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Dilma vai liberar recursos para ajudar Estados e municípios a pagar novo piso de professores

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A presidente Dilma Rousseff vai ajudar e liberar recursos aos Estados e municípios para que paguem o piso salarial dos professores, que aumentou de R$ 1,6 mil para R$ 1,9 mil mensais, informou o secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino do Ministério da Educação  (MEC), Binho Marques, que estava no último final de semana em Teresina, e concedeu entrevista ao Jornal Meio Norte.

Ele afirmou que a presidente Dilma Rousseff já faz complementação para os Estados e municípios co m recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino Básico e Valorização do Magistério (Fundeb) , mas também terá reforço dos recursos do pré-sal, dos quais 75% são destinados à educação.

“O crescimento salarial tem sido bem acima da inflação e esse é o objetivo para que os salários dos professores estão bastante defasados e o índice de valorização do piso se baseia no valor do aluno ao ano. Esse valor é acima da inflação. Por esse motivo é que os Estados e municípios estão com dificuldades de pagar. O Piauí, no entanto está pagando, e com isso, a gente tem no Brasil situações bastantes diversificadas. Nós temos lugares pobres que pagam e lugares ricos que pagam. Então, a gente que atuar na melhoria da gestão e mais recursos. O aumento de recursos que a presidente Dilma destinou dos recursos do pré-sal, 75%, foi para a educação. Isso foi uma decisão dela e isso vai contribuir com recursos novos para a educação, mas é preciso também melhorar a gestão. Não se pode melhorar os salários dos professores se você tiver um desequilíbrio entre o número de professores e o número de alunos, que é o que acontece no Piauí e certamente é o que está acontecendo nos municípios do interior do Estado”, declarou Binho Marques.

Meio Norte – Em sua opinião, quais são as medidas emergenciais que devem ser adotadas para regularizar o fluxo educacional no Piauí?

Binho Marques – O que avaliei dá para dar uma ideia. É uma rede que encontra muitas dificuldades. Eu estou aqui porque há um interesse muito grande com a educação com qualidade para todos, mas os desafios são enormes. A gente percebe que tem muitas obras ainda para serem trabalhadas que ainda estão pendentes no Ministério da Educação. Por isso é que o governador Wellington esteve com o ministro da Educação, Cid Gomes, demonstrando interesse para que as coisas possam andar com celeridade e na qualidade necessárias.

Meio Norte – Quais são as obras paralisadas no Piauí?

Binho Marques – São obras de construção e reforma de escolas, de quadras poliesportivas. São obras que têm a medicação muito antiga, algumas já completaram um ano que tiveram medição. A questão é que no sistema do Ministério da Educação se uma obra tiver em atraso todas as outras obras ficam comprometidas e o governador Wellington tem todo o interesse para resolver esse problema.

Meio Norte – É possível, por via administrativa, mudar os dados do Censo Escolar de 2014 incluindo os dados das matrículas feitas em 2015?

Binho Marques – Não. É preciso de uma medida legal, que o governador pretende fazer, uma medida legal que comprove que existe um número de matrículas maior do que está no censo. Se ele conseguir comprovar isso é muito importante para o Piauí porque o valor dos recursos é repassado aos Governos Estaduais e Municipais a partir do número de matrículas existentes. O cálculo do valor de recursos repassados a cada governo depende disso. A equipe do governador Wellington está apurando todas as causas e por que razão o número de matrículas que se tem é diferente do que tem no Censo Escolar do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas).

Meio Norte – Em que o MEC pode ajudar o Piauí neste momento grave e crítico da educação do Piauí?

Binho Marques – Então, nós estamos aqui para uma parceria. O Ministério da Educação se sente corresponsável pela educação em todos os Estados. O problema da educação básica não é um problema só do município ou do Estado. É também do Governo Federal. O Ministério da Educação está muito mais atento em relação a aqueles que estão demonstrando interesse em resolver os problemas. É o caso do governador Wellington, que imediatamente procurou o ministro, junto com a deputada Rejane Dias, com o secretário Hélder Jacobina, que também estavam presentes na reunião com o nosso ministro, que foi governador e sabe o que é a dificuldade de tocar uma rede de escolas, especialmente no Nordeste, com dificuldades financeiras. O Piauí é um dos dez Estados que recebem complementação financeira. É um dos dez Estados que têm menor recursos por aluno. Hoje, no Piauí, mesmo com o aumento dos salários dos professores, está parando o piso. Tem alguns aspectos que colocam o Piauí em uma condição mais vantajosa, mas ele tem muitas dificuldades. Ele tem muitos professores para um número de matrículas reduzido. É preciso aumentar a matrícula para poder conseguir mais recursos do Fundeb. O desejo dele é uma necessidade da população.

Meio Norte – Como será a educação no novo governo da presidente Dilma Rousseff?

Binho Marques – No novo governo Dilma, nós temos um ministro que acabou de tomar posse e nós temos algumas metas do Plano Nacional de Educação para este período. O trabalho deste governo está muito focado para fazer com que o Plano Nacional de Educação não seja mais um plano de gaveta, um plano protocolar. O ministro Cid Gomes e a presidente Dilma querem que o Plano Nacional de Educação possa acontecer efetivamente e para isso a relação com os Estados é fundamental. A educação básica quem de fato executa não é o Ministério da Educação. São os Estados e municípios. O Ministério da Educação é de apoio técnico e financeiro. Sem o trabalho com a atenção devida, o plano fracassa. Então, você me perguntou como será a educação no governo Dilma. Será uma educação muito focada nas 20 metas do Plano Nacional de Educação. Será um trabalho de cooperação com os Estados e municípios muito forte. A escola do ex-governador Cid Gomes não é a toa, é para demonstrar essa relação. A minha presença no Piauí demonstra isso também porque é um trabalho conjunto, parceiro com os Estados.

Meio Norte – Como será feito para melhorar a qualidade do ensino porque a gente vê uma avaliação negativa nos resultados dos exames internacionais?

Binho Marques – Então, a melhoria da qualidade do ensino depende de uma participação mais ativa do Ministério da Educação na proximidade com a sala de aula. E essa é a tendência que pode acontecer nos próximos anos. Um dos pontos mais importantes nesse momento é a base nacional comum. Ou seja, em todo território nacional poder ter uma orientação de fato nacional para todos os alunos. A partir disso, toda a formação dos professores e o planejamento de ensino são feitos a partir dessa base nacional.

Meio Norte – Os municípios do interior do Piauí e seus prefeitos estão informando que não podem pagar o piso nacional dos professores, que subiu de R$ 1,6 mil para R$ 1,9 mil mensais. Tem alguma ajuda, alguma forma para ajudá-los?

Binho Marques – Atualmente o Governo Federal já faz uma complementação. 10% dos recursos do Fundeb é para fazer essa complementação, mas, agora, o crescimento salarial tem sido bem acima da inflação e esse é o objetivo para que os salários dos professores estão bastante defasados e o índice de valorização do piso se baseia no valor do aluno ao ano. Esse valor é acima da inflação. Por esse motivo é que os Estados e municípios estão com dificuldades de pagar. O Piauí, no entanto está pagando, e com isso, a gente tem no Brasil situações bastantes diversificadas. Nós temos lugares pobres que pagam e lugares ricos que pagam. Então, a gente que atuar na melhoria da gestão e mais recursos. O aumento de recursos que a presidente Dilma destinou dos recursos do pré-sal, 75%, foi para a educação. Isso foi uma decisão dela e isso vai contribuir com recursos novos para a educação, mas é preciso também melhorar a gestão. Não se pode melhorar os salários dos professores se você tiver um desequilíbrio entre o número de professores e o número de alunos, que é o que acontece no Piauí e certamente é o que está acontecendo nos municípios do interior do Estado.

FONTE: meionorte.com

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Aeronáutica indica falha no motor de helicóptero que caiu no interior do Acre

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A informação do piloto Rodrigo Castro, do helicóptero que caiu no dia 8 de maio em Cruzeiro do Sul, de que o motor da aeronave parou durante o voo, ganha força com informações preliminares do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – Sipaer da Aeronáutica do Brasil.

Os dados indicam uma possível falha no motor da aeronave, mas ainda não se trata do relatório final das causas do acidente feito a partir da perícia feita no helicóptero dois dias depois da queda por militares do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – CENIPA da Aeronáutica do Brasil.

O piloto, que saiu da aeronave logo depois do acidente com o técnico em enfermagem, João Gomes, disse a moradores do Crôa que o ajudaram a chegar até a cidade e a profissionais de saúde do Hospital do Juruá, que já estava bem próximo a Cruzeiro do Sul e já via a cidade quando o motor parou. Contou que então fez uma manobra que aprendeu nos cursos para “salvar a vida de todos”. Rodrigo tem 13 anos de experiência e relatou que esta foi a primeira situação desta natureza que enfrentou.

No histórico da ocorrência consta que o helicóptero estava aproximadamente 20 milhas náuticas de Cruzeiro do Sul quando motor perdeu potência. A aeronave caiu em uma área de mata com 7 pessoas e ninguém morreu.

“Os dados aqui disponibilizados são preliminares e visam a transparência das informações que temos até o momento. Por isso, não contêm as análises das informações coletadas, nem os fatores contribuintes, e estão sujeitas a modificações conforme o andamento dos trabalhos de investigação”, pontua o relatório da Sipaer.

A perícia no local do acidente foi feita com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas – Ciopaer da Polícia Militar do Acre. Os militares, um major, um capitão e um sargento da Aeronáutica, estudaram o cenário, entraram e pegaram em peças da aeronave e tiraram fotos.

O objetivo da perícia é indicar as causas e prevenir novos acidentes. O processo compreende a reunião e a análise de informações e conclusões, incluindo a identificação dos fatores contribuintes para a ocorrência, visando a formulação de recomendações sobre a segurança.

O helicóptero de propriedade da empresa FlyOne, com sede no Rio de Janeiro, segue tombado na região de floresta próximo ao Rio Crôa em Cruzeiro do Sul. A empresa foi contratada pelo Distrito Sanitário Espacial Indígena do Alto Juruá- Dsei, em janeiro deste ano, para o transporte de indígenas que necessitarem de tratamento de saúde, das terras indígenas para Cruzeiro do Sul.

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Acre precisa qualificar 11,8 mil trabalhadores em ocupações industriais até 2025

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Até 2025, o estado do Acre precisará qualificar 11,8 mil pessoas em ocupações industriais, sendo quase 9 mil em formação inicial – para repor inativos e preencher novas vagas – e 2,8 mil em formação continuada, para trabalhadores que devem se atualizar.

Isso significa que, da necessidade de formação nos próximos quatro anos, 75,8% serão em aperfeiçoamento. As ocupações industriais são aquelas que requerem conhecimentos tipicamente relacionados à produção industrial, mas estão presentes também em outros setores da economia.

O mercado de trabalho passa por uma transformação, ocasionada principalmente pelo uso de novas tecnologias e mudanças na cadeia produtiva; e, cada vez mais, o Brasil precisará investir em aperfeiçoamento e requalificação para que os profissionais estejam atualizados.

Em todo o país, a demanda é de 9,6 milhões de trabalhadores qualificados. Os dados e a avaliação são do Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, estudo realizado pelo Observatório Nacional da Indústria para identificar demandas futuras por mão de obra e orientar a formação profissional de base industrial no país.

As áreas com maior demanda por formação são: Construção, Transversais, Logística e Transporte, Alimentos e Bebidas, e Metalmecânica. As ocupações transversais são aquelas que permitem ao profissional atuar em diferentes áreas, como técnico em Segurança do Trabalho, técnico de Apoio em Pesquisa e Desenvolvimento e profissionais da Metrologia, por exemplo.

Cenário

O SENAI é a principal instituição formadora em ocupações industriais no país. Para subsidiar a oferta de cursos, em sintonia com as demandas por mão de obra do setor produtivo, o Observatório Nacional da Indústria desenvolveu a metodologia do Mapa do Trabalho Industrial, referência no Brasil. O estudo é uma projeção do emprego setorial que considera o contexto econômico, político e tecnológico. Um dos diferenciais é a projeção da demanda por formação a partir do emprego estimado para os próximos anos.

O estudo agrupa as ocupações industriais em 25 áreas. Abaixo, as que mais precisarão formar até 2025:

SUPERIOR

Voltados para quem tem o ensino médio completo ou equivalente, visam a formação de um bacharel ou licenciado. São de longa duração, com carga horária mínima de 2.400 horas, sendo que algumas chegam a 7.200 horas.

TÉCNICO

Cursos técnicos têm carga horária entre 800h e 1.200h (cerca de 1 ano e 6 meses) e são destinados a alunos matriculados ou egressos do ensino médio.

QUALIFICAÇÃO + DE 200 HORAS

Os cursos de qualificação são indicados a jovens e profissionais que buscam desenvolver novas competências e capacidades profissionais para a inserção em uma ocupação. Esses cursos não demandam um nível de escolaridade específico. Ao final, o aluno recebe um certificado de conclusão.

QUALIFICAÇÃO – DE 200 HORAS

Os cursos de qualificação são indicados a jovens e profissionais que buscam desenvolver novas competências e capacidades profissionais para a inserção em uma ocupação. Esses cursos não demandam um nível de escolaridade específico. Ao final, o aluno recebe um certificado de conclusão.

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Destaque 2

Cerca de 40 idosos, indígenas e pessoas com deficiência vivem como catadoras no aterro de Rio Branco

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Durante uma visita do Núcleo de Apoio e Atendimento Psicossocial (Natera),do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC),o corrida na última semana, constatou que o aterro sanitário de Rio Branco, no km 1 da Rodovia Transacreana, acolhe cerca de 40 catadores em condições insalubres.

Essas pessoas exercem a atividade de coleta de material reciclável no aterro. A visita teve como objetivo conhecer a situação dos trabalhadores, em condição de extrema vulnerabilidade, e planejar a oferta de atendimento à essas pessoas.

O coordenador administrativo do Natera, Fábio Fabrício Pereira, destacou que o mote da ida conjunta das instituições foi de mapear as demandas e articular uma rede de serviços de proteção social e de saúde. “Constatamos também a presença de pessoas idosas, família indígena, pessoas com deficiência, que estão ali em uma condição de muita insalubridade e que devem ter uma proteção diferenciada por parte do poder público”, afirmou.

Nesta quarta-feira, 25, haverá uma tarde de atendimentos de saúde, sociais e jurídicos. Os atendimentos ofertados pelo MPAC visam colher demandas e fazer encaminhamentos relacionados às questões de saúde, benefícios, proteção social e articulação de serviços de assistência social para defender e garantir os direitos dos catadores de materiais recicláveis.

Com informações do MPAC

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Blog do Crica

Mailza quebra o silêncio sobre sua candidatura ao Senado

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EM DECLARAÇÃO exclusiva ao BLOG DO CRICA, depois de longo silêncio, a senadora Mailza Gomes (PP) mandou ontem (20), às 23 horas e 50 minutos, a seguinte postagem sobre a manutenção da sua candidatura ao Senado: “Boa noite, Luís Carlos, minha base de apoio deseja que eu saia para o Senado. E trabalhei para isso, estou tentando construir essa candidatura da melhor forma com meu partido. Me afastei uns dias para tratamento de saúde, fiz uma cirurgia, retorno no início do próximo mês para essas definições junto com meu grupo, obrigado e um abraço”.

Traduzindo o texto: não pensa em retirar a sua candidatura ao Senado, como quer o governador Gladson Cameli. E agora. Como é que o boi vai dançar?

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