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Na saúde do médico Sebastião, equipamento quebrado gera transtornos para pacientes em tratamento de câncer

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Texto e fotos de Luciano Tavares, da redação de ac24horas
lucianotavares@ac24horas.com

A saúde de primeiro mundo pregada pelos governos da Frente Popular do Acre ainda não chegou ao Hospital do Câncer, unidade inaugurada no governo Binho Marques, que é considerada a “menina dos olhos” de Sebastião Viana.

Familiares de pacientes que fazem tratamento na unidade reclamam da falta de medicamento para quimioterapia, que gerou, ontem, um verdadeiro tumulto na unidade, porque vários pacientes tiveram que voltar para suas residências depois de informados que o serviço estava paralisado.

“Meu esposo faz tratamento há um mês. Segunda eu vim aqui e disseram que não tinha remédio. Fica difícil porque a gente dá a viagem perdida. Ele não aguenta andar de ônibus, eu tenho que pagar um taxi, que custa trinta reais pra ir e voltar. E a gente chega aqui ainda é assim”, desabafa a senhora Maria Helena, esposa de um paciente da unidade.

Outra que está revoltada é Marcilene Francelino de Santana. Ela tem um cunhado que faz tratamento na unidade há três meses. Segundo ela não é a primeira vez que falta medicamento para quimioterapia. “Moro no João Eduardo tenho que pagar taxi para ir e voltar. Já  cheguei aqui e tive que voltar na mesma hora por falta de remédio. Segunda-feira a sobrinha dele (paciente) veio aqui, mas foi embora porque não tinha remédio”, conta.

Por outro lado, a diretora geral do Hospital do Câncer, Mirian Késia, diz que a causa do contratempo não é a falta de medicamento. “Nós não temos falta de medicamento. O que aconteceu há dias atrás foi um demora na entrega por causa da greve da Anvisa, mas rapidamente o fornecedor providenciou”.

Na entrevista ao ac24horas, Mirian Késia acabou revelando que o problema, talvez tão grave quanto à falta de remédio em um hospital, foi a danificação do filtro para manipulação quimioterápico, que fica dentro de um espaço conhecido como capela, local com alta proteção para evitar contaminação química, onde é manuseado o medicamento para os doentes do câncer. Essa máquina queimou em junho. Como medida paliativa o governo contratou uma clínica para fazer o mesmo serviço, e na segunda-feira a clínica passava por uma vistoria, por isso foi suspenso o procedimento quimioterápico.

Sobre a máquina, a diretora informou que “na segunda-feira ela estará pronta”.

 

 

 

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