petista ferrenho; sobre a trajetória do PT, no Acre. Os primeiros capítulos são uma aula de história sobre partidos políticos que funcionaram no Estado muito antes das eleições diretas. Estou na metade. E, inclusive, aprendendo! Não entrei nos capítulos sobre o PT, que sei que nasceu debaixo das batinas dos bispos e padres do Acre, nas CEBs. Por muitos anos a Igreja Católica, no Acre, funcionou como um Consulado do PT, tendo como Consul Honorário o hoje Arcebispo Dom Moacyr Grechi. Hoje termino de ler. Recomendo aos colegas jornalistas da área política. É de um texto claro e gostoso de leitura. Nome do livro “PT – A expressão Política de Amor ao Acre”. Leia. Não precisa concordar. Onde comprar, Marcão?

NÃO É HISTORINHA DE NINAR
Estão contando uma historinha que não é de ninar, envolvendo um ex-governador, que tentou agir como intermediário de um banco numa operação de negociação para a compra das dívidas do Estado. Quando o representante do governo entrou na sala de negociação, voltou da porta, porque deu de cara com ele. E isso resultou até em demissão de secretário. Aberto o escritório de apostas para adivinhar quem são os personagens deste inusitado episódio.

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Um confronto que parece inevitável

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O GOVERNADOR Gladson Cameli tem dito reiteradas vezes que será candidato à reeleição no próximo ano. Justifica que, gostou de governar, e que não vai entregar o governo após superar as dificuldades do primeiro mandato. E quem acompanha os bastidores da política vê indícios fortes de que poderá ter como o seu principal adversário, um aliado da última campanha para o Palácio Rio Branco, o senador Sérgio Petecão (PSD).

 Petecão não fala de público sobre esta alternativa, mas trabalha politicamente neste sentido. Vai deixar para se pronunciar depois de passar os tempos negros da pandemia. 

Deve avaliar também com quem contará como aliado numa disputa do governo, antes de falar de forma oficial que será candidato. É muito tempo até a eleição de 2022, mas este é um quadro que começa a ser pincelado. 

Mas, enquanto seu lobo não vem, é bom se aguardar o desfecho, afinal, como dizia o filósofo do Abunã, Rapirã e adjacências, o saudoso ex-prefeito Luiz Pereira: “A política é dinâmica.” O que é hoje, pode não ser amanhã.

EXEMPLOS NEGATIVOS

DIZER que é apoiador do presidente Bolsonaro não dá votos no Acre. Estão expostos os exemplos do Coronel Ulysses Araújo para o governo e dos candidatos bolsonaristas a prefeitos, todos perderam. O voto do Bolsonaro é pessoal. A eleição no estado é paroquial.

EQUÍVOCO GRANDE

O GOVERNADOR Gladson Cameli pode ter uma surpresa negativa na sua reeleição, se acatar a tese louca de que, não precisa de partidos aliados para se reeleger. Foi ancorado na FPA que o PT passou 20 anos no poder.

VIU NO QUE DEU

BASTA olhar o exemplo recente quando abandonou os aliados da campanha do governo e foi apoiar uma candidata a prefeita da capital, que foi sua adversária, e perdeu. Ou refaz a sua base antiga ou se complica em 2022. Ninguém é candidato majoritário isolado.

MAIS REAL QUE O REI

TEM ASSESSOR no Gabinete Civil querendo ser mais real que o Rei. Qualquer reunião mequetrefe de discussão de sexo dos anjos, corre a postar como fosse o dono da bola.

VENDEU MARAVILHAS

O PREFEITO de Cruzeiro do Sul, Zequinha, durante a campanha vendeu maravilhas na cidade para se eleger. É esperar os 100 dias, para saber se não foi Fake News. Antes deste prazo, não dá ainda para ser cobrado.

A POLÍTICA É DINÂMICA

NÃO HÁ cenário melhor para uma candidatura regional no Alto Acre a deputado federal, em 2022, que no atual quadro. A prefeita Fernanda Hassem se encaixa neste vazio. Na política, tem de se aproveitar a hora certa.

NOME DO PALETÓ

FONTE não se revela, isso é do Jardim de Infância do jornalismo. O secretário de Saúde, Alysson Bestene, é o nome no bolso do Gladson para vice de sua chapa na reeleição. Vice tem de ser um nome de pura confiança.

É BOM NÃO SE AVENTURAR

Se há alguém interessado no espaço, melhor desistir

PRONTA PARA ASSUMIR

ASSIM que terminarem as votações para a mesa do Senado, o senador Sérgio Petecão (PSD) deve se afastar para a suplente Maria das Vitórias assumir por 90 dias.

FAMÍLIA POLÍTICA

MARIA DAS VITÓRIAS vem de uma família de políticos. O saudoso João Tota, seu marido, foi prefeito de Cruzeiro do Sul e deputado federal. E ela foi deputada estadual.

BANHO DE ARRUDA

NÃO FOSSE a secretária Silvânia Pinheiro evangélica, iria lhe sugerir tomar um banho de arruda em noite de lua cheia, para espantar os olhos de seca pimenteira.

FAZER FALTA

AINDA NÃO SE PODE AVALIAR como será o nível dos debates na Câmara Municipal de Rio Branco, mas dois ex-vereadores farão falta: Eduardo Farias (PCdoB) e Rodrigo Forneck (PT). Derrotados pelo desgaste de seus partidos.

É DO JOGO POLÍTICO

NA POLÍTICA, nem sempre vencem os melhores, um candidato inexpressivo com esquema, pode derrotar um nome qualificado. Isso acontece em todas as campanhas.

BOCALOM BRAVO

CONTAM que o prefeito Tião Bocalom ficou bravo com o vazamento da notícia de que, exigiu secretarias para apoiar politicamente o governador na reeleição. Debita o vazamento a uma conhecida figura palaciana. Não falou em público, mas nos bastidores soltou fumaça pelas narinas. 

FRANJAS DO PODER

O vice-governador Rocha é chamado apenas para reuniões e atos que ocorrem nas franjas do poder. A sua reaproximação com o Gladson foi apenas institucional.

NÃO SE SERVE A DOIS SENHORES

NÃO FORAM poucos os comentários no BLOG de que, no governo do Gladson existem os bolsões isolados, e secretários que não lhe dão bola, e prestam contas só aos que os indicaram. Mas, ao que indica, ele gosta do jogo.

HÁ UM DETALHE

HÁ UM PEQUENO detalhe para os candidatos novatos a deputado federal. Quem já está no mandato vai receber por baixo 2 milhões de reais do Fundo Eleitoral, o que torna a disputa desequilibrada no campo financeiro.

MUITO SIMPLES

NINGUÉM vai conseguir pôr o argumento ciência nas cabeças negacionistas do prefeito Bocalom e da secretária de Educação, Nabiha Bestene. Os sindicatos vão ficar sem alternativa, que não seja a de judicializar a volta às aulas.

EM MEIO A MORTES

ESSA é uma discussão macabra que insiste em ser travada em meio à pandemia crescente e de mais mortos pelo Covid-19. É chegada a hora do MP entrar neste debate.

PARECE QUE DESISTIU

O senador Márcio Bittar (MDB) – não sei o que aconteceu – ao que indica desistiu da candidatura da Márcia Bittar a deputada federal ou até a senadora pelo partido do Bolsonaro. Defendia esta tese com unhas e dentes. Calou!

FRASE MARCANTE

“As pegadas na areia do tempo não são deixadas por quem está sentado”. Ditado bérbere. 

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Além das expectativas 

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QUANDO REASSUMIU a Secretaria Estadual de Saúde, poucos acreditavam que o secretário Alysson Bestene pudesse se sair bem na frente das ações no combate à pandemia do coronavírus, afinal, a sua primeira passagem pela pasta foi o de um desempenho sofrível.

Mas, ele conseguiu afastar as expectativas negativas, com o bom desempenho que está tendo no momento mais difícil de condução do órgão, que é o de enfrentar uma pandemia de um vírus desconhecido e para o qual não se tinha nem um protocolo medicinal para o combate. 

O sistema de saúde chegou a tempos difíceis, mas não colapsou no todo. Neste ponto tem que se reconhecer que, assim como o governador Gladson Cameli, ele apostou na ciência e passou ao largo dos movimentos negacionistas e terraplanistas, contrários à vacina, e que pregavam o tratamento com algo ineficaz como a cloroquina. 

Com a chegada da vacina poderá chegar ao final do ano como alguém que assumiu desacreditado, e terminou como um gestor que deu certo e saiu por cima. Não há como rebater dados reais.

LOUCOS DA CLOROQUINA

A NOVA cepa do vírus do Covid-19 chegou a Cruzeiro do Sul, onde a situação hospitalar é preocupante. Em Brasiléia, o quadro é parecido. O INTO, praticamente com as UTIs lotadas, e os loucos da cloroquina só desdenham.

VOLTO A REPETIR

NÃO CANSO de lembrar que, se o governador Gladson fosse um negacionista da ciência, poderíamos estar bisando Manaus. A sorte é ser um seguidor da ciência.

DE JOELHO PARA A CHINA

AS PRINCIPAIS cabeças do governo federal passaram os últimos meses avacalhando a China e a Coronavac. Tiveram agora que se ajoelhar ante aos chineses, implorando pela liberação de insumos para a vacina.

GRAÇAS AO DORIA

FIZERAM pouco caso da vacina, e insistiram que poderia se frear a pandemia com o placebo cloroquina. E, só temos hoje a Coronavac, e graças à ação do governador Doria. Não fosse sua persistência, estaria um caos.

ESFORÇO ZERO

O ESFORÇO do governo federal para a viabilização da vacinação foi zero. Recentemente, o presidente soltou uma declaração tosca de ser a Coronavac uma vacina ineficaz.

PARA COMEMORAR

COM A LIBERAÇÃO dos insumos chineses para a fabricação da vacina no Brasil, enfim, vamos comemorar esta luz no fim do túnel. Porque teremos produção local.

NÃO CONVERSA SOBRE POLÍTICA

O GOVERNADOR Gladson tem dito a quem conversa de que, não vai discutir as composições políticas para a eleição de 2022, antes de concluir a vacinação no estado.

SEM NENHUM SENTIDO

E, NÃO FARIA sentido, abrir uma discussão política no auge da pandemia do coronavírus, com a contaminação avançando, pois, seria uma grande irresponsabilidade.

MENOR FORÇA

FORA SENA MADUREIRA, o MDB saiu da eleição municipal não tão forte como planejou, que faria dez prefeitos. Os demais prefeitos eleitos foram em municípios pequenos.

PRESTÍGIO PESSOAL

E, ASSIM MESMO, em Sena Madureira, a reeleição do prefeito Mazinho Serafim (MDB) se deu mais pelo seu prestígio pessoal, do que pela dependência partidária.

ENSINAR A FALAR

AS RELAÇÕES políticas entre o Governo e a ALEAC vão ser feitas, pelo deputado Nicolau Júnior (PP), foi o que já declarou o Gladson. Não é uma tarefa das mais fáceis.

NO QUADRADO

HÁ um movimento político dentro do governo para deixar o prefeito Tião Bocalom no seu quadrado. O dão como carta fora do baralho no apoio à reeleição do Gladson.

DECLARAÇÃO PÚBLICA

OUVI DE UMA FIGURA que circula nos meios palacianos de que, a única forma do prefeito Bocalom mostrar ser confiável, seria uma declaração pública que apoiaria a reeleição do Gladson. Sem isso, é visto como inconfiável.

APOIADOR DO PETECÃO

O PREFEITO TIÃO BOCALOM é citado no círculo do poder do governo como apoio certo à candidatura do senador Sérgio Petecão (PSD) ao governo, na eleição de 2022.

PIOR NÃO PODE SER

ATÉ AQUI, todos os que passaram pela articulação política do governo fracassaram na missão de criar uma interação com a sua base no Legislativo. Vamos ver como é que se comportará nas mãos do deputado Nicolau Júnior (PP). 

APANHOU DE CHINELADA

NO CONFRONTO oratório nos últimos dois anos na tribuna da ALEAC, no cômputo geral, a oposição deu de chinelada na base governista que, na maioria, foi muda.

ARGUMENTO SIMPLÓRIO

O ARGUMENTO mais simplório é dizer que a base aprovou todas as matérias do governo, porque em compensação, se cala quando o governo é atacado.

DEU VOZ AO CONTRADITÓRIO

A VOLTA do Léo de Brito à Câmara Federal conseguiu novamente trazer o PT ao centro do debate no cenário político do estado. Graças à cassação do ex-deputado federal Manuel Marcos. Sempre bom, o contraditório.

BOM DIA, FRANK LIMA!

MUITAS reclamações de moradores do “Morada do Sol” acometidos de dengue, doença que está se alastrando no bairro. Reclamam da falta de ações municipais na área. Registro para o secretário de Saúde, Frank Lima.

NÃO COMANDARÁ

O esforçado Cesário Braga pode até continuar na presidência do PT, mas as articulações políticas no cenário de 2022, estão sendo feitas pelo Jorge Viana.

GRUPO DO BATOM

O JV não revela os nomes, mas já teria o compromisso de cinco mulheres de maior peso dentro dos governos do PT, para serem candidatas a deputadas federais, em 2022.

NADA DE EXCEPCIONAL

ATÉ o momento, o governo do Tião Bocalom não mostrou nada que possa ser destacado como uma medida de impacto. Até aqui está na mesmice. Uma coisa é governar Acrelândia, a outra é governar Rio Branco. O buraco é mais embaixo.

BOLSONARISTA JURAMENTADO

O DEPUTADO Luiz Gonzaga (PSDB) é hoje um “bolsonarista juramentado”. Nada a contestar, não estivesse ele, no partido do Doria, inimigo do Bolsonaro.

FRASE MARCANTE

“Sem o grão de areia, não existiria o deserto”. Ditado árabe

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Melhor do que virar Manaus

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ENTRA EM VIGOR, a partir de amanhã, o decreto do governador Gladson Cameli – foto – determinando o “Toque de Recolher” em Rio Branco das 22 horas ás 6 horas. Espera-se que, seja cumprido para valer. Aqui, na vizinha Cobija-Bolívia, quem é flagrado sem máscara na rua é obrigado a cumprir por três horas serviço comunitário, como varrer praças. Fosse por estas bandas, os negacionistas da ciência iam babar de ódio. Como babaram, quando a capital passou pelo período vermelho e as atividades não essenciais foram fechadas. O mundo quase desaba. O que se espera agora é que este “Toque de Recolher,” não fique apenas num mero protocolo de intenções, mas que o governo adote medidas de fiscalização para ver se está sendo cumprido. Ou cumpre o que estiver escrito, ou é melhor então nem escrever.  

MANTEIGA EM FOCINHO DE GATO
Nada a comemorar efusivamente com a chegado de dois milhões de doses da vacina da Oxford. Para o Acre, é prevista a remessa de apenas 5. 500 doses. Motivo para comemorar se teria se a China tivesse liberado os insumos para a fabricação da CORONAVAC em massa no BUTANTAN. Sem isso, é escola de samba sem batucada.

SENTADA EM CIMA
COMO resultado do governo federal ter passado bom tempo desmoralizando o governo chinês, avacalhando sua vacina, os chineses se deram ao direito de endurecer.

FICA UM HIAT
ENQUANTO A China não liberar os insumos para a fabricação de novas doses, ficará este hiato de falta de vacinas. E, todos se precavendo para não pegar o Covid.

 NÃO PODE SE COBRAR
MAS, não pode se cobrar nada do governador Gladson Cameli, pelo contrário, foi um lutador a favor da ciência e contra os negacionistas. Não depende dele a vinda de novas remessas de vacinas para o Acre. Resta só esperar.

QUEBROU UM PARADIGMA
A carreata de ontem contra o Bolsonaro e pela vacinação quebrou o paradigma de que a esquerda só juntava meia dúzia de pessoas em protestos na capital, foi uma carreata bem representativa, plural, com muitos carros.

DIREITO DO CONTRADITÓRIO
FALA-SE em democracia, mas não se sabe respeitar o direito do outro de ter uma opinião política diferente. O direito ao contraditório é sagrado na democracia. Gostar ou não gostar ou não das ações do Bolsonaro é ato livre.

DECLARADAMENTE CONTRA
E NÃO HÁ como esconder que, o presidente Bolsonaro é contra a vacinação com a Coronavac. Entre dezenas de frases ditas, teve esta última, de que, ele não confia na eficácia.

NÃO SE INVENTA NADA
RESPEITO o direito de qualquer um dizer que o Covid se cura com Ivermectina, Cloroquina, com Melhoral, mas isso jamais me afastará de somar sempre com a ciência.

NÃO DISCUTO COM EXTREMISTA
TENHO POR PRINCÍPIO não discutir com extremistas, sejam eles de esquerda da seita petista do Lula, seja com as da extrema direita da seita bolsonarista. Todo extremista é cego por uma convicção política messiânica.

INVESTINDO ALTO
PARECE QUE VIROU moda novamente a invasão de residências e roubos de caminhonetes. As três Hilux roubadas da SEPA, até hoje não foram encontradas.

NÃO SERÁ COMO ANTES
AS RELAÇÕES entre o governador Gladson e seu vice Rocha podem até terem sido amainadas, mas nunca voltará a confiança da relação que tinham na campanha.

VACINA CONTRA A MALANDRAGEM
O FIM das coligações proporcionais foi como uma vacina contra a malandragem na política. Acabou a farra de presidentes de partidos nanicos colocar em leilão o apoio e o tempo de televisão das siglas que comandavam.

O JOGO AGORA É OUTRO
NA ELEIÇÃO para deputado federal e deputado estadual na eleição do próximo ano, cada partido terá de ter chapa própria. Será a hora de saber quem tem o café no bule.

CONHECIAM A COR DA CHITA
NENHUM dos novos prefeitos, tem o direito de ficar lamentando o espólio da gestão anterior. Na campanha, os eleitos tinham o remédio para todos os problemas.

MEIA BOCA
QUALQUER MEDIDA para conter o avanço da pandemia do Covid-19, como o “Toque de Recolher”, a ser decretado pelo governador Gladson a partir de amanhã, merece apoio. Não deu para entender não ter sido proibida a circulação no horário estipulado. Ficou meia boca.

TATEANDO NO ESCURO
SEM A PREVISÃO de chegada de novos lotes de vacinas, o estado vai ter que ficar tateando no escuro, criando mecanismos para evitar a proliferação maior do Covid.

EVITAR O EXEMPLO MANAUS
BRASILÉIA, já entrou em colapso hospitalar no combate ao COVID. Em Manaus, não foram tomadas medidas duras pelo governo, e se chegou aonde todo mundo sabe.

PLUS A MAIS
O DEPUTADO FEDERAL Jesus Sérgio (PDT), um parlamentar apenas razoável no seu mandato, na reeleição do próximo ano terá um plus ao seu favor, a sua mulher; a mística Néia, se elegeu a prefeita de Tarauacá.

BAQUE NA ESQUERDA
FALANDO em Tarauacá, a esquerda – leia-se PT-PCdoB-PSB – partidos que comandaram a prefeitura por longos anos, nesta eleição foram varridos do mapa do poder.

DESERDADOS
PETISTAS, pessebistas, e comunistas, foram também deserdados pelas urnas no município do Jordão, uma espécie de feudo, que dominavam com a mão de ferro.

O BURACO ERA MAIS EMBAIXO
O MOTE para brecar o PCdoB na coligação que apoiava a ex-prefeita Socorro Neri a mais um mandato era que, os comunistas tirariam votos. Foram expurgados. E, nem assim a Socorro se reelegeu. O buraco era mais embaixo.

FATO DESGASTANTE
MAS, foi um fato altamente desgastante para o PCdoB, que teve que, como o filho pródigo, voltar e bater na porta do PT para pedir guarida. Foi o dia negro dos vermelhos.

AINDA BEM
AINDA bem que no estado não foi registrado nenhum caso de alguém furar a fila para tomar a vacina. O que é um alento, pelo pequeno número que chegou.

FRASE MARCANTE
“Há duas espécies de tolos: os que não duvidam de nada e os que duvidam de tudo.” Príncipe de Ligne.

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Uma disputa renhida para o Senado

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A ELEIÇÃO para a disputa de uma única vaga para o Senado, a acontecer no próximo ano, começa a movimentar os partidos que apoiaram o Gladson Cameli para o governo. O MDB colocou no jogo o nome do experiente deputado federal Flaviano Melo (MDB), como um elo que reaproximaria o partido do governo, do qual se encontra afastado e sem espaços. O DEM lançou o nome do bem avaliado deputado federal Alan Rick (DEM), aliado de primeira hora do governador. O PP trabalha para que a senadora Mailza Gomes (PP) consiga um novo mandato. Há ainda a possibilidade de uma candidatura com força no Juruá, da deputada federal Jéssica Sales (MDB). O governador Gladson Cameli tem dito que, ele disputará a reeleição. A candidatura do senador Sérgio Petecão (PSD) ao governo está só nos bastidores, mas vai despontar no próximo ano. Neste caso, cada candidato teria um nome para o Senado. E, assim, se poderá ter três nomes brigando pela vaga de senador, já que o PT lançará candidato.  É o velho ditado: – quanto mais cabra, mais cabrito.

BOI DE PIRANHA

O EX-PREFEITO de Rio Branco, Marcus Alexandre, deve ser candidato na eleição do próximo ano. Se ele tiver juízo; disputa vaga na ALEAC, ser candidato a deputado federal ou ao Governo, pode servir de boi de piranha.

CARA DE PAISAGEM

OS VEREADORES da capital não foram empossados para fazer cara de paisagem. Poucos se posicionaram contra a abertura do ano letivo, em meio ao pique da pandemia.

DADOS ALARMANTES

PARA SER TER UM EXEMPLO, ontem foram registrados 300 novos casos de contaminação pelo Covid-19, e quatro mortes. Para os negacionistas da ciência, isso é motivo de festa. Ainda bem que não temos um governador insano!

CURIÓ EM MUDA

O VICE-GOVERNADOR Rocha adotou a postura de curió em muda, não dá um pio. O melhor que ele fez foi recuar, não ganhava nada em trombar com o governador.

CONTER A ANSIEDADE

O GOVERNADOR Gladson tem que conter a sua ansiedade ao projetar para a opinião pública a vinda de 160 mil doses de vacina, pois, se não der certo vai se desgastar.

UMA TEMERIDADE

AINDA não se pronunciou, mas se for ser candidato a deputado federal em 2022, o deputado Roberto Duarte (MDB) dará um salto no escuro, não foi bem para a PMRB. E, teria adversários internos fortes, como a Jéssica Sales, o prefeito Mazinho, e o Flaviano Melo.

CONTEXTO DIFERENTE

TODA A BANCADA FEDERAL acreana foi eleita em coligações proporcionais. Em 2022, cada partido tem que ter a sua chapa própria. E, montar uma chapa não é fácil.

DENTRO DAS RECOMENDAÇÕES

ELOGIÁVEL a forma como o Pastor Agostinho, da Igreja Batista do Bosque, conduz os seus cultos. Segue rígido os protocolos para evitar a contaminação pelo Covid.

TEM COMO PEDIR VOTOS

A DEPUTADA FEDERAL Jéssica Sales (MDB) tem moral para chegar nos municípios do Juruá, e pedir votos à sua reeleição. Ninguém mais que ela, destinou recursos à região. Representa bem o Vale do Juruá.

DISPARADA A MAIS ATIVA

DENTRO da bancada feminina do Acre, na Câmara Federal, a deputada federal Jéssica Sales (MDB) é dispara a mais ativa politicamente. A Jéssica firmou o seu nome.

SER COMPETITIVO

O SENADOR Sérgio Petecão (PSD) trabalha para montar um partido competitivo em 2022, quer ter candidatos à Câmara Federal e á ALEAC, em todos os municípios.

NENHUMA DÚVIDA

NÃO HÁ a menor dúvida de que o senador Sérgio Petecão (PSD) será candidato a governador no próximo ano. Todos seus passos políticos têm sido neste sentido.

PSL NÃO SE FIRMOU

O PSL ainda não conseguiu se firmar politicamente no estado, em que pese o esforço da sua direção regional. Não conseguiu eleger um prefeito na última eleição. Dizer que adora o presidente Bolsonaro, não dá voto no Acre.

JV NO COMANDO

A coordenação para a montagem da chapa de deputado federal e deputado estadual no PT, vem sendo feita pelo ex-senador Jorge Viana, que tem gastado muita saliva.

NOMES PARA FEDERAL

O PT poderá ter numa chapa de Federal nomes como Raimundo Angelim, Sibá Machado, Léo de Brito, Fernanda Hassem, Nazaré Araújo e o Marcus Alexandre.

NÃO SE PRONUNCIOU

A EX-PREFEITA Socorro Neri, mesmo derrotada, saiu da eleição e do mandato, com o seu perfil projetado de forma positiva. Não falou se será candidata, em 2022.

NÃO SERÁ TÃO FÁCIL

O PSDB é um partido que terá dificuldade para montar uma chapa para a disputa de vagas na Câmara Federal. O partido esqueceu não ter mais coligações proporcionais.

NÃO TEM DOMÍNIO

VEJO muito dirigentes do PP alardear que são fortes, porque têm o prefeito da capital. Se não conhecerem o Tião Bocalom, ninguém tem domínio político sobre ele.

EDUCAÇÃO É INVESTIMENTO

COM a Educação, não se gasta, se investe. É o que fez o deputado federal Alan Rick (DEM), ao conseguir com sua emenda parlamentar, a reativação da obra da escola Maria Moreira, que estava parada desde o governo anterior.

RESOLVEU TROMBAR

O PREFEITO Bocalom resolveu trombar com os sindicatos da Educação e com os professores, ao manter o reinício presencial das aulas; naquela de que, quem manda sou eu. O agravamento da pandemia não o fez recuar. 

FRASE MARCANTE

“Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler, mas não leem”. Mário Quintana.

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