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Gladson nega que Rudilei será diretor do Detran e decisão pode causar desavenças com Ilderlei Cordeiro

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Após a publicação de matérias e notas em veículos de comunicação dando conta que o candidato a deputado federal derrotado Rudilei Estrela ocuparia a cadeira de diretor do Departamento de Trânsito do Acre (Detran-AC) na manhã desta sexta-feira (23), o governador eleito Gladson Cameli (Progressistas) negou que tenha formulado o convite e que Estrela comandará o órgão.

Gladson Cameli voltou a repetir que não escolherá sua equipe na pressão nem influenciado por matérias e colunas políticas. No início da manhã, a assessoria de Cameli também desmentiu as noticias divulgadas nas primeiras horas do dia. Segundo a assessoria, Rudilei Estrela não foi convidado pelo governador eleito para ocupar a direção do Detran, cargo que tem status de secretário.

Segundo Cameli, o que há são muitas especulações e muitas pessoas tentando emplacar nomes em sua equipe, mas que todas as escolhas estão sendo definidas por ele e pelo seu vice Major Rocha (PSDB). O governador eleito afirma que todas as escolhas estão obedecendo critérios técnicos, mesmo que aconteçam por indicação de partidos que integram seu bloco de apoio.

Rudilei Estrela é tio do prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro (PP). Nos bastidores, circula a informação que Ilderlei teria avalizado a indicação de seu familiar ao cargo e caso seu desejo não fosse efetivado, o caso poderia ocasionar em rompimento político entre Cordeiro e Cameli.

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Cerca de 1,5 toneladas de alimentos vencidos e irregulares são apreendidos no presídio de Senador Guiomard

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O Ministério Público do Estado do Acre flagrou mais um caso de dinheiro público jogado fora e de negligência com a saúde de reeducandos do sistema prisional. Durante inspeção de rotina no presídio de Senador Guiomard na última sexta-feira, 30, o promotor de justiça Tales Tranin, 4ª Promotoria Criminal de Execução Penal e Fiscalização de Presídio, acompanhado do diretor operacional do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (IAPEN), Glauber Feitosa, foi avisado pelos detentos de diversas irregularidades que vão desde a comida em pequena quantidade, até a denúncia de que os alimentos servidos em muitos dias são entregues estragados.

O promotor resolveu fazer uma vistoria nos alimentos. A primeira constatação foi a de que realmente a marmita individual está sendo servida com peso abaixo do que o estado paga em contrato. “De posse dessa primeira informação, resolvi abrir uma marmita que chegava para o almoço dos presos e a pesei. Logo de cara eu vi que era pouca comida. Para confirmar, o peso deu 650 gramas e o contrato é que a empresa forneça 800 gramas de comida. Abri outras e confirmei que tinham a mesma quantidade de alimentos”, afirma Tranin.

Como também havia a informação de comida estragada, o promotor de justiça decidiu vistoriar a câmara fria onde ficam os alimentos. Para a surpresa do representante do Ministério Público foi descoberto uma grande quantidade de alimentos estragados e outros acondicionados de forma irregular e também sem data  de validade.

“Para minha surpresa tive que apreender mais de 1,5 toneladas de alimentos. Eram alimentos com a data de validade vencida, outros acondicionados de forma inapropriada e mais produtos sem a data de validade, que por isso nem se sabe quando venceu. Pedi a presença da vigilância sanitária ao local, foi feito o auto de infração e recolhido os alimentos”, afirma Tales.

Foram descobertos diversos alimentos estragados como carne, frango, salsicha, mortadela e  calabresa. Ao longo desta segunda-feira, 3, Tales Tranin deve encaminhar à promotoria de Senador Guiomard e também ao IAPEN para que as providências sejam adotadas.

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Acre retira restrição de horário de funcionamento de bares e restaurantes

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O governador Gladson Cameli (Progressistas) nesta sexta-feira, 30, revogou o Decreto de Nº 8.911, que estabelecia limite no horário de funcionamento de restaurantes, lanchonetes, bares, distribuidoras de bebidas e similares até às 00h. As demais medidas sanitárias de combate à Covid-19 e o limite de ocupação do estabelecimento de acordo com a bandeira permanecem válidos.

A revogação consta dentro do decreto que determinou a volta dos servidores públicos às atividades presenciais publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta (30).

A decisão ocorre em um momento em que apenas 124.490 mil acreanos, ou seja, 13,92% estão totalmente imunizados contra a Covid-19 com as duas doses. Até o momento, o Estado do Acre registrou 500.979 aplicadas contra covid-19, sendo 371.023 mil 1º dose, 119.873 segunda dose, e 10.083 dose única.

A decisão vale para restaurantes, lanchonetes, bares, distribuidoras de bebidas e similares que antes encerravam a comercialização de bebidas alcoólicas até às 22h00, devendo encerrar inteiramente suas atividades até às 00h.

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Polícia investiga Valdete Sousa por prática de rachadinha e Palácio determina exoneração da diretoria da Codisacre

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A diretora financeira da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Acre (Codisacre), Valdete Souza, virou alvo de uma investigação da Polícia Civil após uma funcionária acusá-la de praticar “rachadinha”, quando o servidor é obrigado a repassar parte do dinheiro para quem lhe indicou. A denuncia foi exposta pelo jornalista Adailson Oliveira, da TV Gazeta, na noite desta quarta-feira, 28.

Não há consenso entre os especialistas da área jurídica sobre o enquadramento do repasse no ordenamento jurídico brasileiro. Há juristas que entendem que o desvio somente se configura como ato de improbidade administrativa. Outros, no entanto, consideram que a conduta não só se considera ato de improbidade, como também estão tipificados no Código Penal. Todavia, estes últimos divergem sobre qual crime a conduta se encaixa, se em peculato, corrupção passiva ou concussão.

Valdete, que já foi presidente do partido PMN, supostamente exigia das pessoas que ela indicou para o cargo comissionado em outras secretárias um valor mensal que deveria ser entregue em espécie em sua casa ou mesmo no gabinete. Segundo a reportagem da TV Gazeta, ela nega as acusações e debitou as denúncias devido ao seu estilo de falar o que pensa e atribuiu o caso a “fogo-amigo”

As investigações vêm sendo conduzidas pelo delegado Pedro Rezende, na Delegacia de Combate à Corrupção (Decor). O delegado não fala abertamente sobre a investigação, mas até o momento três pessoas teriam sido escutadas.

Pedro Rezende teria em mãos conversas de WhatsApp e áudios que mostram a diretora fazendo a cobrança do dinheiro todos os meses.

Segundo informações, o delegado está com uma lista de pessoas para prestarem depoimentos sobre o caso.

De acordo com a investigação, Valdete não tinha cargos apenas na Codisacre, mas também em outras secretarias como o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac). Inclusive, um dos cargos que está sendo investigado é a contratação de um contador que nunca compareceu ao local de trabalho ou prestou serviços para o estado.

O ac24horas apurou que Valdete será exonerada de seu cargo ainda esta semana por determinação do governador Gladson Cameli, que teria sido orientado por levar a Polícia o caso de rachadinha após tomar conhecimento.

À reportagem, Valdete negou as acusações e afirmou que independente de qualquer coisa ela é Gladson Cameli. “Quero deixar bem claro. Não tenho envolvimento com isso, jamais faria isso e independente dos desfecho, eu sou Gladson Cameli. Ele é meu governador em 2022 e jamais deixarei de apoia-lo. Sou uma mulher de causas e princípios”, disse.

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MP apura denúncia de cobrança da Pronto Clínica pelo uso de aparelhos respiradores do SUS

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A promotora de Justiça de Defesa do Consumidor, Alessandra Garcia Marques, abriu uma investigação após uma denúncia de que a Pronto Clínica teria supostamente cobrado pacientes pelo uso dos respiradores repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O procedimento preparatório de investigação foi publicado no Diário Oficial do MPAC desta terça-feira (27).

Segundo Alessandra, a abertura da investigação ocorre após chegar ao ”conhecimento do Ministério Público notícia de que, no auge da pandemia, a unidade hospitalar privada, teria recebido, para uso, aparelhos respiradores provenientes do Sistema Único de Saúde – SUS, em razão da impossibilidade do sistema de saúde público suportar todas as internações de pacientes infectados pelo coronavírus e da pouca estrutura da indicada unidade privada para essa situação excepcional, quando, segundo foi informado ao Parquet, a despeito da origem dos aparelhos respiradores, consumidores podem ter sido compelidos a pagar pelo uso desses, o que deve ser apurado, para que se verifique a veracidade do fato”.

O MP determinou que seja expedido ofício à Secretaria de Saúde do Estado do Acre (Sesacre) para que informe quantos, quais e por quanto tempo aparelhos respiradores foram cedidos à Pronto Clínica, em contexto de pandemia, oportunidade em que deve informar, também, se houve ou não contraprestação em favor do SUS, quando a Sesacre deve, por fim, encaminhar documentos que comprovem a cessão de aparelhos minuciosamente.

Por fim, a promotora determinou que sejam tomadas todas as demais medidas necessárias à apuração dos fatos, realizando-se todas as diligências necessárias.

Ao ac24horas, a Pronto Clínica, por meio do seu advogado, Giliard Nobre, informou que a unidade privada possui 15 aparelhos respiradores (VNI) para disponibilização aos seus pacientes e descartou possuir qualquer aparelho que pertença ao Sistema Único de Saúde (SUS).

“A empresa não possui qualquer aparelho que pertença ao SUS e também não possui convênio para o fornecimento por meio do Sistema. A investigação do MPE decorre de uma alegação de um paciente tratado na empresa, e que alega que o aparelho respirador por ele usado pertencia ao SUS. Essa informação foi surpreendente para a empresa, pois, como dito, ela apenas disponibiliza aparelhos próprios e não possui qualquer convênio com o SUS nesse sentido. De todo, como já esclarecido ao MPE em manifestação escrita, em apuração interna, constatou-se que o paciente simplesmente levou para seu apartamento o referido aparelho médico. Essa providência tomada exclusivamente pelo paciente foi feita à revelia da Pronto Clínica e sem conhecimento do seu corpo técnico”, destacou em nota.

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