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CIMI exige retratação de Segóvia por declarações

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O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), órgão vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio de seu Regional Amazônia Ocidental, disponibilizou uma nota pública na internet repudiando o pronunciamento do deputado Denilson Segóvia (PEN) que acusou os índios  de preservarem o infanticídio, a pedofilia e que isso seria um atraso para as aldeias.

“Ao associar as culturas indígenas ao infanticídio e a pedofilia, o deputado mostra que desconhece por completo a realidade destes povos. Não há no Acre um único caso de infanticídio, como quer fazer crer o deputado. De outro lado, se há casos de pedofilia, cabe a quem souber denunciar às autoridades e, a estas, apurar e aplicar a legislação prevista para o caso. O que não pode é acusar sem nenhum fundamento e sem apresentar qualquer indício, conforme o fez o deputado Denilson Segóvia”, informa um trecho da nota do CIMI.

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Ainda segundo o comunica, o Cimi disse que o deputado demonstra um gigantesco preconceito e um etnocentrismo exacerbado.

“Quanto a associação das culturas indígenas à indolência e à preguiça, revela apenas um gigantesco preconceito e um etnocentrismo exacerbado e fundamentalista apresentado como se fosse um dado da “evangelização”, o que não é. Os povos indígenas do Acre, ao contrário do que afirma o deputado, ajudaram decisivamente na construção deste Estado trabalhando incansavelmente nas estradas de seringa e outras lidas rurais”, destaca.

“O que o deputado chama de “cultura civilizada” nada mais é do que o fruto do mesmo etnocentrismo e fundamentalismo religioso que escravizou milhares de povos pelo mundo. Longe de incentivar este tipo de “civilização” ou “cristianização”, as igrejas deveriam se desculpar e reparar o grande mal que fizeram a estes povos. Vários povos foram dizimados em nome desta “civilização”. Não nos é mais possível, em pleno século XXI, admitirmos métodos e argumentos medievais, genocidas, para impor certa cultura, religião e cosmovisão, tida como superior”, enfatiza a nota do Conselho, que exigi ainda uma retratação publica do deputado/pastor.

Confira a nota na integra

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