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DNIT planeja elevação da BR-364 caso as águas do Rio Madeira invadam a estrada que liga o Acre a Rondônia

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A possibilidade de o rio Madeira provocar uma nova enchente idêntica a que transbordou a BR 364 deixando o Estado do Acre isolado por terra no ano de 2014, preocupa atualmente as autoridades federais que providenciam antecipadamente soluções imediatas, devido às intensas chuvas no interior da Bolívia que tem elevado o nível do principal manancial rondoniense. Em entrevista exclusiva a reportagem do ac24horas, que esteve em Porto Velho, o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), Claudio André Neves, informou que as tratativas com a direção da Usina Hidrelétrica de Jirau estão sendo realizadas para garantir que o rio não chegue a transbordar sobre a BR-364.

Durante a entrevista, o superintendente do órgão em Rondônia disse que já oficializou a direção da Usina de Jirau, para que o DNIT seja informado caso tenha a possibilidade das águas do rio Madeira transbordar sobre a BR que liga o Acre ao restante do Brasil.

O superintendente destacou que em 2014 viu pessoalmente os problemas enfrentados pelos acreanos na época, e que vem tomando todas providencias neste momento para que o DNIT, assim como a população, não venham a ser surpreendidos como ocorreu na época da cheia histórica.

Claudio destacou também que acabou o trabalho que foi feito em uma das margens da BR 364 do lado de Rondônia para conter a erosão que aconteceu há alguns dias e que engenheiros estão constantemente fiscalizando outras áreas para que não cause problemas no tráfego na BR 364.

O chefe do órgão em Rondônia revelou que a direção da Usina Hidrelétrica encaminhou uma proposta para a direção geral do DNIT para elevar o nível da BR 364 em mais de um metro na região que as águas do rio Madeira acabam ficando represadas. Claudio explicou ainda que o projeto ainda está em analise em Brasília, mas se caso venha ocorrer uma enchente, a direção da Usina afirmou ao DNIT que se compromete em aumentar o nível da BR nos pontos mais críticos que podem ser inundados pelas águas do Madeira.

Claudio André Neves – DNIT planeja elevação da BR-364 caso as águas do Rio Madeira invadam a estrada que liga o Acre a Rondônia

Confira a entrevista:

ac24horas – Superintendente Claudio André, o DNIT tem realmente procurado priorizar essa situação junto a direção da Usina de Jirau para controlar o nível do rio Madeira e não deixar que transborde sobre a BR 364.

Superintendente DNIT de Rondônia – A partir do momento que identificamos o risco de inundação na rodovia, nos oficializamos as Usinas, a Agência Nacional de Águas, a Companhia de Pesquisa de Recustos Minerais – CPRM e principalmente a direção Geraldo DNIT. As Usinas prontamente retornaram e a posição é que o monitoramente e operação se encontra tudo sobre controle não oferecendo risco. Mas destacou que é uma posição das Usinas. Estamos somente como observador no momento. Mas a partir do momento que a direção da Usina perceber que existe um risco vão nos emitir um alerta para que possamos fazer um plano de contingenciamento. Mas por enquanto, o que nos passaram é que está sendo monitorado e seguido os procedimentos necessários.

ac24horas – Quais as principais providencias serão tomadas caso aumente ainda mais o nível do rio Madeira provocando uma nova cheia?

Superintendente do DNIT – Estamos nesse contanto com a direção da Usina justamente para acompanhar essa situação. Se houver a possibilidade de nova enchente podemos autorizar a Usina a realizar os procedimentos de elevar a rodovia nos principais pontos que a água venha a inundar a BR 364.

ac24horas – Mas essa função de obras na rodovia não é atribuição o DNIT?

Superintendente do DNIT – Veja bem, as Usinas que tem um orçamento considerável já fizeram uma proposta junto ao Governo Federal para elevar o nível da rodovia em cerca de um metro ou mais. Tudo isso vem sendo analisado lá em Brasília. Mas no caso de uma possível enchente. Por conta de força de situação, podemos autorizar que seja feito a elevação da rodovia por meio de pedras e toda a estrutura necessária assim como foi feito da primeira vez que se aumento o nível da BR 364 na época da construção das usinas.

ac24horas – Como se encontra atualmente esse monitoramento a respeito das águas do rio Madeira?

Superintendente do DNIT – Olha, as informações que temos é que atualmente estão sendo contabilizados 27 mil metros cúbicos de água por segundo. Quando estiver em 32 metros cúbicos por segundo vai se começar a baixar o reservatório, já se programando para fazer a elevação da BR 364 com pedra nos pontos mais críticos que acabou inundando na última enchente. O objetivo é não deixar tanto o Acre como os demais municípios de Rondônia isolados por terra como na época acabou acontecendo.

ac24horas – Quais as garantias que o DNIT tem que não será pego de surpresa e que as águas não vão deixar o Acre e também os demais municípios de Rondônia isolados?

Superintendente do DNIT: Sabemos da legislação e tenho certeza que a direção das Usinas não quer que regiões do nosso país passem por problemas como aqueles vivenciados por todos nós. Inclusive estive no Acre durante este período de cheia do Madeira e sofremos muito com a falta de vários produtos alimentícios e outros. Estamos acompanhando e as medidas certas serão tomadas para garantir que todas as ações sejam feitas para a permanência do trafego na BR 364.

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PRF encontra 3 kg de cocaína em mochila de passageira de táxi

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 3,14 quilos de cloridrato de cocaína nos pertences de uma passageira de um táxi que fazia o trajeto de Brasileia para Rio Branco. O flagrante, ocorrido na manhã desta quinta-feira (16), foi realizado na BR-317, na região de Senador Guiomard.

Na abordagem ao veículo, o taxista informou aos agentes da PRF que havia recebido os três passageiros que estavam no táxi na rodoviária do município de Brasiléia.

Em uma busca minuciosa aos pertences dos ocupantes do veículo, os policiais encontraram três tabletes contendo substância com características de cocaína escondidos dentro de uma mochila de uma das passageiras.

Diante da situação, a mulher foi encaminhada à Delegacia Geral de Polícia Civil de Senador Guiomard para a adoção dos procedimentos legais para o crime de tráfico de drogas.

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Estrada que corta Parque Nacional da Serra do Divisor recebe sinal verde do ICMBio

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O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) deu aval para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) dar início ao processo de licenciamento ambiental para a expansão de 152 quilômetros da BR-364 – a polêmica estrada que tem o objetivo de ligar o Acre, a partir da cidade de Mâncio Lima, à cidade de Pucallpa, no Peru.

A informação foi divulgada nesta terça-feira (14) pelo site ambiental ((o))eco, que teve acesso a um ofício do diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade (Dibio) do ICMBio, o Tenente Coronel da Reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Marcos Aurélio Venâncio, dando sinal verde para o início dos estudos para viabilizar o licenciamento ambiental da obra.

O documento, enviado no dia 3 de setembro para o diretor de Licenciamento Ambiental do Ibama, Jônatas Souza da Trindade, diz que a manifestação do ICMBio quanto à compatibilidade do empreendimento com o Parque Nacional da Serra do Divisor será dada no âmbito do licenciamento e com fundamento no estudo ambiental a ser apresentado pelo órgão licenciador.

A canetada militar é motivo de preocupação dos segmentos ligados à questão ambiental e até mesmo de dentro do ICMBio emergem manifestações anônimas de insatisfação com a medida. É que dessa pretendida extensão da rodovia federal, um trecho de 22 quilômetros cortará, caso a obra seja aprovada e executada, 837,5 mil hectares do Parque Nacional da Serra do Divisor.

Uma fonte ligada ao ICMBio e ao IBAMA, pedindo o sigilo de sua identidade, disse ao ac24horas que a decisão não reflete o pensamento de quem compõe o quadro efetivo dos órgão ambientais envolvidos, consistindo em uma medida tomada por quem está à frente das diretorias e coordenações, não se baseando em critérios técnicos, mas em interesse meramente político.

“Esse projeto é um crime contra o povo acreano. Muitos não participaram das discussões e estão achando que o projeto vai trazer benefícios, mas para quem conhece a realidade é líquido e certo que trará muito mais prejuízos que benefícios. Estão tocando um projeto para enriquecer meia dúzia de forasteiros em detrimento de milhares de famílias acreanas que arcarão com as consequências negativas”, afirmou.

A reportagem do ((o))eco, assinada pelo jornalista Duda Menegassi, afirma que procurou a assessoria de comunicação do ICMBio em busca de esclarecimentos sobre a decisão do órgão com relação ao projeto da estrada e os possíveis impactos que ela poderia ter sobre a unidade de conservação, mas não recebeu nenhuma resposta até o fechamento da edição.

Outro fator importante para a preocupação que existe com relação aos impactos que a obra poderá causar é que, além do Parque Nacional da Serra do Divisor, a extensão da BR-364 terá às margens do seu caminho três Terras Indígenas: a dos Nukini (onde vivem os povos Nukini), a Jaminawa do Igarapé Preto (onde vivem os Yaminawá) e a Poyanawa (habitada pelos Puyanawa).

A próxima etapa que deve ser cumprida é a de elaboração de um estudo com os impactos ambientais que seriam causados pelo empreendimento. A autorização da licença caberá então ao Ibama e, novamente, ao ICMBio, conforme estabelecem a Instrução Normativa Conjunta nº 8/2019 e a Resolução nº 428/2010 do Conama, por se tratar de uma unidade de conservação federal.

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Carro é consumido pelo fogo e motorista tem perda total

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Um veículo modelo fiesta e de cor branca foi completamente destruído pelo fogo ao sofrer um incêndio repentino no início da tarde desta terça-feira, 14, em Rio Branco. O carro estava estacionado na rua Alvorada, área comercial no bairro Bosque, quando começou a ser consumido por chamas.

Pedestres e pessoas que trabalham próximo ao local pararam para filmar o nível do incêndio, que provocou perda total ao proprietário do veículo, que ainda não foi identificado.

Ao ac24horas, o Corpo de Bombeiros informou que a ocorrência foi atendida pelo 3° Batalhão juntamente com o apoio do 1°, num total de 5 militares. “Ao chegarem, o carro já estava completamente consumido pelas chamas. Os bombeiros extinguiram as chamas e em seguida fizeram os rescaldo. Infelizmente foi perda total do veículo”, disse a instituição. De acordo com os militares, foram usados aproximadamente 4 mil litros de água para cessar o fogo.

Veja o vídeo:

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Alunos soldados estariam sendo forçados a abandonar curso

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Após a repercussão do caso do ex-aluno, soldado do CFSD 1° pelotão da primeira companhia PMAC 2021, que alegou ter sido vítima de abuso de autoridade e maus tratos dentro do Centro Integrado de Ensino e Pesquisa de Segurança e Justiça, Francisco Mangabeira – CIEPS, a reportagem do ac24horas obteve acesso exclusivo nesta segunda-feira, 13, a mais relatos de situações desumanas enfrentadas durante o curso de formação.

Em imagens enviadas à reportagem é possível identificar pés calejados e cheios de bolhas. Mãos de alunos parcialmente sem pele e carne exposta devido à exaustão dos treinamentos.

LEIA TAMBÉM: >>>Aluno soldado da PM que foi desligado do curso após desmaios denuncia abuso

>>>Após denúncia do ac24horas, PM vai apurar denúncia de maus tratos no curso de formação

Um policial militar, que presenciou o treinamento dado pela equipe aos alunos soldados, afirmou que não é normal o que está sendo feito com os futuros policiais militares do Acre. Segundo ele, os alunos estão sendo forçados a abandonarem o curso. “Esse curso está fora do normal, nenhum curso anterior foi dessa forma, tem um rala sim, mas sempre que alguém tenta desistir a coordenação segura e não deixa. Acredito que de certa forma os alunos estão sendo coagidos a assinar o termo de desistência”, declarou o militar que pediu sigilo na identidade.

O militar contou que, internamente, boa parte da tropa não concorda com o que vem sendo aplicado aos alunos. “Espero que eles entrem na justiça e consigam retornar ao curso”, explicou.

O policial contou que um dos motivos para a ação ‘agressiva’ dos militares no curso de formação é devido a chance de ganharem a tão sonhada titulação, que é aguardada desde 2019. “Ouvi dizer que querem tirar o máximo para aumentar a chance de ganharmos a titulação. Curso de formação com formato de curso operacional. Nunca vi curso de soldado assim. Isso não soma em nada na formação policial”, argumentou.

O outro lado

Em contato com o comandante da Polícia Militar, coronel Paulo César Gomes, ele disse que até o momento não chegou nenhum relato de suposto abuso de autoridade contra os alunos soldados que fazem o curso de formação.

O tenente-coronel Marcelo Cordeiro, coordenador do curso de formação,  informou que estava ocupado em um treinamento aos alunos e não podia emitir resposta sobre o caso.

O curso

No início desse mês, o governador Gladson Cameli fez a abertura da aula inaugural do CFSD, no auditório da Unimeta, em Rio Branco. Ao todo, foram convocados 198 profissionais para a preparação que deve durar 9 meses.

Com carga total de 2.135 horas, o CFSD contempla aulas práticas e teóricas em 52 disciplinas, como Direito Penal, Policiamento Comunitário, Policiamento Ostensivo Geral e Direitos Humanos. Toda a capacitação será realizada nas dependências do Centro Integrado de Ensino e Pesquisa em Segurança Pública (Cieps), na capital. Cada aluno-soldado receberá remuneração mensal de R$ 4.344,22, durante o período do curso.

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