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PROJOVEM oferta 54 mil vagas e matricula aos interessados vai até dia 28 de fevereiro

Os cursos serão ofertados nas esferas estaduais e municipais, em Rio Branco e em Rodrigues Alves

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O Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) disponibiliza 54 mil vagas para jovens de 18 a 29 anos que desejam finalizar a educação básica (Ensino Fundamental) e adquirir certificado profissionalizante. O programa é ofertado por meio das secretarias estaduais e municipais de Educação e os interessados podem realizar matrícula até 28 de fevereiro. A capital, Rio Branco, e o município de Rodrigues Alves ofertarão vagas.

Criado pelo Ministério da Educação (MEC) e coordenado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), o programa será ofertado em duas modalidades: Urbano e Campo. O MEC disponibilizará formação continuada dos formadores e coordenadores locais por meio da diretoria de Políticas para a Juventude, Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos.

O Projovem Urbano dispõe de 43 mil vagas, é realizado em 18 meses e tem como alguns dos requisitos saber ler e escrever, estar fora da escola e não ter concluído o Ensino Fundamental. Esta modalidade será ofertada no Acre, em Rio Branco, e em outros 24 municípios distribuídos entre o Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe.

Já o Projovem Campo oferta 11 mil vagas, têm 24 meses de duração e é direcionado para jovens agricultores familiares, alfabetizados, que estejam fora da escola e não tenham concluído o Ensino Fundamental. O município interiorano de Rodrigues Alves, situado na região Oeste do Acre, ofertara esta modalidade. Mais 44 municípios serão contemplados em estados como Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

E se eu não conseguir me inscrever no Projovem?

O Educa Mais Brasil, o maior programa de inclusão educacional do país, oferta bolsas de estudos de até 70% para jovens e adultos em diversas modalidades e em todas as regiões do Brasil. Os jovens que não se encaixam nos requisitos necessários para ingressar no Projovem, ou estão localizados em regiões não abarcadas pelo programa, podem recorrer a cursos profissionalizantes, cursos técnicos, entre outras opções.

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Acre passa de 58 mil casos de Covid-19 e chega a 1.020 mortos pela doença

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O Acre ultrapassou nesta terça-feira, dia 2, os 58 mil casos positivos para Covid-19. Segundo dados do boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), foram  187 casos de infecção por coronavírus confirmados nesta terça, sendo 174 casos confirmados por exame de RT-PCR e 13 testes rápidos. O número de infectados saltou de 57.894 para 58.081 nas últimas 24 horas.

Mais 8 notificações de óbitos foram registradas nesta terça-feira, dia 2 de março, sendo 2 do sexo masculino e 6 do sexo feminino, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 suba para 1.020 em todo o estado.

Até o momento, o Acre registra 158.452 notificações de contaminação pela doença, sendo que 99.900 casos foram descartados e 471 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 46.780 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 333 pessoas seguem internadas.

Óbitos do sexo masculino:

Morador de Sena Madureira, M. G. S., de 51 anos, deu entrada no Hospital João Câncio Fernandes, sem data de registro, e faleceu no dia 15 de fevereiro.

J. S. C., de 65 anos. Morador de Tarauacá, deu entrada no Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, no dia 26 de fevereiro, vindo a óbito nesta terça-feira, dia 2 de março

Óbitos do sexo feminino:

Moradora de Sena Madureira, P. D. M., de 83 anos, deu entrada no Hospital João Câncio Fernandes, sem data de registro, e faleceu no dia 13 de fevereiro.

Moradora de Rio Branco, M. L. S. M., de 81 anos, deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), no dia 12 de fevereiro, e veio a óbito no dia 17 do referido mês.

G. R. S., de 71 anos. Moradora de Sena Madureira, deu entrada no Hospital João Câncio Fernandes, sem data de registro, e faleceu no dia 18 de fevereiro.

F. S. N., de 89 anos. Moradora de Xapuri, deu entrada no Hospital Raimundo Chaar, em Brasileia, no dia 26 de fevereiro, vindo a falecer no dia 1º de março.

Moradora de Rio Branco, M. P. S. R. L., de 59 anos, deu entrada no Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito, no dia 26 de fevereiro, vindo a falecer no dia 1º de março.

O sexto óbito entre as mulheres é de M. N. M. S., de 67 anos. Moradora de Rio Branco, deu entrada no dia 28 de fevereiro, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), vindo a óbito nesta segunda-feira, dia 1º de março.

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Mesmo na Bandeira Vermelha, todo o Acre reduz isolamento social e permanece em nível de emergência

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Mesmo há mais de 20 dias estando na Bandeira Vermelha (nível de emergência) na classificação de risco da pandemia de Covid-19, todas as regiões do Estado do Acre apresentaram uma redução no índice de isolamento social. Durante a 19ª coletiva do governo e do Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19, na manhã desta segunda-feira, 1º de março, ficou decidido que o Acre segue na faixa vermelha da pandemia.

O Alto Acre reduziu o índice de isolamento em 9%. O Baixo Acre reduziu 11% e a região do Juruá/Tarauacá/Envira também reduziu esse índice. Todas as regiões continuam apresentando uma curva ascendente no número de casos da doença, segundo a coordenação do Comitê. Tal fato indica que para os próximos dias, caso o comportamento da sociedade acreana seja o mesmo, a tendência continua sendo de piora no aumento de notificações de novos casos de Covid-19.

Os membros do Comitê continuam pedindo à população que sigam as medidas sanitárias que inibem a contaminação do novo coronavírus, como uso de máscara, evitar aglomeração e fazer higienização das mãos constantemente. “Esse vírus vem circulando de forma muito rápida”, disse o médico Osvaldo Leal, diretor do Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into), salientando que os hospitais estão cada vez mais lotados e com casos graves.

O período de análise apresentando nesta segunda é do dia 14 a 27 de fevereiro. A classificação da pandemia considera 4 níveis de risco preconizados pelo Pacto Acre sem Covid.

A região do Alto Acre ficou com nota 16, tendo evolução também no índice de notificação por síndrome gripal, taxas de óbitos e ocupação em leitos clínicos. O Baixo Acre ficou com nota 19,03, também estando na Bandeira Vermelha, com aumento de notificação por síndrome gripal em 39%, novos casos de Covid-19 em 9% e aumento na ocupação de leitos clínico em 104%.

A região Juruá/Tarauacá/Envira ficou com nota 17, também ficando na Bandeira Vermelha, com aumento na ocupação de leitos cínicos em 44%.

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Justiça do Acre obriga advogado bolsonarista a excluir comentário chamando administrador de grupo de “viadinho” e “esquerdista”

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A 2ª Vara Cível de Rio Branco deu provimento a medida de urgência pedida por uma pessoa, vítima de comentários homofóbicos, determinando que o advogado José Ferreira Aguiar dos Santos exclua da conversa de WhatsApp todo o conteúdo denunciado. A providência deve ser adotada no prazo de cinco dias, sob pena de multa diária de R$ 300,00.

De acordo com os autos, o reclamante, que é administrador de um grupo de WhatsApp, ajuizou ação de obrigação de fazer e reparação de danos contra um funcionário da empresa pelas mensagens ofensivas publicadas no grupo de WhatsApp. Ele relatou que há dois grupos no aplicativo destinados à venda, oferta e pós-venda de motocicletas da concessionária em que ambos trabalham.

O advogado postou uma foto com placar de um jogo de futebol e, pelo fato do autor do processo ser administrador do grupo respondeu com: “sugerimos que o foco seja, tão somente, a fraternidade, passeios e informações sobre o mundo do motociclismo”.

A mensagem foi sucedida por figurinhas de gesto obscenos, uso de termos chulos e ofensas pessoais relacionadas a filiação partidária e orientação sexual, somados a áudios também ofensivos. Em uma dessas mensagens o advogado chamou o administrador de “viadinho” e “esquerdista”. Deste modo, o autor do processo alegou ter sido humilhado pelas declarações e constrangido diante das 290 pessoas que participam do núcleo virtual.

A juíza de Direito Thaís Khalil esclareceu que apesar do réu ter direito à liberdade de expressão e manifestação do pensamento, deve ser respeitado o direito à honra de terceiros. Nesta situação, houve conduta com conotação ilícita e potencial ofensivo.

“O direito à honra tem amplitude máxima, no caso concreto observa-se que foi afetado de maneira grave, na medida em que as postagens se deram em grupo composto por várias pessoas e, conforme dito, expressaram a intolerância do réu, por meio de palavras e gestos de baixo calão, sem que sequer tenha havido qualquer provocação por parte do autor”, opinou a magistrada.

Não houve conciliação entre as partes, portanto o mérito da ação ainda será julgado quanto aos danos contra honra e imagem do autor. O réu possui o prazo de 15 dias para contestar a ação.

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Alagados querem ajuda de Bolsonaro e empresários o apoio financeiro à classe comercial

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O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) visita o Acre nesta quarta-feira, 24, devido à avalanche de crises em que o estado se encontra num momento onde o mundo todo sofre com uma pandemia. Por aqui, além da contaminação desenfreada de Covid-19, o transbordamento de rios e igarapés, conflitos migratórios e surto de dengue favorecem um cenário caótico nos municípios acreanos.

Dez cidades foram duramente afetadas pela cheia dos rios Acre, Juruá, Purus, Envira, Tarauacá e Iaco. Mais de 110 mil pessoas alagadas. O desejo dos acreanos afetados pela dengue e alagação é o mesmo: melhor cuidado com o saneamento básico nas cidades e ajuda para mudar de regiões com risco de alagamento.

Luciana Barreto reside no bairro Hélio Melo, um dos locais mais atingidos com a cheia do Igarapé São Francisco e Dias Martins na região do Primeiro Distrito da capital acreana. Ela teve de mudar de casa por conta da água e está morando de aluguel. “A gente gostaria que ele [presidente] e o estado olhassem para as pessoas que perderam tudo de dentro de casa e as ajudassem. É uma situação péssima”, lamenta a mulher que mora com dois filhos e trabalha atualmente como babá.

Ela ressalta que a falta de saneamento básico e a iluminação precária são os maiores problemas da região. “A gente até se reuniu aqui com os moradores na segunda-feira (22) para tratar dos problemas daqui. Vamos cobrar o saneamento, a iluminação, que é péssima, a infraestrutura das ruas, porque tem rua que não passa nem carro”, destaca, afirmando que no inverno as crianças têm dificuldade de irem para escola devido a grande quantidade de lama nas ruas.

Os moradores do bairro reclamam ainda que o acúmulo de entulho no entorno do igarapé piorou a enchente deste ano. “Sempre tem alagação, há mais de 10 anos é assim. Mas esse ano, por conta da falta de limpeza por aqui, foi bem pior”, explica Barreto.

A dona de Casa Maria da Cruz, de 43 anos, é uma das pessoas atingidas que perderam quase tudo na alagação. Ela mora no bairro Seis de Agosto há 25 anos, mas poucas vezes viu ela e sua família com as casas completamente inundadas pelo Rio Acre como nos últimos dias.

“A gente perdeu muita coisa e muito alimento por conta da alagação e da falta de energia elétrica, que teve de ser cortada com a enchente. Perdemos tudo que tínhamos comprado para comer, colchão, fogão, geladeira. Meu filho, que mora aqui próximo, perdeu tudo que tinha na casa”, lamenta Maria.

A mulher relata que a região sempre é afetada com a cheia do manancial, mas que este ano a situação foi um pouco mais crítica. Ela teve de sair de casa e ir para a casa da filha por conta da alagação. “A água ainda tá na rua e no quintal. Meu desejo era ir para outro “canto”, que nos ajudassem a tirar a gente daqui. Eu gostaria de sair”, diz, alegando ser doente e sempre ter a necessidade de estar se deslocando a unidade de saúde.

“Não trabalho, vivo do Bolsa Família. Já tentamos vender a casa e não conseguimos. Na época que as pessoas foram para a Cidade do Povo eu não quis, mas agora mudei de ideia por causa da alagação”, garante. Com ela, moram mais de 10 pessoas. “Poucas pessoas se importam com a gente”, diz Maria.

O representante da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no Acre, Lucas Profeta, também relatou que a categoria tem solicitações ao governo federal com a vinda do presidente. “A prorrogação do Simples Nacional, prorrogação do FGTS e INSS, renovação da MP 936, com suspensão ou redução dos contratos de trabalho”. Profeta também aponta que a renovação da prorrogação do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte é uma necessidade.

“No âmbito estadual, deixar o comércio abrir as portas com as restrições sanitárias, no mínimo 30%, pois é mais seguro a população estar em nossos restaurantes com as regras sanitárias do que na gameleira aglomerando”, destaca o representante da Abrasel.

O governo do Acre decretou estado de calamidade pública em dez cidades afetadas por enchentes no início desta semana. Foram incluídas no decreto as cidades: Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Feijó, Jordão, Mâncio Lima, Porto Walter, Rodrigues Alves, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira e Tarauacá.

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