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Porque precisamos voar

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JORGE VIANA: UM MANDATO A SERVIÇO DO ACRE

QUESTÕES ESTRATÉGICAS PARA O ACRE

Jorge Viana

Todos sabemos o quanto o transporte aéreo é importante nos municípios, especialmente no atendimento de urgências. Sei, pela minha experiência como governador, que o governo estadual pode fazer muitas coisas para melhorar o transporte aéreo de pequeno porte, que atende as comunidades mais isoladas. Por isso construí e reformei pistas, modernizei e dei melhores condições de funcionamento às estações de passageiros, incentivei a criação de novas linhas e serviços. Mas no transporte aéreo de maior porte, em que operam as grandes companhias, só o governo federal tem condições de intervir.

Um governo estadual pode e deve pressionar, reivindicar e colocar-se disponível para parcerias nesse setor. É importante compreender a importância do transporte aéreo para o desenvolvimento econômico e social de nossa região. E indignar-se com o descaso com que a Amazônia tem sido tratada, prejudicando fontes de renda que poderiam ser maiores, como o caso do turismo, e serviços essenciais, como a pesquisa e a educação.

Há poucos dias, quando fizemos uma reunião em Xapuri para lembrar os 30 anos do assassinato de Chico Mendes, sentimos a ausência de muitos amigos que deixaram de vir do exterior e até de outros estados do Brasil por um motivo que causa indignação: o preço das passagens aéreas. De Brasília a Rio Branco, 4 mil reais de ida, outros 4 mil a volta. Foi contra esse absurdo que lutei, com persistência, durante os oito anos que passei no Senado. Consegui algumas vitórias, mas, como vemos, as companhias aéreas ainda não estão dispostas a abrir mão de parte dos seus lucros para diminuir o isolamento do Acre.

Em muitas regiões, o avião é apenas uma opção de transporte mais rápido. No Sul ou Sudeste do Brasil, as distâncias entre as cidades são relativamente pequenas e as estradas têm melhor estrutura. Na região Norte é o oposto: cidades muito distantes umas das outras, em algumas só se chega por via aérea, e as rodovias têm precária manutenção. Para chegar ao centro-sul do país, levam-se dias na estrada.

Em nossa região, avião não é luxo, é necessidade básica, especialmente para quem precisa de tratamento de saúde. Mas os preços das passagens condenam os brasileiros do Norte à indigna condição de cidadãos de segunda categoria. Contra isso nos revoltamos e procurei expressar essa revolta no Senado, como porta-voz dos acreanos mas, sobretudo, procurei encontrar saídas dessa situação.

Foram oito anos de muitas audiências, cobranças e reivindicações. Conseguimos a retomada de voos diurnos pela Gol e a oferta de novos voos pela TAM no trecho Brasília-Rio Branco. Na tentativa de baixar o custo das passagens, fui um dos autores do Projeto de Resolução do Senado (PRS 55/2015), junto com o senador Randolfe Rodrigues, do Amapá, propondo a redução do ICMS do querosene de aviação cobrado nos estados, item que, segundo as companhias aéreas, representa quase 40% dos custos. Infelizmente, parte da bancada do Sul e Sudeste votou contra a medida, que foi rejeitada no plenário.

Critiquei, com veemência, a medida da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) que autorizou as empresas a cobrarem pela bagagem despachada durante os voos nacionais, cobrança que não reduziu o valor das passagens, conforme havia sido anunciado.

Os interesses de grandes companhias e dos estados mais ricos do Brasil continua prevalecendo sobre os direitos do nosso povo, que está pagando essa espécie de “adicional por viver na Amazônia”. Enfrentei esses interesses poderosos como Senador e continuarei enfrentando como cidadão. Essa luta ainda está no começo, ainda temos muitas batalhas pela frente.

É preciso que os acreanos continuem atentos e unidos para conseguir novas melhorias no transporte aéreo que, insisto, não é um luxo para nós, mas uma necessidade e um direito.

Acre

Galvez é humilhado no Pará ao ser goleado por 9 a 0 pelo Remo

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Foto: Samara Miranda/Ascom Remo

O estádio Baenão, na capital paraense, foi palco na noite desta terça-feira, 19, da maior goleada da história da Copa Verde. O Acre esteve presente em dois momentos distintos.

Jogando contra o Remo, o Galvez sofreu um verdadeiro atropelo ao ser goleado por 9 a 0.

Um acreano foi destaque. Neto Pessoa que é nascido no Acre e joga no Remo fez três gols no jogo. Wallace também marcos três vezes. Os outros gols foram marcados por Neto Moura, Rafinha e Edu.

Com a vitória, o Remo se classifica para a próxima fase da Copa Verde. Já o Galvez encerra o ano sem conquistar nenhuma vaga nas competições nacionais do ano que vem e sofrendo uma humilhante goleada em Belém.

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Cotidiano

Adolescente de 16 anos é apreendido vendendo maconha e cocaína em Rio Branco

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Uma ação dos Policiais Militares da Força Tática do 1° Batalhão resultou na apreensão de um adolescente de 16 anos no final da tarde desta terça-feira, 19, acusado de cometer tráfico de drogas na Rua Vista Alegre, situada no Parque das Palmeiras, em Rio Branco.

A guarnição policial estava fazendo um patrulhamento de rotina na região que é conhecida pelo intenso tráfico de drogas, quando visualizou o adolescente em atitude suspeita na rua. Durante abordagem e vistoria pessoal, foi encontrado em posse do adolescente 47 tabletes de maconha, 32 de trouxinhas de cocaína e uma quantia de R$ 240,00 reais, oriundo das vendas dos entorpecentes.

Diante dos fatos, foi dada voz de apreensão e o adolescente de 16 anos, foi encaminhado à Delegacia de Flagrantes (Defla) para os procedimentos cabíveis.

 

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Acre 01

Motoboy é salvo por bombeiros ao tentar se jogar da ponte metálica, em Rio Branco

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Um motoboy identificado pelos amigos apenas como “Penteado” tentou se jogar da ponte Juscelino Kubitschek, conhecida como Ponte Metálica, na noite desta terça-feira, 19, na região central de Rio Branco.

De acordo com informações de um amigo, a vítima estava passando por problemas de depressão e tentou tirar a própria vida tentando se jogar da ponte.

Ao verem o homem criando coragem para se jogar, populares resolveram acionar a Polícia Militar.

A área foi isolada e a ponte interditada. A polícia pediu apoio ao Corpo de Bombeiros. Ao serem informados da situação, familiares se deslocaram até a ponte metálica e juntamente com os militares do Corpo de Bombeiros convenceram o jovem a não prosseguir com a ação.

Após 30 minutos, a ponte foi liberada e o jovem foi encaminhado para receber ajuda médica.

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Cotidiano

Senado aprova auxílio-gás; dois senadores do Acre votaram e Bittar justificou ausência

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Por 76 votos favoráveis e um voto contrário, o Senado aprovou, nesta terça-feira (19), o substitutivo ao projeto de lei que cria subsídio destinado a famílias de baixa renda para a compra de botijões de gás de cozinha. O texto retornará à Câmara dos Deputados.

Com prazo de vigência de cinco anos, o auxílio Gás para os Brasileiros será destinado às famílias inscritas no CadÚnico, com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional, ou que tenham entre seus membros, residentes no mesmo domicílio, quem receba o benefício de prestação continuada (BPC), sendo dada preferência às mulheres vítimas de violência doméstica que estejam sob o monitoramento de medidas protetivas de urgência.

No painel de votação, dois senadores do Acre -Mailza Gomes e Sergio Petecão -votaram ´sim´ pela aprovação do projeto. Marcio Bittar justificou ausência por atividade política e cultural.

“Cada família que está no CadÚnico do Bolsa Família vai receber um subsídio que o governo federal vai definir entre 40 e 50 por cento, de acordo com o estado do Brasil em que a população esteja em maior ou menor dificuldade. E isso é muito importante, porque a média dos recursos que são pagos a famílias brasileiras no Bolsa Família é em torno de 200 reais por mês”, explicou o relator do projeto, senador Marcelo Castro.

O subsídio terá como fontes de custeio os royalties devidos à União em função da produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos sob o regime de partilha de produção; parcela da receita de comercialização do excedente em óleo da União; bônus de assinatura nas licitações de áreas para a exploração de petróleo e de gás natural; os dividendos da Petrobras recebidos pela União e outras dotações orçamentárias.

O valor do benefício será equivalente a, no mínimo, 50% da média do preço nacional de referência do botijão de 13 quilos, sendo o pagamento do benefício feito preferencialmente à mulher responsável pela família.

De autoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM), o projeto de lei (PL) 2.350/2021 tramitou apensado ao PL 1.374/2021, do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), e ao PL 1.507/2021, do senador Paulo Paim (PT-RS). O parecer do senador Marcelo Castro (MDB-PI) foi pela aprovação do PL 1.374/2021 e pela prejudicialidade dos demais.

Fonte: Agência Senado

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