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Educação é tema de interesse de 80% dos brasileiros, segundo Datafolha

Produzir conteúdo mais próximo da realidade do leitor é o desafio para jornalistas

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Notícias e reportagens com temas ligados à educação chamam mais atenção dos brasileiros. É o que mostrou uma pesquisa do Instituto Datafolha, realizada a pedido da Jeduca, associação de jornalistas que produzem matérias sobre educação. A pesquisa entrevistou 2.084 pessoas de classes sociais distintas e maiores de 16 anos, em 129 municípios do país no mês de junho. Dos entrevistados, 80% disseram ter muito interesse pelo tema. Já os que têm quase nenhuma atração representaram 4%. No ano passado, a temática também ficou entre os 10 assuntos mais pesquisados no Google – Enem ocupou o terceiro lugar do ranking, já o Sisu ficou com o sétimo.

Quanto maior o nível de escolaridade, mais alta é a busca por conteúdos educacionais. O levantamento do Datafolha apontou que 74% das pessoas que estudaram até o ensino fundamental têm muito interesse pelas notícias da editoria de educação. Quando se trata de quem concluiu o ensino médio ou possui o nível superior, os números sobem para 81% e 86%, respectivamente.

O desafio para os jornalistas é fazer com que as notícias abordem a temática da forma mais próxima possível de quem está lendo. Termos mais específicos, por exemplo, causam recusa dos leitores, conforme a pesquisa. “Damos atenção especial às reportagens que tendem a melhorar a vida das pessoas, como abertura de vagas para cursos, concursos ou datas de matrícula da rede pública de ensino”, conta Roberta Rêgo, editora de um portal online de Pernambuco. Há dois anos o jornal criou um especial de reportagens especiais focadas no Enem com o objetivo de democratizar o acesso à educação. “O especial acabou se tornando uma sessão fixa de tão boa que foi sua aceitação e volume de pautas”, afirma Roberta, que comemora o fato das notícias de educação ocuparem com frequência a lista das mais lidas do site.

Atento à necessidade de fomentar notícias relacionadas à educação, o Educa Mais Brasil, programa pioneiro na oferta de bolsa de estudos em diversas modalidades de ensino, investe constantemente no segmento. A empresa, que já possuía um blog com conteúdo sobre educação, o E+B Educação, transformou a página em um novo portal de notícias.

Agora, no portal E+B, é possível ter acesso gratuitamente às novidades sobre assuntos relacionados a todas as modalidades de ensino e carreira. Na página, os conteúdos mais acessados são os relacionados ao Enem e aos programas de governo, como FIES, Sisu e Prouni. “Temos no nosso DNA o compromisso com a educação. E a base da educação é a informação. Por isso, investimos para que os bolsistas e a população em geral estejam bem informados e motivados para seguir com seus estudos”, declara o Gerente de Marketing do Educa Mais Brasil, Renato Dias.

Além da educação, outros temas também foram apontados como sendo de interesse da população brasileira na pesquisa do Datafolha. A saúde ficou em segundo lugar com 78%, a cultura correspondeu a 54%, economia 45%, ciência 44%, esportes 40%, política 23% e, por fim, o entretenimento com 18%.

Por Roberto Paim – Ascom Educa Mais Brasil

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Acre 01

A 11 dias de completar 52 anos, pastor Rodson Souza morre vítima da Covid-19 no Acre

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O pastor evangélico Rodson Souza não resistiu e morreu na manhã desta quarta-feira, 3, em uma das Unidades de Terapia Intensivas (UTIs) do hospital de campanha montado no Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into), em Rio Branco.

Rodson estava internado há duas semanas na unidade de saúde lutando contra a Covid-19. Além de pastor, Rodson foi diretor do Pronto-Socorro de Rio Branco e também responsável pela Ouvidoria da Secretaria Estadual de Saúde no governo passado.

O anúncio da morte foi feito pela própria filha, Tallita Craveiro, que afirmou que o pai teve uma parada cardíaca. Ela agradeceu as mensagens de carinho recebidas pelo pai. Rodson Souza iria completar 52 anos no próximo dia 14 de março.

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Acre 01

Momento difícil do Acre faz deputado chorar e alertar que agenda prioritária de todos é a vacina

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Em sessão virtual da Assembleia Legislativa do Acre, o deputado Jonas Lima (PT) disse nesta quarta-feira (3) que é muita dor e tristeza para os acreanos ultimamente devido as seguidas mortes por Covid-19. “Quero ser solidário a todas as famílias que perderam seus entes”, disse, pedindo ajuda e compreensão do governo estadual, alertando que não há nada mais urgente na agenda oficial que a vacinação dos moradores.

“Temos que agir. É Covid que está matando as pessoas”, pediu Jonas Lima, que se emocionou e chegou a chorar devido ao momento atual do Acre, colapsado em seu sistema de saúde. “Não se combaterá a pandemia se não tiver um conversas, mas estão fazendo as coisas para ganhar voto”, criticou.

“Você é uma pessoa extremamente sensível. A gente vê no seu semblante a veracidade de suas palavras, de seu sentimento”, consolou, em aparte, a deputada Antônia Sales.

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Cotidiano

MEC diz a universidades federais que manifestação política é ‘imoralidade’

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Foto: Natinho Rodrigues/SVM

O Ministério da Educação, por meio da Rede de Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), encaminhou no último dia 7 de fevereiro um ofício em que pede a tomada de providências com objetivo de “prevenir e punir atos político-partidários nas instituições públicas federais de ensino”.

A orientação aos dirigentes das universidades é baseada numa recomendação de 2019 do procurador-chefe da República em Goiás, Ailton Benedito de Souza. Recentemente, o procurador questionou judicialmente a Sociedade Brasileira de Infectologia por ter desaconselhado o uso de medicamentos sem comprovação científica contra a Covid.

No ofício de 2019, Ailton Benedito diz que uma manifestação política contrária ou favorável ao governo representa malferir “o princípio da impessoalidade”.

Segundo a citação do MEC ao texto do procurador, caberia punição a comentário ou ato político ocorrido “no espaço físico onde funcionam os serviços públicos; bem assim, ao se utilizarem páginas eletrônicas oficiais, redes de comunicações e outros meios institucionais para promover atos dessa natureza”.

Em maio do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que são inconstitucionais atos que vão contra a liberdade de expressão de alunos e professores e tentativas de impedir a propagação de ideologias ou pensamento dentro das universidades.

O caso foi analisado pela corte porque, em outubro de 2018, universidades públicas de ao menos nove estados brasileiros foram alvos de operações policiais autorizadas por juízes eleitorais.

As ações aconteceram para averiguar denúncias de campanhas político-partidárias que estariam acontecendo dentro das universidades.

‘Imoralidade administrativa’

Em outra passagem com referência ao ofício do Ministério Público Federal, é dito que “a promoção de eventos, protestos, manifestações etc. de natureza político-partidária, contrários ou favoráveis ao governo, caracteriza imoralidade administrativa”.

Ministro da Educação depõe à PF sobre acusação de homofobia em fala

O documento é assinado por Eduardo Gomes Salgado, diretor de Desenvolvimento da Rede de Ifes. Ele diz que “entendeu pela necessidade de envio do documento do MPF às IFES, visando à observância aos parâmetros estabelecidos para a utilização do espaço e bens públicos”.

A recomendação original de 2019 do MPF ainda dizia que “no plano do direito brasileiro, a liberdade de expressão encontra limites, expressos e implícitos, não sendo, pois, assim como qualquer direito, considerado valor absoluto, imune a controle”.

Há também o pedido para que haja canais de denúncia sobre atividades político-partidárias: “O Estado tem o dever-poder de disponibilizar canais físicos e eletrônicos para receber denúncias de atos de natureza político-partidária ocorridos nas instituições públicas de ensino”.

O G1 entrou em contato na noite de terça com o Ministério da Educação para obter mais esclarecimentos sobre o envio do ofício com as recomendações aos dirigentes de universidades federais e aguarda resposta.

Ajustamento de conduta

Na última terça (3), foi publicado no Diário Oficial da União um termo de ajustamento de conduta do ex-reitor da Federal de Pelotas (RS) Pedro Hallal.

Foi considerado que Hallal proferiu “manifestação desrespeitosa e de desapreço direcionada ao Presidente da República, quando se pronunciava como Reitor da Universidade Federal de Pelotas – UFPel, durante transmissão ao vivo de Live nos canais oficiais do Youtube e do Facebook da Instituição, no dia 07/01/2021, que se configura como ‘local de trabalho’ por ser um meio digital de comunicação online disponibilizado pela Universidade”.

Em janeiro, Hallal publicou uma carta na revista científica britânica “The Lancet” em que criticou o presidente Jair Bolsonaro pela gestão dos problemas causados pela pandemia de coronavírus no Brasil.

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Notícias

Google diz que deixará de vender anúncios com base no histórico individual de navegação

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O Google anunciou nesta terça-feira (2) que deixará de usar o histórico específico de navegação das pessoas para vender anúncios na internet a partir do ano que vem.

A companhia anunciou em 2020 que deixaria de autorizar a coleta de cookies de terceiros em seu navegador Chrome, um mecanismo que permite rastreamento através de diferentes sites (entenda mais abaixo).

Agora, a gigante das buscas afirmou que não criará identificadores alternativos para rastrear as pessoas enquanto elas navegam na web, que serviriam para substituir os cookies de terceiros.

Para continuar oferecendo publicidade direcionada para as pessoas com base em seus interesses, o Google afirmou que trabalha em uma abordagem que “esconde” as pessoas “no meio da multidão”, agrupando usuários com comportamentos similares.

A decisão do Google é relevante pelo fato de ser a maior empresa de publicidade digital do mundo.

Esse mercado é a principal fonte de receitas da companhia – o negócio gerou US$ 46,2 bilhões no 4º trimestre de 2020, o que representa 82% de seu faturamento.

Os rastreadores são utilizados para oferecer anúncios na web especificamente direcionados, o que aumenta as chances de interessarem as pessoas.

O rastreamento individualizado é alvo de críticas por especialistas que defendem a privacidade. O tema também aparece em leis que regulamentam a proteção de dados, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Saiba mais: Por que você está recebendo avisos de políticas de privacidade em aplicativos e sites
A novidade não muda a maneira com que o Google lida com dados proprietários – aqueles que uma empresa recebe diretamente de um usuário e que não resultam de um intercâmbio de informações.

Se um anunciante quiser mostrar publicidade para um usuário específico no YouTube e usar o endereço de e-mail dessa pessoa para encontrá-la, por exemplo, nada irá mudar.

A diferença é que esse mesmo anúncio não vai poder ser exibido quando o usuário estiver navegando em outros sites (o que seria possível com cookies de terceiros).

O que são cookies?

O anúncio do Google está relacionado com uma novidade no navegador Chrome, anunciada em 2020, que passou a bloquear cookies de terceiros. O plano da empresa é parar de usar essa tecnologia de rastreamento até 2022.

Os cookies são dados armazenados pelo navegador a pedido dos sites na internet.
São pequenos arquivos enviados por sites que ficam armazenados no navegador do seu computador que contam às empresas algumas informações de comportamento.

É com eles que o seu navegador pode contar a um site que você já esteve ali ou que adicionou um item ao carrinho de compras em uma loja virtual, por exemplo.

Cookies de rastreamento armazenam números identificadores que anúncios publicitários podem ler para associar cliques e visitas a um mesmo internauta.

Os cookies de terceiros permitem um intercâmbio de informações entre diferentes sites, para oferecer publicidade personalizada com base num histórico de navegação amplo.

Com o bloqueio de cookies de terceiros no Chrome, havia a expectativa de o Google criar novos mecanismos de rastrear os usuários para oferecer publicidade personalizada – o que não irá acontecer, de acordo com o anúncio desta quarta (3).

Alternativa

Para continuar entregando publicidade digital com base nos interesses das pessoas, o Google afirmou estar desenvolvendo soluções que consideram a privacidade.

Uma tecnologia da companhia analisa os hábitos de navegação dos usuários em seus próprios dispositivos e permite que os anunciantes direcionem seus anúncios para grupos agregados de usuários com interesses semelhantes, em vez de usuários individuais.

Na prática, em vez de vender anúncios com base no histórico de um indivíduo, a companhia irá analisar históricos de várias pessoas e reuni-las em grupos com interesses similares para vender a publicidade.

O Google disse que planeja iniciar testes para que anunciantes comprem espaços publicitários usando essa tecnologia no segundo trimestre desse ano.

Os esforços centrados em privacidade não são exclusividade da gigante das buscas. Empresas como a Apple e navegadores como o Firefox se posicionam contra a utilização dos cookies de terceiros.

Por outro lado, empresas menores que utilizam rastreamento entre sites acusam a Apple e o Google de usar a privacidade como pretexto para mudanças que prejudicam os concorrentes.

Processos contra o Google

O Google é alvo de 3 processos nos EUA por práticas anticompetitivas. Todos se relacionam em alguma medida com o poder da companhia no mercado de publicidade digital.

Em uma dessas ações, as autoridades dizem que a empresa teria mantido sua posição no mercado de buscas on-line ao abusar de seu poder em outras áreas como o de assistentes de voz, carros conectados e publicidade digital.

O Google nega as acusações e diz que “as pessoas usam o Google porque querem – não porque são forçadas ou porque não conseguem encontrar alternativas”.

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Bombando

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