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Nanicos prometeram rugidos de leões, mas miaram como gatinhos

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20150916084356Tem um ditado que diz: “nunca sente numa cadeira de onde alguém pode mandar você se levantar”. As notas que vocês vão ler abaixo deste tópico retratam uma grande farsa dos partidos nanicos. Foram redigidas na parte da tarde. Pela manhã os dirigentes de seis partidos nanicos se reuniram na Aleac, formaram a tal de “Frente Alternativa” para contrapor ao PT e para dizer que não aceitariam nem PCdoB e nem o PT indicar o vice na chapa do prefeito Marcus Alexandre. E juraram que se houvesse retaliação todos entregariam os cargos no governo. Na parte da tarde o governo resolveu testar a valentia e anunciou as demissões dos dirigentes do PSDC, Osmir Lima, Gleison Menezes e José Afonso. Se reuniram das 16 horas às 21 horas para tomar uma posição em apoio aos demitidos do PSDC. Quando os outros partidos da “Frente” foram cobrados para entregarem os cargos e cumprir o que tinham assinado no documento de formação da “Frente”, foi um Deus nos acuda. Foi um colocar de panos quentes, um grupo procurou o governador Tião Viana para uma pacificação e a reunião que era para romper com o governo virou uma grande piada. Salvou-se o deputado Eber Machado (PSDC) que defendeu o tempo todo da reunião o rompimento com o governo. Resumindo: ficou marcada para hoje às 17 horas uma reunião dos demitidos do PSDC com o governador. Já sei até o desfecho: vão sair do gabinete dizendo que tudo foi um equívoco, os demitidos serão recontratados, e ficará o dito pelo não dito. Quando você ouvir algum dirigente de partido nanico prometer que vai rugir como um leão não acredite, no máximo sairá um miado de gatinho. Quem nasce para nanico nunca chega a gigante. Depois deste fiasco, sabe quantas vezes vão indicar o vice do Marcus Alexandre? Dia de São Nunca! Obs: esta nota foi feita às 22 horas de ontem após todo o desfecho da farsa. As notas abaixo sobre o episódio, redigidas na parte da tarde, desconsiderem, era tudo uma ópera-bufa no exército de Brancaleone.


Fato político relevante
Pela primeira vez ao longo de mais de uma década de formação o PT sofreu uma contestação de peso na FPA. A formação ontem na Aleac de uma “Frente Alternativa” de sete deputados para contrapor o tratamento dispensado pelo PT e pelo governo não é brincadeira. As bandeiras levantadas de que não aceitarão um vice de Marcus Alexandre indicado pelo PT e PCdoB tornou essa diferença mais abissal. E aprofundaram as divergências ao pontuarem num documento que sobre política não conversam mais com nenhum interlocutor do PT, mas somente com o governador Tião Viana, e assim mesmo com todos os deputados e dirigentes dos seis partidos que integram a Frente juntos. Simplesmente, com isso, cortaram o diálogo com o PT. O porta-voz do grupo, deputado Eber Machado (PSDC) pontuou a divergência: “a partir deste momento acabou a história de ficarmos a reboque do PT”. Não acreditei em nada.


Números na mesa
A reclamação não ficou só no pouco caso do PT, mas os deputados criticaram o privilégio ao PCdoB, que tem mais de 500 cargos no governo e ao PSB, outro que tem um grande quinhão de nomeações de cargos de confiança no governo, mesmo com menos votos que a nova Frente. Continuei não acreditando.


Relações esgarçadas
As relações estão tão esgarçadas que o deputado Eber Machado (PSDC) disse ao líder do governo na Aleac, deputado Daniel Zen (PT), que ele não merece mais o seu respeito e não reconhece mais a sua liderança, por conta da negativa petista que não houve tentativa de tomar o PSDC.


Versões conflitantes
As versões são conflitantes. O deputado Daniel Zen (PT) negou que, o governador Tião Viana tentou mudar a atual direção do PSDC, interferindo em Brasília. O deputado Eber Machado (PSDC) diz que o fato é verdadeiro. O que a FPA tinha de maior patrimônio, a unidade, ruiu?. Permaneci cético.


Mentira deslavada
Segundo a coluna foi informada o Porta-Voz do Governo, Leonildo Rosas, considerou a acusação de cooptação do PSDC como “mentirosa”, o que significa quebra de confiança com o governador Tião Viana, já que os dirigentes do PSDC ocupam cargos no governo.


Guilhotina acionada
Às 15 horas chegou à coluna informação do vice-presidente do PSDC, Osmir Lima, de que por conta do episódio; ele, o presidente José Afonso e o secretário-geral Gleison Menezes tinham sido exonerados. Em seguida os dirigentes do PSDC-PRP-PTN-PDT-PPL-PRB foram chamados para uma reunião com o PSDC, onde foi pedido o rompimento com o PT e saída da FPA. Até o fechamento da coluna não tinha terminado o encontro.


Outro exemplo
Outro exemplo que a unidade da FPA está com problema foi a fala ontem na Aleac do comedido deputado Jesus Sérgio (PDT) de que foi eleito pela FPA, mas diz que não se sente dentro da FPA, pelas perseguições que sofrem os seus aliados em Tarauacá. Foi outra voz dissonante na FPA.


Xeque-mate
Talvez o ponto mais duro do documento firmado pelo PDT-PSDC-PPL-PRB-PDT-PRP foi o tópico que diz que se houver retaliação contra qualquer um dos integrantes desses partidos, estes entregaram em bloco todos os cargos com indicações suas no governo. Foi um xeque-mate.


Uma opinião
Com as demissões de toda cúpula do PSDC, pago para ver se os seis partidos que integram a “Frente Alternativa” vão entregar os cargos que os seus deputados e dirigentes possuem no governo. Se entregarem em solidariedade será uma grata surpresa, num tempo de crise.


Apertado no último buraco
Na recente reunião do governador Tião Viana com os seus secretários foi determinado que, não façam mais nenhuma viagem com diárias e que seus orçamentos estão congelados. Apenas Saúde, Segurança e Educação estão fora do pacote de arrocho das secretarias. Tá brabo!


Matou a pau
Um dia é da caça e outro do caçador. Ironizado pelo deputado Lourival Marques (PT) de que não havia colheitadeira de mandioca para fornecer aos agricultores, porque não existir, o deputado Jairo Carvalho (PSD) mostrou ontem prospecto que a máquina existe. Lourival se calou.


Conversa fechada
Vereador que participou de uma reunião fechada semana passada com o assessor da PMRB, André Kamai, revelou à coluna ter ele dito que o vice de Marcus Alexandre será do PT. Na visão deste vereador, o vice preferido é o secretário de Finanças da PMRB, Marcelo Macedo.


É da política
Se amanhã aparecer uma foto do deputado federal Alan Rick (PRB) abraçado ao governador Tião Viana, com o Pastor Agostinho da IBB ao fundo ninguém vá se admirar disso. Assim é a política e assim são os políticos. O desentendimento de ontem é o entendimento de amanhã.


Caso a ser bem pensado
O deputado Josa da Farmácia (PTN) me disse ontem que disputar a prefeitura de Cruzeiro do Sul é um caso para ser muito bem analisado, porque agora que está exercendo um mandato no seu início e não sabe como reagirão os seus eleitores.


Encontro fechado
Fonte da coluna me passou que a primeira agenda do senador Gladson Cameli (PP) amanhã em Rio Branco será uma conversa com os dirigentes do grupo de nanicos que formou uma Frente Alternativa na Aleac. Convite é que não faltará para formarem na oposição.


Tudo o que o Mano quer
Se o PMDB, PSDB, PV, PP saírem com candidatos próprios a prefeito de Sena Madureira é tudo o que o prefeito Mano Rufino (PSB) quer para facilitar a sua reeleição, mesmo desgastado.


Dias contados
Quem se encontra com os dias contados no PDT é o secretário de Pequenos Negócios, Henry Nogueira, uma espécie de quinta coluna do PT no partido. Será convidado a se retirar e se filiar ao PT. O melhor que o Henry faria seria pular fora do barco antes de ser jogado.


Não entendeu
A deputada Leila Galvão (PT) ainda não viu a ficha cair que o Estado não tem dinheiro para nada e é perda de tempo ficar prometendo hospitais, pontes, para Xapuri e Brasiléia.


Os cargos eram de confiança
As demissões determinadas ontem pelo governador da cúpula do PSDC – Osmir Lima, José Afonso – devem ser vistas pelo prisma que todos ocupavam cargos de confiança. E quando um ocupante deixa de ter a confiança do governador Tião Viana a demissão é um ato natural.


Muita ingenuidade
Foi muita ingenuidade dos dirigentes do PSDC achar que trombando com o governador Tião Viana permaneceriam nos cargos de confiança que ocupavam. Era óbvio que seriam exonerados.


Briga e ameaça
O ex-deputado N.Lima, o senador Sérgio Petecão (PSD) e a sua mulher Marfisa Petecão (PSD) andaram trocando farpas nas redes sociais, com promessa de revelação de esquemas em um Posto de Gasolina.


Mandato- tampão
Enquanto a briga política come solta, a presidente do SINTEAC, Rosana Nascimento, articula para ter um mandato-tampão, o que se configuraria em uma espécie de golpe branco.


Sessão quente
A sessão de hoje na Assembléia Legislativa deve ser das mais quentes com as demissões de toda a cúpula do PSDC em cargos que ocupavam no governo. Para o jornalismo político é um prato cheio.


Como um magistrado
O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Ney Amorim (PT), tem a sua posição política definida, mas tem se mantido como um magistrado nos tensos debates dos últimos dias envolvendo a base do governo.


Só abacaxi
O líder do governo, deputado Daniel Zen (PT), só tem recebido abacaxi no colo. Primeira foi a greve na Educação, sua base política, e agora a crise com os partidos nanicos e o PT. Um dos postos mais espinhosos no Legislativo é ser líder de governo, não tem outro igual.


Piada que corria na Aleac
“O Tião Viana brigou com cobras criadas como Renam Calheiros e José Sarney na célebre disputa da presidência do Senado da República, ele iria correr da briga com os dirigentes do PSDC”? Comentários ontem de petistas sobre esta confusão política.


Assessor de risadas
 O secretário Sérgio Nakamura foi ator de um fato hilariante na visita do presidente Lula a Assis Brasil. Para Nakamura, o governador Jorge Viana era uma divindade na terra. Durante a solenidade, um integrante da comitiva presidencial ficou lhe observando. Se o Jorge se coçava ele ria. Se ajeitava a camisa, também ria. No discurso; então, quase rachou as mãos de tanto bater palmas. Um membro da comitiva perguntou a um jornalista: “quem é aquele japonês risonho?”. Para não perder a piada, o jornalista respondeu: “é o Assessor de risadas do governador Jorge Viana”.


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