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Após chegar ao cargo no MT por indicação de Cameli, Taumaturgo Lima deixa o PT

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O ex-deputado federal Taumaturgo Lima anunciou oficialmente que vai deixar o Partidos dos Trabalhadores (PT). A decisão acontece após ele passar alguns meses no cargo de superintendente do Ministério de Estado do Trabalho no Acre, por indicação do senador Gladson Cameli (PP), que comprou briga com líderes da maioria dos partidos do bloco de oposição para conduzir Lima ao cargo de confiança na estrutura da administração do presidente Michel Temer (MDB)

Taumaturgo Lima era considerado uma das grandes lideranças do PT no Vale do Juruá. No PT, ele foi eleito para dois mandatos de deputado estadual e um de federal. Lima anunciou com exclusividade para ac24horas que deixa a o partido na próxima semana. O dissidente petista disse que sai do Partidos dos Trabalhadores por discordâncias e conflitos internos com a direção regional petista, que não estaria respeitando sua história e contribuição na sigla.

Apesar de deixar o PT, Lima garante que continua mantendo uma relação boa com o governador Sebastião Viana e o senador Jorge Viana (PT) e tem muito apreço pela direção do PT no município de Mâncio Lima. Thaumaturgo também relevou que recebeu convites de vários partidos, mas que a aproximação com o PDT é a maior no momento. Lima relevou ainda que recebeu convite de dois partidos de oposição para ser candidato novamente a deputado federal.

“Os partidos da Frente Popular me convidaram, tenho uma aproximação com o PDT do deputado Luiz Tchê. Mas também fui convidado por siglas da oposição. Estou analisando ainda como seguirei. Vou analisar tudo isso, depois da minha desfiliação”, informa o ex-deputado.

Questionado se estaria deixando o partido pelas diversas comprovações de irregularidades que levou vários deputados e ex-ministros presos. Thaumatugo ressaltou que deixa o PT, mas tem muito respeito pela sigla. “O PT foi um dos protagonistas junto com PMDB e outros partidos nos avanços que o Brasil conquistou também. Saio, mas deixou muito amigos e uma história importante. Conquistei três mandatos pela sigla, mas também fiz muito por ela”, finalizou o ex-parlamentar.

O secretário geral do PT no Acre, Cesário Braga, que foi procurado, pois a reportagem não conseguiu falar com o presidente da sigla, deputado Daniel Zen, que estaria no interior do Estado, disse que é lamentável se a decisão de sair do ex-deputado Thaumaturgo se concretizar. “O Thaumaturgo tem sua história respeitada sim pelo partido e sabemos que contribuiu muito junto também outros companheiros lá do Juruá. Não vejo essa discordância ou qualquer tipo de divergência com a direção regional do PT. Ficamos até meio tristes quando ele não saiu para a reeleição em 2014. Mas respeitamos sua decisão. Ele até foi nomeado pelo senador Gladson Cameli no ministério do Trabalho aqui, mas respeitamos por ser uma nomeação pessoal e por Thaumaturgo ser um servidor de carreira do órgão. Mas respeitamos a história e só temos a lamentar se essa for à decisão dele”, disse Braga.

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Acre vai receber mais R$ 12,5 milhões para conter danos causados pelas cheias

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O Ministério do Desenvolvimento Regional anunciou que na próxima segunda-feira, dia 1°, vai publicar outras três portarias para liberar mais R$ 12,5 milhões ao Acre para ajudar a minimizar os danos causados pelas enchentes de rios e igarapés.

Antes disso, o governo federal já havia liberado R$ 8,1 milhões para o Acre. Os recursos, destinados a alagação, serão rateados entre o governo do estado e quatro prefeituras municipais.

Esses recursos foram prometidos ao senador Marcio Bittar (MDB) no último domingo (21), pelo presidente Jari Bolsonaro. Os dois tiveram uma reunião de emergência para tratar sobre o drama das famílias atingidas pelas cheias.

No total, a medida provisória garante R$ 450 milhões para os estados em situação de calamidade pública.

“A primeira fase é destinada ao socorro emergencial dos afetados pelas catástrofes naturais. A segunda prevê o aporte de novos recursos para a reconstrução das áreas atingidas, entre as quais as vias públicas”, disse Bittar.

Ele ressaltou que Bolsonaro não apenas cumpriu a promessa de liberar os recursos para sete municípios e também para o governo estadual, como esteve no Acre para acompanhar de perto os danos causados pelas enchentes.

Na quarta-feira (24), o presidente fez um sobrevoo de helicóptero nas áreas atingidas pela alagação do Rio Iaco, em Sena Madureira.

Veja a seguir o detalhamento dos valores provenientes da União:

Cruzeiro do Sul – R$ 3.102.769,00

Sena Madureira – R$ 2.308.752,54

Feijó – R$ 744.510,00

Mâncio Lima – R$ 892.625,25

Governo do Estado – R$ 1.119.522,99

Rio Branco – R$ 2.673.145,38

Tarauacá – R$ 1.273.318,60

Santa Rosa do Purus – R$ 384.957,12

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Justiça do Acre obriga advogado bolsonarista a excluir comentário chamando administrador de grupo de “viadinho” e “esquerdista”

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A 2ª Vara Cível de Rio Branco deu provimento a medida de urgência pedida por uma pessoa, vítima de comentários homofóbicos, determinando que o advogado José Ferreira Aguiar dos Santos exclua da conversa de WhatsApp todo o conteúdo denunciado. A providência deve ser adotada no prazo de cinco dias, sob pena de multa diária de R$ 300,00.

De acordo com os autos, o reclamante, que é administrador de um grupo de WhatsApp, ajuizou ação de obrigação de fazer e reparação de danos contra um funcionário da empresa pelas mensagens ofensivas publicadas no grupo de WhatsApp. Ele relatou que há dois grupos no aplicativo destinados à venda, oferta e pós-venda de motocicletas da concessionária em que ambos trabalham.

O advogado postou uma foto com placar de um jogo de futebol e, pelo fato do autor do processo ser administrador do grupo respondeu com: “sugerimos que o foco seja, tão somente, a fraternidade, passeios e informações sobre o mundo do motociclismo”.

A mensagem foi sucedida por figurinhas de gesto obscenos, uso de termos chulos e ofensas pessoais relacionadas a filiação partidária e orientação sexual, somados a áudios também ofensivos. Em uma dessas mensagens o advogado chamou o administrador de “viadinho” e “esquerdista”. Deste modo, o autor do processo alegou ter sido humilhado pelas declarações e constrangido diante das 290 pessoas que participam do núcleo virtual.

A juíza de Direito Thaís Khalil esclareceu que apesar do réu ter direito à liberdade de expressão e manifestação do pensamento, deve ser respeitado o direito à honra de terceiros. Nesta situação, houve conduta com conotação ilícita e potencial ofensivo.

“O direito à honra tem amplitude máxima, no caso concreto observa-se que foi afetado de maneira grave, na medida em que as postagens se deram em grupo composto por várias pessoas e, conforme dito, expressaram a intolerância do réu, por meio de palavras e gestos de baixo calão, sem que sequer tenha havido qualquer provocação por parte do autor”, opinou a magistrada.

Não houve conciliação entre as partes, portanto o mérito da ação ainda será julgado quanto aos danos contra honra e imagem do autor. O réu possui o prazo de 15 dias para contestar a ação.

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Alagados querem ajuda de Bolsonaro e empresários o apoio financeiro à classe comercial

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O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) visita o Acre nesta quarta-feira, 24, devido à avalanche de crises em que o estado se encontra num momento onde o mundo todo sofre com uma pandemia. Por aqui, além da contaminação desenfreada de Covid-19, o transbordamento de rios e igarapés, conflitos migratórios e surto de dengue favorecem um cenário caótico nos municípios acreanos.

Dez cidades foram duramente afetadas pela cheia dos rios Acre, Juruá, Purus, Envira, Tarauacá e Iaco. Mais de 110 mil pessoas alagadas. O desejo dos acreanos afetados pela dengue e alagação é o mesmo: melhor cuidado com o saneamento básico nas cidades e ajuda para mudar de regiões com risco de alagamento.

Luciana Barreto reside no bairro Hélio Melo, um dos locais mais atingidos com a cheia do Igarapé São Francisco e Dias Martins na região do Primeiro Distrito da capital acreana. Ela teve de mudar de casa por conta da água e está morando de aluguel. “A gente gostaria que ele [presidente] e o estado olhassem para as pessoas que perderam tudo de dentro de casa e as ajudassem. É uma situação péssima”, lamenta a mulher que mora com dois filhos e trabalha atualmente como babá.

Ela ressalta que a falta de saneamento básico e a iluminação precária são os maiores problemas da região. “A gente até se reuniu aqui com os moradores na segunda-feira (22) para tratar dos problemas daqui. Vamos cobrar o saneamento, a iluminação, que é péssima, a infraestrutura das ruas, porque tem rua que não passa nem carro”, destaca, afirmando que no inverno as crianças têm dificuldade de irem para escola devido a grande quantidade de lama nas ruas.

Os moradores do bairro reclamam ainda que o acúmulo de entulho no entorno do igarapé piorou a enchente deste ano. “Sempre tem alagação, há mais de 10 anos é assim. Mas esse ano, por conta da falta de limpeza por aqui, foi bem pior”, explica Barreto.

A dona de Casa Maria da Cruz, de 43 anos, é uma das pessoas atingidas que perderam quase tudo na alagação. Ela mora no bairro Seis de Agosto há 25 anos, mas poucas vezes viu ela e sua família com as casas completamente inundadas pelo Rio Acre como nos últimos dias.

“A gente perdeu muita coisa e muito alimento por conta da alagação e da falta de energia elétrica, que teve de ser cortada com a enchente. Perdemos tudo que tínhamos comprado para comer, colchão, fogão, geladeira. Meu filho, que mora aqui próximo, perdeu tudo que tinha na casa”, lamenta Maria.

A mulher relata que a região sempre é afetada com a cheia do manancial, mas que este ano a situação foi um pouco mais crítica. Ela teve de sair de casa e ir para a casa da filha por conta da alagação. “A água ainda tá na rua e no quintal. Meu desejo era ir para outro “canto”, que nos ajudassem a tirar a gente daqui. Eu gostaria de sair”, diz, alegando ser doente e sempre ter a necessidade de estar se deslocando a unidade de saúde.

“Não trabalho, vivo do Bolsa Família. Já tentamos vender a casa e não conseguimos. Na época que as pessoas foram para a Cidade do Povo eu não quis, mas agora mudei de ideia por causa da alagação”, garante. Com ela, moram mais de 10 pessoas. “Poucas pessoas se importam com a gente”, diz Maria.

O representante da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no Acre, Lucas Profeta, também relatou que a categoria tem solicitações ao governo federal com a vinda do presidente. “A prorrogação do Simples Nacional, prorrogação do FGTS e INSS, renovação da MP 936, com suspensão ou redução dos contratos de trabalho”. Profeta também aponta que a renovação da prorrogação do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte é uma necessidade.

“No âmbito estadual, deixar o comércio abrir as portas com as restrições sanitárias, no mínimo 30%, pois é mais seguro a população estar em nossos restaurantes com as regras sanitárias do que na gameleira aglomerando”, destaca o representante da Abrasel.

O governo do Acre decretou estado de calamidade pública em dez cidades afetadas por enchentes no início desta semana. Foram incluídas no decreto as cidades: Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Feijó, Jordão, Mâncio Lima, Porto Walter, Rodrigues Alves, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira e Tarauacá.

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Cotidiano

Rio Acre ultrapassa cota de transbordamento e Rio Branco tem a primeira enchente do ano

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O nível do Rio Acre ultrapassou a cota de transbordamento durante a madrugada desta quarta-feira, 10. O rio acima de 14 metros significa que oficialmente a capital acreana enfrenta a primeira enchente do ano. Na medição realizada às 6 horas da manhã, o nível era de 14,03.

Por ficarem em regiões mais baixas e próximas ao manancial, os primeiros bairros atingidos durante uma enchente na capital acreana são, principalmente, Ayrton Senna, Triângulo, Baixada da Habitasa, Base e 6 de Agosto.

Nas últimas 24 horas, choveu 18,4 milímetros e amanheceu chovendo nesta quarta, o que deve influenciar em mais subida do nível do Rio Acre.

De acordo com a Defesa Civil Municipal, apesar de já ter ultrapassado a cota de transbordamento, ainda há um pequeno “fôlego” de alguns centímetros para que as primeiras famílias sejam atingidas e precisem sair de suas casas.

“Já estamos desde as primeiras horas da manhã de hoje percorrendo os bairros mais baixos da capital. Ainda temos alguns centímetros para que as primeiras casas sejam atingidas, que ocorre quando o nível chega em 14,10 metros mais ou menos”, afirma Major Falcão, coordenador da Defesa Civil em Rio Branco.

A prefeitura já construiu 50 abrigos no Parque de Exposições e também confirma que tem escolas prontas para receber pessoas desabrigadas pela enchente.

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Bombando

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