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Acordo do Santos é mais relevante do que o da Primeira Liga

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O acordo do Santos com o Esporte Interativo para transmissão em canal fechado, a partir de 2019, de seus jogos no Campeonato Brasileiro, é o fato mais relevante fora dos gramados este ano, até o momento.


A criação da Primeira Liga, grupo que reúne clubes da elite da região Sul do País e dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, poderia ter dominado o noticiário nesse começo de 2016, mas as resoluções não representaram nada de diferente do que vem sendo feito – e criticado – no futebol brasileiro há anos.


O time da Vila Belmiro assinou acordo com a Esporte Interativo, que pertence ao grupo de mídia norte-americano Turner, para receber seis vezes mais do que o pago a ela pela Globo na modalidade.

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Aproveitando-se da crise profunda na CBF, a nova liga fez muito barulho no segundo semestre do ano passado, mas em janeiro aceitou a proposta da Globo para transmissão dos jogos de seu torneio, no valor baixíssimo de R$ 5 milhões a serem divididos entre os participantes.


O Esporte Interativo negocia com outros clubes na situação do Santos, que sempre reclamaram da cobertura da Globo de suas partidas (embora tenham número significativo de torcedores no País). Nesta lista inclui-se Botafogo e Palmeiras – fala-se em oito clubes de interesse do Esporte Interativo.


No jogo mais importante da primeira rodada do torneio da Primeira Liga este ano – no famigerado horário de 21h45 de uma quarta-feira – entre Atlético-MG e Flamengo, o público pagante chegou a 30 mil. Os outros cinco confrontos da primeira rodada deram, por certo, somente para pagar o aluguel dos estádios ou nem isso, quando se analisa os borderôs das partidas – na segunda rodada já ocorreram dois jogos: público somado não passa de 13 mil pessoas.


Corinthians e São Paulo, na relação dos mais bem pagos pelos direitos de televisão no País, já encaminharam compromisso total com a Globo (transmissões aberta e fechada), a partir de 2019 – já as negociações com o Flamengo ainda estão em andamento; em 2018 encerram-se os contratos da Globo com os grandes clubes com relação ao Brasileirão. Mas é provável que o embate da emissora carioca seja mais forte com outros times que tem vida na televisão mais parecida com a do Santos do que a do rubro-negro do Rio.


A Primeira Liga é ainda uma promessa de mudança do futebol brasileiro a médio e longo prazo. No entanto, se o grupo não apresentar nada de original do que já vem sendo promovido pela CBF, vai acabar caindo na vala comum.


No caso do Santos, o passo foi audacioso. Trata-se de um rompimento com o modelo onde somente três clubes se beneficiam efetivamente da televisão. Apostou-se em um acordo por meio de um sistema de televisão (o fechado) que deve dominar o mercado em breve, em um caminho inverso da tv aberta. É um projeto mais inspirador do que o apresentado pela Primeira Liga até agora.


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