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Vitimas de assalto seguido de sequestro falam do terror vivido nas mãos de criminosos no Acre

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Depois de duas horas na mira de escopetas e pistolas, vitimas ainda foram aconselhadas a não comprar mais camionete de marca Amarok. Jovens fugiram e evitaram um desfecho trágico.

Quatro homens fortemente armados levaram uma camionete tipo Amarok, celulares, relógios e dinheiro dos jovens Anderson Silva e Lucas Gonçalves na madrugada de ontem, em Rio Branco. O caso aconteceu na saída da Chácara Galpão Modelo no Segundo Distrito da capital.

Os jovens revelaram ao ac24horas no início da tarde os momentos de terror vividos durante o sequestro. Eles ficaram por mais de duas horas na mira de escopetas e pistolas.

O CASO:

Anderson saiu da Chácara Galpão Modelo dirigindo seu carro, a camionete NAF 3940 quando sentiu um leve toque na traseira do veículo. Ao descer para verificar o ocorrido, ele e Lucas foram surpreendidos pela ação de quatro homens fortemente armados que anunciaram o assalto.

“Nós dois fomos jogados dentro da L200 que os assaltantes vinham conduzindo e dois deles ocuparam minha camionete”, acrescentou Anderson.

Ainda de acordo informações das vitimas eles foram levados para um ramal próximo do local do assalto onde ficaram por cerca de vinte minutos. Em seguida, os criminosos transferiram a ação para as proximidades do bairro Belo Jardim.

“Nesse local nós vivemos o momento mais tenso porque os assaltantes se desentenderam entre si, discutiam o tempo todo sobre o que fazer com o carro. Quem deveria fazer o que durante o assalto. Eles chegaram a se agredir, apontavam armas, se ameaçavam”, disse Lucas.

Os jovens acreditam que os assaltantes não eram amadores. Sem usar mascara, Anderson se lembrou do rosto de um deles que ainda na Chácara Modelo o encarou e sorriu. “Já durante a festa estávamos marcados. Durante o sequestro eles disseram que essa era uma rotina na vida deles”, disse Anderson.

Lucas detalhou que todo o assalto foi pontuado por telefonemas de pessoas que em pontos diferentes davam apoio a estratégia de fuga da quadrilha. “A cada momento em que ia amanhecendo o dia, o grupo entrava cada vez mais no interior do ramal”, observou.

A FUGA DAS VÍTIMAS:

Um dos assaltantes anunciou que em trinta minutos as vitimas seriam liberadas. Foi quando Anderson e Lucas ficaram sozinhos e empreenderam fuga por dentro da mata ao perceber que os criminosos voltavam do ramal.

“Eles perguntavam o tempo inteiro por nossos endereços, o que fazíamos, se tínhamos família. Investigaram nossa vida, levaram relógio, celular, dinheiro e o carro. Antes de saírem um deles ainda aconselhou para eu não comprar uma Amarok, carro de valor no mercado das drogas”, falou Anderson.

Lucas acredita que o assalto não foi mais trágico porque eles informaram que eram da cidade de Porto Velho e que estavam hospedados em um hotel. “Eles queriam o nosso endereço, iam com certeza em nossas casas”, analisou o jovem.

A INVESTIGAÇÃO:

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Flagrantes da Policia Civil. Até o meio dia desta segunda-feira (30) a Policia ainda não tinha pistas dos assaltantes e nem do veículo. O pai de um dos jovens, Peré Vasconcelos já foi assaltado 19 noves.

“Nenhum desses assaltos os criminosos foram identificados. Esperamos desta vez recuperar pelo menos o carro já que graças a Deus meu filho e seu amigo estão bem”, disse Peré.

 

 

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