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Senador boliviano exilado no Brasil passa o domingo ao lado de familiares na chácara “Boi Cagão”, há 12km do centro de Rio Branco

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O senador boliviano Roger Pinto Molina – Chonta -, exilado temporariamente no Brasil, passou mesmo o final de semana no Acre, onde ficou com a família que não via fazia 500 dias. Para não chamar a atenção de autoridades e de jornalistas, ele ficou hospedado em um pequenino apartamento numa casa de campo do senador brasileiro Sérgio Petecão (PSD-AC), distante 12km da capital, conhecida como “Boi Cagão”.

Apesar da rígida segurança a reportagem de ac24horas presenciou alguns momentos vividos neste domingo pelo visitante invisível. Ele acordou cedo, tomou banho de piscina e passeou pelo pomar da chácara que fica na divisa com a sede da Embrapa/Acre. Não quis falar, pediu para não ser fotografado, mas irradiava felicidade.

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A mãe do senador também não escondia o seu contentamento. Se alternava entre risos de felicidade e choro de medo quanto ao futuro do filho. A senhora de idade avançada não quis comentar o ato do presidente Evo Morales que mandou prender o senador de oposição ao governo boliviano e prefere pedir a Deus que guie os passos do filho para um futuro de paz.

O grupo seleto de amigos que o senador Petecão recebeu neste domingo, 29, foi discreto e passou o dia no salão de festas que fica as margens do Lago do Pirarucu. A tradicional domingueira com música ao vivo foi trocada por um almoço de confraternização pela passagem do 31º aniversário do anãozinho Montana Jack, assessor de Petecão.

Sem demonstrar qualquer constrangimento por estar acomodado num pequeno quarto de 3x4m, Roger Pinto Molina é discreto e circula pelo pátio da chácara de calça jeans, óculos escuro e um boné. No local ele e a família (mãe, esposa, filhos e netos) têm o básico: uma cozinha, dois banheiros e área livre.

Nem Roger e tampouco a equipe do senador Petecão revelaram até quando o líder da Convergência Nacional Boliviana ficará em território acreano, mas provavelmente sua partida será igual a chegada: silenciosa e invisível.

Saiba quem é o senador exilado Roger Pinto

Roger Pinto, 53 anos, é parlamentar da província de Pando, na Amazônia boliviana, e líder no Senado do grupo opositor Convergência Nacional. Na região de fronteira muitos o conhecem pelo apelido de “Chonta”.

Ele foi condenado em junho a um ano de prisão pelos crimes de “dano econômico ao Estado” e “abandono do dever”. Pinto responde a processos por venda de bens do Estado, corrupção e desacato.  Ele teria sido responsável por um rombo nos cofres do Estado boliviano de 1,6 milhão de dólares em 2000. Por outro lado, o senador alega perseguição política.

Depois de perseguido pelo governo de Evo Morales, Roger Pinto viveu como refugiado no edifício da embaixada do Brasil, em La Paz, por mais de um ano.

Asilado pelo governo brasileiro, ele viajou para o Brasil, no dia 28 de agosto deste ano. Molina foi trazido em um carro da embaixada do Brasil até Corumbá (MS), com apoio de fuzileiros navais.  No interior do Mato Grosso do Sul, ele foi recebido por policiais federais e depois viajou para Brasília.

A fuga do senador boliviano para o Brasil custou o cargo do até então ministro das Relações Exteriores, Antônia Patriota.  

 

 

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