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“Donos” do PEN querem manter atual composição da Mesa Diretora da Aleac, mas exclusão de Tchê pode estourar denúncias contra Santiago

Publicado

em

Ray Melo,
da redação de ac24horas
raymelo@ac24horas.com

Mesmo em pleno recesso parlamentar os conchavos e articulações para escolha dos membros da Mesa Diretora da Aleac, estão a todo vapor nos bastidores do Poder Legislativo.

Uma reunião “secreta” para definir o rumo da eleição da Aleac foi realizada na manhã desta terça feira, 18, com a presença dos “donos” do PEN e o presidente do PDT.

Astério Moreira e Élson Santiago, do PEN e Luis Tchê (PDT) advogam a permanência da atual formação da Mesa Diretora, com três, dos sete cargos para os “ecológicos”.

A segunda secretaria permaneceria com Luis Tchê, que é presidente do PDT. Os demais cargos ficariam com o PT, PMDB e PSDB, reduzindo a representação de um membro por partido.

Com a maior bancada na Alea, o PEN buscam espaço político e cargos na Frente Popular. Na escolha dos novos secretários da prefeitura de Rio Branco, o partido não foi contemplado.

Os sete deputados “ecológicos” querem usar o desequilíbrio da divisão de cargos no governo e na prefeitura, para justificar as pretensões em manter os principais cargos na Aleac.

O atual presidente da Casa, Élson Santiago cancelou na manhã de hoje uma entrevista coletiva para apresentar um balanço no ano legislativo, para participar da reunião.

Segundo informações de assessores da Aleac, o deputado Luis Tchê estaria ameaçando abrir a “caixa preta”, das irregularidades da atual gestão, se ele for retirado da composição.

O dossiê preparado por Tchê mostraria os gastos com passagens e diárias aos deputados estaduais, além de o envolvimento de um membro da Mesa, com uma agência de viagens.

No final da tarde Tchê negou que esteja fazendo pressão para permanecer na mesa: “eu apenas estou procurando manter um espaço que o PDT conquistou. Não preciso provar pra ninguém minha lealdade ao projeto da FPA, basta relembrar o segundo turno, quando garanti ao governador a minha posição. Voltei e ajudamos o Marcus a ganhar a eleição”, disse.

O gaúcho também negou que tenha preparado um dossiê contra o presidente Santiago. “Isso é para colocar mais lenha na fogueira; quem anda dizendo isso é porque quer invibializar o meu nome numa composição. Não existe dossiê, o que existem são boatos maldosos”, garantiu.

A tentativa de conversar com todos os deputados para antecipar a eleição, defendida por Élson Santiago e Luis Tchê, falhou. O embate foi vencido pelos descontentes.

O próximo passo dos “donos” do PEN seria fazer um acordo com a maioria dos parlamentares. Para isso, Élson Santiago, Astério Moreira e Luis Tchê estudam as propostas.

Moisés Diniz (PCdoB), que é possível candidato à presidência, ganhou o primeiro embate. Juntamente com Pereira (PT), Eduardo Farias (PCdoB) e deputados da oposição, evitaram a antecipação da eleição.

Entre ameaças, articulações e propostas, os participantes da “reunião secreta” teriam como principal objetivo manter a maioria dos cargos da Aleac nas mãos dos deputados do PEN.

Leia também:
>>> Deputados manobram para derrubar Luis Tchê (PDT) e eleger Chico Viga (PSD) como 2º secretária na Aleac

 

 

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