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Projeto de mineração paralisa atividades de cerâmicas e retirada de areia em Cruzeiro

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Empresários de cinco cerâmicas e de seis areais de Cruzeiro do Sul foram obrigados a paralisar suas atividades por ordem do Ministério Público Federal (MPF). A notificação feita pelo órgão atendeu à determinação do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), que analisa o pedido de um grupo de garimpeiros do Estado de Mato Grosso interessados em minerar na região do Juruá.

Encaminhado ao DNPM pela Cooperativa de Garimpeiros de Pontes de Lacerda (MT), o projeto prevê a exploração de 42 mil hectares de terras que abrangem também parte dos municípios de Mâncio Lima e Rodrigues Alves.

Em trâmite no DNPM, a solicitação dos mineradores acarretou a paralisação das atividades produtivas que dependem da extração de barro e de areia no município de Cruzeiro do Sul. Há ainda o temor de que a análise do pedido da cooperativa se prolongue a ponto de engessar a economia do município, uma vez que impede a retirada de duas matérias-primas imprescindíveis ao funcionamento do setor da construção civil.

Parte dos parlamentares cruzeirenses, a pedido dos empreendedores prejudicados pela decisão do DNPM, se reuniram na Câmara na manhã desta segunda-feira, 12, para tratar sobre o tema. O alerta foi dado pela empresária Janaína Terças ao vereador Chaguinha do Povo (PDT), que tratou de mobilizar o encontro.

O gerente do Instituto do Meio Ambiente do Acre (Imac) na região do Juruá, Igoor Bessa Neves, e o geólogo Luiz Seabra, atualmente funcionário do Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa), também participaram da reunião.

Além do impacto na economia dos municípios do Juruá, teme-se que a concessão do DNPM à Cooperativa de Garimpeiros de Pontes de Lacerda gere danos irreparáveis ao meio ambiente.

E ainda que a legislação seja clara quanto à propriedade das riquezas existentes no subsolo do território nacional, para os empresários é inconcebível que eles não possam mais extrair barro ou areia das terras compradas por eles.

Ao geólogo Luiz Seabra causa estranheza que os mineradores de Pontes de Lacerda tenham escolhido justamente a região do Juruá para minerar. “Aqui não há ouro ou diamantes”, assegura.

Mobilização total
Presidido pelo presidente da Câmara Municipal de Cruzeiro do Sul, vereador Romário Tavares (PMDB), o encontro determinou os próximos passos a serem tomados contra a decisão do DNPM.

A primeira delas será uma audiência pública que ocorrerá na noite desta terça-feira, 13, que terá como objetivo aprofundar as medidas judiciais e políticas a serem adotadas com urgência. Os prefeitos de Mâncio Lima e Rodrigues Alves foram comunicados sobre o caso, bem como os parlamentares dos dois municípios.

Além deles, espera-se a presença de representantes do MPF e do Ministério Público Estadual.

Revoltados e apreensivos, os empresários dos setores notificados por ordem do DNPM estão impossibilitados de trabalhar Eles afirmam que os empreendimentos prejudicados pela decisão do órgão afeta 150 empregos diretos.

“Mas isso é o de menos”, como explica o empresário Valber Said. “O que está em jogo é toda a economia de uma região que tem no setor da construção civil grande parte da geração de suas riquezas”, disse ele.

O grande mistério a ser revelado – e sobre o qual ninguém arriscou dar uma opinião – é o porquê de garimpeiros mato-grossenses escolherem justamente o Juruá para as suas atividades mineradoras.

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Acre

Imigrantes com Covid-19 fogem de isolamento montado em Assis Brasil

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A prefeitura do município de Assis Brasil, na fronteira do Acre com o Peru, desconhece o paradeiro de ao menos sete imigrantes que testaram positivo para Covid-19. Eles estavam isolados num abrigo especial montado no ginásio da cidade para aqueles que estivessem infectados, mas o município foi surpreendido com a fuga dos abrigados.

Equipes da Assistência Social do município procuraram os imigrantes em vários locais, inclusive na Ponte da Integração, que liga Assis Brasil ao Peru, mas sem sucesso.

O prefeito Jerry Correia garantiu em entrevista ao G1/Acre que os imigrantes contaminados eram servidos com café da manhã, almoço e janta, diariamente. Correia acredita que eles podem ter saído da cidade.

Cerca de 60 imigrantes continuam na ponte, à espera de conseguirem passar para o lado peruano.

Quase 200 imigrantes seguem em abrigos montados em escolas do munícipio. Não se sabe se os que fugiram foram para Rio Branco ou tentam migrar para outros estados e países.

Equipes da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) estão em Assis Brasil realizando diversos atendimentos numa ação itinerante junto aos abrigos da cidade.

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Acre

Acre quer compra conjunta de vacinas entre estados da Amazônia

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Durante a primeira Assembleia Geral de Governadores do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal em 2021, ocorrida entre nove governadores da Amazônia brasileira nesta sexta-feira, 5, o chefe do Palácio Rio Branco sugeriu a compra conjunta de vacinas contra Covid-19 pelo consórcio formado entre os nove governadores. Para o gestor, a medida se faz necessária diante do aumento exponencial no número de pessoas infectadas e óbitos em decorrência da doença.

Cameli considera que a força-tarefa entre estados amazônicos é decisiva para ampliar a cobertura vacinal seja alcançado.

“Quero ressaltar o importante apoio que o Acre vem recebendo do governo federal, mas precisamos acelerar a vacinação. Aqui no estado, apesar de todos os esforços e investimentos que realizamos na área da saúde, a situação está próxima do limite. Juntos, os estados da Amazônia somam mais de 27 milhões de habitantes. Precisamos unir nossas forças e ir em busca de comprar as vacinas que estejam disponíveis e autorizadas pela Anvisa”, pontuou Gladson.

O presidente do consórcio, o governador do Maranhão, Flávio Dino, foi solidário com o Acre e concordou com o posicionamento de Gladson Cameli.
“Temos feito seguidas reuniões com os principais laboratórios para a possível aquisição de vacinas. Principalmente, a Sputnik V, em negociação direta com os fabricantes russos, além da tentativa com a União Química e com a Sinopharm, da China”, explicou.

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Acre

Por falta de formação superior, Roxinho será exonerado do IMAC

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Menos de uma semana após ser nomeado diretor do Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC), Julio Cesar Moura de Farias, mais conhecido como Roxinho, será exonerado do cargo. Ele voltará a ocupar o cargo de Chefe de Departamento e ficará à disposição do governador Gladson Cameli, seu padrinho político. O ac24horas apurou que o ato de exoneração e novo remanejamento será publicado na edição da próxima terça-feira, 9, do Diário Oficial do Estado.

A reportagem ouviu de assessores palacianos que o motivo de Roxinho ser exonerado é por não ter formação superior para a função e também por um erro interno na escolha do nome que deveria substituir Adelaide de Fátima, exonerada em fevereiro do cargo após decisão do juiz Raimundo Nonato, da 3º Vara Criminal de Rio Branco, que determinou o afastamento dela da função por entender que havia conflito de interesses no cargo já que ela foi denunciada pelos crimes de falsidade ideológica e por dificultar a fiscalização em questões ambientais de também por adquirir madeira sem licença prévia.

Inicialmente nomeado para ocupar o cargo de chefe de Departamento da Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac), Roxinho foi responsável por promover uma série de cafés da manhã que ele mesmo patrocinava no órgão. Com jeitinho, ele foi agradando os servidores do setor e passou a ser conhecido como o “Rei do Mingau”.

Roxinho acompanha Cameli desde a época do senado. Ele era nomeado no gabinete do então senador na época.

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Acre

Hidrelétrica coloca Acre em alerta e não descarta apagão geral

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A concessionária que administra a hidrelétrica de Santo Antônio, que fica na região de Porto Velho (RO), alertou o governo federal que o Estado do Acre e de Rondônia podem ficar às escuras ainda no primeiro semestre deste ano. As informações são do Estadão.

No documento, a concessionária explica que o apagão poderá ocorrer devido ao baixo volume de água no reservatório comprometendo a geração de energia.

Nesse sentido, ela pede ao governo que eleve o nível do reservatório, entretanto isso implica em um crime ambiental, com a inundação de uma área de mais de 500 hectares, localizada no Parque do Mapinguari, que já sofreu com a redução de sua área para a implantação do lago artificial.

Seis das cinquenta turbinas da Santo Antônio são responsáveis por atender Acre e Rondônia. O colapso pode ser de 57 dias, com paralisação de 100% da capacidade de produção de energia.

“A usina de Santo Antônio é especialmente importante para o atendimento dos Estados do Acre e Rondônia. A redução poderá afetar o suprimento energético da região, além de ocorrer restrição de atendimento de cerca de 20% da região, com “possibilidade de ocorrer eventos similares verificados recentemente no Amapá”, ou seja, um apagão geral”, diz o documento.

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