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Projeção mostra ganho de R$ 28,1 milhões a mais no FPE durante mandato de Gladson Cameli

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Mantidos os níveis atuais de crescimento da arrecadação e se ocorrer a aprovação pelo Congresso Nacional da PEC 391/2017, que traz a garantia de mais um ponto porcentual no repasse da União relativo à arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) o Acre terá incremento de mais de R$ 28,1 milhões no Fundo de Participação dos Estados (FPE) entre 2020 e 2023. O IR e o IPI são os dois principais impostos de cálculo do FPE. A projeção foi divulgada nesta quarta-feira (23) pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

A PEC eleva o porcentual a ser distribuído de 49% para 50%, sendo que este ponto porcentual a mais será destinado ao FPM. O acréscimo nas transferências aos municípios deverá ser repassado em setembro  de cada ano. O período de aumento coincide com o mandato de Gladson Cameli.

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Venda de automóveis cai 24% no Acre e Strada lidera no estado

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O ano de 2022 começou com o Chevrolet Ônix e a Fiat Strada sendo os mais veículos mais vendidos no Acre. Em janeiro de 2022, as concessionárias acreanas comercializaram 29 unidades do Ônix e 27 do Strada. Na soma das vendas de janeiro a abril, foram comercializadas 71 Strada e 53 Ônix, este último surge com frequência nos aplicativos de corridas compartilhadas em Rio Branco.

Em fevereiro, o Honda City e o Chevrolet Ônix foram os vendidos, cada um com 27 e 25 unidades, respectivamente. Na 1ª quinzena de maio, o modelo zero km de Honda City mais barato não saiu por menos de R$ 85 mil.

Em março, a Toyota Hilux foi o carro mais vendido no Acre, com 24 unidades comercializadas. Esse número representou 0,60% de todas as Toyota Hilyx vendidas no País naquele mês. A Fiat Strada ficou em 2º, com 20 automóveis vendidos.

Em abril passado, a dobradinha Ônix (Chevrolet Ônix Plus) e Strada voltou a se repetir, empatando em 24 unidades vendidas no período.

Conforme ocorreu em março, Hilux e Strada foram também os mais vendidos em 2021 no Acre. No ano passado, 639 unidades desses modelos foram comercializados no Estado.

A Fiat Strada, que para a Federação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Fenabrave) não é considerada um veículo de passeio, e sim um comercial leve, fechou na liderança geral de carros mais vendidos do Brasil em abril, repetindo o que já havia alcançado em março.

As dezenas de unidades emplacadas da picape, sucesso entre frotistas e empresas que precisam deste tipo de carro para trabalho, contribuíram para colocar a Fiat em primeiro lugar no ranking de vendas por marcas -assim explica a Fenabrave.

Em geral, no entanto, o mercado de veículos pequenos 0km vive um período de retratação se comparado com o ano passado: entre janeiro de abril de 2022 a venda de automóveis caiu 24% frente aos quatro primeiros meses de 2021. Por outro lado, as vendas de motocicletas 0km cresceram 16,14%.

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“Enquanto ele estava em Fortaleza, não pediu perdão”, diz advogada da família de Jonhliane

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A advogada Gicielle Rodrigues, que representa a família de Jonhliane de Souza, atropelada e morta em agosto de 2020, na Avenida Antônio da Rocha Viana, em Rio Branco, se manifestou nesta terça-feira, 17, acerca das recentes declarações dos advogados de defesa de Ícaro Pinto e Alan Araújo – acusados pelo trágico acidente.

Na opinião de Rodrigues, o pedido de perdão feito por Ícaro tem o objetivo de ludibriar a opinião pública. “Isso é uma estratégia de defesa. Tanto que é que foi levada à opinião pública e o acusado deixou para pedir perdão por um vídeo depois que já estava preso. Enquanto ele estava em Fortaleza, não pediu perdão”, disparou.

Sobre o julgamento, a advogada disse que torce pela condenação dos réus – Ícaro Pinto e Alan Araújo. “É o que a família espera, é um clamor social para que crimes assim não voltem a acontecer”, declarou.

Em um vídeo, Ícaro fez pedido de desculpas tanto à família de Jonhliane, quanto à de Alan, a quem ele isentou de qualquer responsabilidade no acidente. O julgamento ocorre no Conselho de Sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco.

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Livro revela detalhes sobre a morte de Edmundo Pinto

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Ao completar 30 anos, nesta terça-feira (17), a misteriosa e impactante morte do ex-governador do Acre, Edmundo Pinto, continua a povoar o imaginário do povo acreano por meio de versões que ganharam enorme repercussão pública, mas que nunca foram comprovadas. Conspiração política? Crime executado a mando da empreiteira Odebrecht por conta de denúncias de superfaturamento em obras executadas no Acre?

As perguntas acima são tema de uma pesquisa de mais de três anos, trabalho do escritor mineiro Bernardino Coelho da Silva que resultou no livro Quarto 704, lançado recentemente, traz revelações sobre os fatos que envolveram as investigações do fatídico acontecimento da madrugada do dia 17 de maio de 1992, no apartamento 704, do Della Volpe Garden Hotel, no centro da capital paulista.

De acordo com a investigação policial, Edmundo Pinto de Almeida Neto, um jovem e dinâmico político, que foi eleito governador do Acre em 1990, aos 37 anos de idade, depois de cumprir mandatos de vereador e de deputado estadual, em Rio Branco, sua cidade natal e capital acreana, foi vítima de latrocínio durante um assalto frustrado praticado por três criminosos liderados por um ex-garçom do próprio hotel Della Volpe.

Com 453 páginas, a obra de Bernardino Coelho promete mostrar a verdade real sobre o crime e os fatos que envolveram as investigações que o sucederam, com a revelação de todos os detalhes para pôr fim à discussão sobre se teria sido mesmo um crime político, hipótese levantada e se mantido viva por muitos anos após a morte do político, ou se realmente o fato que abalou o estado acreano foi latrocínio, como concluiu a justiça.

O livro percorre histórico de Edmundo Pinto, desde o começo da sua vida acadêmica e política, iniciadas na Universidade Federal do Acre (Ufac) e no Movimento Eclesial de Base da Igreja Católica, passando pela sua chegada ao governo do Acre, após ter sido vereador e deputado, até a sua morte, que ocorre em meio a denúncias de malversação de verbas para a construção do Canal da Maternidade, em Rio Branco.

O autor

Bernardino Coelho da Silva, tem 67 anos. É natural de Tumiritinga (MG), formado em Direito, com pós-graduação em Gerenciamento de Projetos, pela Fundação Getúlio Vargas, e em Gestão de Negócios pela Faculdade de Estudos Administrativos de Minas Gerais (FEAD/BH). Atualmente radicado em Serra (ES), trabalha como como escritor e pesquisador, com 14 livros publicados.

O livro está disponível para compra na página do Clube dos Autores.

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Vídeo em que Ícaro isenta Alan é tática da defesa para desclassificar racha, diz promotor

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O promotor de justiça Efrain Mendoza, da 6ª Promotoria de Justiça Criminal de Rio Branco, que está à frente da acusação no Caso Jonhliane, se manifestou nesta segunda-feira (16) sobre a divulgação de um vídeo do depoimento prestado por um dos acusados, Ícaro José da Silva Pinto, ainda em março do ano passado, ao qual o ac24horas teve acesso.

Na gravação, o acusado Ícaro Pinto aparece isentando o outro réu, Alan Lima, de responsabilidade no acidente que causou a morte de Jonhliane Paiva e dizendo que pediu desculpas à família da moça. Ele ainda diz que não avistou o carro de Alan antes do acidente e que também não o viu na festa em que estavam antes dos fatos. “Alan estava na hora errada no lugar errado”, afirmou.

Para o promotor, a divulgação do vídeo corresponde a uma tática adotada pelas equipes de defesa dos acusados para tentar convencer de que não houve racha antes do acidente. Segundo ele, ao assumir sozinho a responsabilidade pelo que ocorreu, Ícaro retira Alan da cena tornando impossível ter havido o racha, como defende o Ministério Público.

“Agora a tática é para: se fazer de bom moço, reconhecendo a culpa e dizendo que o outro é inocente, com isso pretende fazer ser reconhecido a inexistência do racha. Evidentemente, aproveita aos dois. O Ícaro não tem como negar, o carro bateu na moça, jogou ela no ar. Assim, assume sozinho, e quando faz isso retira o outro da cena, então, não seria possível haver o racha”, disse.

Perguntado sobre a expectativa do Ministério Público para o resultado do julgamento que começa nesta terça-feira (17), Efrain Mendoza ressaltou o entendimento de que a existência do racha está comprovada, assim como a participação dos dois acusados no evento que, segundo ele, foi decisivo para o acidente que tirou a vida da trabalhadora.

“Diante dos elementos contidos nos autos, entendendo comprovada a existência do racha naquela ocasião e o concurso de ambos os acusados no resultado, gravíssimo, matando uma jovem trabalhadora, estamos convictos de que a sociedade, através do corpo de jurados, irá atender o parecer o MP, acatando a tese de que agiram com dolo, condenando-os”, afirmou.

Ícaro e Alan foram pronunciados pela Justiça no dia 12 de maio do ano passado, em decisão do juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco. Pela sentença de pronúncia, Ícaro responderá por homicídio doloso, omissão de socorro e embriaguez ao volante. Já Alan, será julgado apenas pela morte da jovem.

O Ministério Público acusa os dois motoristas de estarem disputando um racha na avenida Antônio da Rocha Viana quando Ícaro, que dirigia uma BMW a mais de 150 km/h, segundo a perícia, atingiu a motocicleta na qual a vítima, que tinha 30 anos na época do acidente, se dirigia ao seu trabalho, no supermercado Araújo do Segundo Distrito.

O julgamento está marcado para começar às 8h desta terça-feira (17) e deverá ser encerrado apenas no dia seguinte, em razão da grande quantidade de testemunhas. Por conta da repercussão do caso, o juiz Alesson Braz limitou o número de vagas para que o júri possa ser acompanhado pelos familiares dos réus e da vítima, além da imprensa e comunidade.

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) divulgou que para se ter acesso ao julgamento será necessário credenciamento, tanto para familiares da vítima e dos acusados quanto para a imprensa e o público em geral. Serão disponibilizadas quatro cadeiras para os familiares dos réus; quatro para os familiares da vítima; quatro para a imprensa e 31 vagas para o público em geral.

O julgamento também poderá ser acompanhado de maneira virtual por meio da plataforma Google Meet. Para isso, era necessário realizar cadastramento por meio do WhatsApp (68) 9.9235-8362. Porém, o prazo para esse procedimento ser feito se encerrou nesta segunda-feira ao meio-dia, tanto para quem pretendia acompanhar a sessão do júri presencialmente quanto on-line.

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