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Um dia inesquecível, um sonho de criança

Por
Ray Melo, da editoria de política do ac24horas
Sempre quis estar presente a uma Copa do Mundo.

Os anos passaram.


Muitos sonhos se concretizaram.


Outros mudaram.


A Copa do Mundo deixou de fazer parte do meu imaginário.


Sequer fui atrás de comprar ingressos aos jogos desta Copa.


O destino fez com que ganhasse um par deles.


Justamente os da partida de estreia.


Pois é…


Um sonho se realizou.


Sem a mesma alegria.


Mas com alguns momentos bem marcantes.


Consegui levar o meu pai.


Um grande gol.


O transporte até a Arena em Itaquera foi bem tumultuada.


O chamado Expresso da Copa, o trem, nos levou sem escalas da estação da Luz até Itaquera.


A confusão se deu pela falta de informações.


Erros de indicação e poucos voluntários.


Muita gente nas plataformas.


Vagões lotados.


A estação em Itaquera estava intransitável.


Impossível.


Eram mais de duas horas antes do início da festa de abertura.


Um tumulto.


Pouquíssimas informações.


O trajeto até a entrada Leste do Itaquerão foi longa.


Uma volta gigantesca, talvez necessária, mas a verdade é que o sol estava forte.


E havia muita gente circulando pela região.


O tumulto diminuiu apenas quando fomos obrigados a apresentar os ingressos.


A multidão passou a ser menor.


Na mesma proporção o número de pessoas para informar.


Quando elas apareciam, no entanto, eram sempre muito atenciosas.


Bem treinadas e educadas.


Já dentro do estádio, mais confusão.


Poucas placas indicativas.


Meu lugar era no Bloco 429.


Não há indicação para ele.


Tanto tempo depois, faltavam pouco menos de 30 minutos para o show de abertura.


Chocho.


Sem vibração.


Sem graça.


Sem público.


Com muitos “sem”,


Até mesmo a saída dos artistas, que acenavam para o publico, foi mais aplaudida que o show.


Terminada a abertura, coube ver o esforço de trabalhadores para retirar as quinquilharias do show.


Uma trabalheira sem fim e visivelmente sem organização.


Provocou o atraso da entrada das equipes para o reconhecimento do gramado.


Agora faltava pouco.


E veio o maior momento de todos.


O hino.


O publico levou até o final.


Emocionante.


Foi de arrepiar.


Valeu o dia.


Já o jogo… foi aquilo lá que todos vimos.


Para quem estava presente, outras lembranças.


Muitas brigas entre torcedores.


Por inúmeros motivos.


Certamente, a bebida ajudou (cerveja liberada).


Alguns estavam claramente embriagados.


Havia muitas pessoas assistindo a partida em pé.


Corredores obstruídos, por mais que houvesse voluntários se esforçando para que isso não acontecesse.


O estádio não estava lotado, longe disso.


Havia alguns clarões.


A energia piscou algumas vezes.


O som das “pisadas” vinda das arquibancadas temporárias também assustava.


As filas nas lojas eram gigantescas.


Por conta disso, o segundo tempo começou com muitos torcedores ausentes.


Xingamentos a FIFA, sobretudo no começo.


Xingamentos a Dilma, principalmente durante boa parte do segundo tempo.


Enfim… muitas coisinhas.


Lembrei porque deixei de ser torcedor de estádio.


Já o retorno para casa foi bem mais tranquilo.


Com um dia que foi marcante.


E mais uma certeza.


Os sonhos guardados podem ser resgatados e concretizados.


Com a mesma alegria.


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Ray Melo, da editoria de política do ac24horas

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